fevereiro 12, 2009

Abraham Lincoln


Hoje é o bicentenário de Abraham Lincoln, uma das maiores figuras da história americana, considerado a própria encarnação de um estadista. Foi presidente dos EUA, durante a Guerra Civil (1861-65), na qual centenas de milhares morreram e o país quase rachou ao meio. Durante a guerra ele promoveu a libertação dos escravos e a ocupação produtiva. Clamou pela unidade não pelo princípio de autoridade, ou invocando Deus, mas apelando ao projeto de construir uma nação baseada na liberdade individual e na descentralização federativa. Suas expressões entraram para a história, como "todos os homens são criados iguais" e "governo do povo, pelo povo, para o povo". Não foi a sua morte por assassinato que construiu sua lenda, mas seus atos e palavras."Sem malícia contra ninguém; com caridade para com todos; com firmeza no correto, que Deus nos permita ver o certo, nos permita lutar para concluirmos o trabalho que começamos; para fechar as feridas da nação..." Em 14 de abril de 1865, uma sexta-feira santa, Lincoln foi assassinado no Teatro Ford em Washington por John Wilkes Booth, um ator que achava estar ajudando o Sul. O resultado foi o oposto.
Dono de forte personalidade e habilidade para expressar suas convicções, Abraham Lincoln é tido como um dos inspiradores da moderna democracia. O próprio personagem de Lincoln, sua aparência física, os tristes episódios de sua vida familiar, suas relações com as mulheres sempre problemáticas ou distantes, continuam a excitar a curiosidade. Historiadores e biógrafos já sugeriram a sua homossexualidade (O Mundo Íntimo de Abraham Lincoln,de CA Tripp - clic no título).
Ainda este ano será lançado o filme do Steven Spielberg que cobrirá o período no qual Abraham Lincoln ocupou a Casa Branca, entre 1861 e 1865, e abordará, “com enfoque polêmico”, os relacionamentos que ele manteve com aqueles que o cercavam.
Faz muito tempo que li sua biografia. Num tempo em que minhas dores de cabeça se equiparavam as da Sra. Lincoln, as quais o autor se referia em maiúsculas: Dor de Cabeça. Assim eram também as minhas. As razões é que não eram as mesmas. Ou seriam?

Um comentário:

Anônimo disse...

Me lembrei de te perguntar se tu sabes o que ele queria fazer com os escravos que ele libertou nos EEUU? mandar pro Brasil. Foi D Pedro II que barrou o intento depois de sacar que os embaixadores de ambos os países queriam era ganhar $$ com um outro tipo de escravidão e de se apossar desta terra. Coisa tão feia que não imaginas. Tá saindo um livro sobre o assunto.