FRADIM BAIXIM - frade baixinho de humor sádico. Seu gesto "Top! Top!" tornou-o o personagem mais famoso do Henfil



BODE FRANCISCO ORELANA* - intelectual e defensor do
status quo.

CAPITÃO ZEFERINO* - nordestino cangaceiro

GRAÚNA* - ave da caatinga e eterna crítica do Sul maravilha

FRADIM CUMPRIDO - frade magrelo, parceiro e vítima do Baixim

HENRIQUE DE SOUZA FILHO, ou HENFIL, como era conhecido o desenhista jornalista e escritor, nasceu em MG (Ribeirão das Neves) e morreu no Rio de Janeiro, aos 43 anos.
Era hemofílico e contraiu Aids através de uma transfusão de sangue.
Foi embalador de queijos, "boy" de agência de publicidade e jornalista, até especializar-se, no início da década de 60, em ilustração e produção de histórias em quadrinhos.
Tornou-se conhecido nacionalmente, a partir de 1969, quando passou a colaborar no "Pasquim" e lançou a revista "Os Fradinhos", ou apenas "Fradins".
Sua carreira de cartunista e quadrinhista teve início em 1964 na Revista Alterosa de BH, onde nasceram "Os Fradinhos". Em 1965, passou a fazer caricatura política para o Diário de Minas, em 1967, fez charges esportivas para o Jornal dos Sports do Rio de Janeiro. Foi colaborador das revistas: Visão, Realidade, Placar e o Cruzeiro.
A partir de 1969, fixou-se no Pasquim e no Jornal do Brasil.
A sua produção de histórias em quadrinhos e cartoons tinha sua marca registrada: um desenho humorístico político, crítico e sátiro, com personagens tipicamente brasileiros.
Após 10 anos no Rio de Janeiro, Henfil mudou-se para Nova York, em tratamento de saúde e lá escreveu o "Diário de um Cucaracha".
Além das histórias em quadrinhos e cartoons de estilo inconfundível, escreveu uma peça de teatro - "A Revista do Henfil" (em co-autoria com Oswaldo Mendes);escreveu, dirigiu e atuou no filme "Tanga - Deu no New York Times" e teve uma incursão na televisão com o quadro " TV Homem", do programa "TV Mulher".
Como escritor, publicou sete livros: "Hiroxima, meu humor", "Diário de um cucaracha", (1976), "Dez em humor" (coletiva, em 1984), "Diretas já " (1984) e "Henfil na China", 'Fradim de Libertação" (1984), "Como se faz humor político". (1984).
Teve marcante participação e engajamento na resistência contra a ditadura, pela democratização do país, pela anistia aos presos políticos e pelas Diretas Já.
Merece destaque, ainda, o papel por ele exercido na história dos quadrinhos brasileiros: na renovação do desenho humorístico nacional; na criação de personagens típicos brasileiros, como "Os fradinhos", o "Capitão Zeferino", a "Graúna", e "Bode Orelana", entre outros.
Fazia um quadrinho da "descolonização", numa época em que os quadrinhos nacionais eram sufocados pela distribuição dos quadrinhos norte-americanos.
Fez de seu alegórico humor gráfico uma arma de resistência e combate à ditadura.
http://www.centrocultural.sp.gov.br/gibiteca/henfil.htm
"Mineiro visionário"
Assim o definiu o amigo, psiquiatra e escritor Hélio Pellegrino. " Fez do humor criativo o porta-voz da sua revolta com as injustiças do mundo. Seus desenhos de caráter político, às vezes agressivamente irônicos, outras vezes quase líricos, revelavam seu engajamento na vida pública do país. Oportuno em suas criações, mesmo durante o período mais terrível da repressão, ele sempre achava um jeito de desmascarar, denunciar, ridicularizar, sempre com a arma do riso, aqueles que oprimiam a nação".
2 comentários:
entrei por causa do henfil... encontrei flaubert, cecilia, clarice, bandeira... que agradavel!
q bom a 1 hora da manha ter tais encontros...!
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