
Nada muda.Todo ano é a mesma coisa.
As lojas esticam o horário em que se mantém abertas e continuam sempre abarrotadas. Os mesmos pinheirinhos artificiais cheios de penduricalhos que os chineses parecem, a cada ano, aprimorar.
E haja ohs! diante de "árvores", cada vez mais inusitadas.
Deparei-me com uma que trazia todos os tons do cor-de-rosa. Isto mesmo! De onde tiram a idéia de que uma árvore, seja do hemisfério norte ou daqui de debaixo do equador, pode ter aquelas cores e laços e ainda continuar sendo chamada de "árvore"? Parece que tem que ser assim mesmo.
Fugindo da mesmice, mas não do inusitado, Fortaleza tem, na Praça Portugal, sua árvore cujos galhos são redes (foto), enquanto na Praça da Espanha, em Curitiba, Daniel Marques deu mais um show de criatividade,com a sua árvore feita de embalagens recicláveis.
Mas estas são tentativas, quase isoladas, de escapar do óbvio.
Afinal, a vida e a festa têm que continuar, aqui e alhures, acima e apesar daqueles que, como eu, não sabem o que significa este tal de "espírito natalino".
O jeito é não estragar a festa dos outros, já que todos estão perfeitamente imbuídos da idéia de que há algo a ser comemorado.
Os cumprimentos convencionais, desde que entra dezembro, são substituídos pelo, mais do que desgastado e vazio, "Feliz Natal!" Mesmo quando este já passou!
E são tão efusivos (e repetitivos) nesta manifestação, que acredito deva ter, realmente, um profundo sentido, que está fora do meu alcance e compreensão.
De tanto ouvir, já me flagrei repetindo. Olhei para os lados, temendo que alguma criança mais curiosa, ouvindo, me perguntasse o significado daquilo tudo. Ficaria sem resposta.
Enfim, curada a ressaca de tantas confraternizações, amigos secretos, troca de presentes e da indefectível ceia (por que só tem peru em festa de natal?), goza-se, enfim, de uma pequena pausa e vem o reveillon.
Mas aí é outra coisa.
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