maio 20, 2009

Viver um grande amor


Ontem assisti Je l´ aimais da “ talentosa” cineasta Zabou Breitman que já fez outros filmes de sucesso : “ Se souvenir de belles choses” e “ L´ homme de sa vie”. Não vi (ainda) nenhum dos dois, mas com estes títulos me pergunto se o atual Je l` aimais (adaptado de um romance de Anna Gavalda que está nas vitrines com capa de cena do filme) não seria um pouco de cada um deles. Daniel Auteil no papel do “pai de família” que, pretendendo consolar a sua nora que passa por um péssimo momento, conta para ela a história de um antigo, intenso e doloroso amor a que ele renunciou e hoje se diz “ morto”. Contada em flash-backs, a história do fraco e covarde que se nega a viver o grande amor para não romper um fracassado casamento, tinha tudo para ser banal. O que a salva deste lugar comum é o sofrimento dele. Nunca num filme vi o sofrimento masculino sendo mostrado num grau tão acentuado. Sabe daquele de querer morrer? Quem viveu sabe a que me refiro ...
Saí do filme pensando num mosaico de situações vividas não só por mim ... Por que um grande amor, por uma razão ou outra, não se concretiza? Ou ele só é “ grande” porque não é viável? Ou tem razão o poetinha, “ um grande amor só é bem grande se for triste”? Do contrário, é qualquer outra coisa, às vezes até boa, outras nem tanto, mas não um grande amor...Segui divagando pelas ruas, aqui, onde, em algum tempo, uma vez, pensei haver encontrado este tal de grande amor...

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