dezembro 27, 2007

Fim de ano


Da janela, apesar do verão, tudo cinza.
Na alma, nenhuma esperança possível...
só o esforco para cumprir os rituais.
Os abraços em quem não nos abraçou o ano inteiro
nem nos abraçará no próximo.
Até que volte a ser Natal.
A troca dos presentes previstos nas listas anunciadas on line .
Os ecos dos muitos ohs! de surpresa.
Afinal, sem ela a festa não tem graça !!!

Um não gostar de expressar meus sorrisos por sinais de pontuação,
nem de trocar por exclamações o brilho do olhar impossível.
Não são bons estes tempos...
Mas, se haviam outros melhores, onde estão?
E por que nada deixaram?

Nem é inverno, tempo em que alguns se dizem tristes (penso em ti).

O Natal está aí,
festas e confraternizações.
Encontrar amigos para quem não se quis ter tempo o ano inteiro
os que se quis (poucos) a gente encontrou.
A promessa (vã) de que no próximo ano será diferente...
A certeza de que são palavras, faladas a esmo,
à falta de outras que não se tem para dizer,
além dos lugares-comuns, dos votos:
paz e amor nos corações
Os clichês nas publicidades,
o velhinho, símbolo muito coca-cola para o meu gosto...

A desgastada afirmação dos mais velhos de que o ano passou rápido demais
O olhar incrédulo dos jovens,
para quem o tempo demora a trazer os seus sonhos...

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