
Fui ali e já volto...
22 de setembro, desde 1997, vem sendo o simbólico dia mundial sem carro. Não estou louca de pensar que, de um dia para o outro, a gente vai se libertar totalmente de ter que ir de carro. Sobretudo num país onde, além de meio de transporte, automóvel tem valor social. Aqui, especialmente, há quem prefira ter um 'carrão' a ter uma casa, embora sequer existam ruas adequadamente pavimentadas. Bem mais apropriados seriam aqueles preparados para rallys... Seja como for, andar de ônibus, de bicicleta ou a pé é impensável. Por razões que nem vale a pena tentar explicar. Qualquer coisa parecida, ainda que remotamente, com “mobilidade sustentável“ é utopia! A falta de opção que me obriga a viver trancada, inclusive num carro, é o que me faz seriamente (re) pensar em não permanecer.
Lendo que o “renegado, esnobado, esquecido” filme baseado no livro do Herman Hesse agora virou cult e foi lançado em DVD, me lembrei de que pelo começo da década de 70, 'todo mundo' leu O Lobo da Estepe.