
Há uma geração poderosa neste início do século 21: a das mulheres que já passaram dos 50 anos e, sem dar bola para os estereótipos, realizam seus sonhos, pondo em prática a determinação de viver plenamente a vida. Cinqüentonas assim são fruto das mudanças comportamentais deflagradas na segunda metade do século 20 e das conquistas médicas que prolongaram a expectativa de vida e forneceram as ferramentas para viver com qualidade. Mas, acima de tudo, são conseqüência da decisão inabalável de aproveitar plenamente cada fase. A mudança, no entanto, ainda não foi incorporada aos dicionários. Meia-idade continua sendo o termo usado para definir essa faixa etária. Não é dos mais inspiradores: será "meia" oposição a plena? Ou o início do fim? Há, certamente, o inexorável. O corpo muda, o mercado de trabalho não ajuda e as estatísticas sobre as possibilidades de conseguir um relacionamento estável são deprimentes. Isso quer dizer que, ao chegar à tal da meia-idade, você já era?
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