Ontem à tardinha fomos a Mouguerre um pequeno povoado situado na margem esquerda do Adour que tem como ponto de atração um promontório de onde se tem uma esplêndida vista de Bayonne e seus arredores. É um caminho rural que se chama Croix de Mouguerre . Lá se encontra uma cruz e um obelisco. O monumento histórico foi construído em honra do Marechal Soult e seus soldados, no lugar que foi palco de batalhas nas guerras napoleônicas. Fiquei interessada na Cruz que, não tendo qualquer relação com os fatos históricos, dá nome ao promontório. Numa placa se lê que aquele lugar já foi denominado Akelarre , a palavra basca que siginifica “lande du sabbat” . No século XVII, a Igreja pretendendo apagar a “sinistra memória” dos sabás que lá aconteciam, fez com que passasse a se chamar Azerilarre que siginifica “lande aux renards”. Não há notícia de nenhuma raposa por lá. A cruz ali colocada pela Igreja tem o objetivo de lembrar que os ritos pagãos pertencem ao passado (?).
Ainda no tema, a Faculdade Multidisciplinar do BAB- Campus da Nive promove neste sábado , o evento La sorcellerie au Pays Basque. No programa conferência de um mestre sociólogo, de um professor de basco e do autor do livro 'Bruxaria, o que esconde a fumaça das fogueiras de 1609', Claude Labat, seguida de uma releitura do processo, 400 anos depois. E para encerrar, uma visita temática ao Museu Basque, em torno das obras de Gonzalez de la Peña (foto). Pelo visto, o tema ainda é palpitante por aqui. Não dá para dizer que as bruxas não estão soltas.
(clique o título para saber mais)
Caindo a noite e a temperatura, fui para o carro. As fotos são da Beatriz!



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