Na Idade Média eram as baleias que invadiam as suas águas calmas e o local era um pequeno porto habitado por nativos craques no manuseio de arpões que até o século 17 eram usados na matança de baleias, principal sustento dos pescadores. O óleo era usado como combustível e liga para construções, os ossos iam para a confecção de cercas e móveis e parte da carne era usada em receitas da região.
Foi no começo de 1800 que a cidade começou a ganhar notoriedade e um dos primeiros grandes nomes a freqüentar Biarritz foi Victor Hugo que escreveu em 1843: "É um povoado branco, de telhados vermelhos e janelas verdes, construído sobre um pequeno monte gramado".
Onze anos mais tarde, o imperador Napoleão 3º deu início à construção de sua residência de verão, o Palais (hoje transformado em hotel) presenteado a sua mulher para que ela pudesse ouvir o som das ondas, desfrutar da beleza da paisagem e também dos benefícios do clima.
Guiada pela curiosidade (ou talvez pela inveja), parte da realeza européia acabou construindo seus palacetes: os reis da Bélgica, de Portugal e da Espanha, além de príncipes russos, poloneses e lordes ingleses. No século 20, na cidade foram instalados cassinos e casas de espetáculos. Mesmo depois da Segunda Guerra, continuou atraindo a elite de várias partes do mundo, além de estrelas do cinema. Rita Hayworth, Frank Sinatra, Gary Cooper e Bing Crosby eram figurinhas carimbadas. .
Chega de dar uma de guia!
Ao contrário dos espanhóis (lembrei-me deles pois ontem estavam por aqui aproveitando o dia de São José que é feriado na Espanha), os franceses não fazem o que nós chamamos de happy hour. Saem do trabalho direto para casa e, se retornam, é bem mais tarde, para um solene jantar. Ontem fomos ao cair da tarde para Biarritz e tínhamos a intenção de ficar um pouco por lá, mas quando o comércio fechou a cidade ficou deserta e todos os bares/cafés vazios.
Valeu pelo lindo coucher du soleil que podia ter sido melhor registrado, caso não tivesse deixado para lembrar do dispositivo para fazer fotos no crepúsculo, somente ao chegar em casa...!
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