abril 20, 2009

Paris

Esta foto fiz ontem voltando para casa após um por de sol lindíssimo, a paritr da Pont des Arts, a minha preferida.
Houve um tempo em que me apavorou a idéia de operar um joelho. Só não fui à benzedeira, mas fiz de tudo para escapar da imobilidade a que estaria condenada por algumas semanas (ou seriam meses?). Entre apavorada e deprimida, entrei para uma comunidade virtual de pessoas que tinham o joelho “podre”. Busquei consolo nos casos de jovens, fiquei informada sobre as muitas e variadas razões para se ter o joelho avariado. E, sobretudo, de que não seria mais um achaque decorrente da idade. Relembro tudo isto para fazer uma reconsideração: permanecer de cama por uns tempos pode nem ser tão ruim se temos acesso ao mundo pela web.
A “ imobilidade” que experimento é mais grave e vem acompanhada de uma síndrome da abstinência sobre a qual um dia ainda irei escrever.
Por enquanto, tenho Paris a minha espera....e é primavera!
Ontem, acompanhei minha “parceira” (que é como se chama, em Portugal, a sogra do filho (a) – a parceria deve ser nos netos...Vai entender a lógica deles! ) numa flanerie, no seu primeiro dia na cidade. Mesmo quem não conhece Paris sabe o quanto a primavera lhe cai bem.
Mas a vida não são só flores...
A Europa expandida se tornou ainda mais multi étnica/ multi racial e multi cultural. Não é mais a figura do simpático clochard o símbolo da exclusão social, em Paris. Sem pretensões de entrar no mérito, observo que os asiáticos (orientais de origens diversas, que temos uma tendência a classificar como “japas”), estão integrados e trabalham silenciosos parecendo não querer atrair a atenção para eles. O chamado “quartier chinois” (13 arr.) aponta a mais baixa estatística de “fait divers” ( como se chama o caso de polícia por aqui). Os árabes (muçulmanos ou não) representam a herança colonial que a França (bem ou mal) tenta administrar. Tem ainda os africanos, que não são poucos. Numa observação (apressada e superficial) percebo os do leste europeu como os mais desvalidos, pois nenhum dos outros são vistos pedindo esmolas.

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