março 18, 2009

De Bayonne

Tem feito uns dias lindos por aqui....
Depois de tantos deslocamentos estive “ de molho”.Só descansando. Estou craque em não fazer nada. Quem diria! Felizmente que chegou este tempo de me perguntar: o que tenho para fazer amanhã? E não me desesperar ou deprimir ....Invento cada dia e acabo fazendo muita coisa. Tem dia que fico ocupadíssima. Alguém já tinha me dito ser isto possível...
Hoje fui “estirar as pernas”, sem bolsa, sem máquina fotográfica (estava com o cel e não resisti), me confundindo com os moradores dei até informação.... Atravessei a ponte.Quase em frente daqui, passa o Adur que é o rio que corta a cidade e Bayonne é bem próxima de sua foz. Antes que me esqueça, ontem minha amiga me ofereceu um ticket de onibus válido só para atravessar a ponte. Estranhei, mas ela me assegura que há momentos de vento forte em que é perigoso...Fico passada de ver até que ponto o “ paizão” (o Estado - não confundir com o governante de plantão) cuida dos seus. Estou na Petit Bayonne e na outra margem é o centro comercial, a prefeitura, o teatro, a catedral...O Museu Basco está do lado de cá, como também vários estabelecimentos que tem muito da cultura basca. No entanto, os bascos daqui não são separatistas, nem lutam para ter partido e voz no parlamento como os da Espanha. Comme partout , fazem um certo movimento no sentido de que o pays basque seja para os bascos, sem extremismos. Numa certa medida e com algumas variações, isto acontece por toda a Europa.
Bom, voltando à minha promenade, depois de andar um pouco a pé, o sol estava tão quente (ops! nestas horas me lembro de onde vim...) que tomei a navette que é um micro onibus (pouco maior que uma van) que circula pela cidade. Movida a eletricidade (tem uma bateria que dura seis horas) , não faz barulho, nem polui o ar e em certos trechos do centro histórico (sem calçadas) passa a um palmo das cadeiras em torno das mesas dos cafés e ninguém nem se mexe, nem reclama. É para ser daquele jeito mesmo. O propósito da navette é levar/trazer as pessoas para os diversos estacionamentos evitando que adentrem ao centro de carro. Não sei em que medida o objetivo é alcançado pois são vistos carros demais por tudo que é rua. Detalhe interessante que observei é que existem na cidade muitos paineis eletrônicos informando o número de vagas nesses estacionamentos. No meu passeio verifiquei em um deles ( coberto , no subsolo de um parque) que o preço era 1 euro!
Soube que tem gente daqui que nunca usou a navette e outras que nem sabem para que foi criada. Ou seja, aquela idéia de que os “civilizados” tem mais consciência do que estão fazendo com o mundo e consigo mesmo é falsa.
Do contrário, não fumariam tanto!!!
PS: sobre a cidade no marcador destinos existem informações curiosas, (eu diria!) do ano passado

Um comentário:

Anônimo disse...

Como assim sem bolsa?
Não me deixe preocupada.
saudades, bjs
Lili