Desprovida de moralismos falsos, achei curiosa esta notícia do NYT : Um site dos EUA que tem como slogan "a vida é curta, tenha um caso", oferece namoro para casados e já atraiu milhões de assinantes. Na cena do comercial , um casal celebra o aniversário de casamento. Estão em um restaurante à luz de velas, mas a noite não é nada romântica. Na metade do tempo, o marido fala de negócios ao telefone; na outra metade, lança olhares lascivos para a garçonete, usa a faca como espelho para limpar os dentes e sugere que a parceira vai engordar se comer sobremesa. O que ela deve fazer? Partir para o adultério, sugere abertamente.
O sucesso só não foi maior do que a comoção causada entre os defensores da “fidelidade”. Na verdade, um site como este apenas serve a um comportamento já existente e não será um comercial que vai convencer alguém a ter um caso, quem se encarrega disto é o próprio marido. A gente sabe que a maioria das mulheres não busca sexo. Não que sejam santas, mas algumas talvez até se contentem com uma pessoa mais interessante e divertida para jantares, drinks e conversas inteligentes, enquanto a maioria dos homens só quer sexo mesmo. Na França, onde há muita “ infidelidade”, a taxa de preservação de casamentos é muito maior do que a dos EUA com o seguinte detalhe: os franceses são mais sutis, não abrem mão dos jogos de sedução, que são a melhor parte...
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