
Depois de mais de tres anos
encostada voltei à
lida. Não às lides.Esta é uma carreira encerrada. Entrei num
mercado que além do
viés de modernidade tem a sua linguagem própria que ainda não absorvi inteiramente. Nem sei se haverá tempo, necessidade ou se, de fato, me interesso. Por enquanto, tenho achado tudo muito curioso. Tem sido um laboratório para minhas observações, sobretudo em relação a como e porque (não)
funciona como devia. Começa pelos arranjos que me fizeram "
consultora". Seja lá o que isto siginifique, indagada sobre, já dei por mim explicando, com leveza, que seria uma 'assessoria para assuntos aleatórios'. Bom, nisto cabe quase tudo, esbarrando no meu (des) conhecimento na área técnica.Na verdade, tenho sido instigada a
'pensar' o que, modernamente, é um
trabalho! O que mais me surpreende nesta minha
rentrée é constatar que as velhas coisas passaram a ter novos nomes. Seria por conta do
politicamente correto? Tenho me deparado com idéias que são
colocadas e, se eu vinha estranhando o
agilizar, tive que me esforçar para
otimizar o meu desempenho neste universo em que empresários são
empreendedores, prestadores de serviços
parceiros e empregados
colaboradores.
Na área dos comportamentos, percebo o quanto as pessoas tem necessidade de serem ouvidas. Ter para quem falar, de preferência em certos cenários, faz diferença. Não lhes basta a
mídia em geral, a
web, os
sites, etc para exporem as idéias que estão cansadas de repetir. Fazem
uma agenda para se reunir lá, convictos de que daquele blablabla sairão as decisões com que pretendem mudar o mundo (em seu favor, eu penso). Terminam satisfeitas. Seria por marcarem presença ou pela crença de que deram a sua contribuição para com a tal das
políticas públicas? Eu, que não acredito em nada, assisto a tudo com cara de paisagem, pensando entrever os jogos de interesses subjacentes, protagonistas que são de um teatro que deve continuar com o mesmo elenco, ainda que com as eventuais trocas de papéis. Só isto.
Por lá também circulam
minorias que não são mais aquelas nossas velhas conhecidas. Surgiram outras e, dentre elas, os
atingidos. Atingidos são pessoas ou comunidades que sofrem pelos mais variados tipos de
repercussões provocadas pela instalação de qualquer
empreendimento. Eles tem associações que os representam, criam foruns....etc
Onde contratados são
parceiros e trabalhadores
colaboram com a empresa, tudo parece suave e correto. Observo que as pessoas são
chamadas à colaborar pelo modo como
interagem e se comprometem.
Interagir é
o que há de importante. Ser comprometida também conta. Os curriculos são manipulados (ops! deve ter uma palavra 'correta' para isto) de modo a adequá-los às circunstâncias e necessidades. O resultado, me parece, é que ninguém sabe mais de quase nada! Quando teriam acontecido estas mudanças? Não foi de um dia para o outro, mas sei que estive quase para perder este bonde. Não poderia ficar fora desta!
Da área técnica,
'zona de amortecimento' me parece a melhor expressão. Para uso metafórico, claro! Se eu soubesse escrever sobre relacionamentos encontraria um bom uso para ela...