abril 10, 2009

Matosinhos

As boas vindas ao Hugo não poderiam ser diferentes nem melhores do que saboreando o bacalhau do Engenho da Panela (av. da Circunvalação). De lá, saímos para um passeio por Matosinhos contando com as, ainda frescas, explicações “apanhadas” pela Bea, no tour Porto Vintage que fizera à tarde.
Na igreja matriz, “dotada da mais elegante e exemplar linguagem barroca”, acontecia cerimônia religiosa relativa à Páscoa. Com a igreja aberta em plena noite, tivemos oportunidade de apreciar a iluminação de seus altares renovados no século XVII, graças ao ouro vindo do Brasil. O seu interior é constituído por três naves separadas por cinco arcos quinhentistas de volta perfeita, assentando em colunas e sustentando uma cobertura de madeira.


Prosseguindo no matosinhos by night, depois das piscinas naturais (intervenções do arquiteto Siza Vieira no mar), passamos por uma das mais belas rotundas do país, onde se encontra esta escultura da americana Janet Echelman. Como bem observa o Antonio, a cada vez que nos faz admirar esta obra, é preciso deixar correr o vento ou as brisas para que nosso olhar melhor se delicie com as danças desta gigantesca metáfora das redes de pesca. Uma escultura diferente se apresenta em cada minuto. Sua estrutura é suportada por três postes metálicos pintados de vermelho e branco, um deles com 60 metros de altura. A rede,nas mesmas cores, está suspensa num anel de 42 metros de diâmetro, é feita de material sintético especial. Os postes não se limitam a sustentar a rede, assumem uma decisiva intervenção nos jogos de luzes. Dedicada aos pescadores de Matosinhos, foi da comunidade local que surgiu a designação que a identifica: Anémona.

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