<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174</id><updated>2012-02-01T06:54:46.198-02:00</updated><category term='reflexões'/><category term='natureza'/><category term='ballet'/><category term='fotografia da web'/><category term='Portugal'/><category term='contos'/><category term='France'/><category term='sustentabilidade'/><category term='música'/><category term='obra prima'/><category term='arte'/><category term='J.P. Coutinho'/><category term='fotografia'/><category term='literatura'/><category term='acontece'/><category term='futilidades'/><category term='Praga'/><category term='história'/><category term='imagem'/><category term='filosofia'/><category term='Andorra'/><category term='destinos'/><category term='España'/><category term='humor'/><category term='ensaio'/><category term='poesia'/><category term='Viena'/><category term='receitas'/><category term='publicidade'/><category term='discriminação'/><category term='Milena Morozowicz'/><category term='RUBEM ALVES'/><category term='L. F. PONDÉ'/><category term='teatro'/><category term='Turquia'/><category term='Budapeste'/><category term='MARIO DE LIMA'/><category term='cinema'/><category term='música'/><category term='PARIS'/><category term='Mercia Pinto'/><category term='reflexões entrevista'/><category term='Chile'/><category term='gente'/><category term='Rogério Bessa Gonçalves'/><category term='arco da velha'/><category term='comportamento'/><category term='crônica'/><category term='Maria Rita  Kehl'/><category term='Contardo Calligaris'/><category term='dica de blog'/><category term='divagações'/><title type='text'>Uma certa idade...</title><subtitle type='html'>"Vivo nas estrelas porque é lá que brilha minha alma." (M. Bandeira)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>2881</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-7237328751613882237</id><published>2012-02-01T06:53:00.000-02:00</published><updated>2012-02-01T06:53:19.940-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>O cavalo do Spielberg</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-61_aDPC6ycY/Tyj9BRK1bDI/AAAAAAAAKw0/7r8S8OJKxbw/s1600/roberto-damatta-testeira.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="75" src="http://2.bp.blogspot.com/-61_aDPC6ycY/Tyj9BRK1bDI/AAAAAAAAKw0/7r8S8OJKxbw/s400/roberto-damatta-testeira.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assisti ao Cavalo de Guerra. Havia tempo que eu não tomava parte do estranho ritual de ir ao cinema para participar da exibição mecânica de um drama que independe de quem o assiste. Pois diferentemente de outros rituais de desempenho - como as celebrações religiosas, cívicas e teatrais - onde os oficiantes dependem da cumplicidade dos espectadores, no cinema somente a plateia pode atrapalhar-se a si mesma, falando alto ou chegando atrasada. O que não atinge o filme que, indiferente como um meteoro, "passa" transformando fotografias mortas numa narrativa viva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Invejei Steven Spielberg por ter inventado mais um cavalo para a nossa extensa mitologia equestre. Tínhamos o de Troia, o de batalha (que ocorre todo dia no Brasil); o Trigger, do Roy Rogers, um remoto caubói; o Silver, o cavalo prateado do Zorro ex-amigo do Tonto (um índio); e, para terminar uma formidável lista, o cavalo branco de São Jorge que Napoleão, com sua megalomania digna dos presidentes republicanos, tentou roubar. Eis uma modesta mostra de como o cavalo desempenha, ao lado do cachorro, um denso papel na nossa imaginação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cavalo detém a força do puro poder e da mobilidade, ao lado de uma contida e disciplinada imponência, ausente nos cães mais indômitos. Mesmo no papel humilde de puxador de um veículo, o cavalo chama atenção pela sua obediência tranquila. Dele é aquele ar bovino, aquele sossego das sujeições serenas: feliz com os seus limites e ciente do seu papel. Mas é dele também o poder de chegar rapidamente a algum destino. Os cavalos permitem voar e alguns são alados...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ser dono de um cavalo ou montá-lo é sinal claro daquela liberdade igualmente contida da nobreza, como mostra a melhor sociologia do cavalo que li até hoje, a de Câmara Cascudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje em dia não temos mais cavalos, diria um leitor cético diante de minhas baboseiras etnológicas. Verdade, mas nas nossas garagens estão centenas de "cavalos de força" devidamente encurralados nos nossos automóveis. Temos centenas de cavalos prontos para galopar sincronizada e perigosamente - em cima dos outros quando nos movemos pra valer!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E continuamos a ter cavalos de guerra que lutam contra ladrões, marginais ou subversivos que infestam nossas cidades mal planejadas e sem fiscalização que julgamos protegidas por São Jorge, o santo inglês que, como diz Gilberto Freyre, tornou-se popularíssimo no Brasil por ser um santo montado num país de escravos a pé e de aristocratas falsos, preguiçosos e gordos. Mais preocupados - como ocorre até hoje - com suas famílias do que com o seu povo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse cavalo de batalha não teme dragões. Ademais, ele é também o símbolo, como assinala o sociólogo Thorstein Veblen na sua pioneira teoria do consumo como um traço básico da identidade social no capitalismo - um penhor de consumo conspícuo ou supérfluo. Um consumo como expressão de posição social e não de necessidade. Sobretudo no papel de "cavalo de corrida".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dominar um cavalo fazia parte do treinamento dos nobres. Quem mandava num cavalo sabia comandar pessoas. O cavalo eleva e dá capacidade ao seu dono, servindo como perfeita metáfora para uma suposta (ou imposta) superioridade social. Que o leitor preste atenção nas estátuas equestres. Nelas, quanto mais importante o herói, mais sua montaria tem as patas levantadas; e, quanto mais patas no ar, em atitude de movimento grandioso, mais heroico é o gesto e o personagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dado empolgante da mitologia do cavalo é a sua identidade com o cavaleiro. Quando os dois formam uma só pessoa (ou "conjunto"), como ocorre nas provas equestres, verifica-se um grau de simultaneidade que torna difícil não ver a montaria e o montador como uma só pessoa. Foi assim que os astecas avistaram os espanhóis que os conquistaram e dizimaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa figura do cavalo como símbolo de poder - como animal de trabalho e como montaria que passa a ser uma arma quando os seus donos entram em guerra - foi o que mais me tocou no filme. Pois o que a narrativa de Spielberg realiza, em estilo de John Ford, é mostrar como cada um dos seus "donos" o vê como uma projeção de si mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Joey (esse é o nome do cavalo herói) é construído e constrói o seu primeiro e "verdadeiro" dono, o rapaz que se vê obrigado a treiná-lo como besta de trabalho; seu segundo dono é um oficial inglês de Cavalaria que o usa como uma arma de guerra; depois chega a vez de "pertencer" a uma menina francesa e doente que o torna parte de suas delicadas fantasias de adolescente; daí, Joey é de um duro, mas sensível sargento encarregado de puxar canhões para o Exército alemão; até que, aterrorizado e perdido na terra de ninguém e de todos os horrores humanos que é a guerra, o cavalo tenta escapar somente para ficar embaralhado nos arames farpados - típicos de nosso modo de viver - que dividem ingleses e alemães.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então Joey fica como todos nós ficamos quando a vida nos leva para a terra enlevada do sofrimento, dos pesadelos, das lágrimas e da solidão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É justamente nesse momento que Joey se torna cavalo e, assim, como o "outro" tanto dos ingleses quanto dos alemães, ele neutraliza a guerra, fazendo com que dois soldados inimigos que tornem parceiros na tarefa de libertar e salvar esse "outro do outro", como diz Viveiros de Castro. Eis a melhor cena do filme e um dos momentos mais belos que vi no cinema. Pois quem somos nós, autointitulados humanos, senão meros cavalos igualmente passando de mão em mão e servindo como veículos para que a vida possa ocorrer por meio de nossas existências?&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-7237328751613882237?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/7237328751613882237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=7237328751613882237' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/7237328751613882237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/7237328751613882237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/02/o-cavalo-do-spielberg.html' title='O cavalo do Spielberg'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-61_aDPC6ycY/Tyj9BRK1bDI/AAAAAAAAKw0/7r8S8OJKxbw/s72-c/roberto-damatta-testeira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-1156575420973915571</id><published>2012-01-30T07:44:00.001-02:00</published><updated>2012-01-30T07:44:44.256-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem'/><title type='text'>Portas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pr_1LsQTf2M/TyZkW330rrI/AAAAAAAAKv0/f3skJhdQcP4/s1600/portas11111.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-pr_1LsQTf2M/TyZkW330rrI/AAAAAAAAKv0/f3skJhdQcP4/s400/portas11111.jpg" width="360" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-R1GW-mkGOqw/TyZkj21dSlI/AAAAAAAAKwM/o0rLE9hrl0g/s1600/porta.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://1.bp.blogspot.com/-R1GW-mkGOqw/TyZkj21dSlI/AAAAAAAAKwM/o0rLE9hrl0g/s640/porta.jpg" width="452" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wwx1OqP0h4c/TyZmMTe7rOI/AAAAAAAAKwk/yma9xQn6eB4/s1600/1.1274061497.14_buenos-aires.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://2.bp.blogspot.com/-wwx1OqP0h4c/TyZmMTe7rOI/AAAAAAAAKwk/yma9xQn6eB4/s640/1.1274061497.14_buenos-aires.jpg" width="442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-1156575420973915571?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/1156575420973915571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=1156575420973915571' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/1156575420973915571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/1156575420973915571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/blog-post.html' title='Portas'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-pr_1LsQTf2M/TyZkW330rrI/AAAAAAAAKv0/f3skJhdQcP4/s72-c/portas11111.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-5016318026313336175</id><published>2012-01-30T07:32:00.000-02:00</published><updated>2012-01-30T07:32:44.132-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões entrevista'/><title type='text'>70 Expresso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;A morte, a vida, a arte...&lt;b&gt;Gilberto Gil&lt;/b&gt; passou sete décadas fazendo perguntas a si e aos outros. Não chegou às respostas, mas aprendeu algo importante: fazer mais perguntas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #464646; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-W1w98T9BHns/TyZiNNnRKJI/AAAAAAAAKvs/UqxTPnzpvLM/s1600/gilberto_gil_div_288.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-W1w98T9BHns/TyZiNNnRKJI/AAAAAAAAKvs/UqxTPnzpvLM/s1600/gilberto_gil_div_288.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;"O garoto que vinha naquele trem direto de Bonsucesso pra depois do ano 2000 chega introspectivo, cheio de perguntas, mais ‘da terra’ e menos tropicalista que seu outro passageiro, Caetano Veloso. Gilberto Gil, 70 anos em 26 de junho próximo, não sente falta da sauna a vapor que fazia suas ideias ferverem em outras eras. Arrisca-se a dizer que prefere o Gil de hoje. Ao contrário de Caetano e Chico Buarque, que considera artistas em pleno processo evolutivo de linguagem, ele quer a calma dos recantos, a serenidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Nota : Leia &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,70-expresso,828160,0.htm"&gt;&lt;b&gt;aqui&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; a entrevista  (Julio Maria - no Estadão)  e mais...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-5016318026313336175?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/5016318026313336175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=5016318026313336175' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/5016318026313336175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/5016318026313336175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/70-expresso.html' title='70 Expresso'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-W1w98T9BHns/TyZiNNnRKJI/AAAAAAAAKvs/UqxTPnzpvLM/s72-c/gilberto_gil_div_288.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-3204347852738303673</id><published>2012-01-30T07:16:00.000-02:00</published><updated>2012-01-30T07:16:26.778-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gente'/><title type='text'>Herivelto Martins</title><content type='html'>&lt;object height="369" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/nHkdnNK3wcs?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/nHkdnNK3wcs?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Dalva de Oliveira - 1960&lt;br /&gt;&lt;object height="284" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WSbIeakS3vA?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WSbIeakS3vA?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="284" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Andrea Bocceli &amp;nbsp;com imagens do Rio&lt;br /&gt;&lt;object height="369" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/M-W2Sn2L0uY?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/M-W2Sn2L0uY?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Sara Montiel &amp;nbsp;- imagens de 1965&lt;br /&gt;&lt;object height="284" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0bRo3P40wpU?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0bRo3P40wpU?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="284" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Gravado pela France 2 e TV Minas - Ano Brasil na França 2005 &lt;br /&gt;&lt;object height="284" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Q2xr88di8LA?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Q2xr88di8LA?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="284" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;Helmut Lotti&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Nota: Herivelto Martins faria 100 anos hoje. &amp;nbsp;Clique &lt;a href="http://www.letras.com.br/biografia/herivelto-martins"&gt;&lt;b&gt;aqui&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; para ouvir mais 36 composições de sua autoria e no título da postagem &amp;nbsp;para acessar sua biografia&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-3204347852738303673?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.letras.com.br/biografia/herivelto-martins' title='Herivelto Martins'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/3204347852738303673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=3204347852738303673' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/3204347852738303673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/3204347852738303673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/herivelto-martins.html' title='Herivelto Martins'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-2353781524214146522</id><published>2012-01-29T19:53:00.000-02:00</published><updated>2012-01-29T19:53:22.850-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acontece'/><title type='text'>A Brincadeira Favorita</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-kinHnRxb7pw/TyW_Rn5z9hI/AAAAAAAAKvk/4sAzKNvuQ1g/s1600/a-brincadeira-favorita_capa.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-kinHnRxb7pw/TyW_Rn5z9hI/AAAAAAAAKvk/4sAzKNvuQ1g/s1600/a-brincadeira-favorita_capa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Dos sete aos 11 é um grande pedaço da vida, cheio de tédio e esquecimento. Dizem que lentamente vamos perdendo o dom de falar com os bichos, que os pássaros já não visitam nossa janela para conversar. Conforme os olhos vão se acostumando a ver, blindam-se contra a fantasia. Flores que eram do tamanho de um pinheiro voltam para os vasos de barro. Até o terror diminui. Gigantas e gigantes do quarto de infância encolhem-se em professoras chatas e pais piedosos. Breavman havia esquecido tudo o que aprendera com o pequeno corpo de Lisa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Oh, como a vida deles havia se esvaziado desde o tempo em que engatinhavam sob a cama até se levantarem nas patas de trás!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Agora ansiavam por conhecimento, mas se despir era um pecado. Tornaram-se assim presa fácil de postais, revistas pornográficas, artigos eróticos caseiros trocados no vestiário da escola. Tornaram-se connoisseurs de escultura e pintura. Conheciam todos os livros da biblioteca que traziam as melhores reproduções, as mais reveladoras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Como seria a aparência dos corpos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;A mãe de Lisa dera de presente à filha um livro a respeito, onde procuraram em vão informações mais diretas. Havia frases como "o templo do corpo humano", o que podia ser verdade, mas onde estavam os pelos e as reentrâncias? Desejavam imagens claras, não uma página em branco com um ponto no centro e uma legenda desanimadora: "Imagine só! O espermatozoide masculino é mil vezes menor do que isto".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Sendo assim, usavam roupas leves. Ele tinha uma bermuda verde que ela adorava por ser fina. Ela tinha um vestido amarelo que era o favorito dele. Essa situação deu origem à grande exclamação lírica de Lisa:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;"Amanhã você põe a sua bermuda verde de seda; eu venho com meu vestido amarelo, assim vai ser melhor."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;A privação é a mãe da poesia&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Ele estava prestes a encomendar pelo correio uma publicação anunciada numa revista de cartas eróticas que prometia a entrega em papel pardo, discreto, quando, durante uma das buscas periódicas nas gavetas da empregada, encontrou o minicine de cartucho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Era feito na França e continha pouco mais de meio metro de filme. Você segurava contra a luz, girava um botão e via tudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Louvado seja este filme, que desapareceu com a empregada na vastidão da paisagem canadense.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;O título estava em inglês, com cativante simplicidade, "Trinta Maneiras de Foder". As cenas não se pareciam nada com os filmes pornográficos de que Breavman mais tarde teria conhecimento e os quais devoraria, com homens e mulheres acrobáticos encenando enredos forçados e sórdidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Os atores eram belos seres humanos, felizes com a carreira no cinema. Não eram refugos esquálidos, culpados, desesperadamente alegres que interpretavam para um público de clube masculino. Nada de sorrisos lascivos para a câmera, nem piscadelas e lamber de beiços, nenhum abuso do órgão feminino com cigarros ou garrafas de cerveja, nenhuma disposição engenhosa e artificial dos corpos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Cada quadro reluzia de ternura e deleite apaixonado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Este pequeno trecho de filme, se amplamente exibido nos cinemas canadenses, seria capaz de revitalizar os casamentos tediosos que, dizem, abundam em nosso país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Onde está você, operária do dispositivo supremo? O National Film Board precisa de você. Envelhecendo em Winnipeg?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;O filme terminava com uma demonstração da grandiosa, democrática e universal prática do amor físico. Havia casais indianos, chineses, negros e árabes, todos sem os trajes típicos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Volta, empregada, em nome do Federalismo Mundial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Apontavam o minicine para a janela e solenemente o passavam para trás e para frente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Sabiam que seria daquele jeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;A janela dava para a colina do Murray Park, do outro lado do centro comercial da cidade, rio St. Lawrence abaixo, com as montanhas americanas lá longe. Quando não era sua vez, Breavman olhava a vista. Por que ninguém estava trabalhando?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Havia duas crianças abraçadas numa janela, cuja sabedoria tirava-lhes o fôlego.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Não podiam se afobar e fazer aquilo ali naquela hora. Não estavam livres de intrusos. E não era só isso, crianças possuem um sentido altamente desenvolvido de ritual e formalidade. Era importante. Precisavam decidir se estavam mesmo apaixonados. Porque uma coisa as imagens mostravam: era preciso estar amando. Achavam que estavam, mas se dariam uma semana para ter certeza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Abraçaram-se de novo, no que pensaram ser um dos últimos abraços totalmente vestidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Como Breavman poderia se lamentar? Foi a própria natureza que interveio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Três dias antes da quinta, dia de folga da empregada, encontraram-se no lugar marcado, o banco ao lado do lago no parque. Lisa estava tímida, mas resolvida a ser direta e franca, como era de seu temperamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;"Não posso fazer isso com você."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;"Seus pais não vão se mudar?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;"Não é isso. Ontem à noite veio A Regra."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Ela tocou a mão dele com orgulho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;"Oh."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;"Sabe o que é?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;"Claro."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Ele não fazia a mais remota ideia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;"Mas mesmo assim seria tudo bem, não?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;"Só que agora eu posso ter neném. A minha mãe me contou ontem à noite. Ela já estava com tudo pronto para mim, toalhas, uma cinta só minha, tudo."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;"Sério?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Do que ela estava falando? Aquela regra parecia uma intervenção celeste contra o prazer dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;"Ela me explicou a coisa toda, como no minicine."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;"Você contou sobre o nosso minicine?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Não se podia confiar em nada, no mundo inteiro, em ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;"Ela jurou que não ia contar para outra pessoa."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;"Era segredo."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;"Não fique triste. A gente conversou bastante. Contei sobre nós também. Sabe, vou precisar me comportar como uma dama agora. As meninas precisam se comportar como mais velhas que os meninos."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;"Quem está triste?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Ela se reclinou no banco e segurou a mão dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;"Mas você não está feliz por mim?", ela riu. "Por ter chegado A Regra? Estou feliz agora!&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-size: large;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Leonardo Cohen&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;object height="284" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WCtoVoE5Mm4?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WCtoVoE5Mm4?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="284" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-2353781524214146522?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://editora.cosacnaify.com.br/blog/?p=10531' title='A Brincadeira Favorita'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/2353781524214146522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=2353781524214146522' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/2353781524214146522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/2353781524214146522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/brincadeira-favorita.html' title='A Brincadeira Favorita'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-kinHnRxb7pw/TyW_Rn5z9hI/AAAAAAAAKvk/4sAzKNvuQ1g/s72-c/a-brincadeira-favorita_capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-942789925949426699</id><published>2012-01-29T19:14:00.000-02:00</published><updated>2012-01-29T19:14:34.454-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Os Descendentes</title><content type='html'>&lt;object height="284" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XDwUH02DDWU?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/XDwUH02DDWU?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="284" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="284" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SRdcogfMLfA?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/SRdcogfMLfA?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="284" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #4a4a4a; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px; text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Num ano em que um filme óbvio como este é o ganhador do Globo de Ouro e finalista de cinco categorias do Oscar (incluindo melhor filme e direção), percebe-se o quanto a "safra"  não está nada boa. É certo que o &amp;nbsp;Clooney continua de bem com a câmera, mas não vai além do que já se conhece dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-a18lCsqGyQE/TyW2dPyeRRI/AAAAAAAAKvc/jeqRanDoJxY/s1600/Descendentes.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-a18lCsqGyQE/TyW2dPyeRRI/AAAAAAAAKvc/jeqRanDoJxY/s1600/Descendentes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;O roteiro, uma adaptação do romance homônimo da escritora havaiana Kaui Hart Hemmings,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;com toques de comédia e drama, gira em torno da &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;encruzilhada moral e emocional de Matt King, advogado havaiano, descendente da realeza local e herdeiro de valiosa área de terra virgem do Havaí, em meio a uma crise familiar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Com a esposa&amp;nbsp;em estado de coma irreversível, em consequência&amp;nbsp;de um acidente de barco,&amp;nbsp;ele se vê diante da rebeldia das duas filhas e com&amp;nbsp;o compromisso de dar um destino à esposa. A partir do momento em que a filha adolescente lhe conta que sua mãe o traía e não o amava mais,&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt; eles se unem em busca do amante. O resultado desta busca muda o destino da família e de todos os envolvidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Experimente assistir o filme como se não soubesse das indicações...&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-942789925949426699?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/942789925949426699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=942789925949426699' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/942789925949426699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/942789925949426699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/os-descendentes.html' title='Os Descendentes'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-a18lCsqGyQE/TyW2dPyeRRI/AAAAAAAAKvc/jeqRanDoJxY/s72-c/Descendentes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-2794542675592056638</id><published>2012-01-29T06:56:00.001-02:00</published><updated>2012-01-29T07:04:22.524-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Sem medo de envelhecer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-X9-Yr3CzNNE/TyULRJSfNrI/AAAAAAAAKvU/IFXBmJ17Bc4/s1600/Este_envelhcer.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://4.bp.blogspot.com/-X9-Yr3CzNNE/TyULRJSfNrI/AAAAAAAAKvU/IFXBmJ17Bc4/s400/Este_envelhcer.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="color: #20124d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large;"&gt;Sem medo de envelhecer&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #20124d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt; é o Caderno Especial da FSP que circulou no último dia 24 (link no título).  Recomenda-se uma leitura crítica das matérias. Há uma tendência a tratar o envelhecimento (a mudança de perfil da população) como um problema social grave. Raramente idosos são vistos como sujeitos de direitos, que contribuíram e merecem uma vida digna, saudável e plena. Não há uma crítica aos defasados reajustes concedidos nas aposentadorias. Por outro lado, falam muito bem da “previdência privada”, ajudando bancos a vender planos furados, acusando a pevidência pública de "quebrada" – o que nunca foi verdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-2794542675592056638?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www1.folha.uol.com.br/especial/2011/mais50/' title='Sem medo de envelhecer'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/2794542675592056638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=2794542675592056638' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/2794542675592056638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/2794542675592056638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/sem-medo-de-envelhecer.html' title='Sem medo de envelhecer'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-X9-Yr3CzNNE/TyULRJSfNrI/AAAAAAAAKvU/IFXBmJ17Bc4/s72-c/Este_envelhcer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-5965220866238008637</id><published>2012-01-28T23:29:00.003-02:00</published><updated>2012-01-29T19:25:35.664-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Medianeras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Buenos Aires na Era do Amor Virtual"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;  é o dispensável subtítulo deste&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;filme argentino, &amp;nbsp;urbano,jovem e estiloso. Tem ótima trilha sonora e &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;roteiro &amp;nbsp;bem escrito que traz curiosas observações sobre a cidade, cuja a&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;rquitetura seria cheia de "irregularidades estéticas e éticas"...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: verdana, sans-serif; font-size: x-small; line-height: 17px;"&gt;&lt;object height="284" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6qwthmj6KzY?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/6qwthmj6KzY?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="284" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Seria dos arquitetos e construtores de edifícios a culpa &amp;nbsp;por (quase) toda depressão, tensão muscular, ansiedade e tendência suicida no mundo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: verdana, sans-serif; font-size: x-small; line-height: 17px;"&gt;&lt;object height="369" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fPc9D5eLLig?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/fPc9D5eLLig?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Embora exponha o paradoxo da vida online, conectada a tudo o tempo todo, ao mesmo tempo em que as pessoas não conseguem manter relacionamentos na vida real&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;i style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Há algo mais desolador no século 21 que não ter nenhum e-mail na caixa de entrada&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;?”,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;não se trata de uma crítica à era virtual.  O isolamento dos protagonistas parece ser muito mais   fruto de dificuldades pessoais, uma solidão intrínseca,  que   independe da existência  ou não da internet.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-L9cM31R3RqE/TyUDR47W7jI/AAAAAAAAKvM/cjzbHYXrudI/s1600/shapeimage_1.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="281" src="http://1.bp.blogspot.com/-L9cM31R3RqE/TyUDR47W7jI/AAAAAAAAKvM/cjzbHYXrudI/s400/shapeimage_1.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;i&gt;Além do "&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;i&gt;Onde Está Wally?",&lt;/i&gt;&amp;nbsp;o  filme faz uma referência explícita aos adoráveis neuróticos anônimos de Woody Allen, numa&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&amp;nbsp;cena do  antológico  Manhattan.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;object height="369" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Gj3Fgk9GvZQ?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Gj3Fgk9GvZQ?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Um dos melhores filmes de 2011 que será lembrado como um excelente exercício da estética do início do milênio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Recomendo!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-5965220866238008637?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/5965220866238008637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=5965220866238008637' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/5965220866238008637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/5965220866238008637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/medianeras.html' title='Medianeras'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-L9cM31R3RqE/TyUDR47W7jI/AAAAAAAAKvM/cjzbHYXrudI/s72-c/shapeimage_1.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-336206071406249155</id><published>2012-01-28T08:19:00.002-02:00</published><updated>2012-01-28T08:23:08.806-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Prazeres da "melhor idade"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Do1_RBjtWmQ/TyPLYrl7njI/AAAAAAAAKvE/1rSS2_qIPLI/s1600/cronicadamelhoridade3Velhice.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="356" src="http://3.bp.blogspot.com/-Do1_RBjtWmQ/TyPLYrl7njI/AAAAAAAAKvE/1rSS2_qIPLI/s400/cronicadamelhoridade3Velhice.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;A voz em Congonhas anunciou: "Clientes com necessidades especiais, crianças de colo, melhor idade, gestantes e portadores do cartão tal terão preferência etc.". Num rápido exercício intelectual, concluí que, não tendo necessidades especiais, nem sendo criança de colo, gestante ou portador do dito cartão, só me restava a "melhor idade" - algo entre os 60 anos e a morte.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Para os que ainda não chegaram a ela, "melhor idade" é quando você pensa duas vezes antes de se abaixar para pegar o lápis que deixou cair e, se ninguém estiver olhando, chuta-o para debaixo da mesa. Ou, tendo atravessado a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho porque o sinal abriu e agora terá de correr para salvar a vida. Ou quando o singelo ato de dar o laço no pé esquerdo do sapato equivale, segundo o João Ubaldo Ribeiro, a uma modalidade olímpica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Privilégios da "melhor idade" são o ressecamento da pele, a osteoporose, as placas de gordura no coração, a pressão lembrando placar de basquete americano, a falência dos neurônios, as baixas de visão e audição, a falta de ar, a queda de cabelo, a tendência à obesidade e as disfunções sexuais. Ou seja, nós, da "melhor idade", estamos com tudo, e os demais podem ir lamber sabão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Outra característica da "melhor idade" é a disponibilidade de seus membros para tomar as montanhas de Rivotril, Lexotan e Frontal que seus médicos lhes receitam e depois não conseguem retirar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Outro dia, bem cedo, um jovem casal cruzou comigo no Leblon. Talvez vendo em mim um pterodáctilo da clássica boemia carioca, o rapaz perguntou: "Voltando da farra, Ruy?". Respondi, eufórico: "Que nada! Estou voltando da farmácia!". E esta, de fato, é uma grande vantagem da "melhor idade": você extrai prazer de qualquer lugar a que ainda consiga ir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;RUY CASTRO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Nota: Estes da foto devem &amp;nbsp;fazer Pilates....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-336206071406249155?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/336206071406249155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=336206071406249155' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/336206071406249155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/336206071406249155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/prazeres-da-melhor-idade.html' title='Prazeres da &quot;melhor idade&quot;'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Do1_RBjtWmQ/TyPLYrl7njI/AAAAAAAAKvE/1rSS2_qIPLI/s72-c/cronicadamelhoridade3Velhice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-3994504210880594716</id><published>2012-01-27T07:04:00.001-02:00</published><updated>2012-01-27T07:54:53.567-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='destinos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acontece'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>A grande rave italiana</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-We1b3p5L1WQ/TyJoH8EJ-vI/AAAAAAAAKu8/FyLcvuZ-FFI/s1600/parcoNazionaleArcipelagoToscano.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-We1b3p5L1WQ/TyJoH8EJ-vI/AAAAAAAAKu8/FyLcvuZ-FFI/s400/parcoNazionaleArcipelagoToscano.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;O &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.chicercatrova.biz/Monte_Argentario/monteArgentario.html" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Argentario&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt; é um piteuzinho de península na Toscana que compreende &lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Porto_Santo_Stefano" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Porto Santo Stefano&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;, Ortebello, Porto Ercole e Capalbio. A região é rica em termas, daquelas em que os romanos se divertiam jogando tortas de lama na cara uns dos outros e está, sem exagero, entre as duas ou três paisagens mais espetaculares que esta velha caduca, porém distinta, já experimentou na vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;Imediatamente diante da orla do Argentario surge uma gema na forma do arquipélago do Parque Nacional Toscano, composto pelas pequenas ilhas rochosas Capraia, Giannutri, Montecristo (sim, tudo a ver com o conde), Giglio e, a maior delas, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.infoelba.it/"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Elba&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;, feita famosa por obra do tampinha que amava Josefina.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já mergulhei no santuário da encosta de Giglio, Capraia e Giannutri (Montecristo é um pouco mais afastada, não vale a pena visitar em passeios de barco com a duração de um dia a partir de Porto Santo Stefano) à cata de moreias inúmeras vezes em férias de verão passadas com a família.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem, corrigindo, digamos que eu tenha pensado à época que estava caçando moreias enfiadas dentro de fendas nas pedras. Nunca encontrei nenhuma e, provavelmente, teria engolido o tubo de ar do &lt;i&gt;snorkel&lt;/i&gt; de susto se tivesse dado de cara com aquela espécie de monstro pré-histórico enfezado.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas meu tio Roberto, que até hoje consegue despertar grande interesse tanto em crianças quanto em atrizes cinematográficas de fartas pepônias, fazia tudo parecer eletrizante. Gela-me a espinha quando lembro da expectativa de ser surpreendida pela enguia.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;Mas é claro que, graças ao gesto de um grande homem, por muito tempo ninguém mais vai caçar outra coisa nas águas turquesas do &lt;/span&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;a href="http://www.islepark.it/"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Parco Nazionale dell'Arcipelago Toscano&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;senão a honra perdida de um país já suficientemente massacrado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Puxa, eu vinha vindo tão bem até aqui, não? Pretendia manter um certo distanciamento de achados passionais para culminar na conclusão mais óbvia possível. De que anos e anos de tentativas de dobrar as leis em favor de um ser que passa o dia preocupado com sua masculinidade só poderia dar nisto.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;A farra de Berlusconi emendou na grande noitada do capitão Francesco Schettino. Uma é a continuação da outra, a grande rave que erodiu o caráter italiano. Cadê o Michel Teló para compor a trilha: "Ai, se eu te pego, ui, ui!" Cadê a extracomunitária sem permissão de residência para dançar agarradinho? "&lt;i&gt;Champagne per brindare a un incontro&lt;/i&gt;",( &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=7FQgXujVfBY"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt; ) bora sacudir!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não estava na cara que ia degringolar? Agora eu e outros mamíferos aquáticos iguais a mim não poderemos voltar a nadar naquelas águas límpidas tão cedo.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Compreendo que os dois menores livros do mundo sejam o livro de culinária inglesa e o livro de heróis italianos. Mas não sou obrigada a aguentar desculpas psicodélicas apresentadas pelos advogados dessa espécie de bicheiro da Beija-Flor de Sorrento. Prefiro as inventadas: "Não abandonei o navio, fui sequestrado por piratas"; "Não piquei a mula, estava indo buscar 'finger foods' para a equipe de resgate"; "Não fugi, fui renovar minha licença náutica"!&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já pensou se Francesco Schettino se inspira em Cesare Battisti e resolve pedir asilo político no Brasil? E, como homem de uniforme sempre faz sucesso -nem que seja para trazer uma empada sobre uma bandeja-, já antevejo minhas amigas que estão a perigo em fila na porta da cabine. Ai, se eu te pego, ai...&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;BARBARA GANCIA&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-3994504210880594716?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/3994504210880594716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=3994504210880594716' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/3994504210880594716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/3994504210880594716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/grande-rave-italiana.html' title='A grande rave italiana'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-We1b3p5L1WQ/TyJoH8EJ-vI/AAAAAAAAKu8/FyLcvuZ-FFI/s72-c/parcoNazionaleArcipelagoToscano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-3906542893169929527</id><published>2012-01-26T21:41:00.000-02:00</published><updated>2012-01-26T21:41:21.869-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dica de blog'/><title type='text'>A decadência, a queda</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pQge8ZTTCNc/TyHjatJpvtI/AAAAAAAAKu0/x0BkKk34I0I/s1600/Milton+Ribeiro2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="67" src="http://1.bp.blogspot.com/-pQge8ZTTCNc/TyHjatJpvtI/AAAAAAAAKu0/x0BkKk34I0I/s400/Milton+Ribeiro2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Jan 26th, 2012 by &lt;a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/2012/01/26/a-decadecia-a-queda/"&gt;miltonribeiro&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;A decadência, qualquer decadência, é uma lástima. Vejo meus amigos de infância e juventude e acho que quase todos eles estão decadentes. Fico triste. (É genial como consigo me deixar fora desta avaliação). Outro gênero de decadência é aquele que te vê chegar num lugar e quer apenas saber o que de ruim aconteceu. Nada melhor do que decepcioná-los, apesar da afiada argúcia que estas pessoas demonstram para encontrarem cada objeção. Na verdade, toda e qualquer vida pode ser vista como uma história de decadência, toda e qualquer vida pode ser descrita como uma longa insatisfação, só que é amável fingir que não há TANTO ASSIM disso. A alegria, a felicidade, mesmo que apenas aparente, facilita a convivência, abre assuntos, dá ilusões e é disso que vivemos. O que mais me apavora e surpreende é que a decadência de alguns incluem a não preservação de suas inteligências. Não, nada de exemplos, mas há os que ficam subitamente burros, invadidos pelo senso comum. Morrem antes. Porém os escritores adoram a decadência. O charme da decadência por escrito é uma coisa irresistível. A verossilhança da decadência pode ser total, mas por escrito é suportável. Houve e há escritores que viveram de descrever decadências. Os romances ficam belos pela afeição que temos a nós mesmos, a narrativa faz com que compreendamos e nos amemos um pouco mais. Não obstante, sei lá, há quem saiba cair.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Nota: Esta é a &lt;b&gt;dica de blog&lt;/b&gt; da semana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-3906542893169929527?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/3906542893169929527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=3906542893169929527' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/3906542893169929527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/3906542893169929527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/decadencia-queda.html' title='A decadência, a queda'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-pQge8ZTTCNc/TyHjatJpvtI/AAAAAAAAKu0/x0BkKk34I0I/s72-c/Milton+Ribeiro2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-3576885955554553612</id><published>2012-01-26T20:17:00.000-02:00</published><updated>2012-01-26T20:17:42.726-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='publicidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arco da velha'/><title type='text'>Jingles antigos de Rádio &amp; TV</title><content type='html'>&lt;object height="369" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PEbcnbjQQUg?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/PEbcnbjQQUg?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-3576885955554553612?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/3576885955554553612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=3576885955554553612' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/3576885955554553612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/3576885955554553612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/jingles-antigos-de-radio-tv.html' title='Jingles antigos de Rádio &amp; TV'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-2538243509528125579</id><published>2012-01-26T13:17:00.000-02:00</published><updated>2012-01-26T13:17:07.834-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dica de blog'/><title type='text'>Viver consciente</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-1U1E0dA7k1A/TyFuF4GNpJI/AAAAAAAAKuk/LVP-w7iHuCg/s1600/krans1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-1U1E0dA7k1A/TyFuF4GNpJI/AAAAAAAAKuk/LVP-w7iHuCg/s400/krans1.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: #20124d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;L&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #20124d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;ições para viver mais consciente:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #20124d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;1 – Todos que estão ao seu redor estão interessados em algo que você desconhece. Você também está ao redor de muitas pessoas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #20124d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;2 – A mesma dor dói mais em nós do que nos outros. Adoramos que sintam pena de nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #20124d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #20124d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;3 – Dinheiro é bobagem, queremos mesmo é o poder. O dinheiro às vezes é apenas uma ponte para chegar a ele. Às vezes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #20124d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;4 – O prazer que as pessoas mais prezam é subjugar, ser melhor ou sobrepor outrem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #20124d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;5 – É perigoso confiar em todo mundo, desconfiar também. Mas não se deve confiar em políticos, pregadores religiosos nem em cavalos. As mulheres não devem confiar nos homens.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #20124d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;6 – Seus vizinhos têm inveja de você, e você tem inveja deles.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #20124d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;7 – Todos nós fazemos cocô, apesar de algumas pessoas agirem como se não fizessem. Pergunte a uma mulher esnobe saindo do banheiro se ela estava fazendo cocô. Isto a tornará menos esnobe e mais consciente de sua situação meramente humana.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #20124d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;8 – As palavras e a nossa imaginação nos representam inúmeras vezes mais coisas do que a realidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #20124d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;9 – Fazer sexo, escrever e ler é essencial. Se embriagar algumas vezes também.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #20124d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;10 – Ninguém é, nem será, feliz. A paz é o mais próximo que conseguimos da felicidade. Por isso, durma muito, trabalhe para comprar uma casa na montanha ou numa praia deserta, e não tenha medo da morte.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Do blog &lt;b&gt;CAFÉ DO DOM&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="text_exposed_show" style="background-color: white; display: inline; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 10px; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-2538243509528125579?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/2538243509528125579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=2538243509528125579' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/2538243509528125579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/2538243509528125579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/viver-consciente.html' title='Viver consciente'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-1U1E0dA7k1A/TyFuF4GNpJI/AAAAAAAAKuk/LVP-w7iHuCg/s72-c/krans1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-8194029287266093596</id><published>2012-01-25T18:51:00.003-02:00</published><updated>2012-01-25T19:01:49.246-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arco da velha'/><title type='text'>Kodak</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ZZJuJhkEVVs/TyBpNBDwzpI/AAAAAAAAKuM/As4knpMdlwk/s1600/filmefotografico.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="255" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZZJuJhkEVVs/TyBpNBDwzpI/AAAAAAAAKuM/As4knpMdlwk/s400/filmefotografico.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Os filmes vinham em rolos de  12, 24 ou 36 poses. Para colocar na máquina, tinha que desenrolar, prender aponta do filme e  fechar bem. Somente poderia ser aberta após terem sido 'tiradas' todas as fotos. Do contrário, ficava clara ou  em tons alaranjados, "queimado". Daí a  expressão "queimar o filme"!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;A&amp;nbsp;&lt;a href="http://msn.techguru.com.br/kodak-pede-concordata/"&gt;concordata&lt;/a&gt;&amp;nbsp;da Kodak :(&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-8194029287266093596?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/8194029287266093596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=8194029287266093596' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/8194029287266093596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/8194029287266093596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/kodak.html' title='Kodak'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ZZJuJhkEVVs/TyBpNBDwzpI/AAAAAAAAKuM/As4knpMdlwk/s72-c/filmefotografico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-5365543137769577668</id><published>2012-01-25T18:16:00.000-02:00</published><updated>2012-01-25T18:16:46.395-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Ao mestre com carinho</title><content type='html'>&lt;object height="369" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2U-nM8Tp78Q?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/2U-nM8Tp78Q?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;Filme de 1966 - alunos fazem uma homenagem ao professor Mark Thackeray (Sidney Poitier) cantando "&lt;i&gt;To sir with love&lt;/i&gt;"&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-5365543137769577668?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/5365543137769577668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=5365543137769577668' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/5365543137769577668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/5365543137769577668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/ao-mestre-com-carinho.html' title='Ao mestre com carinho'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-3798779419857753627</id><published>2012-01-25T13:45:00.001-02:00</published><updated>2012-01-25T13:50:55.011-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dica de blog'/><title type='text'>CATEDRAL DA CULTURA PORTUGUESA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RrUGNpvdGdg/TyAjycFnB_I/AAAAAAAAKuE/TCHoReicxc4/s1600/fachada.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-RrUGNpvdGdg/TyAjycFnB_I/AAAAAAAAKuE/TCHoReicxc4/s400/fachada.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Está situada no Rio de Janeiro a maior biblioteca de autores portugueses fora de Portugal. Criada 1837,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;por um grupo de quarenta e três imigrantes portugueses para promover a cultura entre a comunidade portuguesa, na então capital do Império,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;conta com mais de 350.000 volumes em um acervo que reune obras raras dos séculos XVI, XVII e XVIII.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;O&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large;"&gt;Real Gabinete Português de Leitura&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt; é uma instituição notável, não só pelo considerável acervo bibliográfico ou pelas diversas atividades que desenvolve, mas também pelo prestígio de que goza nos meios intelectuais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;O edifício da atual sede, projetado pelo arquiteto português Rafael da Silva e Castro, foi erguido entre 1880 e 1887 em estilo neomanuelino. Este estilo arquitetônico evoca o exuberante estilo gótico-renascentista vigente à época dos Descobrimentos portugueses. O Imperador D. Pedro II lançou a pedra fundamental do edifício e sua filha, a Princesa Isabel, junto com seu marido, o Conde d'Eu, inauguraram-no em 10 de setembro de 1887.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Aberta ao público desde 1900, a biblioteca do Real Gabinete possui a maior coleção de obras portuguesas fora de Portugal. Entre os 350 mil volumes encontram-se obras raras como um exemplar da edição "&lt;i&gt;princeps&lt;/i&gt;" de Os Lusíadas de Camões (1572), as Ordenações de D. Manuel (1521), além de manuscritos do "Amor de Perdição", de Camilo Castelo Branco, do "Dicionário da Língua Tupy, de Gonçalves Dias, e centenas de cartas de escritores. Há também uma importante coleção de pinturas de José Malhoa, Carlos Reis, Oswaldo Teixeira, Eduardo Malta e Henrique Medina.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HdG2LyTObXs/TyAgMMORXTI/AAAAAAAAKtc/_-9iBPYz12E/s1600/Gabinte+Portugues++de+Leirura.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://3.bp.blogspot.com/-HdG2LyTObXs/TyAgMMORXTI/AAAAAAAAKtc/_-9iBPYz12E/s400/Gabinte+Portugues++de+Leirura.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Pelo seu prestígio nos meios intelectuais, pela beleza arquitetônica do edifício da sua sede, pela importância do acervo bibliográfico e ainda pelas atividades que desenvolve, o Real Gabinete Português de Leitura é, a todos os títulos, uma instituição notável e que muito dignifica Portugal no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ov6zzt9Ei-Q/TyAgW-mKeOI/AAAAAAAAKtk/jGnTjUCPQsU/s1600/GabPortLeitura.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://3.bp.blogspot.com/-ov6zzt9Ei-Q/TyAgW-mKeOI/AAAAAAAAKtk/jGnTjUCPQsU/s400/GabPortLeitura.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;O &lt;b&gt;Real Gabinete Português de Leitura&lt;/b&gt; possui a maior e a mais valiosa biblioteca de obras de autores portugueses fora de Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;O seu acervo, inteiramente informatizado, é da ordem de 350.000 volumes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;A biblioteca recebe de Portugal, pelo estatuto do “depósito legal”, um exemplar das obras publicadas no país. Além de Macau, agora sob a soberania da República Popular da China, e que até há pouco tempo também era beneficiada com o “depósito legal”, o Real Gabinete é a única instituição, fora do território português, que mantém aquele privilégio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Alguns espécimes de obras raras ou manuscritos, poderão ser consultados por investigadores e especialistas com autorização especial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-mf_b8OLP1N0/TyAgkCTdR9I/AAAAAAAAKts/VIhQbqrOyww/s1600/GabPortLei.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://3.bp.blogspot.com/-mf_b8OLP1N0/TyAgkCTdR9I/AAAAAAAAKts/VIhQbqrOyww/s640/GabPortLei.jpg" width="480" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-uc3t36TKgJY/TyAgtQgiwkI/AAAAAAAAKt0/CbXdqjFFE_4/s1600/Real+Gabinete+Portugu%25C3%25AAs+de+Leitura+%2528Portada%2529.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/-uc3t36TKgJY/TyAgtQgiwkI/AAAAAAAAKt0/CbXdqjFFE_4/s400/Real+Gabinete+Portugu%25C3%25AAs+de+Leitura+%2528Portada%2529.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Nota : Para saber mais link no título  e   &lt;a href="http://www.cycity.com/rio-de-janeiro/cultura/passeios-culturais/arquitetura-e-urbanismo/centro/real-gabinete-portugues-de-leitura"&gt;aqui&lt;/a&gt;   faça um passeio virtual . &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-3798779419857753627?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.realgabinete.com.br/portalweb/Home/tabid/39/language/pt-PT/Default.aspx' title='CATEDRAL DA CULTURA PORTUGUESA'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/3798779419857753627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=3798779419857753627' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/3798779419857753627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/3798779419857753627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/catedral-da-cultura-portuguesa.html' title='CATEDRAL DA CULTURA PORTUGUESA'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-RrUGNpvdGdg/TyAjycFnB_I/AAAAAAAAKuE/TCHoReicxc4/s72-c/fachada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-8313564857329770311</id><published>2012-01-25T07:40:00.000-02:00</published><updated>2012-01-25T07:40:50.057-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>Maçonaria mistério e poder</title><content type='html'>&lt;object height="369" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PBzvKhJXcqQ?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/PBzvKhJXcqQ?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-8313564857329770311?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/8313564857329770311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=8313564857329770311' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/8313564857329770311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/8313564857329770311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/maconaria-misterio-e-poder.html' title='Maçonaria mistério e poder'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-3705461043129351374</id><published>2012-01-24T08:07:00.000-02:00</published><updated>2012-01-24T08:07:49.904-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Classe média</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-HLIq0DrS3zg/Tx6CuR6moEI/AAAAAAAAKtU/PjsbdpFnUy4/s1600/cartier_panther_2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="173" src="http://2.bp.blogspot.com/-HLIq0DrS3zg/Tx6CuR6moEI/AAAAAAAAKtU/PjsbdpFnUy4/s200/cartier_panther_2.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ele nasceu na classe média alta (no Rio, significa ser rico). Frequentou os melhores colégios, andou no barco a vela da família (&lt;i&gt;yacht&lt;/i&gt;, naquela época, e não iate, entendeu?), foi aos Country Clubs da vida, teve motorista enquanto não podia dirigir e carro quando pôde.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Seus amigos eram socialites e aristocratas na adolescência e quando adulto jovem. Casas de campo, cavalos e haras... Sabia o que eram "&lt;i&gt;bobeches et sousplats&lt;/i&gt;", as técnicas de comer escargots, alcachofras e como usar a lavanda. Era fluente em inglês britânico e em francês, afinal, quem não era? Na casa de um amigo, um desenho de Picasso no lavabo. Tudo era "natural" e deveria ser percebido com um olhar blasé. Entusiasmo? Coisa de gentinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas seu pai havia ganhado a vida a partir da simplicidade dos filhos de políticos honestos de antigamente. O avô, chefe da Casa Civil de dois presidentes, ministro do Supremo, considerava-se um servidor público (no sentido original, aquele que serve aos interesses públicos), e, portanto, nunca foi rico. Hoje, no cinismo em que os lulopetistas nos mergulharam, dir-se-ia que ele era otário. Mas, na época, seus valores eram admirados e foram transmitidos às gerações posteriores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O pai, ainda que rico, nunca mimou filho algum e tirar dinheiro dele era um sofrimento. Foi o estímulo para que nosso personagem procurasse ganhar o seu, ser independente. Ele saboreava a convivência de seus amigos ricos, mas sabia que a vida era outra coisa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Foi quando viu um anúncio: &lt;i&gt;Le "must" de Cartier&lt;/i&gt;. Mostrava joias e relógios. Teve um choque: então ter essas coisas era uma obrigação, um "&lt;i&gt;must&lt;/i&gt;"? E percebeu o aprisionamento que a classe rica significava. A formatação de uma vida, de forma tirânica, sem consulta a si mesmo, apenas consultando os "&lt;i&gt;must&lt;/i&gt;", a lista dos itens obrigatórios que adornavam e davam o valor que uma pessoa teria. Nada que se referisse a ela e a sua existência interior, somente os berloques que a adornavam. Por tais coisas seria considerado um "&lt;i&gt;winner&lt;/i&gt;" (em bom português, um fodão), ou um "&lt;i&gt;loser&lt;/i&gt;" (idem, um merda), e iria viver na agonia do fio da navalha: qualquer mau passo poderia ser fatal. Uma fonte de angústia capaz de jogar qualquer um na depressão, quando não no suicídio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ao se dar conta desta beira de abismo em que poderia viver, nosso personagem deu um passo de extrema ousadia: resolveu habitar em algo que ele chamou de "classe média reinventada".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ele já tinha visto a Danuza Leão fazer uma coisa parecida ao se mudar para o edifício Seabra (um equivalente ao Dakota, em Nova York). Algo como "&lt;i&gt;não estou nem aí para o que as pessoas vão dizer, eu quero é ser simples, desfrutar dos requintes de que eu goste e não ter que me matar para pagar um custo fixo enorme&lt;/i&gt;".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O fantástico é que a classe média reinventada não tem nenhum "&lt;i&gt;must&lt;/i&gt;", nenhuma obrigação. Tanto você não tem que jantar no &lt;i&gt;Grand Vefour&lt;/i&gt; em Paris, quanto você não tem que pôr um pinguim em cima de sua geladeira. É incrivelmente mais barato, e extraordinariamente mais autêntico. Você pode experimentar ser o que é!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;FRANCISCO DAUDT&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-3705461043129351374?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/3705461043129351374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=3705461043129351374' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/3705461043129351374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/3705461043129351374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/classe-media.html' title='Classe média'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-HLIq0DrS3zg/Tx6CuR6moEI/AAAAAAAAKtU/PjsbdpFnUy4/s72-c/cartier_panther_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-3611402900043117525</id><published>2012-01-23T12:05:00.000-02:00</published><updated>2012-01-23T12:05:07.136-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>Volte a bordo!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-G7_8YAMVlwI/Tx1oosNGq3I/AAAAAAAAKtM/mBbA8ge7IZI/s1600/jfsantos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-G7_8YAMVlwI/Tx1oosNGq3I/AAAAAAAAKtM/mBbA8ge7IZI/s1600/jfsantos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Volte para o navio, cacete!, e tente reescrever a cena de como estava tudo antes de começar o naufrágio. Sem pânico. Não telefone ao comandante dos portos para dizer que está tudo escuro e que você, socorro!, sente muito medo de não ter mais o controle da situação. Acontece. É da vida de quem se põe ao balanço do oceano. Um dia ele nega os peixes com que você alimentava a Musa protetora. Vire-se.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Você está só na noite imensa, ninguém canta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;a música inspiradora, o lullaby do boi da cara preta. O barulho dos polvos se aproximando espanta qualquer ideia de salvação. É o vazio, o vazio e o vazio. Só lhe resta voltar a bordo e vibrar o último fósforo. Acender a derradeira vela para refazer os passos de onde estávamos quando a sirene tocou o alarme de que havia água no porão, e ela já causava o embotamento parcial no casco do cérebro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Caminhe sobre suas próprias pegadas, de preferência as que ainda estão secas, em brasa incandescente. Aquelas que pelas sensações radicais, de ódio ou amor, fazem você se lembrar de tudo. Ali estão, nos lugares de sempre, a coleção do Cavaleiro Negro, a palheta do B.B. King que você pegou num show e o frasco com o perfume da flor da noite que vem da rua onde nasceram as suas filhas. Tudo isso ainda está no navio, e mais os beijos, as traições, os esqueletos de amores vãos, empilhados no fundo falso do corredor. Eles sussurram a canção do “Vingança, vingança aos santos clamar”. Às vezes, você ri. Outras, chora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Está tudo lá, no velho navio encarquilhado que já foi seu umbigo vistoso, água por todos os cantos, e é preciso traçar o caminho de volta ao controle da situação. Use a memória das migalhas de pão da infância. Abra a pasta de couro da escola e comece de novo. Tente aquele exercício de colocar uma gravura na frente dos olhos e escreva primeiro uma “descrição”, depois, uma “dissertação”. Foi a primeira aula, na primeira escola, o princípio de tudo. Em seguida você singrou mares, escreveu a própria carta náutica jogando nela os perfumes, os sabores e as idiossincrasias que encontrou pelo caminho. Não desista. O importante é voltar a bordo, estúpido! Não se jogue ao mar, em botes covardes e sem imaginação, no primeiro solavanco das ondas. Salve-se com estilo. Procure nas gavetas o caderninho azul onde você anotou a história, que lhe foi contada como real, da grande atriz dramática do Cinema Novo. Em pleno intercurso sexual, ela foi até a janela do edifício de Copacabana e gritou em homenagem ao parceiro, ainda pregado nela, que pusesse a cama na rua — eram os tempos do populismo do Jango — e ensinasse o povo a trepar. As histórias estão no navio do jeito que sempre estiveram. Elas esperam que você se acerte com o farol das vírgulas, ajuste a bússola da semântica e as conduza com carinho ao porto seguro que tiver feito a encomenda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Volte ao leme, canalha desesperado!, e deixe de fricote. Pare de soluçar que não vai conseguir, que dessa vez a polícia costeira vai chegar, só porque a divina Musa dos mares não respondeu com a pressa de antes. Faz parte da vida de quem navega. Às vezes, falta vento. Ela se negou a dizer — barco afundando, arraias entrando pelos pulmões — como dar a volta nessa falta de imaginação? Faça você mesmo. Assopre as velas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Anote o que estiver à vista no convés, mesmo que não lhe faça nexo, e pode ser que daí surja o SOS para desvirar o navio. Não há fórmula exata, reinvente a sua. Você viu centenas de vezes o cangote raspado da Jean Seberg, você se arrepiou com as orações que os alto-falantes jogavam sobre a velha Istambul, você apertou a mão do Mick Jagger e lhe disse, sacana, na entonação da música, “Please to meet you”. O que você quer? Quantos amores ainda serão necessários para voltar a inspiração?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Volte a bordo e alimente as máquinas com o carvão dessas histórias. Não há outro combustível possível ao navio de cada um além dos jacarés que se mexiam sob a própria cama da infância, os santos tristes escondidos pela família no Dia de Finados. Volte a bordo, comandante!, e faça o que lhe é inerente. Fogo nas caldeiras das ideias. Uma noite, no cinema, a sua mão desceu trêmula pelo decote da primeira namorada. Outra noite, você perdeu o chão quando leu Manuel Bandeira, e ele dizia que ao encontrar Tereza não viu mais nada, os céus se misturaram com a terra e o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Lembre-se que cada comandante move-se com a energia que embarcou pelos portos da vida. Ao chegar de volta a bordo, na dificuldade de retomar o controle, use da experiência dos lagartos que você viu no Jardim Botânico. Eles correm e param. Na verdade, correm, param e olham, depois voltam a correr. De vez em quando, lançam a língua num inseto e voltam ao que sabem fazer. Correm, param, olham e se deixam confundir com as tramas do arvoredo. Por fim, desaparecem atrás de alguma pedra para anotar em paz as curiosidades que observaram no parque — e repensam a vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Volte ao barco, caramba!. Já que, da proa à popa, lhe fugiram todos os heróis, do Capitão Furacão ao Mike Nelson, do Gay Talese ao Rubem Braga, revire os bolsos da calça e tire de lá a filosofia dos lagartos do parque. Junto virão o canivete suíço que os pais davam no início da adolescência; a foto, nua, de uma mulher linda que você já esqueceu o nome; um bilhete do Millôr dizendo que você é capaz, sem se confundir, de misturar alhos com bugalhos na sabedoria de que é tudo a mesma coisa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Escreva em fluxo contínuo as palavras que estavam sendo sussurradas até que houve o apagão da crise e as vozes ao seu ouvido, antes tão claras e generosas, se calaram.  Borogodó, bunda, isonomia, bálsamo, sândalo, apoplexia, descalabro, murucututu. Pode ser que uma dessas seja a senha a ligar novamente os motores, a chave de uma carta náutica ou apenas o mote para uma mensagem na garrafa do náufrago. Não importa. Volte a bordo, cacete! — e ponha o que for, o barco, a crônica, a vida, de novo a navegar".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Joaquim Ferreira dos Santos&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-3611402900043117525?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/3611402900043117525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=3611402900043117525' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/3611402900043117525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/3611402900043117525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/volte-bordo.html' title='Volte a bordo!'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-G7_8YAMVlwI/Tx1oosNGq3I/AAAAAAAAKtM/mBbA8ge7IZI/s72-c/jfsantos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-3776102501272825103</id><published>2012-01-23T10:58:00.001-02:00</published><updated>2012-01-23T11:11:58.927-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acontece'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>É Logo Ali</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #555555; font-family: georgia, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;&lt;object height="284" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/x00_96WQg2w?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/x00_96WQg2w?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="284" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: #555555; font-family: georgia, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="line-height: 18px;"&gt;&lt;object height="284" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/P9Ixh-xOUCs?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/P9Ixh-xOUCs?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="284" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large; text-align: justify;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;b style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;É logo ali&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large; text-align: justify;"&gt;", documentário realizado pela Oi com direção de Calvito Leal. Mostra a transformação causada pelas telecomunicações na vida de brasileiros, o impacto do celular em comunidades ribeirinhas da Amazônia,  as  conexões capengas do interior do Brasil e  uma funerária em Minas que transmite os velórios online.Vila Cuia? É logo ali...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-3776102501272825103?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/3776102501272825103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=3776102501272825103' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/3776102501272825103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/3776102501272825103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/e-logo-ali.html' title='É Logo Ali'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-3231180629268131655</id><published>2012-01-23T07:14:00.000-02:00</published><updated>2012-01-23T07:14:12.561-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>Religião e ética</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Nao li &lt;b&gt;Religião para Ateus&lt;/b&gt; (Ed. Intrínseca), de André de Botton, e sim a recente resenha que lhe dedicou Terry Eagleton, filósofo e crítico literário inglês. Eagleton diz que, ao contrário de Marx e Nietzsche, que diretamente combatiam a religião, muitos filósofos, como Maquiavel, Voltaire, Rousseau, Diderot, Tolland, Gibbon, Matthew Arnold, Auguste Comte e o contemporâneo Habermas, compartilham a descrença nos dogmas religiosos, mas, ainda assim, consideram que a religião é útil para manter sob controle a ralé, a plebe, o populacho, a massa, a chusma... De forma irônica, Eagleton resume a postura desses pensadores, entre os quais inclui Botton, num mote - "&lt;i&gt;eu mesmo não acredito, mas, do ponto de vista político, é mais prudente que você acredite&lt;/i&gt;". A seu ver, uma contraditória forma de pensar por aqueles que, enquanto filósofos, deveriam zelar pela integridade do intelecto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Se Eagleton está correto em sua leitura, Botton e demais autores citados parecem incorrer no erro decorrente de uma indiscriminação entre os campos da religião e da ética, confusão sobre a qual Jacques Derrida se debruçou no Seminário de Capri, em 1994.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A maioria das pessoas pensa que os valores mais elevados da humanidade - o amor, o respeito ao outro, a abdicação da agressividade, o desejo de estabelecer a paz na comunidade - estão depositados e resguardados na religião. Por esse motivo, qualquer crítica que se lhe faça é entendida como um ataque a esses valores fundamentais para a civilização. Ao não se discriminar o que é próprio da religião e o que é próprio da ética, conclui-se apressada e erroneamente que o não religioso, o ateu, é um ser aético e antimoral.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No empenho de estabelecer o que é estritamente do domínio do religioso, Derrida pinça duas experiências especificas - a da fé e a do sagrado. À primeira vista, seriam elas exclusivas da religião. Mas Derrida mostra que não é bem assim. Em primeiro lugar, se entendemos a religião como a prática ligada ao trato com o divino e suas revelações, logo percebemos que a fé não se restringe a esse campo. A fé se faz imprescindível em qualquer contato entre os homens. É preciso ter fé no outro, é preciso crer no que ele diz, acreditar que ele fala a verdade. De forma semelhante, o sagrado também não se limita ao divino, pois a consideração à vida e ao outro deve ter essa conotação. A vida, diz Derrida, é algo que deve permanecer "indene, sã, a salvo, intocável, sagrada".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Na medida em que evidencia que a fé não é uma experiência própria e exclusiva da religião e sim algo inerente e indispensável no relacionamento humano, Derrida desfaz a incompatibilidade entre fé e razão, oposição tradicional mantida com grande vigor desde o Iluminismo por aqueles que julgam nela se apoiar a possibilidade do pensamento científico. Derrida afirma o contrário. É justamente por ter fé na palavra do outro que a transmissão de conhecimento se faz possível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Qualquer relação humana se baseia na possibilidade de aliança com o outro, na crença de ouvir dele a verdade e, em retribuição, para ele também falar a verdade, de ter com ele uma "fé jurada". Esses atos de grande importância nas relações pessoais geram quase automaticamente a figura necessária de uma testemunha, aquele que garante e dá credibilidade às sempre frágeis e incertas promessas e alianças entre os homens. Ninguém melhor do que um deus para cumprir essa função.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O que Derrida propõe é que aquilo que aparece simbolizado, idealizado e "purificado" na religião, e que se acredita ser específico dela, na verdade são aspectos essenciais das relações entre os homens. Aponta para uma religião não "religiosa" no sentido comum, "ateologizada", fruto de necessidades humanas. Nesse sentido, o título do livro de Botton, uma religião para ateus, parece apontar para a mesma direção, mas por vias não coincidentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Freud também concebia a religião como fruto de necessidades humanas, atendendo a anseios arcaicos por um pai poderoso que garantisse amor e proteção contra os perigos existentes e a ameaça onipresente da morte. Na religião, são reencontrados os pais fortes da infância e dos quais não se quer abrir mão, na relutância em se assumir a própria autonomia na vida adulta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ao fazer a discriminação entre religião e ética, persiste uma questão. Muitos pensam que a ética decorre de preceitos religiosos, seria ela um depurado leigo dos mandamentos divinos. Entretanto, Freud mostrou que a ética decorre de procedimentos humanos necessários para a sobrevivência. Cada homem deve conter sua sexualidade e sua agressividade para que seja possível a convivência em comum, para que o grupo social sobreviva. No correr do tempo, essa contenção se codifica em normas de conduta que regem as relações humanas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O filósofo Philip Kitcher diz algo semelhante no artigo &lt;i&gt;Ethics without Religion&lt;/i&gt;, ao enfatizar a importância de compreender as raízes históricas de nossas práticas éticas. Afastando-se da ideia de que mandamentos semelhantes possam ter sido enunciados por diferentes deuses em épocas e culturas diversas, pensa que tais mandamentos teriam surgido como soluções práticas para problemas sociais. Posteriormente teriam sido absorvidos pelos diferentes contextos religiosos, o que lhes teria dado uma força suplementar. Ou seja, a ética não decorreria de preceitos divinos revelados e sim da codificação de procedimentos e condutas impostos pela necessidade de viver em grupo. Essas regras humanas teriam sido absorvidas pela religião e transformadas em mandamentos divinos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mostra Kitcher que entender a natureza humana da ética nos possibilita ter uma ideia do trajeto percorrido e do estágio que atingimos - de hordas de primatas às nossas complexas sociedades -, dando-nos forças para continuar melhorando um projeto jamais acabado, em permanente processo de aprimoramento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Os que defendem a religião como necessária para a estabilidade social, como Eagleton diz que fazem Botton e outros filósofos citados, esquecem que ela muitas vezes coloca em risco o laço social. No momento em que dogmas diferentes entram em choque, impera a violência, instala-se a intransigência e intolerância".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;SÉRGIO TELLES&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Nota: No título o link para a crítica de&amp;nbsp;&lt;b&gt;"O debate sobre Deus: Razão, fé e revolução&lt;/b&gt;", de Terry Eagleton&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-3231180629268131655?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.amalgama.blog.br/10/2011/o-debate-sobre-deus-terry-eagleton/' title='Religião e ética'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/3231180629268131655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=3231180629268131655' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/3231180629268131655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/3231180629268131655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/religiao-e-etica.html' title='Religião e ética'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-8682767578406455345</id><published>2012-01-22T09:36:00.000-02:00</published><updated>2012-01-22T09:36:08.577-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='publicidade'/><title type='text'>Uma doçura</title><content type='html'>&lt;object height="369" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/MtuDNEe5kas?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/MtuDNEe5kas?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-8682767578406455345?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/8682767578406455345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=8682767578406455345' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/8682767578406455345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/8682767578406455345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/uma-docura.html' title='Uma doçura'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-4407108012809950561</id><published>2012-01-21T21:06:00.000-02:00</published><updated>2012-01-21T21:06:11.122-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>L 'amour de jeneusse</title><content type='html'>&lt;object height="284" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mwXZzrPuX-c?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/mwXZzrPuX-c?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="284" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="369" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/I-u4oeO6ubE?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/I-u4oeO6ubE?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Nota: Link no título para a crítica doe&lt;/span&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;Le Monde&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-4407108012809950561?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.lemonde.fr/cinema/article/2011/07/05/un-amour-de-jeunesse-l-amour-experience-universelle-et-secrete_1544979_3476.html' title='L &apos;amour de jeneusse'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/4407108012809950561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=4407108012809950561' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/4407108012809950561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/4407108012809950561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/l-amour-de-jeneusse.html' title='L &apos;amour de jeneusse'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-5515810524662083182</id><published>2012-01-21T07:39:00.003-02:00</published><updated>2012-01-21T07:48:35.973-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gente'/><title type='text'>Etta James</title><content type='html'>&lt;object height="284" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/S-cbOl96RFM?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/S-cbOl96RFM?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="284" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="369" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/YApNirMC9gM?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/YApNirMC9gM?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="369" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/b-59strhDLY?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/b-59strhDLY?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;O blues e o soul estão agora menos emocionantes sem a sugestiva e apaixonante voz de Etta James. Na década de 60, Etta James cantava canções repletas de referências a frustrações amorosas que também expressavam a dualidade poética e política da soul music - gênero musical que traduzia a luta dos negros pela igualdade de direitos. Etta James morreu ontem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Nota: Para ouvir mais, letras, etc link no título.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-5515810524662083182?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.vagalume.com.br/etta-james/' title='Etta James'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/5515810524662083182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=5515810524662083182' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/5515810524662083182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/5515810524662083182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/etta-james.html' title='Etta James'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-176289077609921099</id><published>2012-01-20T15:32:00.001-02:00</published><updated>2012-01-20T15:37:03.650-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte'/><title type='text'>Carl Warner</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2CrofDOszMs/TxmkGZoy9II/AAAAAAAAKss/YoQCMfx0JGc/s1600/carl-warner-foodscape-11.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-2CrofDOszMs/TxmkGZoy9II/AAAAAAAAKss/YoQCMfx0JGc/s400/carl-warner-foodscape-11.jpg" width="315" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--grc2g-kf70/TxmjorV7jMI/AAAAAAAAKsU/SyJyjvbMdws/s1600/carl-warner-foodscape-19.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="236" src="http://2.bp.blogspot.com/--grc2g-kf70/TxmjorV7jMI/AAAAAAAAKsU/SyJyjvbMdws/s400/carl-warner-foodscape-19.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BFhN-2LXFCY/TxmjqkmqyfI/AAAAAAAAKsc/IMpMWB7L048/s1600/carl-warner-foodscape-17.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="282" src="http://2.bp.blogspot.com/-BFhN-2LXFCY/TxmjqkmqyfI/AAAAAAAAKsc/IMpMWB7L048/s400/carl-warner-foodscape-17.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-75HyXUAxH1g/TxmjtM5DcII/AAAAAAAAKsk/6Da7y2MSXHM/s1600/carl-warner-foodscape-13.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="285" src="http://3.bp.blogspot.com/-75HyXUAxH1g/TxmjtM5DcII/AAAAAAAAKsk/6Da7y2MSXHM/s400/carl-warner-foodscape-13.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-yxKYfA4NfGs/Txml-PYvvQI/AAAAAAAAKs0/KNW9tj_hN9M/s1600/carl-warner-foodscape-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="178" src="http://3.bp.blogspot.com/-yxKYfA4NfGs/Txml-PYvvQI/AAAAAAAAKs0/KNW9tj_hN9M/s400/carl-warner-foodscape-1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--OZjbF2NffM/TxmmE_UDcXI/AAAAAAAAKtE/8AtzLwk8arw/s1600/carl-warner-foodscape-5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://4.bp.blogspot.com/--OZjbF2NffM/TxmmE_UDcXI/AAAAAAAAKtE/8AtzLwk8arw/s400/carl-warner-foodscape-5.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i style="color: #783f04; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large;"&gt;Foodscape&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt; : cenários fantásticos a partir de alimentos. Veja muitas outras, linkando no título.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-176289077609921099?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.carlwarner.com/warner_small.html' title='Carl Warner'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/176289077609921099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=176289077609921099' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/176289077609921099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/176289077609921099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/carl-warner.html' title='Carl Warner'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2CrofDOszMs/TxmkGZoy9II/AAAAAAAAKss/YoQCMfx0JGc/s72-c/carl-warner-foodscape-11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-8246359163361439852</id><published>2012-01-20T04:16:00.000-02:00</published><updated>2012-01-20T04:16:30.409-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>"Tempus fugit"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1DbYwizyzag/TxkF2UFs6VI/AAAAAAAAKsE/AUgO3_LEnvw/s1600/Tempus_fugit-35x30_cm_1__1_.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-1DbYwizyzag/TxkF2UFs6VI/AAAAAAAAKsE/AUgO3_LEnvw/s400/Tempus_fugit-35x30_cm_1__1_.jpg" width="332" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Depois de nos privar de Plutão, que teve sua planetariedade cassada em 2006, cientistas agora ameaçam bagunçar o tempo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Pretendem eliminar os segundos bissextos ocasionalmente introduzidos no calendário para fazer com que o tempo dos relógios atômicos (oficialmente, 1 segundo equivale a 9.192.631.770 ciclos de radiação emitidos pelo césio-133) não se divorcie de vez do tempo astronômico, em que o segundo vale 1/86.400 do dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Até os anos 60, a astronomia era a guardiã absoluta do tempo, mas aí descobrimos que o planeta é pouco pontual: a velocidade da rotação terrestre atrasa um número variável de milissegundos a cada ano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Se os segundos corretivos forem de fato eliminados -a decisão foi adiada para 2015-, o tempo se tornará mais abstrato. Não dirá mais respeito à noite, ao dia, às estações e aos anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Os cientistas, é claro, têm suas razões. O problema é que nossos corações são insensíveis a elas. O tempo encerra uma dimensão psicológica à qual não podemos escapar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nas "Confissões", santo Agostinho vislumbrou o tamanho da encrenca: "&lt;i&gt;Se nada sobreviesse, não haveria tempo futuro, e se agora nada houvesse, não existiria o tempo presente. De que modo existem aqueles dois tempos -o passado e o futuro-, se o passado já não existe e o futuro ainda não veio? Quanto ao presente, se fosse sempre presente, e não passasse para o pretérito, já não seria tempo, mas eternidade&lt;/i&gt;".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não é por acaso que, além de Agostinho, vários filósofos se apressaram a concluir que o tempo não passa de uma ilusão. Mesmo que ele seja uma realidade ontológica, como querem os físicos, continua despertando perplexidades e até paixões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nem toda ciência, filosofia e&amp;nbsp;poesia do mundo nos fazem deixar de lamentar o passado e temer o futuro. Quem traduziu bem esse sentimento foi Virgílio: "&lt;i&gt;&lt;b&gt;Sed fugit interea, fugit irreparabile tempus&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;" (mas ele foge: foge irreparavelmente o tempo)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;HÉLIO SCHWARTSMAN&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Nota: Link no título para &amp;nbsp;as demais obras de &amp;nbsp;Victor de la Fuente&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-8246359163361439852?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://allartsgallery.com/artists/113-victor-de-la-fuente/paintings' title='&quot;Tempus fugit&quot;'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/8246359163361439852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=8246359163361439852' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/8246359163361439852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/8246359163361439852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/tempus-fugit.html' title='&quot;Tempus fugit&quot;'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-1DbYwizyzag/TxkF2UFs6VI/AAAAAAAAKsE/AUgO3_LEnvw/s72-c/Tempus_fugit-35x30_cm_1__1_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-2964587931207217986</id><published>2012-01-20T03:39:00.000-02:00</published><updated>2012-01-20T03:39:48.570-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contardo Calligaris'/><title type='text'>A vergonha de nós mesmos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-1Ew19O8Adls/Txj97z8FkrI/AAAAAAAAKr8/yWtNth57zbs/s1600/concordia_naufraga_jpg2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://1.bp.blogspot.com/-1Ew19O8Adls/Txj97z8FkrI/AAAAAAAAKr8/yWtNth57zbs/s400/concordia_naufraga_jpg2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b style="color: #741b47; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;A propósito da  covardia do comandante Schettino&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;"O covarde morre mil vezes, o corajoso, uma vez só" é a frase com a qual Julio César se despede da mulher, Calpúrnia, quando ela tenta convencê-lo a não ir para o Capitólio no dia em que ele será assassinado. Isso, segundo Shakespeare.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;A frase significa que o covarde teme por sua vida. Isso é o que o define: ele enxergará mil vezes a possibilidade de sua morte, antes de esbarrar nela de fato. O corajoso só se preocupará quando for mesmo a hora.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;A frase de Hamlet, segundo a qual a consciência nos torna covardes, não se afasta muito da de César: ser corajoso seria agir por alguma razão mais importante do que a própria fantasia do que nos espera depois da morte.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Duas observações:&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Primeiro: é provável que o corajoso receie perder a vida tanto quanto o covarde, mas aja apesar desse medo -porque, para ele, algo é mais importante do que sobreviver. Citação por citação, Catherine, em "Adeus às Armas", de Hemingway, propõe uma resposta à frase de Júlio César: "O corajoso, se for inteligente, talvez morra 2.000 vezes. Só que ele não vai mencionar nenhuma delas".&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Segundo: aparentemente, saber o que é um covarde se torna, na modernidade, questão crucial. Por que será?&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Nós, modernos, passamos a prezar singularmente nossa sobrevivência. Mesmo quando acreditamos no além, achamos que o término de nossa vida terrena é o fim de tudo o que importa.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Tanto faz que nossas ideias triunfem, nada compensa o fim de nossa existência -salvo, em parte, nossas crianças, que amamos selvagemente por serem nossa única esperança de certa continuação.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Em suma, inelutavelmente, por prezarmos tanto nossa vida individual, temos uma predisposição cultural à covardia, pois não há nada, em tese, cuja sobrevivência nos importe mais do que a nossa. A vantagem dessa covardia cultural é que ela nos dá o tempo necessário para pensar e pesar as causas pelas quais poderíamos nos arriscar a perder a vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;O resultado é positivo, à primeira vista: covarde, para nós, hoje, é quem foge de um perigo que a maioria consideraria justo correr. Ou seja, nossa covardia cultural faz com que nos engajemos de maneira seletiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Por exemplo, os pacifistas que se recusavam a servir no Exército dos EUA durante a Guerra do Vietnã não pareciam ser covardes; numa guerra justa, como a Segunda Guerra Mundial, eles teriam servido com gosto.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Obviamente, essa não era a opinião de muitos psiquiatras do Exército e da Marinha dos EUA, os quais achavam que o pacifismo de grande parte desses recrutas, quando não era mentira, era formação reativa -um jeito de racionalizar com belas palavras seu medo de arriscar a vida pelo seu país.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;A verdade está sempre no meio: devia haver, no lote, pacifistas e bundas moles.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Mas vamos ao capitão Schettino, do Costa Concordia. Ele é objeto de execração porque seu comportamento retrata um traço cultural que todos compartilhamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Schettino colocou sua própria vida acima da vida de sua tripulação e de seus passageiros, assim como acima do código de honra da marinha -nisso, ele encarnou o espírito dos nossos tempos e, literalmente, ele nos envergonha de nós mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;A frase do comandante De Falco, da capitania do porto de Livorno, "Vá a bordo, caralho", parece expressar a vontade de termos todos um De Falco que nos fale e nos lembre de que talvez haja, às vezes, algo mais importante do que a nossa pele.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Suspeito que Schettino seja especialmente detestado porque ele desperdiçou uma excelente e fácil ocasião para sair de herói na foto, sem grande custo (e para compensar assim sua incompetência, responsável pelo naufrágio).&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Schettino não corria risco de vida. No pior dos casos, seria o último a cair no mar. E daí? Por frio que seja o Tirreno no inverno, um nadador medíocre chegaria tranquilamente à costa da ilha de Giglio.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Ora, na conversa telefônica com De Falco, Schettino responde à ordem de voltar a bordo (de onde nunca deveria ter saído), com esta explicação: "Mas aqui está tudo escuro". De Falco rebate debochando daquele medo infantil: "O que é, Schettino, está tudo escuro, e você está a fim de voltar para casa?".&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Na conversa, essa é a parte "pior". Tudo bem, Schettino não colocou nada acima de sua própria vida, não "cresceu" na circunstância, mas, além disso, ele encolheu -ficou esperando que um adulto o pegasse pela mão e o tirasse do escuro.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Imagino o sentimento dos italianos: numa época em que precisamos tanto de liderança, será que nossos "capitães" são todos Schettinos? Ninguém consegue ser o adulto com quem podemos contar no escuro e no perigo?&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Segundo Hegel, a origem da liderança está na coragem de colocar a vida em risco. Quem se expõe à possibilidade de morrer se torna mestre. E os outros, os que preferem preservar sua vida, escravos.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #4c1130; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Os escravos, como Hegel previa, tomaram conta da terra, e é ótimo que assim seja. Mas resta a sensação bizarra de que não haja mais ninguém como o mestre antigo, ninguém disposto a encarar a morte -para nos defender, por exemplo".&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;CONTARDO CALLIGARIS&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-2964587931207217986?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/2964587931207217986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=2964587931207217986' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/2964587931207217986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/2964587931207217986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/vergonha-de-nos-mesmos.html' title='A vergonha de nós mesmos'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-1Ew19O8Adls/Txj97z8FkrI/AAAAAAAAKr8/yWtNth57zbs/s72-c/concordia_naufraga_jpg2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-1063872029592680124</id><published>2012-01-19T12:47:00.000-02:00</published><updated>2012-01-19T12:47:50.400-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arco da velha'/><title type='text'>Summer of 42</title><content type='html'>&lt;object height="284" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kWMxX5MGuHI?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/kWMxX5MGuHI?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="284" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Um lindo filme de 1971, cuja trilha sonora foi composta por Michel Legrand !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-1063872029592680124?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/1063872029592680124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=1063872029592680124' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/1063872029592680124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/1063872029592680124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/summer-of-42.html' title='Summer of 42'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-5464748853004266422</id><published>2012-01-18T07:11:00.000-02:00</published><updated>2012-01-18T07:11:37.493-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Repenso o  mundo</title><content type='html'>Repenso o mundo, segunda edição,&lt;br /&gt;segunda edição corrigida,&lt;br /&gt;aos idiotas o riso,&lt;br /&gt;aos tristes o pranto,&lt;br /&gt;aos carecas o pente,&lt;br /&gt;aos cães botas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eis um capítulo:&lt;br /&gt;a Fala dos Bichos e das plantas,&lt;br /&gt;com um glossário próprio&lt;br /&gt;para cada espécie.&lt;br /&gt;mesmo um simples bom-dia&lt;br /&gt;trocado com um peixe,&lt;br /&gt;a ti, ao peixe, a todos&lt;br /&gt;na vida fortalece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;essa há muito pressentida,&lt;br /&gt;de súbito revelada,&lt;br /&gt;improvisação da mata.&lt;br /&gt;essa épica das corujas!&lt;br /&gt;esses aforismos do ouriço&lt;br /&gt;compostos quando imaginamos&lt;br /&gt;que, ora, está só adormecido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o tempo (capítulo dois)&lt;br /&gt;tem direito de se meter&lt;br /&gt;em tudo, coisa boa ou má.&lt;br /&gt;porém — ele que pulveriza montanhas&lt;br /&gt;remove oceanos e está&lt;br /&gt;presente na órbita das estrelas,&lt;br /&gt;não terá o menor poder&lt;br /&gt;sobre os amantes, tão nus&lt;br /&gt;tão abraçados, com o coração alvoroçado&lt;br /&gt;como um pardal na mão pousado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a velhice é uma moral&lt;br /&gt;só na vida de um marginal.&lt;br /&gt;ah, então todos são jovens!&lt;br /&gt;o sofrimento (capítulo três)&lt;br /&gt;não insulta o corpo.&lt;br /&gt;a morte&lt;br /&gt;chega com o sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e vais sonhar&lt;br /&gt;que nem é preciso respirar,&lt;br /&gt;que o silêncio sem ar&lt;br /&gt;não é uma música má,&lt;br /&gt;pequeno como uma fagulha,&lt;br /&gt;a um toque te apagarás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;morrer, só assim. Dor mais dolorosa&lt;br /&gt;tiveste segurando nas mãos uma rosa&lt;br /&gt;e terror maior sentiste ao som&lt;br /&gt;de uma pétala caindo no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o mundo, só assim. só assim&lt;br /&gt;viver. e morrer só esse tanto.&lt;br /&gt;e todo o resto — é como Bach&lt;br /&gt;tocado por um instante&lt;br /&gt;num serrote.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://companhiadasletras.com.br/autor.php?codigo=03018" style="background-color: white; font-family: Trebuchet; font-size: 12px; line-height: 15px;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Wislawa Szymborska&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-5464748853004266422?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://companhiadasletras.com.br/trechos/13056.pdf' title='Repenso o  mundo'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/5464748853004266422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=5464748853004266422' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/5464748853004266422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/5464748853004266422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/repenso-o-mundo.html' title='Repenso o  mundo'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-1575388335923078849</id><published>2012-01-18T07:00:00.001-02:00</published><updated>2012-01-18T07:03:58.114-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>Wislawa Szymborska  - Poemas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;"Poesia em fogo baixo&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;A pergunta já foi feita muitas vezes e continua legítima. Afinal de contas, por que razão tantos poetas modernos são difíceis de entender? Não seria possível fazer grandes poemas sem plantar enigmas e charadas em cada verso?&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Depois de uma conferência, o poeta Paul Valéry (1871-1945) teve de enfrentar esse tipo de contestação. Um ouvinte disse que não entendia nada de seus versos e que os poetas do passado eram mais inteligíveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Valéry sacou da manga do colete uma estrofe de Victor Hugo (não sei qual era). O popularíssimo poeta romântico não tinha por que ser considerado hermético. Mas Valéry pediu que alguém da plateia explicasse os versos de Victor Hugo. Não houve quem conseguisse.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Golpe baixo, certamente. Uma coisa, por exemplo, são metáforas arbitrárias, ou imagens que nos "tocam" sem que seja possível dar razões específicas, do ponto de vista psicológico, para o efeito que causaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Posso dizer que alguém tem "voz aveludada" e serei compreendido. Não me peçam, contudo, para destrinchar em detalhe a maneira com que uma impressão tátil se traduz em sensação auditiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Outra coisa é crivar o poema de alusões históricas ou literárias, que exigem no mínimo uma série de notas de rodapé. T. S. Eliot (1888-1965), em "&lt;i&gt;The Waste Land&lt;/i&gt;", teve o bom gosto, ou o mau gosto, de prover ele próprio as notas para o poema; muitos escritores acham mais elegante e divertido deixar essa tarefa para as gerações seguintes de professores universitários.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Estou lendo uma seleção de poemas da polonesa Wislawa Szymborska, prêmio Nobel de 1996, publicada não faz muito tempo pela Companhia das Letras. Não é uma poesia "difícil". Tem a vantagem, além disso, de tomar a questão da incompreensibilidade, do hermetismo, como um de seus temas.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Szymborska (a tradutora informa que o nome se pronuncia "Chembórska") descreve, com bom humor, uma leitura pública de seus poemas. "Metade veio porque está chovendo,/ o resto é parente."&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Haveria mais público, ela comenta, se fosse uma luta de boxe. Mas na plateia existe um velhinho, viúvo, sonhando que sua mulher volta para fazer na cozinha um bolo com passas. "Com fogo, mas não alto, para o bolo não queimar,/ começamos a leitura", conclui Szymborska.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;A ideia é justamente essa: assar um bolo inexistente, suprir uma necessidade imaginária. Mas a fogo baixo, porque é assim, aos poucos, que a imaginação trabalha.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;O real, esse sim, vem de chofre, com luz total, irrompe como uma explosão. Mas por isso mesmo, e até por um excesso de realidade, cada coisa basta a si mesma.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;O fato de ser "só uma coisa", de não ter segredo nenhum, acaba sendo motivo para uma incompreensibilidade maior do que a do mais obscuro poema.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Em outros versos, Szymborska interpela uma pedra. "&lt;i&gt;Bato à porta da pedra./ -Sou eu, me deixa entrar." A pedra se mostra irredutível. "Sou hermeticamente fechada... Não vais entrar... Te falta o sentido da participação&lt;/i&gt;."&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Participar da pedra, participar do mundo, ser uma coisa só com a paisagem, com os outros homens: esse vínculo cósmico, anulando a distinção entre o dentro e o fora, entre nós mesmos e o mundo, é sem dúvida a vocação de toda poesia.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Terá sido, quem sabe, o propósito de muitas utopias políticas também -abolindo o individualismo em nome de uma solidariedade universal. Em plena ditadura socialista, não é por acaso que Szymborska reflita a experiência inversa -a da clausura, a da incomunicabilidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Mostra, ademais, o horror de uma situação em que tudo fosse transparente, cristalino, explicado e certo. "&lt;i&gt;Ilha onde tudo se esclarece./ Aqui se pode pisar no sólido solo das provas./ Não há estradas senão as de chegada.&lt;/i&gt;"&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;A autora prefere o caminho de volta. Escreve sobre a história bíblica da mulher de Lot, transformada numa estátua de sal. Sabe-se lá por que razão, ousara olhar para trás, contemplando Sodoma destruída.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;É que da janela, diz outro poema, "&lt;i&gt;Há uma bela vista para o lago/ mas a vista não se vê a si mesma./ Existe neste mundo/ sem cor e sem forma,/ sem som, sem cheiro, sem dor./ Sem fundo o fundo do lago/ e sem margem as suas margens./ Nem molhada nem seca a sua água&lt;/i&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Nesse abismo de objetividade total, não há bolo com passas que se possa comer com proveito. Desde que se garanta um mínimo de passas para todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;MARCELO COELHO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Nota: Leia&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=1515985493414890174&amp;amp;postID=6381365863729717424"&gt;aqui&lt;/a&gt;&amp;nbsp; o poema &lt;b&gt;Agradecimento&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-1575388335923078849?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=13056' title='Wislawa Szymborska  - Poemas'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/1575388335923078849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=1575388335923078849' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/1575388335923078849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/1575388335923078849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/wislawa-szymborska-poemas.html' title='Wislawa Szymborska  - Poemas'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-7462201878530725155</id><published>2012-01-17T06:22:00.000-02:00</published><updated>2012-01-17T06:22:56.407-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arco da velha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Meter a língua onde não é chamado</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Y-uuQpnVXE4/TxUveON06TI/AAAAAAAAKr0/GTtS1vSzjBU/s1600/jfsantos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-Y-uuQpnVXE4/TxUveON06TI/AAAAAAAAKr0/GTtS1vSzjBU/s1600/jfsantos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;Azeite, não é meu parente! Nem todos entendem, mas a língua que se falava antigamente era tranchã, era não?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;As palavras pareciam todas usar galocha, e eu me lembro como ficava cabreiro quando aquela tetéia da rua, sempre usando tank colegial, se aprochegava com a barra da anágua aparecendo, vendendo farinha, como se dizia. Só porque tinha me trocado pelo desgramado que charlava numa baratinha, ela sapecava expressões do tipo “conheceu, papudo?!”, “Ora, vá lamber sabão”, eu devolvia de chofre, com toda a agressividade da época, “deixa de trololó, sua sirigaita”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;Era tempo do onça total. As garotas, algumas tão purgantes que pareciam eternamente de chico, não davam esse mole de escancarar o formato do V-8 sob a saia, e os homens, tirando uma chinfra, botavam pra jambrar com quedes e outras papas-finas. Eu, hein, Rosa?! Tanto quanto o telefone preto, a geladeira branca e o sebo para se passar no couro da bola número 5, essas palavras foram sendo consideradas como as garotas feias de então — buchos. Aconteceu com elas, as palavras, o mesmo que ao Zé Trindade — empacotaram, bateram as botas. Tomaram um cascudo, levaram sopapo, catiripapo, e chisparam do vocabulário. Uma pena.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;A língua mexe, pra frente e pra trás, e assim como o bacana retornou guaribado para servir de elogio nos tempos modernos, pode ser que breve, na legenda de uma foto da Daniela Cicarelli, os jornais voltem a fazer como diante da Adalgisa Colombo outrora, e digam que ela tem it, que ela é linda, um chuchu. São coisas do arco da velha, vai entender?! Não é só o mistério da ossada da Dana de Teffé que nos une ao passado. Não saberemos nunca, também, quem matou o mequetrefe, a pinimba, o tomar tenência e o neca de pitibiribas, essas delícias vocabulares que enxotadas pelo bom gosto gramatical picaram a mula e foram dormitar, como ursos no inverno, numa página escondida do dicionário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;Outro dia eu disse para as minhas filhas que o telefone estava escangalhado. Morreram de rir com esse maiô Catalina que botei na frase. Nada escangalha mais, no máximo não funciona. Me acharam, sem usar tamanho e tão cansativo polissílabo, um completo mocorongo. Como sempre, estavam certas. Eu tenho visto mulheres de botox, homens que escondem a idade, tenho visto todas as formas de burlar a passagem do tempo, mas o que sai da boca tem data. Cuidado cinqüentões com o ato falho de pedir um ferro de engomar, achar tudo chinfrim, reclamar do galalau que senta na sua frente no cinema e a mania de dizer que a fila do banco está morrinha. Esse papo, por mais que você curta música techno e endívias, denuncia de que década você veio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;Acho legal que a Sonia Braga volte, curto às pamparras a Emilinha vendendo CD na praça. Mas por que não dar uma linguada no passado? Sem querer amolar, sem bololô, sem querer fazer arte, sem querer, em tempos já tão complicados, trazer mais angu de caroço para a vida das pessoas, eu torço, quer dizer, tenho a maior queda por um revival lingüístico. As mães costumavam passar sabão na língua do ranheta que falava palavrões. De vez em quando, todos sofremos essa limpeza e perdemos palavrinhas tão gostosas quanto aquele mingau de maisena com uma banana caramelada no meio. Será o Benedito?! Ninguém merece, tá ligado?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;Da mesma maneira que se foi, parece que para sempre, o cresceu a barba como sinônimo de passar vergonha, às vezes dá-se a ressurreição de uma dessas espoletas estabanadas. Eram palavrinhas catitas, todas do tempo em que as moças ficavam incomodadas mas não dormiam de touca. O borogodó, por exemplo, que andei saudando aqui semanas atrás como um mantra de felicidade solar por causa de seus redondos abertos e femininos, ganhou novo sopro de vida ao ser repetida em todos os capítulos de “Mulheres apaixonadas”. É a coqueluche semântica do momento. E, qual é o pó?!, por que não seria?! Se a bossa nova voltou, se a boca-de-sino também, por que não a moda da língua retrô? Manoel Carlos, que é meu chapa, poderia fazer o mesmo com songamonga. Cabe muito bem, seria batata!, na sonsa da Paloma Duarte. Ô mulherzinha pra gostar de um bafafá!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;Essas palavrinhas das antigas, verdadeiros pitéus sonoros, podiam formar o MSL, Movimento das Sem-Língua, e exigir assentamento no papo do dia-a-dia ao lado de pamonhas, patas-chocas lamentáveis, como disponibilizar, fidelizar, maximizar e outras gaiatas que andam fazendo uma interface lambisgóia, totalmente lengalenga, na fala cotidiana. Ficaria um mix contemporâneo, como se diz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;Uma língua bem exercida é metida, jamais galinha morta. É feita de avanços e recuos, e se isso parece reclame de algum programa do canal a cabo Sexy Hot, digamos que, sim, pode ser. Língua, seja qual for, é erótica. Dá prazer brincar com ela. Uma lambida no passado envernizaria novamente palavras que estavam lá, macambúzias e abandonadas, como quizumba, alaúza e jururu, expressões da pá virada como “na maciota”, “onde é que nós estamos!” e “ir para a cucuia”. Certamente, por mais cara de emplastro Sabiá que tenham, elas dariam na verdade uma viagrada numa língua que tem sido sacudida apenas pelo que é acessado do cibercafé e o demorô dos manos e das minas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;Meter a língua onde não é chamado pode ser divertido. Lembro de Oscarito passando a mão na barriga depois de botar pra dentro uma feijoada completa e dizer, todo preguiçoso e feliz, “tô com uma idiossincrasia!”. Estava com o bucho cheio, empanturrado de palavras gordas, compridas e nonsenses como um paio de porco. É o banquete que eu sugiro. Troque essa dieta de alface americana, de palavras transgênicas, que anda na moda mas não vale um caracol. Caia de boca num sarrabulho com assistência na porta, um pifão de tirar uma pestana do caramba, uma carraspana batuta. Essa idiossincrasia vai fazer sentido. Se alguém, depois de receber todas essas palavras de lambuja, repetir a mamãe das antigas e, amuado, gritar “dobre a língua”, não se faça de rogado — estique&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Joaquim Ferreira dos Santos&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-7462201878530725155?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/7462201878530725155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=7462201878530725155' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/7462201878530725155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/7462201878530725155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/meter-lingua-onde-nao-e-chamado.html' title='Meter a língua onde não é chamado'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Y-uuQpnVXE4/TxUveON06TI/AAAAAAAAKr0/GTtS1vSzjBU/s72-c/jfsantos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-7399356918084222468</id><published>2012-01-17T05:56:00.000-02:00</published><updated>2012-01-17T05:56:06.653-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='J.P. Coutinho'/><title type='text'>Morrer pelos homens?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SE25rnNAydA/TxUnOKOk28I/AAAAAAAAKrc/Ju3qEIcEjCc/s1600/Pigmaleeeo-0006-www.templodeapolo.net.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://2.bp.blogspot.com/-SE25rnNAydA/TxUnOKOk28I/AAAAAAAAKrc/Ju3qEIcEjCc/s640/Pigmaleeeo-0006-www.templodeapolo.net.jpg" width="440" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ligo a TV. Notícias tenebrosas sobre os implantes mamários franceses e o risco que representam para milhares de mulheres no mundo inteiro. O meu interesse é cultural, não médico: quem diria que décadas de lutas feministas seriam enterradas por próteses de silicone defeituosas?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;As lutas feministas, convém lembrar, tinham uma ambição civilizacional considerável: virar do avesso o mito de Pigmalião, o artista imortalizado pelo poeta Ovídio que, certo dia, esculpiu uma bela figura, apaixonou-se pelas suas formas e, como brinde dos deuses, viu a estátua virar mulher de verdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A história sempre me comoveu por motivos essencialmente "românticos": Pigmalião renunciara ao amor antes de esculpir a estátua; mas o destino é irônico e, por vezes, o que consideramos adormecido acaba por despertar novamente. Que a deusa Vênus tenha recebido as preces reprimidas de Pigmalião, concedendo vida à matéria inerte: eis a ideia redentora de que só o amor triunfa sobre a morte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas isso sou eu a falar. Ou a delirar. Porque a sensibilidade feminista é mais literal e menos generosa: o mito de Pigmalião representa apenas a secular submissão da mulher ao homem. E quem é que os homens pensam que são, ao pretenderem "esculpir" a mulher para que ela cumpra os desejos falocêntricos dos machos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Boa pergunta. George Bernard Shaw, um panfletário com talento, deu a resposta: revisitou o mito de Pigmalião na sua peça homônima e concedeu-lhe um final progressista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Sim, o prof. Henry Higgins transforma a plebeia Eliza Doolittle numa verdadeira "lady" da retórica e das maneiras. Exatamente como no musical "&lt;i&gt;My Fair Lady&lt;/i&gt;", inspirado na peça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Porém, e ao contrário do que sucede no musical, é legítimo pensar que Eliza dá o seu grito do Ipiranga, abandonando o prof. Higgins no final por não suportar a natureza condescendente e desrespeitosa dele. É o supremo sonho feminista: a criatura liberta-se do criador e decide seguir em frente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Infelizmente, muitas mulheres não conseguem seguir em frente. Que o digam as mulheres brasileiras, campeãs mundiais em cirurgias estéticas. Motivos do recorde?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Uma parte opta pela cirurgia por razões estritamente médicas: reconstruções do peito depois de doença oncológica ou acidente. São razões compreensíveis e sobre elas nenhuma palavra a dizer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas existe uma vasta legião de mulheres saudáveis que se submete à cirurgia por motivos de "autoestima". A expressão, usada e abusada pelas revistas mentecaptas, pretende iludir uma verdade desconfortável: a "autoestima" das mulheres, sejamos honestos, depende da estima que elas esperam receber dos homens.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Claro que o leitor, e sobretudo a leitora, poderá argumentar que os homens funcionam da mesma maneira em matéria de vaidade física. Quem não conhece casos dramáticos de heterossexuais inseguros que passam horas na academia, em malhação marcial, em busca dos músculos perfeitos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Verdade. Acontece que não conheço nenhum homem que, para obter o mesmo resultado e conquistar as atenções do sexo oposto (ou até do mesmo sexo), esteja disposto a passar pelo calvário das mulheres siliconadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No fundo, não conheço nenhum homem que esteja disposto a deitar-se numa sala de operações; a suportar os rigores da anestesia e do bisturi; a implantar uma qualquer prótese no interior do corpo para simular firmeza ou juventude; e, Deus nos livre, a correr sérios riscos de vida para ficar com aspecto de Adônis. Há limites. Até para conquistar mulheres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O problema é que não parece haver limites para as próprias mulheres. O que nos leva de volta para o mito de Pigmalião, na sua interpretação literal: foram anos de lutas feministas para que elas deixassem de estar submetidas ao cinzel e ao escopo do escultor falocêntrico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas ninguém esperava que, libertas, as mulheres corressem para o passado e voltassem a se submeter, de forma voluntária, ao escopo e ao cinzel do cirurgião plástico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Na minha qualidade de homem, admito que tanta dedicação é comovente. Mas, acreditem, minhas senhoras, não vale a pena sofrer e morrer por nós&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;JOÃO PEREIRA COUTINHO&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Nota:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Pygmalion and Galatea, 1890, Jean-Léon Gérôme&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-7399356918084222468?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/7399356918084222468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=7399356918084222468' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/7399356918084222468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/7399356918084222468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/morrer-pelos-homens.html' title='Morrer pelos homens?'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-SE25rnNAydA/TxUnOKOk28I/AAAAAAAAKrc/Ju3qEIcEjCc/s72-c/Pigmaleeeo-0006-www.templodeapolo.net.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-5878307758939861337</id><published>2012-01-16T14:36:00.001-02:00</published><updated>2012-01-16T14:43:44.441-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acontece'/><title type='text'>Bartolomeu Campos de Queirós</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; color: #073763; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-WG3dcbRTEh4/TxRRNWnY12I/AAAAAAAAKrU/UxxTmCMSt4U/s1600/leitura-criancas-lendo-ilustracao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="336" src="http://3.bp.blogspot.com/-WG3dcbRTEh4/TxRRNWnY12I/AAAAAAAAKrU/UxxTmCMSt4U/s400/leitura-criancas-lendo-ilustracao.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Faleceu hoje o escritor&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Bartolomeu Campos de Queirós&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;autor  de mais &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;de 40 livros para crianças e jovens&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;Leia &lt;/span&gt;&lt;a href="http://editora.cosacnaify.com.br/Autor/1310/Bartolomeu-Campos-de-Queir%C3%B3s.aspx" style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large;"&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;sobre sua vida e obra.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;object height="369" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1-z-8O31_qc?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1-z-8O31_qc?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;BCQ recebeu inúmeros prêmios, entre eles o Jabuti , o prêmio Ibero-americano SM de Literatura Infantil e Juvenil de 2008 e foi finalista em 2010 do prestigioso prêmio internacional Hans Christian Andersen de Literatura Infantil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;O prêmio Ibero-americano SM reconheceu &lt;i&gt;"a transcendência de sua obra que se manifesta na profundidade dos temas abordados, o respeito pelo leitor, os desafios que teve de enfrentar, seu compromisso com a arte literária sem concessões e o caráter poético e filosófico de sua obra".&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;Seu trabalho mais recente é o autobiográfico   &lt;/span&gt;&lt;a href="http://peregrinacultural.wordpress.com/2011/07/03/vermelho-amargo-de-bartolomeu-campos-de-queiros/"&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;Vermelho Amargo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #073763;"&gt;, lançado em 2011.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-5878307758939861337?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/5878307758939861337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=5878307758939861337' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/5878307758939861337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/5878307758939861337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/bartolomeu-campos-de-queiros.html' title='Bartolomeu Campos de Queirós'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-WG3dcbRTEh4/TxRRNWnY12I/AAAAAAAAKrU/UxxTmCMSt4U/s72-c/leitura-criancas-lendo-ilustracao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-7237333971823248726</id><published>2012-01-16T05:58:00.003-02:00</published><updated>2012-01-16T06:01:11.580-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='L. F. PONDÉ'/><title type='text'>A dor na face</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Kg0sryKEaQ4/TxPX1G81vSI/AAAAAAAAKrM/3jxyR-TLzJE/s1600/nao.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="115" src="http://3.bp.blogspot.com/-Kg0sryKEaQ4/TxPX1G81vSI/AAAAAAAAKrM/3jxyR-TLzJE/s200/nao.gif" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;"Muitas vezes apenas gostaríamos de dizer "não". Coisa difícil dizer "não", porque o "sim" é civilizado na sua condição de hipocrisia necessária para a vida em grupo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não dizer bom-dia, não dizer que gostou, não dizer que quer ir, não dizer que ama, dizer apenas "&lt;b&gt;não&lt;/b&gt;".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Na ordem capitalista em que vivemos, onde tudo circula na velocidade do vento que nos constitui como miserável mercadoria que somos, o "não" aparentemente vende mal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas não é verdade. &lt;b&gt;O "não" é a alma do luxo. "Não quero" pode ser a diferença entre sua banalidade e sua sofisticação não afetada&lt;/b&gt;. Mas como tudo que é luxo, o "não" é difícil de achar, de cultivar, de sustentar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Vende-se muito livro de autoajuda por aí. O leitor que me acompanha sabe como detesto autoajuda. Uma indústria que cresce na mesma proporção em que tudo perde o valor. Mas com isso não quero dizer que não precisemos de ajuda na vida. Somos uns coitados. Mas tem coisa melhor do que esse lixo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Outro problema é que umas das maiores contradições da vida é que o cotidiano das relações quase sempre inviabiliza afetos espontâneos e nos arremessa a convivência estratégica que apenas "lida" com problemas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Em resumo, quase sempre os membros da nossa família não são nossos melhores amigos e não é gente em que podemos confiar nossos desesperos porque sempre esperam de nós soluções para as demandas do dia a dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Maridos, esposas, filhos, irmãos, pais, quase sempre não servem para ouvir nossos segredos, mas apenas servem para constatar nossas misérias secretas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não há relação evidente entre família e paixões alegres (como diria, mais ou menos, o filósofo do século 17 Baruch Spinoza).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;As responsabilidades são muitas, as expectativas excessivas, o que era amor se transforma em exigência de sucesso material e segurança previdenciária.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Comumente ataco manifestações de jovens e do povo. Não porque ache que a vida como está seja grande coisa, mas porque considero a infelicidade eterna e atávica do homem a razão final de todo desconforto político, moral e afetivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Quem diz que a solução do homem é política é sempre um mau caráter que gosta de política. Seja na universidade, seja em Brasília. A vida é uma prisão e não gosto de rotas de fuga falsas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No fundo, sou mais "anos 60" do que aqueles que dizem ser "anos 60", mas que viraram "ambientalista de terno e gravata", "defensores da qualidade de vida" ou "roqueiros que cantam para as crianças da África". Para mim vale sempre uma regra básica: não confio em nada em que departamentos de recursos humanos confiam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nutro profunda simpatia por dois pensadores utópicos, Ralph Waldo Emerson e Henry David Thoreau, ambos do século 19, representantes do movimento libertário americano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Há uma dor característica causada por sorrisos falsos. Os músculos da face doem por conta do sorriso mentiroso, que é sempre o mais comum em nosso cotidiano, dizia Emerson, autor de "Self-Reliance" ("Autoconfiança"), de 1841, um clássico do movimento libertário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Os homens em sua maioria vivem uma vida de sereno desespero, dizia Thoreau, autor de "Walden" (1854), narrativa de um período de sua vida em que se isolou numa casa num bosque.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Thoreau ficou mais conhecido como o criador do conceito de "desobediência civil", quando disse que o melhor governo é o que governa menos ou de forma nenhuma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Hoje o pensamento público tornou-se monótono porque todo mundo quer agradar e salvar o mundo. Eu não quero salvar ninguém, nem aspiro a um mundo melhor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Como dizia Emerson, existem grandes vantagens em sermos mal compreendidos ("misunderstood").&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A mania de sermos completamente compreendidos nada mais é do que o desejo de agradar a todos o tempo todo, uma das pragas típicas de um mundo marcado pelo marketing de tudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Em 2012 espero ser muito mal compreendido por todos aqueles que quiserem fazer de mim seu ídolo, positivo ou negativo, supondo que sabem exatamente o que eu penso ou o que sou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Espero, acima de tudo, como dizia Thoreau, que não tenha que ir a lugar nenhum para o qual eu precise comprar uma roupa nova"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;LUIZ FELIPE PONDÉ&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-7237333971823248726?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/7237333971823248726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=7237333971823248726' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/7237333971823248726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/7237333971823248726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/dor-na-face.html' title='A dor na face'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Kg0sryKEaQ4/TxPX1G81vSI/AAAAAAAAKrM/3jxyR-TLzJE/s72-c/nao.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-345702115842218440</id><published>2012-01-15T19:25:00.000-02:00</published><updated>2012-01-15T19:25:12.750-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Le Nom des gens</title><content type='html'>&lt;object height="284" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1mYFw6qNF70?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1mYFw6qNF70?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="284" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-345702115842218440?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/345702115842218440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=345702115842218440' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/345702115842218440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/345702115842218440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/le-nom-des-gens.html' title='Le Nom des gens'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-6134555896744940368</id><published>2012-01-15T18:43:00.001-02:00</published><updated>2012-01-15T18:48:14.984-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem'/><title type='text'>Livros dançantes</title><content type='html'>&lt;span style="background-color: white; line-height: 20px;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Open Sans', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;object height="284" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7ZhPHyk5ZvU?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7ZhPHyk5ZvU?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="284" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt; “Siempre imaginé que el Paraíso sería algún tipo de biblioteca“. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Jorge Luis Borges&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;object height="369" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zhRT-PM7vpA?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zhRT-PM7vpA?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-6134555896744940368?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.updateordie.com/2012/01/09/the-joy-of-books/' title='Livros dançantes'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/6134555896744940368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=6134555896744940368' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/6134555896744940368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/6134555896744940368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/livros-dancantes.html' title='Livros dançantes'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-182569426929848254</id><published>2012-01-15T05:31:00.002-02:00</published><updated>2012-01-15T05:38:19.794-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><title type='text'>O Cemitério de Praga</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mGNlORcuWXk/TxKAEjOWqpI/AAAAAAAAKrE/9SvHNXwGBuQ/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img border="0" height="175" src="http://1.bp.blogspot.com/-mGNlORcuWXk/TxKAEjOWqpI/AAAAAAAAKrE/9SvHNXwGBuQ/s400/images.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="content" style="margin-bottom: 0.5em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0.5em; padding-left: 5px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large;"&gt;Umberto Eco e a liga judaico-cristã&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;"Trinta anos não são nada. Pelo menos em assuntos de polêmica religiosa. Esse é o tempo que separa "O Nome da Rosa", primeiro assalto do escritor, semiólogo e pensador bolonhês Umberto Eco à ficção espiritual, de "&lt;i&gt;Il Cimitero di Praga&lt;/i&gt;" [O Cemitério de Praga], seu novo e estupendo romance - um fenômeno de vendas (100 mil exemplares em apenas uma semana), assim como um catalisador das já agitadas águas culturais da Itália de Berlusconi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Eco volta a enfrentar não só as acusações da Igreja, como também a revolta da comunidade judaica. A razão está em um livro no qual, página a página (são 528), o autor conduz o leitor por uma viagem trepidante ao século 19, uma excursão considerada por alguns imprecisa do ponto de vista historiográfico e que se move ao vaivém da mãe de todas as considerações: a que pinta os judeus como os urdidores ocultos e todo-poderosos do destino mundial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;A galeria de personagens reais de "&lt;b&gt;O Cemitério de Praga&lt;/b&gt;" não tem desperdícios: um Sigmund Freud viciado em drogas, Dreyfus, o oficial francês condenado por ser judeu, o grande patriota e escritor italiano Ippolito Nievo, ou Garibaldi. Entre nomes históricos e acontecimentos reais (desenhados com a mania detalhista habitual na prosa de Eco), o protagonista cresce - "o único personagem inventado do romance", segundo o autor. É Simone Simonini, capitão turinense, memorável anti-herói e a presença mais desagradável do relato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Antissemita convicto em pleno "ottocento", o protagonista falsifica testamentos e comercializa hóstias consagradas para missas satânicas. Sua grande obra? Fabricar as atas de uma reunião noturna inexistente entre as lápides do cemitério judeu de Praga. Nela, os anciãos rabinos das 12 tribos de Israel tecem planos para dominar o mundo. Esse documento falso serve na novela para a redação dos muito reais "Protocolos dos Sábios de Sião", panfleto antissemita que no início do século 20 serviu de justificativa teórica para os &lt;i&gt;pogroms&lt;/i&gt; da Rússia czarista e, mais tarde, para a perseguição nazista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Seus detratores censuram em Eco a encenação de uma montagem histórica "falsa". A construção de uma "sinfonia maligna" que não se incomoda em interromper. A comunidade judaica e a Igreja se perguntam: um autor que não intervém na história pode evitar a perigosa ambiguidade? O jornal da Santa Sé opina que não: "Denunciar o antissemitismo pondo-se na pele dos antissemitas", escreve a historiadora Lucetta Scaraffia em "&lt;i&gt;L'Osservatore Romano&lt;/i&gt;", "não funciona como uma verdadeira acusação. O leitor acaba por ser contaminado pelo delírio antissemita [construído por Eco]. Quando se evoca o mal, é necessário confrontá-lo ao bem, para que sirva de contraste. A reconstrução do mal sem condenação, sem heróis positivos, adquire uma aparência de voyeurismo amoral".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;"&lt;i&gt;A narração de Eco quer desmontar o falso à base de reconstruir essas falsidades" - escreve outra historiadora&lt;/i&gt;, Anna Foa, na revista mensal publicada pelas comunidades judaicas italianas. "Se os heréticos podíamos desfrutar com as bruxas de 'O Nome da Rosa', poderemos fazê-lo com a mesma inocência com o tipo de construções que alimentaram as loucuras de Hitler?" O escritor replica pragmático: "Quem escreve um manual de química também pode ser acusado se alguém o utilizar para envenenar sua avó".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;A estas declarações, o rabino chefe de Roma, Riccardo Di Segni, contestou: "Penso que a mensagem soa ambígua. Não se trata de um livro científico que analisa e explica, mas de uma novela". "Minha intenção era dar um soco no estômago de meus leitores", replicou o semiólogo. "Uma violência que convenceu a outros."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Um ódio que também move Simonini, educado desde pequeno no desprezo aos judeus e às mulheres, treinado no servilismo ao poder e cegado por seu rancor pessoal: "Me dou conta de ter existido só para vencer aquela raça maldita. Unicamente o ódio aquece o coração", diz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Entre tanta proclamação acusatória, Gad Lerner interveio no debate, nas páginas de "La Repubblica". Segundo ele, a novela está destinada a ser um clássico, porque afinal conta algo muito universal e atual. É o que explica o protagonista Simonini a um agente secreto do czar: "A divina Providência nos presenteou os judeus, vamos utilizá-los e rezar para que sempre haja algum ao qual temer e odiar". Lerner vê nesse diálogo um afã tremendamente atual: identificar os inimigos para assim definir-se como comunidade a partir do ódio ao outro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Lucia Magi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0.9em; margin-top: 0.5em;"&gt;&lt;div style="color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 19px;"&gt;&lt;em&gt;Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 19px;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Nota : Link no título para a crítica de LUÍS ANTÔNIO GIRON&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #222222; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 19px;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-182569426929848254?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://revistaepoca.globo.com/Mente-aberta/noticia/2011/10/voltou-o-mestre-das-conspiracoes.html' title='O Cemitério de Praga'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/182569426929848254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=182569426929848254' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/182569426929848254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/182569426929848254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/o-cemiterio-de-praga.html' title='O Cemitério de Praga'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-mGNlORcuWXk/TxKAEjOWqpI/AAAAAAAAKrE/9SvHNXwGBuQ/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-7851249560744281164</id><published>2012-01-15T03:18:00.000-02:00</published><updated>2012-01-15T03:18:33.723-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gente'/><title type='text'>Revolução no Carnaval</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pV0bbE4IH5s/TxJgvgY9wkI/AAAAAAAAKq4/561kNGj55iA/s1600/trinta.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-pV0bbE4IH5s/TxJgvgY9wkI/AAAAAAAAKq4/561kNGj55iA/s1600/trinta.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;A teoria de que a vida é inventada e que cada um de nós se inventa, vejo-a confirmada a cada momento e nos mais diversos casos. É o exemplo de Joãosinho Trinta, recentemente morto para a tristeza de seus amigos e admiradores, como eu, que, além do mais, sou seu conterrâneo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Chegamos os dois ao Rio no mesmo ano de 1951 e com propósitos parecidos: realizar a nossa paixão pela arte. Só que, enquanto minhas paixões eram a poesia e as artes plásticas, a dele era o balé, mas não conseguiu inventar-se bailarino, porque lhe faltava o "&lt;i&gt;physique du rôle&lt;/i&gt;", isto é, sonhara errado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E só se inventaria carnavalesco bem mais tarde, quando passou a fazer adereços para a escola de samba Acadêmicos do Salgueiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues haviam transformado os desfiles do Salgueiro numa revolução que mudou a estética do Carnaval carioca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Até ali, as fantasias e alegorias das escolas de samba seguiam o gosto acadêmico, que identificava o belo com o luxo da corte imperial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Pamplona e Arlindo substituíram aquelas fantasias pesadas, cobertas de enfeites, por outras de gosto moderno, valorizando o colorido, o desenho que mostrava o corpo dos figurantes e passistas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Também as alegorias perderam o caráter do velho Carnaval para ganhar leveza e concepção inovadora. Graças a eles, a Acadêmicos do Salgueiro destacou-se nos desfiles e passou a influir na concepção de outras escolas, à exceção da Mangueira, que mantinha o estilo tradicional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Foi então que Joãosinho Trinta, que passara a morar no morro do Salgueiro, começou a colaborar com Pamplona e Arlindo, na concepção e realização de adereços, de que já se ocupava em trabalhos de decoração. Como se explica, então, que o moço que sonhara ser um intérprete da dança clássica tornara-se um artesão?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;É que -conforme contaria mais tarde- quando menino, nascido em família pobre, fazia ele mesmo seus brinquedos. Ou seja, a habilidade artesanal e a inventividade eram qualidades inatas de Joãosinho Trinta, que ele pusera de lado, quando se deixou fascinar pela dança. Como aquele não era de fato o caminho possível de sua realização artística, um dia o talento inato do menino se fez valer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E aqui entra o outro lado da vida: o acaso. Por acaso, Joãosinho foi morar no morro do Salgueiro precisamente quando os carnavalescos da escola eram Pamplona e Arlindo, e por acaso eles precisavam de alguém para melhorar os adereços da escola... E assim, Joãosinho Trinta veio a se tornar um dos mais destacados carnavalescos do país. Quando Arlindo e Pamplona deixaram a escola, ele assumiu a função deles e deu vazão a toda a sua capacidade criativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Havia aprendido com eles a nova concepção estética dos desfiles de Carnaval, das fantasias, das alegorias. Assimilou aquelas lições e pôs em prática a sua própria concepção, introduzindo no Carnaval carioca a sua vivência de nordestino, nascido na histórica São Luís do Maranhão, cidade cheia de lendas e tradição, presentes em seus túneis subterrâneos, em suas fachadas de azulejo e em suas festas populares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Graças a tudo isso e especialmente a seu talento, ganhou os carnavais de 1973, 74 e 75, transferindo-se, no ano seguinte, para a Beija-Flor de Nilópolis, onde arrebatou cinco títulos mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Foi num desfile dessa escola, que apresentou o seu mais surpreendente enredo -"Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia", no qual exibia a figura do Cristo como mendigo. Tanta audácia provocou a reação da Igreja Católica, que o levou a cobrir essa alegoria com um lençol preto, durante o desfile.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Naquela ocasião, escrevi sobre esse enredo, chamando atenção para o que significava na sua carreira de carnavalesco. É que ele havia dito, meio de gozação, uma frase que se tornou célebre: "&lt;i&gt;&lt;b&gt;Quem gosta de pobreza é intelectual, porque o povo gosta de luxo&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;". Era uma resposta aos que o acusavam de ter voltado ao velho estilo luxuoso, contrário à linha inovadora do Salgueiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O enredo "Ratos e Urubus" era o oposto do luxo, uma vez que o próprio Cristo aparecia ali como mendigo. Na verdade, o luxo dos enredos de Joãosinho era aparente, pois o que ele fazia era extrair beleza e esplendor dos materiais mais pobres. Uma alquimia".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;FERREIRA GULLAR&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-7851249560744281164?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/7851249560744281164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=7851249560744281164' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/7851249560744281164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/7851249560744281164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/revolucao-no-carnaval.html' title='Revolução no Carnaval'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-pV0bbE4IH5s/TxJgvgY9wkI/AAAAAAAAKq4/561kNGj55iA/s72-c/trinta.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-5535409539853515802</id><published>2012-01-15T01:42:00.000-02:00</published><updated>2012-01-15T01:42:49.490-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='destinos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><title type='text'>Razões para visitar Portugal</title><content type='html'>&lt;object height="284" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/sBZkR9TFFqk?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/sBZkR9TFFqk?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="284" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-5535409539853515802?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/5535409539853515802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=5535409539853515802' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/5535409539853515802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/5535409539853515802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/razoes-para-visitar-portugal.html' title='Razões para visitar Portugal'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-9154724433386667012</id><published>2012-01-14T19:33:00.000-02:00</published><updated>2012-01-14T19:33:18.409-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Retrato</title><content type='html'>&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;A dolorosa &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;e lenta &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;refeição do velho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Sopas e papas insepultas &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;voracidade morta &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;lassa obrigação de alimentar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Saliva é cuspe &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;o cuspe é baba &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;na dócil refeição do velho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;A lentidão exasperante &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;de quem come para não morrer e &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;morrerá porém. Só.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;A dolorosa &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;e benta &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;refeição do velho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;A carne insulta-lhe &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;a indecisão do dente, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;dor e cansaço no deglutir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Tudo é torpor ou gole &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;na fome sem sabor &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;da refeição do velho. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Arthur da Távola&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-9154724433386667012?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/9154724433386667012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=9154724433386667012' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/9154724433386667012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/9154724433386667012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/retrato.html' title='Retrato'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-6094462924814132199</id><published>2012-01-14T05:08:00.000-02:00</published><updated>2012-01-14T05:08:28.173-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Embate com Deus</title><content type='html'>&lt;object height="369" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EjmZgry5CA8?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/EjmZgry5CA8?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #20124d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Filho de um pastor luterano,&amp;nbsp;&lt;span style="color: #20124d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Ingmar&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #20124d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Bergman cresceu oscilando entre o fascínio e a repulsa à mitologia e à iconografia do cristianismo. Ao longo da vida, foi questionando uma a uma as antigas certezas da fé até chegar, segundo suas próprias palavras, à concepção de que “o ser humano tem dentro de si sua própria santidade, que é deste mundo e não tem explicação fora dele”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #20124d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O sétimo selo &lt;/b&gt;(1956), traz a célebre parábola do cavaleiro que, ao voltar das Cruzadas, joga xadrez com a morte para tentar prorrogar seu tempo de vida. A fonte mais remota de inspiração para o filme foram afrescos tenebrosos vistos pelo cineasta numa igreja quando menino: a morte, o demônio, os horrores do inferno.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Nota: &amp;nbsp;Ir para &amp;nbsp;&lt;b&gt;Bergman de trás para a frente -&amp;nbsp;&lt;/b&gt; linkando no título.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-6094462924814132199?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://blogdoims.uol.com.br/ims/bergman-de-tras-para-a-frente/' title='Embate com Deus'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/6094462924814132199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=6094462924814132199' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/6094462924814132199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/6094462924814132199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/embate-com-deus.html' title='Embate com Deus'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-906378030423178543</id><published>2012-01-13T14:23:00.000-02:00</published><updated>2012-01-13T14:23:03.192-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='publicidade'/><title type='text'>Igualismo</title><content type='html'>&lt;object height="369" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/n9Fl_6C4zDs?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/n9Fl_6C4zDs?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-906378030423178543?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/906378030423178543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=906378030423178543' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/906378030423178543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/906378030423178543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/igualismo.html' title='Igualismo'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-8429681007087568701</id><published>2012-01-13T06:58:00.000-02:00</published><updated>2012-01-13T06:58:55.235-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='discriminação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Marcelo Serrado, o equivocado</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ZBs0oVbvbIo/Tw_xfseH3jI/AAAAAAAAKqw/BpM2t-H2AZ8/s1600/ilove_phillipmorris.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="191" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZBs0oVbvbIo/Tw_xfseH3jI/AAAAAAAAKqw/BpM2t-H2AZ8/s200/ilove_phillipmorris.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Na década de 1920, a cidade de Berlim conheceu um dos períodos mais tolerantes da história em relação à homossexualidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Casais do mesmo sexo eram tratados com respeito, e a cultura homossexual era aceita sem constrangimentos. Essa situação propícia se manteve até a emergência de Adolf Hitler, que mandou dezenas de milhares de homossexuais para campos de extermínio, todos com um triângulo rosa no peito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No Brasil, ocorre situação análoga. Lentamente, a conquista pela igualdade de tratamento para os homossexuais avança. Mas a luta é inglória. Quando se pensa que os avanços estão consolidados, surge um Silas Malafaia, um Jair Bolsonaro ou um Ives Gandra Martins para lembrar que a questão está longe de ser resolvida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O último nessa linhagem de homofóbicos é o ator Marcelo Serrado, que interpreta o personagem homossexual Crô, na novela "Fina Estampa". Em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, publicada na edição do último domingo deste jornal ("Arrasa, bii!"), Serrado expôs seu preconceito abertamente ao declarar que não gostaria de que a sua filha de sete anos visse um beijo gay na televisão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Em sua conta no Twitter, o ator negou que fosse preconceituoso. Como se não querer que uma criança assista a um beijo gay nada tivesse de discriminatório. Exatamente como a senhora que diz que não é racista, mas que preferiria que a filha não se casasse com um negro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A maneira como Serrado educa a sua filha é problema dele. Não se condena o teor de suas declarações preconceituosas, porque a homofobia ainda não é crime no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O condenável em sua atitude é a negação do óbvio. Ele tem o direito de educar a sua filha como quiser, mas não pode enganar a população tentando descaracterizar a natureza do seu preconceito. Ou seja, Serrado é um homofóbico no armário. Precisa sair dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Serrado terá alcançado o auge da sua fama às custas da ridicularização dos homossexuais. Para ele, explorar a homofobia da sociedade brasileira deu certo. Para a Rede Globo, também, porque os índices de audiência da novela são altos. É triste, porém, que uma emissora de televisão preste tal desserviço à consolidação da cidadania.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A imagem desrespeitosa que a televisão brasileira difunde dos homossexuais pode dar lucro às emissoras e aos atores. No entanto, causa prejuízo ao Brasil como um todo, porque solapa os esforços do governo e da sociedade no combate ao ódio e à intolerância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A caricatura homossexual que Aguinaldo Silva compôs e que Marcelo Serrado se presta a interpretar, por exemplo, levará anos para ser desmantelada no imaginário da nação. Produzirá discriminação e gerará violência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Em defesa da novela, poder-se-ia falar em liberdade de criação artística. No ataque, porém, é necessário recordar a noção de responsabilidade social, que as redes de televisão têm o dever de preservar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Homossexuais caricatos sempre existiram. Não temos de negá-los. Pergunto-me, no entanto, em que novela ou reality show estarão os homossexuais comuns, que têm relações estáveis, acordam cedo para ir trabalhar e levam uma vida convencional. Eles também existem. São muitos. Pagam impostos e exigem respeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ah, e beijam-se também, Marcelo Serrado, como qualquer ser humano normal. Querer ocultar esse fato de sua filha ou de quem quer que seja constitui homofobia, quer você queira, quer não".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #741b47; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;ALEXANDRE VIDAL PORTO&lt;/span&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt; é mestre em direito pela Universidade Harvard, &amp;nbsp;diplomata e escritor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-8429681007087568701?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/8429681007087568701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=8429681007087568701' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/8429681007087568701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/8429681007087568701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/marcelo-serrado-o-equivocado.html' title='Marcelo Serrado, o equivocado'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ZBs0oVbvbIo/Tw_xfseH3jI/AAAAAAAAKqw/BpM2t-H2AZ8/s72-c/ilove_phillipmorris.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-1511738951312569419</id><published>2012-01-12T07:17:00.001-02:00</published><updated>2012-01-12T07:19:29.454-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PARIS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>E todos vieram ao Rio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-I0cUZmvjXUg/Tw6kY-NCduI/AAAAAAAAKqo/MOmNUxraZCg/s1600/livro_todos_foram_para_paris_01-640x395.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="246" src="http://2.bp.blogspot.com/-I0cUZmvjXUg/Tw6kY-NCduI/AAAAAAAAKqo/MOmNUxraZCg/s400/livro_todos_foram_para_paris_01-640x395.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;"Uma noite, deprimido porque a mulher, Zelda, definiu como pequeno o seu membro viril, Scott Fitzgerald, o autor de “&lt;/span&gt;&lt;b style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;O grande Gatsby&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;”, pediu ajuda a Ernest Hemingway. Que o autor de &lt;/span&gt;&lt;b style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;“O sol também se levanta”&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt; o acompanhasse até o banheiro do bistrô &lt;/span&gt;&lt;i style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Michaud’s&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt; e desse uma conferida. Hemingway analisou os dotes de Fitzgerald — os dois tinham uma amizade assim como a do Tom e Jerry — e saiu-se com um clássico da ambiguidade: “&lt;/span&gt;&lt;i style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Olha, meu caro, fique sabendo que seu pau é do tamanho do seu talento literário”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Fitzgerald, para continuarmos aqui no terreno da ambiguidade, achou que estava de bom tamanho — e não esticou um centímetro a conversa. O Rio não tem uma Geração Perdida clássica, como a que serviu de mote para Sérgio Augusto contar histórias como a do “&lt;i&gt;músculo da alegria&lt;/i&gt;” de Fitzgerald. Ela está no seu delicioso “&lt;b&gt;E todos foram para Paris&lt;/b&gt;” (Leya/Casa da Palavra), um guia erudito sobre os bares, hotéis, livrarias, inferninhos e banheiros onde, entre os anos 1920 e o final dos 1940, as turmas de Picasso, Henry Miller, John dos Passos, Cole Porter, Man Ray e os dois malucos já citados fizeram arte de todo tipo e tamanho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Era um elenco formidável aprontando em cenários que, a partir dali, ficariam famosos, como o American Club. Ali, numa noite sem literatura, Ernest “sempre ele” Hemingway apanhou muito numa luta de boxe com o escritor canadense Morley Callaghan. Paris era uma festa de charme intelectual, e agora os brasileiros poderão percorrê-la com o guia de Sérgio Augusto apontando cada fantasma. Olha ali o Faulkner nos Jardins de Luxemburgo. Olha o Papa Hemingway atracado com um dry Martini no bar do Ritz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Eu acho que não fará feio quem lançar um guia turístico do Rio com a mesma ideia, um flâneur-narrador mostrando a cidade aos turistas a partir dos lugares onde nossas “gerações perdidas” de artistas e intelectuais também fizeram suas artes. Uma noite, em pleno Beco das Garrafas, em Copacabana, Ronaldo Bôscoli colocou para fora o seu também membro viril, que de “Lobo Bobo” não tinha nada, e, sem qualquer dúvida sobre a generosidade com que o Criador havia lhe aquinhoado — era o maior namorador da bossa nova —, mijou nos pés de Antonio Maria, seu desafeto das letras tristes do samba canção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Temos histórias, personagens, um cenário que é uma beleza e uma multidão cada vez maior de turistas andando de um lado para o outro, carente de algo além da moça do corpo dourado do sol de Ipanema. Já a viram em outras viagens. Se todos foram para Paris no início do século passado, como anuncia Sérgio Augusto, desta vez estão vindo todos ao Rio. Depois de um mergulho no Posto 9 onde Leila Diniz chocou o país indo à praia grávida, sem a bata cobrindo o barrigão, os turistas gostariam de seguir os passos históricos dos criadores do charme carioca. Que tal dar um pulo até o número 2.853 da Avenida Atlântica? O edifício, informa o porteiro, continua igual àquele por onde, no final dos anos 1950, João Gilberto entrava com o violão para ir até o apartamento 303 e tocar com os amigos da proprietária, a ainda não cantora Nara Leão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A bossa nova começou ali, e só uma cidade com um roteiro turístico muito óbvio como o Rio ainda não percebeu que era para ter uma multidão de japoneses fotografando o prédio de Nara, berço da bossa nova. Um provocador, como o assaz citado Ronaldo Bôscoli, perguntaria: se há milhares de fiéis neste momento na Igreja da Natividade, em Belém, por que não naquele trecho da Atlântica, onde nasceu uma cultura de sucesso no mundo inteiro?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Tivemos grandes “gerações perdidas” em todas as décadas. Nos anos 1910, João do Rio e os dândis literários não saíam da Colombo. Nos anos 1920, Noel Rosa e os novos sambistas dormiam no Café Nice da Rio Branco. Nos anos 1930, Di Cavalcanti arregimentava suas mulatas pela Lapa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Todos esses cenários ainda estão por aí. Alguns mais bem conservados, outros ilustrados apenas pela aparição de seus fantasmas, mas nada muito diferente de Paris, que desapareceu com vários dos endereços clássicos da sua Geração Perdida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Esses marcos da civilização carioca, um ícone cada vez mais na moda internacional, estão ávidos de quem queira apontá-los aos turistas e narrar outras histórias além daquelas sobre as dificuldades da construção do Cristo no alto do Corcovado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O turismo de uma cidade não vive só da beleza natural dela, da arquitetura de seus prédios e eventos. Temos tudo isso aos montes, mas também um roteiro espetacular de referências criadas a partir de uma fauna intelectualmente charmosa e que está na cabeça do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;“E todos vieram para o Rio” seria o nome do guia. E, chegados aqui, os turistas foram, por exemplo, ao bar Villarino, no Centro, conhecer a famosa mesa onde, entre os anos 1950 e 1960, Paulo Mendes Campos, Ary Barroso, Di Cavalcanti e outros se reuniam para dar uma geral na vida alheia e avaliar as mulheres no mercado.  Ainda se serve ali uma boa refeição ligeira e há na parede uma foto imensa do grupo conversando. Naquela mesa do canto, ao cair de uma tarde de 1956, o jornalista Lúcio Rangel apresentou Tom Jobim a Vinicius de Moraes. O resto da história qualquer turista japonês conhece de cor — e gostaria de ir até ali tirar uma foto de recordação".&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Joaquim Ferreira dos Santos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Nota: A ilustração é a capa do livro e o passaporte de  Hemingway. Link no título para mais...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-1511738951312569419?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://casavogue.globo.com/lazer-cultura/livro-retraca-a-paris-dos-anos-loucos/' title='E todos vieram ao Rio'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/1511738951312569419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=1511738951312569419' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/1511738951312569419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/1511738951312569419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/e-todos-vieram-ao-rio.html' title='E todos vieram ao Rio'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-I0cUZmvjXUg/Tw6kY-NCduI/AAAAAAAAKqo/MOmNUxraZCg/s72-c/livro_todos_foram_para_paris_01-640x395.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-7503252078965205161</id><published>2012-01-11T16:14:00.005-02:00</published><updated>2012-01-11T20:42:51.880-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divagações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arco da velha'/><title type='text'>Lado B  : fita cassete</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1Qs3bJ8KhJE/Tw3PcFiI3TI/AAAAAAAAKqQ/yn9ZOGl9Uhk/s1600/play81-e1326210724517.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="253" src="http://3.bp.blogspot.com/-1Qs3bJ8KhJE/Tw3PcFiI3TI/AAAAAAAAKqQ/yn9ZOGl9Uhk/s400/play81-e1326210724517.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Ij-CDY4_9XI/Tw3NfU5g5pI/AAAAAAAAKpg/MuO50Z_mdqk/s1600/play141-600x381.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="253" src="http://4.bp.blogspot.com/-Ij-CDY4_9XI/Tw3NfU5g5pI/AAAAAAAAKpg/MuO50Z_mdqk/s400/play141-600x381.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-a86-F--O4aE/Tw3Nis5ZRcI/AAAAAAAAKpo/hiPOeXwnZzs/s1600/play181-600x381.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="253" src="http://1.bp.blogspot.com/-a86-F--O4aE/Tw3Nis5ZRcI/AAAAAAAAKpo/hiPOeXwnZzs/s400/play181-600x381.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #351c75; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;A fita cassete, sucessora (regravável) do vinil (bolachão), era um padrão de fita para gravação de áudio,  inventada pela Philips e lançada oficialmente no mercado em 1963.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Medindo 10cm x 7cm o cassete era constituído basicamente por 2 carretéis, a fita magnética e todo o mecanismo de movimento da fita alojados em uma caixa plástica. De fácil manuseio e utilização permitia que a fita fosse colocada ou retirada em qualquer ponto da reprodução ou gravação.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-F-J10ZLEGSg/Tw3Nq7ICfOI/AAAAAAAAKpw/RugUZo7LiIc/s1600/play191-600x382.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="253" src="http://2.bp.blogspot.com/-F-J10ZLEGSg/Tw3Nq7ICfOI/AAAAAAAAKpw/RugUZo7LiIc/s400/play191-600x382.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-auqvaLxZUeI/Tw3NuTdhT3I/AAAAAAAAKp4/UjVnV_7cwC4/s1600/play5-600x381.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="253" src="http://3.bp.blogspot.com/-auqvaLxZUeI/Tw3NuTdhT3I/AAAAAAAAKp4/UjVnV_7cwC4/s400/play5-600x381.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Representou uma enorme revolução na medida em que possibilitava gravar, a partir do vinil, as músicas de nossa preferência, o que fazia da fita-cassete um objeto personalizado. No início, a pequena largura da fita e a velocidade reduzida- para permitir uma duração de pelo menos 30 minutos por "lado"- comprometiam a qualidade do som. Com o passar do tempo, recursos tecnológicos foram sendo incorporados, tornando a qualidade muito boa para ouvidos que ainda não conheciam o Dolby!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-FoPCQgfZC6I/Tw3Op85NaYI/AAAAAAAAKqA/-vTG5msoB74/s1600/Toca+fitas+portatil.PNG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="302" src="http://2.bp.blogspot.com/-FoPCQgfZC6I/Tw3Op85NaYI/AAAAAAAAKqA/-vTG5msoB74/s400/Toca+fitas+portatil.PNG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Os primeiros gravadores/toca-fitas eram portáteis, mas no final dos anos 70 com a invenção do &lt;i&gt;walkman&lt;/i&gt;, super compacto de bolso com fones de ouvido, houve a explosão do som individual.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-hY32vyReDsE/Tw3PCaQzbdI/AAAAAAAAKqI/m96H-zpF244/s1600/walkman.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-hY32vyReDsE/Tw3PCaQzbdI/AAAAAAAAKqI/m96H-zpF244/s320/walkman.jpg" width="190" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #351c75; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #351c75; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #351c75; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #351c75; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Com a chegada dos CDs, durante a década de 1990, ainda  vivemos um tempo em que era comum  presentear amigos com disco contendo as músicas que diziam muito de nós e do que queríamos transmitir ou compartilhar. Hoje isto também já não mais acontece. Cada um "baixa" suas  próprias músicas...&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #351c75; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Expressões como "vira a fita", ( porque a nossa música preferida sempre estava do outro lado?!),ou"vira o disco" que também significava pedir para  "mudar de assunto",  hoje são tão desconhecidas quanto "discar", que era aplicada ao telefone...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #351c75; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Nota: visite &lt;a href="http://tapedeck.org/"&gt;tapedeck&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-7503252078965205161?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/7503252078965205161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=7503252078965205161' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/7503252078965205161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/7503252078965205161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/play-record-na-nostalgia-fita-cassete.html' title='Lado B  : fita cassete'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-1Qs3bJ8KhJE/Tw3PcFiI3TI/AAAAAAAAKqQ/yn9ZOGl9Uhk/s72-c/play81-e1326210724517.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-6381365863729717424</id><published>2012-01-10T13:14:00.000-02:00</published><updated>2012-01-10T13:14:21.887-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Agradecimento</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-eugis20z5eg/TwxVpGLE2dI/AAAAAAAAKpY/gTvyBcd7qIo/s1600/wislawa_szymborska.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-eugis20z5eg/TwxVpGLE2dI/AAAAAAAAKpY/gTvyBcd7qIo/s1600/wislawa_szymborska.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;div&gt;Devo muito&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;aos que não amo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;O alívio de aceitar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;que sejam mais próximos de outrem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;A alegria de não ser eu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;o lobo de suas ovelhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;A paz que tenho com eles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;e a liberdade com eles,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;isso o amor não pode dar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;nem consegue tirar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Não espero por eles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;andando da janela à porta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Paciente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;quase como um relógio de sol,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;entendo o que o amor não entende,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;perdoo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;o que o amor nunca perdoria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Do encontro à carta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;não se passa uma eternidade,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;mas apenas alguns dias ou semanas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;As viagens com eles são sempre um sucesso,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;os concertos assistidos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;as catedrais visitadas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;as paisagens claras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;E quando nos separam&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;sete colinas e rios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;são solinas e rios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;bem conhecidos dos mapas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;É mérito deles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;eu viver em três dimensões,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;num espaço sem lírica e sem retórica,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;com um horizonte real porque móvel.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Eles próprios não veem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;quanto carregam nas mãos vazias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;"Não lhes devo nada" -&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;diria o amor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;sobre essa questão aberta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Wislawa Szymborska &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Nota : &amp;nbsp;Para &amp;nbsp; POEMAS &amp;nbsp;( arquivo em PDF da Companhia das Letras) &amp;nbsp;siga por &amp;nbsp;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://companhiadasletras.net/trechos/13056.pdf"&gt;aqui &lt;/a&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Link no título para saber mais sobre mais .&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-6381365863729717424?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.algumapoesia.com.br/poesia3/poesianet265.htm' title='Agradecimento'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/6381365863729717424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=6381365863729717424' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/6381365863729717424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/6381365863729717424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/agradecimento.html' title='Agradecimento'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-eugis20z5eg/TwxVpGLE2dI/AAAAAAAAKpY/gTvyBcd7qIo/s72-c/wislawa_szymborska.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-957918329136629356</id><published>2012-01-10T07:42:00.000-02:00</published><updated>2012-01-10T07:42:15.978-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='J.P. Coutinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Naufragar é preciso?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kmTnIZ7AuBw/TwwHkN29yiI/AAAAAAAAKpQ/r9qf2SkZnNQ/s1600/linguaportuguesa+unificada.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="202" src="http://1.bp.blogspot.com/-kmTnIZ7AuBw/TwwHkN29yiI/AAAAAAAAKpQ/r9qf2SkZnNQ/s400/linguaportuguesa+unificada.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Começa a ser penoso para mim ler a imprensa portuguesa. Não falo da qualidade dos textos. Falo da ortografia deles. Que português é esse? Quem tomou de assalto a língua portuguesa (de Portugal) e a transformou numa versão abastardada da língua portuguesa (do Brasil)?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A sensação que tenho é que estive em coma profundo durante meses, ou anos. E, quando acordei, habitava já um planeta novo, onde as regras ortográficas que aprendi na escola foram destroçadas por vândalos extraterrestres que decidiram unilateralmente como devem escrever os portugueses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Eis o Acordo Ortográfico, plenamente em vigor. Não aderi a ele: nesta Folha, entendo que a ortografia deve obedecer aos critérios do Brasil. Sou um convidado da casa e nenhum convidado começa a dar ordens aos seus anfitriões sobre o lugar das pratas e a moldura dos quadros. Questão de educação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Em Portugal é outra história. E não deixa de ser hilariante a quantidade de articulistas que, no final dos seus textos, fazem uma declaração de princípios: "Por decisão do autor, o texto está escrito de acordo com a antiga ortografia".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A esquizofrenia é total, e os jornais são hoje mantas de retalhos. Há notícias, entrevistas ou reportagens escritas de acordo com as novas regras. As crônicas e os textos de opinião, na sua maioria, seguem as regras antigas. E depois existem zonas cinzentas, onde já ninguém sabe como escrever e mistura tudo: a nova ortografia com a velha e até, em certos casos, uma ortografia imaginária.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A intenção dos pais do Acordo Ortográfico era unificar a língua. Resultado: é o desacordo total com todo mundo a disparar para todos os lados. Como foi isso possível?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Foi possível por uma mistura de arrogância e analfabetismo. O Acordo Ortográfico começa como um típico produto da mentalidade racionalista, que sempre acreditou no poder de um decreto para alterar uma experiência histórica particular.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Acontece que a língua não se muda por decreto; ela é a decorrência de uma evolução cultural que confere aos seus falantes uma identidade própria e, mais importante, reconhecível para terceiros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Respeito a grafia brasileira e a forma como o Brasil apagou as consoantes mudas de certas palavras ("ação", "ótimo" etc.). E respeito porque gosto de as ler assim: quando encontro essas palavras, sinto o prazer cosmopolita de saber que a língua portuguesa navegou pelo Atlântico até chegar ao outro lado do mundo, onde vestiu bermuda e se apaixonou pela garota de Ipanema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não respeito quem me obriga a apagar essas consoantes porque acredita que a ortografia deve ser uma mera transcrição fonética. Isso não é apenas teoricamente discutível; é, sobretudo, uma aberração prática.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Tal como escrevi várias vezes, citando o poeta português Vasco Graça Moura, que tem estudado atentamente o problema, as consoantes mudas, para os portugueses, são uma pegada etimológica importante. Mas elas transportam também informação fonética, abrindo as vogais que as antecedem. O "c" de "acção" e o "p" de "óptimo" sinalizam uma correta pronúncia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A unidade da língua não se faz por imposição de acordos ortográficos; faz-se, como muito bem perceberam os hispânicos e os anglo-saxônicos, pela partilha da sua diversidade. E a melhor forma de partilhar uma língua passa pela sua literatura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não conheço nenhum brasileiro alfabetizado que sinta "desconforto" ao ler Fernando Pessoa na ortografia portuguesa. E também não conheço nenhum português alfabetizado que sinta "desconforto" ao ler Nelson Rodrigues na ortografia brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Infelizmente, conheço vários brasileiros e vários portugueses alfabetizados que sentem "desconforto" por não poderem comprar, em São Paulo ou em Lisboa, as edições correntes da literatura dos dois países a preços civilizados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Aliás, se dúvidas houvesse sobre a falta de inteligência estratégica que persiste dos dois lados do Atlântico, onde não existe um mercado livreiro comum, bastaria citar o encerramento anunciado da livraria Camões, no Rio, que durante anos vendeu livros portugueses a leitores brasileiros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;De que servem acordos ortográficos delirantes e autoritários quando a língua naufraga sempre no meio do oceano?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;JOÃO PEREIRA COUTINHO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-957918329136629356?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/957918329136629356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=957918329136629356' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/957918329136629356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/957918329136629356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/naufragar-e-preciso.html' title='Naufragar é preciso?'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-kmTnIZ7AuBw/TwwHkN29yiI/AAAAAAAAKpQ/r9qf2SkZnNQ/s72-c/linguaportuguesa+unificada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-109253402670622928</id><published>2012-01-09T17:05:00.001-02:00</published><updated>2012-01-09T17:08:05.334-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte'/><title type='text'>Arte urbana</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dPl6uNNO8jk/Tws7A9YagOI/AAAAAAAAKpI/WS290qAOD6E/s1600/artcerebro.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-dPl6uNNO8jk/Tws7A9YagOI/AAAAAAAAKpI/WS290qAOD6E/s400/artcerebro.jpeg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ZzXkX3Vaa3M/Tws43pu0w7I/AAAAAAAAKow/hzlu0wBzj4Q/s1600/arteurbana.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZzXkX3Vaa3M/Tws43pu0w7I/AAAAAAAAKow/hzlu0wBzj4Q/s400/arteurbana.jpeg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yBDj91-SvKM/Tws5hN4y16I/AAAAAAAAKo4/kllYk8UwSMY/s1600/artURb1.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-yBDj91-SvKM/Tws5hN4y16I/AAAAAAAAKo4/kllYk8UwSMY/s400/artURb1.jpeg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2AhHR80cl64/Tws5jTQEnsI/AAAAAAAAKpA/JDrzEfFWWXI/s1600/artpegador112757-970x600-1.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="247" src="http://2.bp.blogspot.com/-2AhHR80cl64/Tws5jTQEnsI/AAAAAAAAKpA/JDrzEfFWWXI/s400/artpegador112757-970x600-1.jpeg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Veja o melhor da&amp;nbsp;&lt;a href="http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/6025-melhores-da-arte-urbana#foto-112758"&gt;arte urbana&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-109253402670622928?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1030590-blog-reune-melhor-da-street-art-no-ano-das-ocupacoes.shtml' title='Arte urbana'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/109253402670622928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=109253402670622928' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/109253402670622928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/109253402670622928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/arte-urbana.html' title='Arte urbana'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-dPl6uNNO8jk/Tws7A9YagOI/AAAAAAAAKpI/WS290qAOD6E/s72-c/artcerebro.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-2125834001815706644</id><published>2012-01-09T11:42:00.001-02:00</published><updated>2012-01-10T08:07:55.723-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte'/><title type='text'>L E D A  e o cisne</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ae0-Hu0mu5w/TwruYzmwfmI/AAAAAAAAKoo/s6KnwfFxVxg/s1600/O-Cisne-de-Leda-Dominique-Lecomte-600x600.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-ae0-Hu0mu5w/TwruYzmwfmI/AAAAAAAAKoo/s6KnwfFxVxg/s400/O-Cisne-de-Leda-Dominique-Lecomte-600x600.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Leda era rainha de Esparta e esposa de Tíndaro.  Zeus (sempre ele!)  transformou-se em  um cisne imenso e de bela plumagem  para  seduzi-la. Dessa união  Leda chocou dois ovos dos quais  nasceram  Helena  (de Tróia) e Pólux  que foram  adotados  por  Tíndaro como seus filhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-c4UVYE9kvgY/TwrrabHIYmI/AAAAAAAAKno/sOCUHVuDqpI/s1600/Leda+Veronese.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-c4UVYE9kvgY/TwrrabHIYmI/AAAAAAAAKno/sOCUHVuDqpI/s400/Leda+Veronese.jpg" width="330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-MHrIvh3HVqY/Twrrd0eajKI/AAAAAAAAKnw/GQ05KmxmQB4/s1600/LEDAklimt.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-MHrIvh3HVqY/Twrrd0eajKI/AAAAAAAAKnw/GQ05KmxmQB4/s400/LEDAklimt.jpg" width="396" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-eAd3hRaN7YA/TwrrhpsnMGI/AAAAAAAAKn4/-dgvQcpCpXs/s1600/Leda_fred-einaudi.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-eAd3hRaN7YA/TwrrhpsnMGI/AAAAAAAAKn4/-dgvQcpCpXs/s400/Leda_fred-einaudi.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Ag1iQ9AFXi4/TwrrmugjKaI/AAAAAAAAKoA/R-RJdMEthVE/s1600/leda-swandali.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://4.bp.blogspot.com/-Ag1iQ9AFXi4/TwrrmugjKaI/AAAAAAAAKoA/R-RJdMEthVE/s640/leda-swandali.jpg" width="460" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_l_TU2aacgE/TwrrsO8JdXI/AAAAAAAAKoI/kZKE78Jr07A/s1600/leda_and_the_swan_francois-boucher.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="323" src="http://4.bp.blogspot.com/-_l_TU2aacgE/TwrrsO8JdXI/AAAAAAAAKoI/kZKE78Jr07A/s400/leda_and_the_swan_francois-boucher.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6hCSsCIeEnk/TwrrvOma8LI/AAAAAAAAKoQ/q2QcTFEj9X4/s1600/ledadavinci.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-6hCSsCIeEnk/TwrrvOma8LI/AAAAAAAAKoQ/q2QcTFEj9X4/s400/ledadavinci.jpg" width="305" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--aguy8CMTEQ/TwrsBRylRKI/AAAAAAAAKoY/5Pin4kP5YLw/s1600/Ledamosaico.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/--aguy8CMTEQ/TwrsBRylRKI/AAAAAAAAKoY/5Pin4kP5YLw/s400/Ledamosaico.jpg" width="280" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8OzVCwRVKHo/TwrsD7cnQ8I/AAAAAAAAKog/RC3kk-6pCv0/s1600/Leda_Fernand-Botero.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="233" src="http://2.bp.blogspot.com/-8OzVCwRVKHo/TwrsD7cnQ8I/AAAAAAAAKog/RC3kk-6pCv0/s400/Leda_Fernand-Botero.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;O &amp;nbsp;mitológico &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large;"&gt;affair&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;  foi  registrado por muitos artistas. Dentre eles : Lecomte, Veronese, Klimt, Fred Einaudi, Dali, Boucher, Da Vinci, mosaico antigo sem autoria e Botero na ordem em que aparecem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-2125834001815706644?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://aguerradetroia.wordpress.com/category/6-zeus-jupiter/63-leda-e-o-cisne/' title='L E D A  e o cisne'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/2125834001815706644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=2125834001815706644' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/2125834001815706644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/2125834001815706644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/l-e-d-e-o-cisne.html' title='L E D A  e o cisne'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ae0-Hu0mu5w/TwruYzmwfmI/AAAAAAAAKoo/s6KnwfFxVxg/s72-c/O-Cisne-de-Leda-Dominique-Lecomte-600x600.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-2807233217558044690</id><published>2012-01-09T03:42:00.005-02:00</published><updated>2012-01-09T08:18:07.879-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='L. F. PONDÉ'/><title type='text'>Francesca</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-odYwfg2Lawc/TwqAfyYs8uI/AAAAAAAAKng/Mny_Yvq6b0k/s1600/pontes_2_thumb.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="271" src="http://4.bp.blogspot.com/-odYwfg2Lawc/TwqAfyYs8uI/AAAAAAAAKng/Mny_Yvq6b0k/s400/pontes_2_thumb.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Lia eu o livro do marxista Terry Eagleton, "O Debate sobre Deus" (ed. Nova Fronteira, 232 págs., R$ 39,90), recém-publicado entre nós, quando topei com sua crítica ao cineasta Clint Eastwood.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Eagleton é um bom pensador, mas ninguém é perfeito. Seu livro é muito bom e merece ser lido, mas o que ele diz sobre Eastwood é uma grande bobagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Bobagem, aliás, comumente repetida por gente de bem, mas contaminada pelo que há de pior nos maus hábitos da esquerda: falar mal de algo que não conhece.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Eastwood não é um cineasta machão (como supõem Eagleton e quase toda a esquerda, que nada entende de ser humano, porque pensa o tempo todo na bobagem de luta de classes e oprimido x opressor). Pelo contrário, talvez ele seja um dos artistas que melhor entendem o desespero humano (masculino ou feminino), assim como suas virtudes mais sagradas, como a coragem, o autossacrifício e a generosidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Recentemente, revi seu maravilhoso filme "&lt;b&gt;As Pontes de Madison&lt;/b&gt;" (1995), um longa feito para as mulheres, como muitos dizem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Provavelmente ele pegou muita mulher por conta desse filme. Mulheres comumente não resistem a homens que parecem entendê-las. Uma das coisas mais lindas na mulher é a sua capacidade de erotizar o intelecto masculino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Concordo que "As Pontes de Madison" seja um filme sobre o desejo feminino atado à rotina esmagadora de um casamento sem amor, mas nem tanto. Ele vai muito além de um drama especificamente feminino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Sua personagem feminina principal, Francesca, vivida por Meryl Streep, não representa apenas as mulheres entediadas de casamentos conservadores (apesar de que sim, também as representa), mas sim todos os homens e mulheres que abrem mão de suas vidas afetivas em nome da família sem reclamar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Se é verdade que Gustave Flaubert (1821-80), autor do clássico "Madame Bovary" (1857), disse um dia a famosa frase "Emma Bovary sou eu" (referindo-se à personagem principal de seu romance como representante universal da infelicidade humana), acho que muitos homens poderiam dizer, parafraseando esse grande romancista francês do século 19, "Francesca sou eu".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;É um erro comum pensarmos que as angústias femininas não são universais. Tal erro é comum principalmente nas feministas, que, na realidade, não entendem nada de mulher nem de homem. Essa tendência a achar que os fantasmas femininos são "coisa de mulher", assim como menstruação e menopausa, é comum mesmo em gente capaz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Vejamos. No filme em questão, ao final, Francesca (casada e mãe de dois filhos) abre mão de ir embora com Kinkaid, fotógrafo da "National Geographic", vivido pelo próprio Eastwood, e que se tornará seu amante por alguns dias, mas de quem ela jamais se esquecerá (nem ele se esquecerá dela).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No marasmo de uma vida interiorana americana, Francesca vive por poucos dias o pecado do adultério. Não se faz de vítima, mas sabe que peca. Peço aos inteligentinhos que nada entendem do conceito de pecado que vão brincar no parque.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O adultério é um pecado, principalmente quando há amor envolvido; talvez, somente quando há amor envolvido. E pecado aqui significa a consciência de que você não é dono de si mesmo. Suas reações, pensamentos e esquemas rotineiros de enfrentamento da vida entram em colapso. E dói.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E mais: é pecado porque o adultério faz você ver que existe alguém dentro de você que é despertado do sono por outra pessoa que não aquela que divide honestamente e cotidianamente o dia a dia da sua vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Aquela pessoa que envelhece com você ao longo de uma vida de "pequenos detalhes" (como diz nossa heroína Francesca) que, ao serem somados, representam uma parceria de confiança, retribuição e generosidade. A grandeza da pecadora Francesca só pode ser medida contra seu sacrifício em nome dos filhos e do fiel e dedicado marido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A alma de um pecador é a sua consciência de que faz algo contra alguém que não merece. A pior tragédia do adultério se dá quando o traído é inocente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ao contrário do que muitas mulheres casadas pensam, muitos homens sacrificam suas vidas afetivas em nome delas e dos filhos, em silêncio. A virtude é sempre discreta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;LUIZ FELIPE PONDE&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-2807233217558044690?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.youtube.com/watch?v=-TZV4rtA7LU&amp;feature=related' title='Francesca'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/2807233217558044690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=2807233217558044690' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/2807233217558044690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/2807233217558044690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/francesca.html' title='Francesca'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-odYwfg2Lawc/TwqAfyYs8uI/AAAAAAAAKng/Mny_Yvq6b0k/s72-c/pontes_2_thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-6228974094592755210</id><published>2012-01-08T12:11:00.001-02:00</published><updated>2012-01-08T12:16:05.510-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ballet'/><title type='text'>O Último Dançarino de Mao</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-QGD7JMSAMCA/TwmjtjWa2pI/AAAAAAAAKnY/7KNeEa_ChFc/s1600/mystique.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-QGD7JMSAMCA/TwmjtjWa2pI/AAAAAAAAKnY/7KNeEa_ChFc/s1600/mystique.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;O Último Dançarino de Mao é a versão para cinema da autobiografia de Li Cunxin, nascido num vilarejo chinês, e que se tornou uma referência na dança mundial, fazendo carreira nos Estados Unidos e na Austrália, onde hoje vive. O drama é dirigido por Bruce Beresford, cujo filme mais conhecido é Conduzindo Miss Daisy, vencedor de quatro Oscars em 1990, incluindo o de melhor filme.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Quem viu Conduzindo Miss Daisy sabe que a tendência do australiano Beresford o leva para as proximidades perigosas da pieguice, mas, sem, talvez, nela mergulhar de maneira acrítica. Há disso também nessa bela história de Li Cunxin, uma trajetória de realização pessoal, mas também de renúncias e conflitos, envolvendo algumas questões políticas próprias da Guerra Fria. Claro que este não é o foco principal do filme, mas ele atravessa essas circunstâncias históricas de maneira inevitável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #741b47; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Leia a continuação &lt;a href="http://blogs.estadao.com.br/luiz-zanin/o-ultimo-dancarino-de-mao/"&gt;&lt;b&gt;aqui&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; não antes de ver o filme. Para o trailer&lt;b&gt; link&lt;/b&gt; no título.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-6228974094592755210?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.youtube.com/watch?v=wKdYgTX7pNY' title='O Último Dançarino de Mao'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/6228974094592755210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=6228974094592755210' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/6228974094592755210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/6228974094592755210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/o-ultimo-dancarino-de-mao.html' title='O Último Dançarino de Mao'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-QGD7JMSAMCA/TwmjtjWa2pI/AAAAAAAAKnY/7KNeEa_ChFc/s72-c/mystique.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-8934290298368908674</id><published>2012-01-08T04:10:00.002-02:00</published><updated>2012-01-08T04:13:19.422-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>A utopia matou um rato</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-GIzOxcVjP7w/TwkyCUIeLJI/AAAAAAAAKnQ/yy9NJteYmdY/s1600/utopia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="287" src="http://2.bp.blogspot.com/-GIzOxcVjP7w/TwkyCUIeLJI/AAAAAAAAKnQ/yy9NJteYmdY/s400/utopia.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Karl Marx certamente morreria de vergonha se ainda estivesse vivo para ver em que se transformou, na Coreia do Norte, o sonho da sociedade igualitária e fraterna que ele concebeu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Revoltado com a selvageria do capitalismo de sua época, quando o trabalhador não gozava de qualquer direito, concebeu uma sociedade que, em vez do domínio da burguesia, fosse governada pelos trabalhadores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Na sua visão equivocada, o empresário nada produzia mas apenas se apropriava do que produziam os trabalhadores, que, como os criadores da riqueza, deveriam gozar dela e dirigir a sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ignorava, logo ele, que tão ou mais importante que o trabalho manual é o trabalho intelectual, sem o qual a economia não avançaria e a sociedade tampouco. Numa coisa, porém, ele estava certo: o capitalismo é um regime voraz que, movido pela sede de lucro e poder, a tudo devora. Até a si mesmo, como acabamos de ver no caso da bolha imobiliária nos Estados Unidos, que arrastou a economia norte-americana e a europeia a uma crise de consequências imprevisíveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A tomada de consciência, naquela época, do que era o capitalismo, alimentou a luta ideológica que conduziu à revolução comunista, inicialmente na Rússia e depois na Ásia e na Europa oriental, chegando até Cuba, na América Latina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Só que, em nenhum desses casos, a classe operária assumiu o governo do país, mas, sim, o partido comunista ou, mais precisamente, os seus dirigentes, que passaram a usufruir dos privilégios próprios à classe dominante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;É verdade que, em quase todos eles, medidas foram tomadas em benefício dos trabalhadores, cuja condição de vida melhorou bastante, mas não tanto quanto nos países capitalistas desenvolvidos. É que os capitalistas aprenderam a lição e viram que seria melhor perder alguns anéis do que todos os dedos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Isso durou grande parte do século 20, até que, para surpresa de muita gente, o sistema socialista começou a ruir e praticamente acabou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E não foi em função de nenhuma guerra, de nenhuma invasão militar: acabou porque não tinha condições de competir com o capitalismo que, ao contrário do comunismo, não nasceu de uma teoria, mas do processo econômico mesmo. Por isso o capitalismo é vital, criativo, voraz e destituído de ética, como a natureza. É evidente que um sistema, dirigido por meia dúzia de burocratas, não pode competir com um modo de produção que vive da iniciativa individual, ou seja, de milhões de pessoas, que querem melhorar de vida e enriquecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A República Popular da Coreia do Norte é filha da Guerra Fria que, após a Segunda Guerra Mundial, opôs os Estados Unidos e a União Soviética. Essa disputa teve um de seus momentos mais críticos na guerra entre o exército ianque, tropas chinesas e soviética na península coreana, dividindo-a em duas: a Coreia do Norte, comunista, e a Coreia do Sul, capitalista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas não é só filha da guerra: é a perpetuação simbólica desse antagonismo, que já não existe mais em parte alguma, exceto lá. Como naquela época, até hoje a Coreia do Norte investe mais em armamento do que em qualquer outra coisa, mantém um dos maiores Exércitos do mundo e insiste em afirmar-se como potência nuclear.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Isto quando o sistema socialista já desmoronou no mundo inteiro e a própria China -que era a expressão máxima do radicalismo revolucionário- aderiu ao modo de produção capitalista. O governo da Coreia do Norte ignora tudo isto e assegura que o socialismo invencível dominará brevemente o planeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas as mentiras servem também para mitificar os próprios governantes, transformados em predestinados salvadores do povo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Kim Jong-il, o ditador que acaba de morrer e que nascera na Sibéria, ganhou por berço a montanha sagrada de Paektu. A locutora que noticiou sua morte na televisão o fez em soluços, como durante a espetacular cerimônia fúnebre, milhares de crianças, mulheres e soldados desfilaram fingindo soluçar convulsamente. Todos soluçavam, menos o filho que o substituirá. É que os grandes líderes, como os deuses, não soluçam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Marx morreria de vergonha: ali a história voltou a uma espécie de monarquia farsesca, onde o poder passa de pai para filho sob os aplausos da plateia assustada".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;FERREIRA GULLAR&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Nota : &lt;b&gt;Operários&lt;/b&gt; de Tarsila do Amaral é a ilustração&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-8934290298368908674?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrissima/18848-aliada-mas-prospera-china-e-uma-ameaca-a-coreia-do-norte.shtml' title='A utopia matou um rato'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/8934290298368908674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=8934290298368908674' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/8934290298368908674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/8934290298368908674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/utopia-matou-um-rato.html' title='A utopia matou um rato'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-GIzOxcVjP7w/TwkyCUIeLJI/AAAAAAAAKnQ/yy9NJteYmdY/s72-c/utopia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-9166933083561957569</id><published>2012-01-08T03:49:00.001-02:00</published><updated>2012-01-08T03:50:05.808-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PARIS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acontece'/><title type='text'>Paris</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-RB_Zq49vklU/TwkuLFgTtBI/AAAAAAAAKnI/8xQSLP-q1wY/s1600/Bistrot+Bourguignon.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-RB_Zq49vklU/TwkuLFgTtBI/AAAAAAAAKnI/8xQSLP-q1wY/s400/Bistrot+Bourguignon.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Coisas muito estranhas estão acontecendo em Paris, no terreno da gastronomia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-size: large;"&gt;Os restaurantes que frequento não são os mais chiques, mais estrelados, mais caros; são bistrôs simples, normais, onde sempre comi muito bem -até porque em qualquer café em Paris uma omelete costuma ser deliciosa, e uma &lt;i&gt;entrecôte&lt;/i&gt;, perfeita, já que a gastronomia é parte importante da cultura do país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-size: large;"&gt;Não procuro comidas complicadas e modernas: prefiro as mais tradicionais, não sou uma &lt;i&gt;expert&lt;/i&gt;, mas sei perfeitamente se o que estou comendo está bom ou não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-size: large;"&gt;Cheguei e fui logo procurar um dos restaurantes de que mais gosto, já pensando em pedir aquele prato de que mais gosto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-size: large;"&gt;Primeira decepção: o menu havia mudado, os pratos eram outros -na mudança de estação eles trocam, mas não era o caso. Ok, isso acontece, mas o que comi não estava bom; o cozinheiro mudou, pensei, acontece.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-size: large;"&gt;No dia seguinte, fui a um café que costumo frequentar, um café simples, para comer uma coisa simples, tipo ovos mexidos com presunto. Nem consultei o menu, fui logo pedindo, e tive uma surpresa: eles não tinham ovos de nenhum jeito, e me foi apresentado um menu -novo. Para não complicar, pedi um &lt;i&gt;steak tartare&lt;/i&gt;, e me serviram um montinho de carne moída, com uma espécie de bolo de batata saído do microondas; em separado, sal, pimenta do reino e um vidro de mostarda, apenas. Não deu. Coisas parecidas aconteceram em mais três ou quatro lugares, e achei tudo tão estranho, que fui pesquisar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-size: large;"&gt;Pergunta daqui, pergunta dali, soube do que está acontecendo em parte dos restaurantes de Paris. Muitos deles aderiram à comida &lt;i&gt;prêt-à-manger&lt;/i&gt; (pronta para comer).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-size: large;"&gt;A coisa começa lá atrás: como os encargos sociais na França são muito altos, é normal, num restaurante tipo simples, um único garçom se encarregar do serviço de 30 pessoas: ele anota cada pedido (dois pratos por pessoa), se a carne é bem ou mal passada, o tipo de vinho etc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-size: large;"&gt;Mas um &lt;i&gt;chef&lt;/i&gt; -o cozinheiro- custa caro, e ainda tem os ajudantes etc. Resultado: existem atualmente, em torno de Paris, indústrias que se ocupam em facilitar a vida dos donos dos restaurantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-size: large;"&gt;É assim: o dono da indústria e o &lt;i&gt;restaurateur&lt;/i&gt;, juntos, elaboram o menu, eliminando tudo o que precise ser feito na hora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-size: large;"&gt;As porções são confeccionadas, colocadas em embalagens a vácuo, e às 5h da manhã o caminhão faz a entrega, que vai diretamente para o freezer. O dono do restaurante economiza no salário do &lt;i&gt;chef&lt;/i&gt;, elimina as perdas, pois os pratos podem permanecer congelados por vários dias, e fica todo mundo feliz; quase todo mundo, aliás.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-size: large;"&gt;Os clientes que têm o paladar mais apurado percebem que alguma coisa está errada, mas não sabem bem o quê, e as coisas ficam por isso mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-size: large;"&gt;Isso acontece sobretudo nos pontos mais turísticos, como em St. Germain, meu bairro do coração. Mas um amigo me contou que foi ao &lt;i&gt;l'Ami Louis&lt;/i&gt;, pediu um &lt;i&gt;foie gras&lt;/i&gt; e achou que fosse sorvete.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-size: large;"&gt;O problema é grave, já que a gastronomia, na França, é coisa séria. Mesmo com a chegada da &lt;i&gt;nouvelle cuisine&lt;/i&gt;, dos novos &lt;i&gt;chefs&lt;/i&gt;, dos laboratórios na Espanha, a cozinha francesa tradicional sempre permaneceu no alto do pedestal, como uma das joias da coroa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-size: large;"&gt;Ok, o mundo mudou, vamos admitir: e em muitas coisas, para pior. Vou passar o resto das minhas férias em Paris buscando restaurantes onde se come bem, de acordo com as velhas tradições; e se você está planejando sua viagem, fique atento. Evite restaurantes com longos cardápios, pois é aí que mora o perigo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-size: large;"&gt;E se o prato que você pediu estiver com cara e gosto de comida de avião, marque no seu caderninho para não voltar lá nunca mais".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;DANUZA LEÃO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-9166933083561957569?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/9166933083561957569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=9166933083561957569' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/9166933083561957569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/9166933083561957569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/paris.html' title='Paris'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-RB_Zq49vklU/TwkuLFgTtBI/AAAAAAAAKnI/8xQSLP-q1wY/s72-c/Bistrot+Bourguignon.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-5199172691318298888</id><published>2012-01-07T06:15:00.000-02:00</published><updated>2012-01-07T06:15:23.611-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sustentabilidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acontece'/><title type='text'>Mistério e absurdo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-IWlHwSM2Utc/Twf-ijJuidI/AAAAAAAAKm4/AN6tcLlbYGY/s1600/Hitchcock+-+Cena+de+Os+P%25C3%25A1ssaros%252C+de+1963.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="297" src="http://2.bp.blogspot.com/-IWlHwSM2Utc/Twf-ijJuidI/AAAAAAAAKm4/AN6tcLlbYGY/s400/Hitchcock+-+Cena+de+Os+P%25C3%25A1ssaros%252C+de+1963.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Cientistas da Universidade da Louisiana, nos EUA, divulgaram há dias o que consideram uma grande descoberta. Em 1961, pesticidas usados por fazendas perto da baía de Monterey, na Califórnia, teriam ido para o mar e produzido uma toxina que contaminou o plâncton ingerido por anchovas e lulas, abundantes na região. Estas, por sua vez, ao servirem de alimento a gaivotas e tartarugas, danificaram o cérebro das aves, deixando-as confusas e induzindo-as ao suicídio em massa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Segundo eles, isso explicaria por que milhares de gaivotas se atiraram contra casas e carros, na costa noroeste da Califórnia, no verão daquele ano -o que, por sua vez, teria inspirado o clássico "&lt;b&gt;Os Pássaros&lt;/b&gt;", de&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Hitchcock, em 1963. E, com isso, anunciaram, estaria desvendado o "mistério" dos pássaros de Hitchcock, cujo ataque aos humanos no filme nunca teve explicação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nelson Rodrigues chamaria esses cientistas de "idiotas da objetividade" -aqueles para quem tudo precisa ter uma razão lógica. Uma das belezas do filme de Hitchcock, fartamente observada na época, é que os pássaros não eram uma alegoria do apocalipse, da bomba atômica ou da Terceira Guerra, mas apenas pássaros. Parecia absurdo, não? Mas nosso tempo era absurdo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Além disso, o instinto assassino que acomete as aves do filme não se limita às gaivotas -atinge também corvos, pardais, canários e há uma referência até a algumas galinhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O próprio diretor sempre desautorizou qualquer interpretação física ou "metafísica" dos "Pássaros". Por que então se deixaria inspirar por causas tão rasteiras, como toxinas e pesticidas? Mas vamos supor que os idiotas da objetividade estejam certos. Nesse caso, Hitchcock perdeu a chance de fazer um filme ainda mais aterrorizante. Era só substituir as gaivotas pelas tartarugas".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;RUY CASTRO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-5199172691318298888?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/5199172691318298888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=5199172691318298888' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/5199172691318298888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/5199172691318298888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/misterio-e-absurdo.html' title='Mistério e absurdo'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-IWlHwSM2Utc/Twf-ijJuidI/AAAAAAAAKm4/AN6tcLlbYGY/s72-c/Hitchcock+-+Cena+de+Os+P%25C3%25A1ssaros%252C+de+1963.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-4891057532306461495</id><published>2012-01-07T06:00:00.000-02:00</published><updated>2012-01-07T06:00:25.478-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Exercício de finitude II</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-b0goIYYVHdc/Twf7ZqL_ijI/AAAAAAAAKmw/dkeMFmQ-h5Q/s1600/affonso.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-b0goIYYVHdc/Twf7ZqL_ijI/AAAAAAAAKmw/dkeMFmQ-h5Q/s400/affonso.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;PREPARANDO A CREMAÇÃO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levanto-me. Vou ao cartório&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;autorizar minha cremação. Autorizar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que transformem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minhas vísceras, sonhos e sangue&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em ficção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pode haver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de mais radical?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinar este papel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tão simples&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tão fatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autorizar a solução final&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de todos os poemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz um belo dia. Do terraço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vejo o mar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pescadores cercam um cardume&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;banhistas seguem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se expondo à vida, ao sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho a trepadeira de jasmim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os vasos de begônia e gerânios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;margaridas brancas e a azaleia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- a vida continua viva dentro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e ao redor de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poetas antes e depois de Homero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tentaram cantar a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Nos consolaram).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hamlet (cioso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dialogou com uma caveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de antemão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho cada parte de meu corpo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que vai se desintegrar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mexo os dedos, vejo as veias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e no espelho esse olhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que nada mais verá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irei à praia daqui a pouco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas antes passarei pelo cartório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito venho me preparando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;me despedindo do sorriso da mulher, das filhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da rua onde diariamente passo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;me despregando dos livros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vizinhos e paisagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou só eu. Minha mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;antes de mim no mesmo cartório foi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e ainda mostrou-me o documento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho-a neste terraço: lá está ela, viva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ligada nas plantas e planos. Olho-a:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acabou de fazer um vestido novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como imaginá-la no jamais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado, o barulho de um túnel que estão cavando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- é a nova estação do metrô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um alarido de crianças na escola vizinha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e eu saio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;numa esplêndida manhã de sol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para cuidar de minhas cinzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho muito que dialogar com a morte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e a vida ainda.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Affonso Romano de Sant"Anna&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-4891057532306461495?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/4891057532306461495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=4891057532306461495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/4891057532306461495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/4891057532306461495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/exercicio-de-finitude-ii.html' title='Exercício de finitude II'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-b0goIYYVHdc/Twf7ZqL_ijI/AAAAAAAAKmw/dkeMFmQ-h5Q/s72-c/affonso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-6835804174905434544</id><published>2012-01-07T05:54:00.000-02:00</published><updated>2012-01-07T05:54:44.335-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Exercício de finitude I</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-oFrTaeq_7pA/Twf5-2AjXCI/AAAAAAAAKmo/eKT2csdwyMg/s1600/affonsoromano1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-oFrTaeq_7pA/Twf5-2AjXCI/AAAAAAAAKmo/eKT2csdwyMg/s1600/affonsoromano1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large;"&gt;"Parem de jogar cadáveres na minha porta.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;Tenho que sair - respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou seguindo para os jardins de Allambra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a ouvir o que diz a água daquelas fontes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e acompanhar o desenho imperturbável dos zeliges.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me venham com jornais sangrentos sob os braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parem de roubar meu gado, de invadir meu teto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e de semear pregos por onde passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou em Essauíra, na costa do Marrocos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;olhando o mar. Ou em Minas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;contemplando as montanhas ao redor de Diamantina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me tragam o odorento lixo da estupidez urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parem de atirar em minha sombra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e abocanhar meu texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou tornando a Delfos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;naquela manhã de neblinas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ouvindo o que me diz o oráculo em surdina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda agora embarquei para o Palácio Topkapi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;frente ao Bósforo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando tentaram me esfaquear na esquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais permitirei que quebrem as porcelanas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e roubem a gigantesca esmeralda na real vitrina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me chamem para a reunião de condomínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou nos campos da Toscana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;onde a gigante mão de Deus penteia os montes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e minha alma se sente pequenina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei de mão comendas e insígnias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não tenho mais que na praça erguer protestos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e distribuir esmolas não é mais a minha sina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabo de entrar no Pavilhão da Harmonia Preservada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e me liberto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- na Cidade Proibida na China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta o clamor de burocráticos compromissos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nem vossa ira. Tenho oito anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;saí para nadar naquele açude atrás dos morros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e vou pescar a minha única e inesquecível traíra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parem de jogar cadáveres na minha porta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na minha mesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na minha cama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dificultando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que alcance o corpo da mulher que amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afastem de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o meu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o vosso cálice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossível ficar no tempo que me coube&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o tempo todo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;preciso repousar num campo de tulipas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;reaprendendo a ver o que era o mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;antes de&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como um Sísifo moderno desesperado julgar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- que o tinha que carregar.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Affonso Romano de Sant'Anna&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-6835804174905434544?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/6835804174905434544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=6835804174905434544' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/6835804174905434544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/6835804174905434544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/exercicio-de-finitude-i.html' title='Exercício de finitude I'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-oFrTaeq_7pA/Twf5-2AjXCI/AAAAAAAAKmo/eKT2csdwyMg/s72-c/affonsoromano1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-1934095615059946570</id><published>2012-01-06T22:49:00.001-02:00</published><updated>2012-01-06T22:50:59.287-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gente'/><title type='text'>Manuel Bandeira</title><content type='html'>&lt;object height="369" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XjlsWMCq1qM?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/XjlsWMCq1qM?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #20124d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #20124d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;O Poeta do Castelo -&amp;nbsp;Documentário de 1959. Direção de Joaquim Pedro de Andrade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-1934095615059946570?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/1934095615059946570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=1934095615059946570' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/1934095615059946570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/1934095615059946570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/manuel-bandeira-o-poeta-do-castelo.html' title='Manuel Bandeira'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-7250528502290516083</id><published>2012-01-06T22:34:00.000-02:00</published><updated>2012-01-06T22:34:34.111-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>O que acontece no meio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-OKlLA3aKUAY/TweS9Sf9F9I/AAAAAAAAKmg/hE2vMy6Y6yY/s1600/sucessoteramigos75.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="318" src="http://4.bp.blogspot.com/-OKlLA3aKUAY/TweS9Sf9F9I/AAAAAAAAKmg/hE2vMy6Y6yY/s400/sucessoteramigos75.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Vida é o que existe entre o nascimento e a morte. O que acontece no meio é o que importa.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No meio, a gente descobre que sexo sem amor também vale a pena, mas é ginástica, não tem transcendência nenhuma. Que tudo o que faz você voltar pra casa de mãos abanando (sem uma emoção, um conhecimento, uma surpresa, uma paz, uma ideia) foi perda de tempo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Que a primeira metade da vida é muito boa, mas da metade pro fim pode ser ainda melhor, se a gente aprendeu alguma coisa com os tropeços lá do início. Que o pensamento é uma aventura sem igual. Que é preciso abrir a nossa caixa preta de vez em quando, apesar do medo do que vamos encontrar lá dentro. Que maduro é aquele que mata no peito as vertigens e os espantos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No meio, a gente descobre que sofremos mais com as coisas que imaginamos que estejam acontecendo do que com as que acontecem de fato. Que amar é lapidação, e não destruição. Que certos riscos compensam – o difícil é saber previamente quais. Que subir na vida é algo para se fazer sem pressa.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Que é preciso dar uma colher de chá para o acaso. Que tudo que é muito rápido pode ser bem frustrante. Que Veneza, Mykonos, Bali e Patagônia são lugares excitantes, mas que incrível mesmo é se sentir feliz dentro da própria casa. Que a vontade é quase sempre mais forte que a razão. Quase? Ora, é sempre mais forte.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No meio, a gente descobre que reconhecer um problema é o primeiro passo para resolvê-lo. Que é muito narcisista ficar se consumindo consigo próprio. Que todas as escolhas geram dúvida, todas. Que depois de lutar pelo direito de ser diferente, chega a bendita hora de se permitir a indiferença.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Que adultos se divertem muito mais do que os adolescentes. Que uma perda, qualquer perda, é um aperitivo da morte – mas não é a morte, que essa só acontece no fim, e ainda estamos falando do meio.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No meio, a gente descobre que precisa guardar a senha não apenas do banco e da caixa postal, mas a senha que nos revela a nós mesmos. Que passar pela vida à toa é um desperdício imperdoável. Que as mesmas coisas que nos exibem também nos escondem (escrever, por exemplo).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Que tocar na dor do outro exige delicadeza. Que ser feliz pode ser uma decisão, não apenas uma contingência. Que não é preciso se estressar tanto em busca do orgasmo, há outras coisas que também levam ao clímax: um poema, um gol, um show, um beijo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No meio, a gente descobre que fazer a coisa certa é sempre um ato revolucionário. Que é mais produtivo agir do que reagir. Que a vida não oferece opção: ou você segue, ou você segue. Que a pior maneira de avaliar a si mesmo é se comparando com os demais. Que a verdadeira paz é aquela que nasce da verdade. E que harmonizar o que pensamos, sentimos e fazemos é um desafio que leva uma vida toda, esse meio todo".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Martha Medeiros&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-7250528502290516083?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/7250528502290516083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=7250528502290516083' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/7250528502290516083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/7250528502290516083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/o-que-acontece-no-meio.html' title='O que acontece no meio'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-OKlLA3aKUAY/TweS9Sf9F9I/AAAAAAAAKmg/hE2vMy6Y6yY/s72-c/sucessoteramigos75.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-4056439044624396540</id><published>2012-01-06T00:34:00.000-02:00</published><updated>2012-01-06T00:34:38.733-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Cafuné</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-pDXqtaGmzIM/TwZdY38_EQI/AAAAAAAAKmA/l3iAoPqcYjY/s1600/amadozelia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-pDXqtaGmzIM/TwZdY38_EQI/AAAAAAAAKmA/l3iAoPqcYjY/s400/amadozelia.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Precisa dizer mais?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-4056439044624396540?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/4056439044624396540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=4056439044624396540' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/4056439044624396540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/4056439044624396540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/cafune.html' title='Cafuné'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-pDXqtaGmzIM/TwZdY38_EQI/AAAAAAAAKmA/l3iAoPqcYjY/s72-c/amadozelia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-4433525123016860370</id><published>2012-01-05T17:45:00.000-02:00</published><updated>2012-01-05T17:45:08.960-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viena'/><title type='text'>Viena : style &amp; the city</title><content type='html'>&lt;object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/get/flashplayer/current/swflash.cab" height="360" id="p919e4ih" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://img.widgets.video.s-msn.com/fl/customplayer/current/customplayer.swf" /&gt;&lt;param name="flashvars" value="configName=syndicationplayer&amp;amp;configCsid=MSNVideo&amp;amp;linkoverride2=http%3A%2F%2Fvideo.br.msn.com%2F%3Fmkt%3Dpt-br%26vid%3D%7B0%7D%26from%3D&amp;amp;player.v=88f2b082-2112-40dd-9165-b044b70de59c&amp;amp;linkback=http%3A%2F%2Fvideo.br.msn.com%2F&amp;amp;brand=v5%5E544x306&amp;amp;mkt=pt-br" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#ffffff" /&gt;&lt;param name="base" value="." /&gt;&lt;param name="quality" value="high" /&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always" /&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent" /&gt;&lt;embed allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" base="." bgcolor="#ffffff" flashvars="configName=syndicationplayer&amp;amp;configCsid=MSNVideo&amp;amp;linkoverride2=http%3A%2F%2Fvideo.br.msn.com%2F%3Fmkt%3Dpt-br%26vid%3D%7B0%7D%26from%3D&amp;amp;player.v=88f2b082-2112-40dd-9165-b044b70de59c&amp;amp;linkback=http%3A%2F%2Fvideo.br.msn.com%2F&amp;amp;brand=v5%5E544x306&amp;amp;mkt=pt-br" height="360" id="mecrvuuv" pluginspage="http://www.adobe.com/go/getflashplayer" quality="high" src="http://img.widgets.video.s-msn.com/fl/customplayer/current/customplayer.swf" type="application/x-shockwave-flash" width="480" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;noembed&gt;&amp;lt;a href='http://video.br.msn.com/?mkt=pt-br&amp;amp;amp;vid=88f2b082-2112-4&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;/noembed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-4433525123016860370?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/4433525123016860370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=4433525123016860370' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/4433525123016860370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/4433525123016860370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/viena-style-city.html' title='Viena : style &amp; the city'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-81872865704739290</id><published>2012-01-05T08:44:00.000-02:00</published><updated>2012-01-05T08:44:33.974-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dica de blog'/><title type='text'>Alpendre</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ApM5kotxtAs/TwV-rqFoa1I/AAAAAAAAKl0/eBG6jplKDII/s1600/alpendre+imagem+4.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-ApM5kotxtAs/TwV-rqFoa1I/AAAAAAAAKl0/eBG6jplKDII/s1600/alpendre+imagem+4.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;"A arquitetura, como toda arte, sempre caminhou pelo tempo, de um extremo a outro, do passado ao futuro mais remoto que o homem pode vislumbrar; tecendo formas, espaços, dando movimento e definindo períodos. Das nossas casas de taipa de pilão às construções &lt;i&gt;high-tech&lt;/i&gt;, vem permeando o universo e contando a história da humanidade. Na volta ao passado, ela encontra os seus simbolismos perdidos, numa releitura de si; como os valores módicos da vida e o que nela havia de melhor. Contraponto assim, à sofisticação, aos modismos e tudo mais que tornou a vida mais turbulenta nos nossos dias. Hoje, a vida se resume e se permite ser mais prática, acelerada, racional, individualizada; tudo num invólucro e mais longe da felicidade perene, sem fragmentos, sem barreiras. E longe de ser o dono da verdade - não discordarei dos quem pensam o contrário - coloco aqui uma visão analítica de quem observa e vive este mundo maluco e agora globalizado. Nessa síntese, talvez valesse aquela máxima: “naquele tempo era melhor...”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os tempos são outros e o conceito de moradia também mudou. Dos bairros predominantemente residenciais, o pouco restou; com suas ruas de paralelepípedo quase sem automóvel e de gente simples morando. Hoje não nos damos mais ao luxo e o prazer de termos casa com muro baixo e portão de madeira, onde na infância brincávamos de andar sobre os muros; e de muro em muro íamos equilibrando e pulando os portões até se espatifar na calçada – já vivi essa cena. Sempre era divertida a aventura e dolorosa a queda. Da calçada, sobre o muro baixo podíamos ver a casa; dos janelões: a sala, a mobília, os ornamentos, os apetrechos, os enfeites, os retratos, os quadros, as pessoas e o modo de vida daquela família. E elas? Viam a nós, que passávamos pela rua, sozinhos no nosso caminhar ou em procissões da sexta-feira da paixão. Como se nada tivéssemos que esconder um do outro. Víamos nossos interiores, assim como ver a alma da alma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da casa, era do seu alpendre que avistávamos a rua e quem quer que por ali passasse. No alpendre sempre havia um lugar para uma cadeira de balanço e uma gaiola de passarinho pendurada; com muretas que circundavam, é lá que ficava o “relógio” que registrava o consumo da luz. Em alguns, havia um mosaico de azulejos portugueses na parede frontal ou um pequeno oratório no nicho lateral. Sem nos esquecer dos vasos de avencas e samambaias e o piso gelado de cimento queimado ou ladrilhos vitrificados, este, nas casas dos mais abastados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos à literatura. Alpendre é o espaço coberto, reentrante, e aberto na fachada de uma casa, que dá acesso ao interior. Pois sim, o alpendre é o próprio convite à casa: adentre-se. Diferente da varanda, que é balcão, sacada, terraço. Gradeamento de sacadas ou de janelas rasgadas ao nível do pavimento. Ou: espaço saliente à casa e fora do seu corpo - desalinhado. Em sua crônica, o escritor Mário Prata define: “Mas a diferença básica é a seguinte: você vai ficar na varanda do 16º andar para ver quem? Quem é que você acha que vai passar por ali? Você acha que vai ver alguma pinta-brava? Pessoa suspeita; cafajeste” Mais adiante ele conclui: “Agora achei a palavra certa: os alpendres foram feitos para a cobiça também”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos casarões coloniais, era o alpendre que fazia a divisão da parte da casa com a área social. Os alpendres centrados dividiam de um lado a capela e do outro o quarto de hóspedes, depois a porta de acesso, por fim, a casa. Por muito tempo, eram também nos alpendres que namoravam as moças de família, as recatadas. Cujo namoro tinha que ficar às vistas do pai austero e com hora marcada para pisar porta dentro. No alpendre “batíamos figurinhas” e reuníamos os moleques da rua para brincar. Dava para jogar futebol de botão e fabricar pipas também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E os quintais? Quanto tempo eu não ouço ninguém dizer que gostaria de uma casa com um quintal grande e de terra; sem nada, solitárias árvores e a criatividade dos olhares pequeninos. Trocaram os quintais por jogos de vídeo game e internet; e as casas térreas, por conjuntos verticais - sem quintal. Faz dois anos fiquei surpreso com uma história: quando foi indagado o que gostaria de dar a seu filho pelo seu aniversário, o ator Lázaro Ramos disse sem pestanejar: “um quintal”. Achei o máximo, tudo muito simples e talvez fosse tudo o que tenha presenciado de valor na sua infância feliz. Um quintal para brincar e um alpendre para olhar a vida passar, quiçá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No próximo projeto de casa quero ser simplista e darei a ela um alpendre. Inserida numa paisagem, um ambiente urbano ainda preservado pela vida parca do lugar, sem agredi-lo. Uma Casa para morar, para viver e guardar os dias melhores de nossas vidas. Gosto dessa viagem ao tempo que a arquitetura me proporciona, principalmente quando ela vai ao meu interior, onde me permito encontrar uma bela paisagem e com tudo aquilo que vale à pena viver de novo: uma casa com alpendre e quintal de terra".&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;©Antonio de Oliveira /link no título para o blog&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-81872865704739290?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://anttoniocronica.blogspot.com/2010/11/o-alpendre.html' title='Alpendre'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/81872865704739290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=81872865704739290' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/81872865704739290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/81872865704739290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/alpendre.html' title='Alpendre'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ApM5kotxtAs/TwV-rqFoa1I/AAAAAAAAKl0/eBG6jplKDII/s72-c/alpendre+imagem+4.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-2532522788511324525</id><published>2012-01-05T08:29:00.000-02:00</published><updated>2012-01-05T08:29:59.177-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>O Amor e seu tempo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-WOS08evw2q0/TwV7hzBOQLI/AAAAAAAAKlc/RzgOgcOs5-s/s1600/simples.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="327" src="http://4.bp.blogspot.com/-WOS08evw2q0/TwV7hzBOQLI/AAAAAAAAKlc/RzgOgcOs5-s/s400/simples.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Amor é privilégio de maduros / estendidos na mais estreita cama, / que se torna a mais / larga e mais relvosa, / roçando, em cada poro, o céu do corpo. / É isto, amor: o ganho não previsto, / o prêmio subterrâneo e coruscante, / leitura de relâmpago cifrado, /que, decifrado, nada mais existe / valendo a pena e o preço do terrestre, / salvo o minuto de ouro no relógio / minúsculo, vibrando no crepúsculo. / Amor é o que se aprende no limite, / depois de se arquivar toda a ciência / herdada, ouvida. / Amor começa tarde.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Drummond&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-2532522788511324525?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/2532522788511324525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=2532522788511324525' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/2532522788511324525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/2532522788511324525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/o-amor-e-seu-tempo.html' title='O Amor e seu tempo'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-WOS08evw2q0/TwV7hzBOQLI/AAAAAAAAKlc/RzgOgcOs5-s/s72-c/simples.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-157800274071765284</id><published>2012-01-05T08:12:00.001-02:00</published><updated>2012-01-05T08:31:41.974-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arco da velha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>O fio perdido</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KGaN9QTUTS4/TwV76c0i8XI/AAAAAAAAKlo/BgjDyViufac/s1600/hollywood_35.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://3.bp.blogspot.com/-KGaN9QTUTS4/TwV76c0i8XI/AAAAAAAAKlo/BgjDyViufac/s400/hollywood_35.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large; text-align: justify;"&gt;"Destronado pelo celular, desprezado pela geração &lt;/span&gt;&lt;i style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;wi-fi&lt;/i&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large; text-align: justify;"&gt; e colecionado por aficionados do mundo inteiro, o heroico e confiável telefone com fio, bem mais imune a qualquer apagão e impossível de ser esquecido no restaurante ou roubado na rua,teve existência de estrela. Imortalizado em títulos de clássicos do cinema como &lt;/span&gt;&lt;b style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Disque M para Matar&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large; text-align: justify;"&gt;, de Alfred Hitchcock, &lt;/span&gt;&lt;b style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Uma Vida por um Fio&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large; text-align: justify;"&gt;, de Anatole Litvak, ou &lt;/span&gt;&lt;b style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Disque Butterfield 8&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large; text-align: justify;"&gt;, de Daniel Mann, que valeu o Oscar de melhor atriz a Elizabeth Taylor em 1961, o telefone fixo encerra o ano de 2011 no Brasil com menos aparelhos em uso do que sua parentela sem fio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O ilustrador americano J. J. Sedelmaier, que tem uma coleção das mais belas peças criadas pelo designer industrial Henry Dreyfuss, durante o longo reinado da &lt;i&gt;Western Electric, Bell Telephone Company e AT&amp;amp;T&lt;/i&gt;, divulgou recentemente uma pequena preciosidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Trata-se do manual confeccionado em 1950 pela Bell que ensinava o bê-a-bá a quem se iniciava no uso do telefone em casa. Uma delícia de lembrança de tempos idos. E motivo para ter saudades, no futuro sem fio, das boas maneiras que o manual de sessenta anos atrás recomendava. A aposentadoria do fio telefônico foi tão frenética que esquecemos de elaborar e adotar o uso minimamente civilizado para seu sucessor portátil."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-gncSieDLpg0/TwV2iMSc_3I/AAAAAAAAKlQ/cY1-0xRno5E/s1600/despedida_2.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-gncSieDLpg0/TwV2iMSc_3I/AAAAAAAAKlQ/cY1-0xRno5E/s400/despedida_2.png" width="310" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Dorrit Harazim&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Nota: Link no título para a &amp;nbsp;PIAUÍ &amp;nbsp;onde terá melhor visualização&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-157800274071765284?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-64/despedida/o-fio-perdido' title='O fio perdido'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/157800274071765284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=157800274071765284' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/157800274071765284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/157800274071765284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/o-fio-perdido.html' title='O fio perdido'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-KGaN9QTUTS4/TwV76c0i8XI/AAAAAAAAKlo/BgjDyViufac/s72-c/hollywood_35.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-776554643504028749</id><published>2012-01-04T20:24:00.001-02:00</published><updated>2012-01-04T21:01:45.920-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Never Let Me Go</title><content type='html'>&lt;object height="284" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EUPsKjdtQSM?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/EUPsKjdtQSM?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="284" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;O filme é baseado no aclamado romance de Kazuo Ishiguro.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;A história de um grupo de crianças que vivia isolado em uma escola que as fazia &amp;nbsp;acreditar serem especiais. E eram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;aber   quem são os “originais”, se temos um clone e se este pode manter-se vivo até o original precisar dos órgãos...O&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;que nos torna humanos? são as&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;questões tratadas neste filme que tem e&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;lenco e direção  de primeira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-776554643504028749?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/776554643504028749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=776554643504028749' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/776554643504028749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/776554643504028749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/never-let-me-go.html' title='Never Let Me Go'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-5314381131680429330</id><published>2012-01-04T09:12:00.010-02:00</published><updated>2012-01-04T13:36:45.689-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acontece'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dica de blog'/><title type='text'>Uma lágrima por  Daniel  PIZA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-QLGjwQUfH3k/TwQ2NzEansI/AAAAAAAAKks/4AU6V8LWVvg/s1600/ninahorta440.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://2.bp.blogspot.com/-QLGjwQUfH3k/TwQ2NzEansI/AAAAAAAAKks/4AU6V8LWVvg/s400/ninahorta440.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;COMIDA FAZ A ALMA CANTAR,&amp;nbsp;&lt;/b&gt;da  Nina Horta, seria &amp;nbsp;postado hoje aqui, mas deu lugar a este &amp;nbsp;texto de seu &amp;nbsp;&lt;a href="http://ninahorta.folha.blog.uol.com.br/" style="font-weight: bold;"&gt;blog&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;i&gt;"Interrompendo os livros que levaria para uma ilha deserta, só faltam dois, vou reaproveitar uma crônica de Natal que não saiu porque o caderno Comida também não saiu.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;i&gt;O que eu gostaria mesmo era de poder fazer um elogio ao &lt;b&gt;Daniel Piza que foi a maior perda do ano&lt;/b&gt;. Aquela pessoa com quem você conversa de manhã, na hora do café já meio tardio e preguiçoso. Eu ia lendo o jornal sem pressa para adiar a hora em que te encontraria, já com o lápis afiado para tomar nota dos livros que recomendava.  O cara se torna seu amigo. Não era um amigo fácil, dengoso, isso não era. Quando lia o blog dele me arriscava a dar uns pêsames, dizer que estava bom, mas só, fosse ele me achar muito idiota.  Daí nunca cheguei a conhecer o Piza, uma vez ele falou bem de mim e do Josimar para logo explicar que não estávamos nem perto do Liebling, com o que concordei, mas era muito difícil chegar perto do Liebling, acho que ele mesmo tentou com uma artigo sobre comida ou restaurante, mas também não chegou perto.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;i&gt;Achei engraçado na São Silvestre quando o brasileiro rompeu a fita, meio atrasado, mas bastante feliz. O repórter o atacou, louco para que culpasse a chuva, a ladeira, mas o rapaz candidamente respondeu que fora muito, muito bem na corrida, estava feliz só que o adversários haviam ido muito melhor, ótimos. Era isso que nos afastava do Liebling, agora te respondo, Piza, a gente dá seu melhor, mas o outro dava seu ótimo.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #073763; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;i&gt;Não sei como aplacar a saudade que vou ter de você, da sua voracidade, mastigando um livro por dia e assimilando o que estava dentro. Vou tentar trabalhar com a mesma gula que vc, ler mais, pensar mais, trabalhar no buffet, fazer um blog animado, até futebol tenho assistido, mas há de convir que peguei uma época ruim para simpatizar com o esporte. Mas, não vou desistir. Para fazer o que imagino que você gostaria que eu fizesse era preciso conhecer sua família. Prestar atenção nela, ajudá-la agora e sempre contando o que arrancamos de você, como nos fez bem. E quem sabe toda a sua fúria diante do trabalho, (quantos escritores terão escrito o número de livros que vc escreveu até os 40 anos?) a sua curiosidade invulgar, a inteligência clara, a fala fluente,  já tinha dentro de si o medo de desaparecer antes de se dar inteiro a nós? Se não foi assim, vamos pensar que foi, vamos agradecer sempre, vamos ter saudade sempre, vamos imitar com denodo, dentro de nossas capacidades jornalistícas. Combinado?"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Nota : No título link para &amp;nbsp; COMIDA FAZ A ALMA CANTAR &lt;/span&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-5314381131680429330?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www1.folha.uol.com.br/fsp/comida/18162-comida-faz-a-alma-cantar.shtml' title='Uma lágrima por  Daniel  PIZA'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/5314381131680429330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=5314381131680429330' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/5314381131680429330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/5314381131680429330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/elogio-piza.html' title='Uma lágrima por  Daniel  PIZA'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-QLGjwQUfH3k/TwQ2NzEansI/AAAAAAAAKks/4AU6V8LWVvg/s72-c/ninahorta440.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-7662079330099927817</id><published>2012-01-04T08:43:00.000-02:00</published><updated>2012-01-04T08:43:02.500-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>O fim de (quase) tudo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-geLpIrRhoKg/TwQszSmKr9I/AAAAAAAAKkg/dG1xsPbuyhs/s1600/antonioprata.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-geLpIrRhoKg/TwQszSmKr9I/AAAAAAAAKkg/dG1xsPbuyhs/s1600/antonioprata.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;Na manhã do dia 1º, meu amigo me liga, deprimido:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;-Você sabia que o mundo vai acabar?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Penso tratar-se de uma dessas bobagens que misturam calendário Maia com filme-tragédia e começo a desancar o marketing hollywoodiano, mas meu amigo explica que não é nada disso. Viu num documentário que a Terra acabará daqui uns bilhões de anos, quando o sol, tendo esgotado seu combustível, dará um último suspiro, transformando-se numa gigante vermelha e engolindo nosso simpático planeta. Ficamos um tempo em silêncio, os dois pensando nesta bela e terrível imagem: a bola de fogo consumindo o Everest, a Teodoro Sampaio, os avestruzes, os casais apaixonados, as usinas nucleares e as fronhas nos varais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;-Olha, não chega a ser exatamente um consolo, mas daqui uns bilhões de anos nem eu nem você vamos mais estar por aí...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;-Eu sei, mas eu achava que a humanidade ia continuar. Que o teto da Capela Sistina, as gravações do Cartola, os poemas do Walt Whitman e os peitos da Claudia Cardinale em "Era uma Vez no Oeste" ficariam pra sempre, só que tudo vai desaparecer... Isso não te angustia?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;-Não quero parecer muito egoísta, mas o que vai ser das pinceladas do Michelangelo depois que eu bater as botas não tá entre as minhas maiores preocupações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;-Pois tá entre as minhas. Antes, eu achava que o mundo era eterno e que se eu escrevesse um livro muito bom [meu amigo é poeta], esse livro ia se juntar a todas essas coisas que permanecem. Mesmo que ficasse no fundo de uma biblioteca, numa estante perdida entre um zilhão de estantes, ia estar lá: minha pequena colaboração para a humanidade. Você nunca quis produzir algo que sobrevivesse a você?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;-Sinceramente? Concordo com o Woody Allen, quando disse que não queria atingir a imortalidade através da sua obra, preferia atingi-la simplesmente não morrendo. Uma vez cadáver, que diferença faz ser ilustre ou desconhecido? Ruim mesmo é nunca mais comer um frango a passarinho, é ou não é?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Meu amigo não responde. Parece um tanto decepcionado com a minha insensibilidade. Procurou um ombro fraterno para chorar a transformação de toda a poesia em poeira cósmica e eu venho com essa de frango a passarinho? Lembro, então, de algo que li num livro e que pode melhorar a situação:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;-Calma! Nem tudo vai acabar: mesmo depois do fim da Terra, as ondas de rádio que emitimos continuarão se propagando por aí.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;-Quer dizer que das obras completas da humanidade vai sobrar só o conteúdo das AMs e FMs?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Percebo minha gafe, mas é tarde. Meu amigo se desespera. Shakespeare virará pó, mas a voz de Justin Bieber, agora mesmo, viaja pela Via Láctea; e se em algum canto houver vida inteligente -e a vida inteligente tiver construído um radinho-, o legado de nossa passagem pelo cosmos ressoará, eternamente: "Baby, baby, baby oooh/ baby, baby, baby oooh/ baby, baby, baby oooh". Realmente, não faltam motivos para se deprimir".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #134f5c; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;ANTONIO PRATA&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-7662079330099927817?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/7662079330099927817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=7662079330099927817' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/7662079330099927817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/7662079330099927817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/o-fim-de-quase-tudo.html' title='O fim de (quase) tudo'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-geLpIrRhoKg/TwQszSmKr9I/AAAAAAAAKkg/dG1xsPbuyhs/s72-c/antonioprata.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-8260110187982326110</id><published>2012-01-03T16:08:00.000-02:00</published><updated>2012-01-03T16:08:35.118-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futilidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acontece'/><title type='text'>Juliane Moore</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-UXVsJRsGu8Y/TwM_yNu_BfI/AAAAAAAAKjo/gPphryYEguc/s1600/julianeMoore.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="255" src="http://3.bp.blogspot.com/-UXVsJRsGu8Y/TwM_yNu_BfI/AAAAAAAAKjo/gPphryYEguc/s400/julianeMoore.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-u4r7JOOfdJs/TwNAHxUxFLI/AAAAAAAAKjw/AExbJjSO5Ck/s1600/Julianne-Moore-by-Peter-Lindbergh-as-Adele-Bloch-Bauer-I-by-Gustav-Klimt-for-Harper%25E2%2580%2599s-Bazaar..jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="255" src="http://4.bp.blogspot.com/-u4r7JOOfdJs/TwNAHxUxFLI/AAAAAAAAKjw/AExbJjSO5Ck/s400/Julianne-Moore-by-Peter-Lindbergh-as-Adele-Bloch-Bauer-I-by-Gustav-Klimt-for-Harper%25E2%2580%2599s-Bazaar..jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-GeV7eTJkmJc/TwNAK9PuNBI/AAAAAAAAKj4/W0FVLxfWj7o/s1600/Julianne-Moore-by-Peter-Lindbergh-as-Madame-X-by-John-Singer-Sargent-for-Harper%25E2%2580%2599s-Bazaar..jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="255" src="http://2.bp.blogspot.com/-GeV7eTJkmJc/TwNAK9PuNBI/AAAAAAAAKj4/W0FVLxfWj7o/s400/Julianne-Moore-by-Peter-Lindbergh-as-Madame-X-by-John-Singer-Sargent-for-Harper%25E2%2580%2599s-Bazaar..jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-SbqsZ_-8vR4/TwNAYbg7d6I/AAAAAAAAKkU/Tou2j1gkHd4/s1600/Julianne-Moore-by-Peter-Lindbergh-as-Little-Dancer-Aged-Fourteen-by-Edgar-Degas..jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="255" src="http://1.bp.blogspot.com/-SbqsZ_-8vR4/TwNAYbg7d6I/AAAAAAAAKkU/Tou2j1gkHd4/s400/Julianne-Moore-by-Peter-Lindbergh-as-Little-Dancer-Aged-Fourteen-by-Edgar-Degas..jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #20124d;"&gt;Juliane Moore se transformou em obras de arte &amp;nbsp;para a &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.harpersbazaar.com/magazine/cover/julianne-moore-0508"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Harper's Bazaar&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #20124d;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #20124d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;:Egon Schiele,  Gustav Klimt, John Singer Sargent ,  Edgar Degas  e outras,&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #20124d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;linkando no título.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-8260110187982326110?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/8260110187982326110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=8260110187982326110' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/8260110187982326110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/8260110187982326110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/juliane-moore.html' title='Juliane Moore'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-UXVsJRsGu8Y/TwM_yNu_BfI/AAAAAAAAKjo/gPphryYEguc/s72-c/julianeMoore.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-1395448174975114743</id><published>2012-01-03T09:05:00.001-02:00</published><updated>2012-01-03T17:00:29.423-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='J.P. Coutinho'/><title type='text'>Viver sempre também cansa</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ryoBhNcqBpg/TwLg6CF48_I/AAAAAAAAKjc/-5kOuEOOKL4/s1600/JPC.jpeg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-ryoBhNcqBpg/TwLg6CF48_I/AAAAAAAAKjc/-5kOuEOOKL4/s1600/JPC.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;E PRONTO: aqui estamos nós em 2012, o ano em que o mundo vai acabar. Existem cenários para todos os gostos. O mais conhecido foi fornecido pelos maias, uma encantadora civilização bárbara que marcou encontro com o fim para dia 21 de dezembro próximo. Se o leitor gosta de comprar os seus presentes de Natal com alguma antecedência, o melhor é segurar as rédeas. O gasto pode ser inútil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Até porque há muito por onde escolher: se o mundo não acabar a 21 de dezembro, pode acabar antes. Sem aviso prévio. Um cometa. Uma explosão solar. Um terremoto. Um maremoto. Uma guerra mundial (e nuclear). O primeiro pensamento inteligente de Hugo Chávez -tudo pode acontecer. Mas a humanidade não chega a 2013.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Deprimido, leitor? Não esteja. Ninguém está: lemos páginas e páginas dessas apocalípticas visões, espalhadas pela internet ou pela imprensa da virada do ano, e o tom é expectante, febril. Quase festivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E então concluímos como o milenarismo pós-moderno é bastante semelhante ao milenarismo antigo. Vaidade, tudo é vaidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Norman Cohn, um gigante do pensamento político contemporâneo (hoje esquecido), escreveu há mais de meio século uma obra fundamental sobre o assunto. Intitula-se "Na Senda do Milénio: Milenaristas Revolucionários e Anarquistas Místicos da Idade Média" (Editorial Presença, 1981, 334 págs.) e a ambição de Cohn foi, precisamente, mostrar o que havia de soberbo nas seitas revolucionárias e milenaristas da Europa medieval.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Os textos bíblicos anunciam a segunda vinda de Cristo e a instituição de um reino milenar antes do Julgamento Final? Amém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas as seitas milenaristas, recrutadas no lúmpen da sociedade medieval por autointitulados profetas, não estavam dispostas a esperar que a história humana cumprisse o seu curso inexorável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Tal como os bolcheviques na Rússia de 1917, era preciso "apressar" essa vinda redentora, o que implicava "remover" os obstáculos "impuros" (leia-se: judeus, membros do clero, grupos abastados etc.) que impediam a consumação da escatologia cristã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Os massacres que se cometeram na Europa do Norte entre os séculos 11 e 16, e que Cohn recria magistralmente no livro, acabariam por ter a sua réplica, com o mesmo espírito utópico, mas uma redobrada violência e apuro técnico, pelos movimentos totalitários do século 20.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Hoje, o homem pós-moderno já não está interessado em precipitar "o paraíso na Terra", talvez por ainda ter presente os resultados pavorosos da última tentativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E, verdade seja dita, também não espera que, no termo da sua caminhada mundana, haverá a salvação dos justos e a perdição dos injustos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas persiste ainda, na sua alma rigorosamente descrente, essa fagulha de vaidade milenarista: a vaidade típica de quem se considera um sujeito único na história; e, por isso mesmo, merecedor de assistir ao maior espetáculo do mundo sentado na primeira fila.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Fantasiar o fim do mundo é uma forma de nos fantasiarmos a nós como testemunhas desse fim do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E, além disso, é também uma forma conveniente de sacudirmos um pouco o tédio existencial da nossa condição pós-moderna, da mesma forma que os nossos antepassados medievais procuravam libertar-se da miséria material que os rodeava pela violência utópica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Vaidade e tédio, eis a combinação dos nossos namoros apocalíticos. Que, às vezes, divertem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A esse respeito, lembro-me bem do Réveillon de 1999, quando soaram as doze badaladas. A ansiedade estava ao alto: foram meses e meses com notícias tenebrosas de que um "bug" informático iria paralisar o mundo na chegada do ano 2000.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E, quando 2000 chegou, nada de nada. Ou, melhor dizendo, tudo de tudo: a mesma vida para viver; o mesmo trabalho para fazer; as mesmas contas para pagar; a mesma mulher, ou o mesmo homem, para suportar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Na festinha onde me encontrava, lembro-me até da pergunta de um colega pasmo: "Era isso o bug?" Pergunta de desânimo, não de alívio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Razão tinha o poeta. Viver sempre também cansa".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;JOÃO PEREIRA COUTINHO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-1395448174975114743?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.citi.pt/cultura/literatura/poesia/j_g_ferreira/cansa.html' title='Viver sempre também cansa'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/1395448174975114743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=1395448174975114743' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/1395448174975114743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/1395448174975114743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/viver-sempre-tambem-cansa.html' title='Viver sempre também cansa'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ryoBhNcqBpg/TwLg6CF48_I/AAAAAAAAKjc/-5kOuEOOKL4/s72-c/JPC.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-7941233534853550424</id><published>2012-01-02T15:57:00.000-02:00</published><updated>2012-01-02T15:57:10.672-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='L. F. PONDÉ'/><title type='text'>Feliz Ano-Novo, Kafka</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-XJSYlueI1OU/TwHvj42feUI/AAAAAAAAKjQ/e_VEUvRGySM/s1600/Constru%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-XJSYlueI1OU/TwHvj42feUI/AAAAAAAAKjQ/e_VEUvRGySM/s400/Constru%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;"Acho o Réveillon uma festa chatíssima. Quando você estiver lendo esta coluna, estarei em Tel Aviv, e ainda bem que aqui não tem Réveillon.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A cidade é patrimônio cultural universal porque tem o maior conjunto arquitetônico Bauhaus do mundo, o que dá a ela um tom entre o blasé (isto é, a soma do cinza e branco típico dos prédios Bauhaus de poucos andares com o desleixo chique característico da população local mediterrânea) e o moderno da primeira modernização, antes de a modernidade virar essa coisa brega de massa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Tel Aviv é descrita pelos israelenses como sendo "outro mundo", diferente do resto do país, justamente por seu caráter secular, arredio ao fanatismo religioso que cresce por aqui e aberto à convivência mundana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Diante desse cenário, sempre que estou nesta cidade, meu pessimismo (que tem sua origem provavelmente em alguma forma de disfunção fisiológica) cede. O desleixo e o ar mediterrâneo, associados ao desespero mudo, embutido no cotidiano de quem se sabe uma espécie caçada, me acalmam. Estranho? Sou estranho mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Segundo reza uma das lendas sobre Franz Kafka, quando perguntaram a ele se não havia esperanças para o mundo, ele teria respondido: "&lt;i&gt;&lt;b&gt;Esperanças há muitas, mas não para nós&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;De todas as formas de pessimismo, a de Kafka é a única que me assusta. Não temo pessimismos cosmológicos. Não espero nada da vida na forma de recompensa moral (aquilo que a teologia cristã chama "retribuição pelos méritos").&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Antes de tudo porque não sou uma pessoa boa. Raramente me preocupo com os outros, e a África pouco me importa. Nem a fome. Nem as baleias. Nem você.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não conto com a misericórdia de Deus porque não a mereço. Guerras sempre existirão, e a humanidade faz o que pode para sobreviver ao mundo e a si mesma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A possível falta de sentido da vida não me interessa. Durmo bem com ela. Sou daqueles que pensam que a metafísica é fruto de indisposição e mau humor. Mas temo o pessimismo kafkiano como nada mais no mundo. Temo a burocracia. Todo amante da burocracia tem cara de rato. Kafka tinha razão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O pior mundo de Kafka não é sua barata, mas aquele do seu conto "A Construção". O roedor que faz a "construção" em sua casa é a melhor descrição do inferno burocrático em que o mundo se transformou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Kafka, à diferença da maioria de nossos especialistas em ciências humanas, sabe que construímos a burocracia para nos sentir seguros, e não porque nos obrigam a isso. E o pior é que existem muitas razões para nos sentirmos inseguros, por isso não há saída para o inferno que é a burocracia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Algumas almas menos brilhantes assumem que um mundo "&lt;i&gt;paperless&lt;/i&gt;" (nada mais ridículo do que usar expressões em inglês para se sentir mais científico), ou seja, sem papel, seria menos burocrático. Risadas... Nada mais horroroso do que alguns restaurantes que começam a trocar seus menus "físicos" por &lt;i&gt;iPads&lt;/i&gt;. Logo nos farão escolher nossos pratos via rede, e eles acharão isso o máximo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Um mundo "&lt;i&gt;paperless&lt;/i&gt;" afogar-se-á em senhas. Você precisará de uma senha especial para usar sua senha menos especial e assim sucessivamente, ao infinito. Depois, precisará de um programa superavançado para ter acesso a todas as suas senhas e combiná-las de modo secreto (em si, uma outra senha).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Quando você tiver uma crise diante de tudo isso, algum burocrata dirá para você que isso tudo é para sua segurança. E você será obrigado a concordar, assumindo também uma cara de rato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas, dirão as almas menos brilhantes, graças a Deus estamos cortando menos árvores e não estamos gerando papel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No conto de Kafka "&lt;b&gt;A Construção&lt;/b&gt;", nosso roedor atarefado teme um ruído horroroso que vem não sabe de onde e por isso começa a construir "rotas de fuga" em sua moradia subterrânea.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Logo, a rede de "rotas de fuga" é tão grande que ele se esquece onde começou e descobre que, apesar de o ruído aumentar cada vez mais e sua sensação de perigo aumentar junto com o ruído, ele já não sabe como fugir, porque suas rotas de fuga viraram um labirinto infernal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0c343d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O mundo de Kafka é uma prisão a céu aberto, e os ratos venceram. Feliz Ano-Novo".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;LUIZ FELIPE PONDÉ&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-7941233534853550424?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/7941233534853550424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=7941233534853550424' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/7941233534853550424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/7941233534853550424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/feliz-ano-novo-kafka.html' title='Feliz Ano-Novo, Kafka'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-XJSYlueI1OU/TwHvj42feUI/AAAAAAAAKjQ/e_VEUvRGySM/s72-c/Constru%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-1188233873688490256</id><published>2012-01-01T08:48:00.000-02:00</published><updated>2012-01-01T08:48:05.689-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ballet'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arco da velha'/><title type='text'>Summer Stock</title><content type='html'>&lt;object height="369" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fFJrV3pI5Zs?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/fFJrV3pI5Zs?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;Gene Kelly em 1950, no filme Summer Stock&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-1188233873688490256?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/1188233873688490256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=1188233873688490256' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/1188233873688490256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/1188233873688490256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/summer-stock.html' title='Summer Stock'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-3720969670220237829</id><published>2012-01-01T08:13:00.000-02:00</published><updated>2012-01-01T08:13:59.159-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>Conflito de egos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yZIcat_IUcI/TwAxupyllLI/AAAAAAAAKjE/YBpvY8zE7f8/s1600/newyearsday-2012-hp.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="131" src="http://1.bp.blogspot.com/-yZIcat_IUcI/TwAxupyllLI/AAAAAAAAKjE/YBpvY8zE7f8/s400/newyearsday-2012-hp.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #351c75; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #351c75; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #351c75; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;O ano começou. É tempo de resoluções. As promessas que fazemos a nós mesmos com o intuito de nos tornar pessoas melhores e mais felizes podem assumir muitas formas: iniciar aquela dieta, exercitar-se regularmente, não pegar tanto no pé do filho adolescente. Invariavelmente elas dão com os burros na água. Por quê?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O florescente ramo dos estudos da felicidade traz algumas pistas interessantes. Nós, seres humanos, somos ruins em agir com vistas a metas futuras porque, ao contrário do que acreditamos, nossa experiência de "eu" se decompõe em muitos eus que funcionam de forma diversa e têm interesses, às vezes, conflitantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;É preciso distinguir entre o eu autobiográfico e o eu que vive as experiências. O primeiro é um ator racional, que gerencia as informações e, em geral, toma as decisões. O segundo é pura sensação. É ele que, minuto a minuto, experimenta as dores e os prazeres a que nos submetemos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E o problema é que o eu autobiográfico age como um tirano, que nunca leva em conta os interesses do eu experiencial. Operando mais com a memória do que com o instante, não hesita, por exemplo, em aumentar a experiência dolorosa aqui e agora desde que isso lhe pareça necessário para maximizar o que imagina serão suas lembranças futuras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O eu experiencial, embora menos poderoso na hierarquia cortical, não está desprovido de meios. Ligado às camadas mais primitivas do cérebro, mobiliza recursos como a preguiça e o desgosto, capazes de sabotar até as mais sólidas resoluções de ano novo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Esse descompasso entre os diferentes eus está na origem de alguns dos mais importantes erros (ou acertos) que uma pessoa pode cometer, consubstanciados em decisões como as de poupar para a aposentadoria, casar-se e ter filhos. O problema aqui é que o eu futuro imaginado quase nunca corresponde ao eu futuro real. É por isso que a busca pela felicidade é mais capciosa do que parece".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #351c75; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;HÉLIO SCHWARTSMAN&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-3720969670220237829?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/3720969670220237829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=3720969670220237829' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/3720969670220237829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/3720969670220237829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/conflito-de-egos.html' title='Conflito de egos'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-yZIcat_IUcI/TwAxupyllLI/AAAAAAAAKjE/YBpvY8zE7f8/s72-c/newyearsday-2012-hp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-5381750295032354790</id><published>2012-01-01T00:45:00.002-02:00</published><updated>2012-01-01T00:58:45.664-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='J.P. Coutinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gente'/><title type='text'>Uma conversa com Daniel Piza</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-QH062ashkWA/Tv_JPl922mI/AAAAAAAAKi4/-znvP6To1-o/s1600/danielpiza_ae.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="294" src="http://3.bp.blogspot.com/-QH062ashkWA/Tv_JPl922mI/AAAAAAAAKi4/-znvP6To1-o/s400/danielpiza_ae.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"Daniel Piza é um bom "personal trainer". Explico a idéia: no seu último livro, "Contemporâneo de Mim" (Bertrand Brasil, 472 págs.), o colunista e escritor confessa que existem certos autores que nos preparam para os combates do papel. Antes de subirmos ao ringue, é importante ler Swift, Machado, Graciliano. Depois, e só depois, os "jabs" e os "uppercuts" fluem com maior graciosidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;Daniel Piza é um bom "personal trainer". Repito. O livro, antologia de 10 anos de colunismo, prepara qualquer mortal para escrever ou pensar. Primeiro, porque Piza tem a qualidade rara de bater nos assuntos como Muhammad Ali batia nos adversários. Dançando, dançando. E, depois, porque lendo Piza, resgatamos uma idéia fundamental de cultura. A cultura serve para vivermos melhor. Não para sermos mais felizes. Ou virtuosos. Ou sabedores. Mas para retirarmos algum prazer mundano. É esse prazer que, de certa forma, redime os males inevitáveis da nossa condição.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;E quantas vezes eu pensei nisso? Incontáveis, leitores. Incontáveis. A primeira, creio, foi assistindo a um filme de Woody Allen, "Manhattan" (1979), em que a personagem decide registar as razões pelas quais vale a pena viver. São as minhas razões. Aquele livro. Aquele filme. Aquela música. Aquele rosto da pessoa que amamos. A memória daquela cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;O livro de Piza é, nesse sentido, um livro de registos. Como são os melhores livros de ensaios. Convencer os outros? Não. Piza deseja convencer-se a si próprio. Lendo estas quase 500 páginas, eu não li propriamente. Eu escutei um autor falando em voz alta. Sobre o Brasil. Os seus clichés, os seus paradoxos. O país da alegria e da bondade --e onde a vida humana é barata, como nos filmes. Sem esquecer os escândalos políticos, a corrupção moral e material das elites.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;E, depois do Brasil, o mundo pós-11 de setembro. O fim do "fim da história". O fanatismo crescente. Os erros do Ocidente no combate ao fanatismo. E, finalmente, as melhores páginas, que são sempre páginas sobre outras páginas. Como no filme de Woody Allen, páginas sobre as páginas pelas quais vale a pena viver.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;Leiam "Contemporâneo de Mim", título que resume bem a conversa pessoal, e interior, de Daniel Piza com Daniel Piza na última década. E leiam, ou escutem, a conversa que tive com ele. Sobre o livro. Sobre os livros. E sobre o Clube do Ponto-e-Vírgula, que pretendemos fundar já em 2008. Aceitam-se inscrições.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Olá, Daniel. Como é que você está?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Muito bem, obrigado. A única coisa que queria fazer mais na minha vida é viajar. E voltar a lugares como Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Bom, isso pode ser um bom desejo para 2008. Aliás, você já fez os seus pedidos para esse ano?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Para mim, que tudo continue como está, apesar das dificuldades de uma carreira assim numa nação como esta. Para uma nação como esta, que as pessoas não aceitem que tudo continue como está.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;BRASIL&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Uma das coisas impressionantes no seu livro é que alguns dos debates políticos no Brasil parem ser fotocópia dos debates políticos em Portugal e até na Europa. Como a diferença entre esquerda/direita, sempre reduzida a meia dúzia de clichés (direita é lucro, esquerda é social, etc.). Essa dicotomia simplória está mudando no Brasil? Lula contribuiu para essa mudança?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Indiretamente, sim. Ele mudou de posição política para vencer as eleições, não porque refletiu sobre o mundo e a atualidade. A sociedade pouco a pouco vai percebendo que é preciso amadurecer o debate. Mas continua simplório demais. Chama-se até de "neoliberal" uma política econômica que só faz aumentar impostos!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Você concorda mesmo com a frase do historiador Evaldo Cabral de que um presidente brasileiro não é cobrado por cinco anos de governo, mas por 500 de história? Essa tese seria impensável em certos países ex-colonizados. Isso não será uma desculpa débil? Um vício de pensamento?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;É uma desculpa, sem dúvida. Os governos brasileiros sempre ganharam muito com a tese de que o Brasil é novo, lento e tem um futuro brilhante - o qual nunca chega... Mas o passionalismo existe, como o vício de achar que o Estado - personificado num presidente - é solução, e não problema. Bom senso é artigo raro por aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;No seguimento da pergunta anterior, você afirma que a elite brasileira é desprovida de sentido cívico. Concordo e já escrevi a respeito. Você não acha que muitos dos problemas do Brasil provêm, não da "elite", mas da ausência de uma verdadeira elite?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Defendo essa idéia há muitos anos. É uma elite sem espírito público, sem respeito ao mérito, intelectualmente preguiçosa, mais interessada em status do que em instituições. Meu trabalho tem sido incomodar essa gente, cutucar seu pensamento provinciano.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Lula: você tem uma explicação racional para a reeleição, excluindo as bolsas de pobreza no Nordeste que vivem da esmola do Estado?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O Bolsa Família explica uma parte menor da reeleição. O fato é que o governo Lula conseguiu bons resultados na economia, aprimorando aqui e ali a política do antecessor e sendo ajudado pela boa conjuntura mundial, e que ele tem um poder simbólico muito grande. Soube colocar-se ao mesmo tempo como continuador e como antípoda do intelectual europeizado Fernando Henrique Cardoso. As pessoas nas ruas, dos mais diversos segmentos sociais, diziam: "Se o outro (FHC) teve oito anos, por que Lula não pode?" E "Roubar todos (os políticos) roubam". Essas duas frases resumem tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;No seu livro, você também tem uma explicação "estética" para o sucesso Lula: uma mistura de indignação e ternura, que encanta os brasileiros porque, de certa forma, eles se revêem no presidente. Você não acha este pensamento profundamente deprimente?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos brasileiros se vê em Lula, sim; é "um de nós que chegou lá", não o "doutor" de sempre. Isso é deprimente porque confunde competência de estadista com origem social e/ou regional. O mais antigo problema brasileiro é não ver o dinheiro público como de todos, mas como de ninguém...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Uma das suas preocupações é desmontar algumas idéis feitas do Brasil sobre si próprio. Por exemplo, a alegria brasileira, que pessoalmente sempre me pareceu um mecanismo de compensação e mesmo de sublimação. Por que você acha que essa idéia de um Brasil feliz 24 horas por dia continua?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O brasileiro em média soa mesmo expansivo, caloroso, simpático, mas isso no contato superficial. Grandes escritores, como Machado de Assis, Lima Barreto, Graciliano Ramos e Nelson Rodrigues, viram que por baixo dessa atmosfera quente havia uma série de problemas existenciais e sociais, de ressentimentos e covardias, o que em geral os turistas não captam. Nações cultivam mitos? Sim, mas nações sérias os revêem constantemente. Como explicar tanta violência e tanto desrespeito num país que se gaba de ser uma alegre democracia racial? Por uma história na qual nunca houve disposição para alterações profundas, estruturais. Consultar Octavio Paz.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Você fala na "frustração narcisista" do Brasil: sua obsessão em ser o "país do futuro" acaba por convidar à indolência e ao desperdício. Mas você acha mesmo que persiste no brasileiro médio, razoavelmente cultivado, essa idéia de um futuro radioso?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O brasileiro médio --se é que se pode defini-lo-- age assim: fala mal do Brasil o tempo todo, como uma entidade alheia que o impede de ser feliz; mas basta outra pessoa, especialmente de fora, falar mal do Brasil também, que ele se enche de orgulho, canta o hino e torce pela seleção como se fosse a salvação, repetindo lugares comuns como "o Brasil tem tudo", "a mais bela natureza do mundo", "o povo mais miscigenado", etc, etc. Vive-se numa gangorra emotiva, oscilando da frustração para o frenesi - e de volta, sem escalas...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;MUNDO&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Um dos seus melhores textos no livro é uma carta hilária a Karl Marx. E você lembra como, para Marx, uma sociedade socialista (e comunista) só acabaria por emergir em países desenvolvidos, e não onde realmente ele surgiu: em sociedades quase feudais, como na Rússia campesina e analfabeta de 1917. Além disso, acrescento eu que, para Marx, o capitalismo era uma etapa necessária para a construção de uma sociedade comunista e que combater o capitalismo seria uma acto "reacionário". Você não acha que um dos aspectos mais irônicos dos marxistas dos nossos dias, que marcham contra a globalização, é na verdade nunca terem lido Marx nem respeitado a sua filosofia científica da história?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Certamente! Muitos na verdade ainda estão em Bakunin, "toda propriedade é um roubo"... E Marx tem muitos prognósticos sobre o capitalismo - não apenas sobre o socialismo - que falharam redondamente. A mais-valia não é o motor único da economia. Tecnologia, capital humano e super-estrutura têm muito mais peso num sistema de produção hoje do que tinha na época dele. No Brasil, muitos intelectuais acham que os países pobres são pobres porque espoliados pelos países ricos, como se multinacionais não gerassem produção, empregos, mercado e tributos no local onde operam. Vivem intelectualmente nos anos 30!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Você escreve: "o relativismo absoluto também é uma forma de absolutismo." Como se chegou a esta situação?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Você conhece bem essa história. Intelectuais de meados do século 20 começaram a ver no mundo um beco-sem-saída e passaram a querer desmontar o passado como um todo, fazendo tábula rasa da cultura européia. Como não existe critério 100% objetivo sobre o que é feio ou bonito, certo ou errado, tudo tem valor igual... Logo, qualquer forma de crítica é preconceito. Shakespeare não fez uma obra com elementos que explicam sua permanência como a elaboração estética e a complexidade intelectual. Foi alçado à condição de "canônico" porque homem, branco, privilegiado, ocidental, etc... Isso é sub-sub-Nietzsche!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Eleições americanas: você tem um favorito?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de ver Obama de um lado e Giuliani do outro. Hillary Clinton é o Partido Democrata de sempre, ingênuo e incompetente, crente no Estado-baby sitter. Huckabee e, em ponto menor, McCain são os republicanos de sempre, moralistas e belicosos. Obama, apesar de inexperiente, e Giuliani, apesar de mau caráter, não são politicamente corretos. Estou, enfim, com a frase daquela camiseta: "Someone less dumb for president".&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Você escreve que o intelectual do século 21 terá de ser cético como Aron e inquieto como Sartre. Você acha mesmo que essas duas qualidades são conciliáveis?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Acho. Aron simboliza o risco de ceder demais ao senso comum, à moderação que, tantas vezes, não passa de conformismo, de medo de enfrentar as convenções. Sartre simboliza o erro ainda maior de embarcar em ideologias, em sistemas salvacionistas. Contestar sempre, mas jamais com receitas à mão.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;CULTURA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Você é um otimista cultural. Explico. Você acredita que a cultura pode não trazer felicidade; mas a ausência de cultura pode trazer infelicidade. É a ideia central do Ocidente greco-latino, de que conhecimento é virtude. Mas você não acha que, por vezes, um pouco de ignorância é condição para uma vida feliz?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;É a primeira vez na vida que me chamam de otimista... Prefiro dizer que sou um liberal ou libertário moral, alguém que não acha que o progresso seja a fonte dos males, alguém que acredita que nossa inclinação pelo conhecido não pode jamais apagar nossa atração pela aventura. O conhecimento não é "virtude", no sentido de que não redime ninguém. Mas anima, dá prazer - e principalmente alternativa aos desprazeres. Não vejo valor inerente à ignorância. Vejo valor em não crer que haja sabedoria plena.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;No seguimento da última pergunta, estava lendo uns dias atrás um dos últimos ensaios do George Steiner, intitulado "O Silêncio dos Livros". Duas idéias polémicas dele merecem comentário. A primeira é uma citação de Borges: "A censura é a mãe da metáfora." Entenda: abomino qualquer forma de censura. Mas você não acha que uma cultura onde se diz tudo pode correr o risco de ser uma cultura onde não se diz nada?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Corre o risco, sim, mas repudio a necessidade de pôr as coisas nesses termos. Digamos que o próprio realismo pede metáforas, e estou certo de que Borges concorda comigo. Sabe aquela parábola chinesa em que o sábio precisa explicar o que é uma catapulta e só consegue fazê-lo com ajuda de metáforas? Escrevi: "A metáfora vivifica a lógica". Mas não a transcende! Steiner me marcou muito na juventude, ratificando em mim uma sensação de que a cultura está numa decadência não só irreversível como crescente. Hoje acho que não. Vivemos uma crise, sem dúvida, mas há sinais vitais confiáveis. Está vendo? Usei uma metáfora... Há muita censura em nosso tempo, embora não oficial.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;A segunda idéia de Steiner, ainda mais terrível, é a seguinte: e se a cultura (o contacto com as grandes obras, etc.) for um elemento de desumanização? Cito Steiner: "O erudito, o verdadeiro leitor, o fazedor de livros, vive saturado pela intensidade terrível da ficção. Por formação, fica predisposto a identificar-se de maneira mais intensa com as realidades textuais, com a ficção. Essa educação (...) pode incapacitá-lo para se relacionar com aquilo a que Freud chamou 'o princípio da realidade'". Quer comentar?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;É como aquele personagem de Canetti, sabe? Ou o Bernard Usher de Poe. A erudição, a hiper-sofisticação (termo que vem de sofista), pode sim fechar os poros do indivíduo ao real, ao não-programado, à vida orgânica. Mas é a própria cultura que pode fornecer alternativa a isso. Não vá me chamar de otimista de novo!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Outro traço de otimismo seu é a defesa de que o livro não vai desaparecer com as novas tecnologias. Você não estará confundindo o desejo com a realidade? Sobretudo tendo em conta que as novas gerações praticamente só lêem, e só querem ler, num ecrã de computador?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Pronto, já me chamou de otimista de novo... Acho que o livro pode se tornar algo menor, menos relevante e visível, ainda que no planeta nunca se tenham vendido tantos milhões de exemplares quanto hoje. Os jornais diários correm mais risco ainda; vão se tornar artigos de luxo para alguns nostálgicos? Pode ser. Mas a leitura na tela não é muito diferente, exceto pela velocidade que induz. Ainda escrevemos com sujeito e predicado, com parágrafos, com linhas sucessivas que pedem páginas sucessivas, não? Se o suporte será de papel, de filme ou de cristal líquido, não sei se terá tanta importância. Só espero poder morrer sentindo o cheiro dos meus livros...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Por que você acha que, no Brasil (em Portugal é a mesma coisa), todos os escritores em início de carreira querem logo ser um Mann ou um Dostoiévski, quando nem sequer dominam a linguagem básica da narrativa? Você acha que a hostilidade à literatura "middlebrow" é um dos fatores?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Acho que é pretensão pura, mesmo. Vontade de ser celebrado em vida e post mortem. Vontade de estar na história. O problema desses escritores não é tentarem ser Mann ou Dostoievski, é pensarem como Napoleão. Essa vaidade besta é que os impede de ter autocrítica e de ir pouco a pouco escrevendo uma obra gradual e verdadeira, que dá trabalho, muito trabalho... Monteiro Lobato tem uma imagem que adoro: diz que o estilo é como um subproduto das buscas do autor, como o cheiro que surge na fruta madura. Diz mais, diz que isso só acontece perto dos 40 anos na prosa. Pode conferir: todo grande prosador atingiu o auge depois dos 30-35. Por sinal, foi com a minha idade, 38 anos (que completarei em 28 de março), que Proust se enfiou naquele quarto de cortiça para escrever a 'Recherche'. Meu azar é não ser Proust. Minha sorte é saber que não sou.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Uma das ideias mais profundas e até belas do seu livro é resgatar para a cultura uma certa dimensão "utilitária". Ou seja, a cultura é, como diria Paul Johnson, uma espécie de barreira contra aquilo que nos deprime ou magoa. Várias vezes pensei nisso na vida: coisas que correm mal, pessoas que nos desiludem, etc. etc. Mas depois recordo que tenho um livro para ler lá em casa, aquele filme para assistir, e há uma certa paz que "relativiza" tudo. Você não acha que as escolas deveriam relembrar esta verdade tão comesinha sobre a cultura?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sim. Mas, como Dewey (salvo engano) notou há tanto tempo, as escolas estão mais preocupadas em "socializar" do que em transmitir conhecimento prazeroso, aquilo que se chamava "educação liberal". Muita gente pensa que arte é terapia, é confissão, é modo de ocupar os jovens com lazer em vez de deixá-los à mercê do crime. Não: artes e idéias são formas de intensificar a vida, de multiplicar nossas opções, de ir além da vidinha apoiada sobre as muletas emprego &amp;amp; família... Quando olho para meus livros, CDs e DVDs, penso: quanta coisa boa para (re)viver!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Outra ideia curiosa é a defesa que você faz dos autores que devemos ler antes de escrever - uma espécie de "personal trainers" da escrita criativa. Quais foram e são os seus?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;É, chamo de leituras de aquecimento. Machado de Assis e Graciliano Ramos são dois estilos que me impulsionam. Mas às vezes busco outras inspirações, como as revistas New Yorker e Economist. Ou ler um poeta ou Proust em voz alta na acústica do banheiro...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;No seu livro, você não foge à pergunta clássica "escrever por quê". E dá a resposta que eu daria: "Escrevo para me convencer." Isso significa que o leitor ideal, primeiro que tudo, é você?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O primeiro, sim, mas não o ideal. Não escrevo pensando em agradar a ninguém. Sim, trabalho com comunicação e sou ciente das expectativas do leitor e até me nutro delas, mas não digo nada que não pense fundamentalmente. Talvez por isso, por esse rigor comigo mesmo, por odiar ser repetitivo ou convencional, eu tenha amealhado alguns leitores. Ideais? Não, mas me deixe dizer: alguns enxergaram melhor meu trabalho do que os resenhistas estabelecidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Entre várias afinidades, um dos meus maiores prazeres é também "caminhar" pelas cidades. Por isso amo Paris, ou Londres, ou qualquer cidade italiana ou portuguesa. Você não sente falta disso em S. Paulo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Muito. Muito. Meu bairro, Higienópolis, ainda se salva. Mas... muito. Muito.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Outra afinidade: "Num mundo ideal, verão e inverno seriam curtos, deixando o outono e a primavera regerem os tons urbanos." São Paulo, uma vez mais, não é a cidade ideal --ou é?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Até que o clima aqui não é dos piores. Mas fazer mais de 20 graus no outono é uma maldade cósmica!&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Num dos seus textos, você lamenta que a zona dos jardins, em SP, não tenha uma boa livraria. Bom, isso mudou, com a Livraria da Vila. Que outras livrarias valem a pena em SP?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O Isay Weinfeld fez um belo trabalho na Livraria da Vila. Na avenida Paulista, a Martins Fontes foi expandida e ganhou espaços preciosos para dois tipos de livros que consumo muito: de arte e de ciência. Essas duas e a Livraria Cultura são os únicos alentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: verdana, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Uma última pergunta: você estaria disposto a fazer um clube em defesa do ponto-e-vírgula, esse animal textual em vias de extinção?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Pode me considerar o sócio número 001; Machado, meu patrono".&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Nota: O jornalista e escritor &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1028363-corpo-de-daniel-piza-e-velado-em-sao-paulo.shtml"&gt;Daniel Piza morreu na última sexta-feira, aos 41 anos&lt;/a&gt;, em decorrência de um AVC (acidente vascular cerebral) . Abaixo, coluna sobre ele publicada pelo colunista da Folha&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/"&gt;João Pereira Coutinho&lt;/a&gt; em janeiro de 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-5381750295032354790?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/5381750295032354790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=5381750295032354790' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/5381750295032354790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/5381750295032354790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2012/01/uma-conversa-com-daniel-piza.html' title='Uma conversa com Daniel Piza'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-QH062ashkWA/Tv_JPl922mI/AAAAAAAAKi4/-znvP6To1-o/s72-c/danielpiza_ae.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-311613958934810786</id><published>2011-12-31T16:34:00.000-02:00</published><updated>2011-12-31T16:34:41.318-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Viver por viver</title><content type='html'>&lt;object height="369" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Nb4pNSjKv_0?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Nb4pNSjKv_0?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="369" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QXBVq4udDT8?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/QXBVq4udDT8?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="369" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pJENpW7Itms?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/pJENpW7Itms?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="369" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/vrQSzo0tOMI?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/vrQSzo0tOMI?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-311613958934810786?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/311613958934810786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=311613958934810786' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/311613958934810786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/311613958934810786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2011/12/viver-por-viver.html' title='Viver por viver'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-5650774958353797460</id><published>2011-12-30T23:19:00.001-02:00</published><updated>2011-12-30T23:25:44.772-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte'/><title type='text'>"Noviembre"</title><content type='html'>&lt;object height="369" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_-1dRc0IGIc?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_-1dRc0IGIc?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;A Arte é uma arma carregada de futuro...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Extrato da cena final do filme "&lt;i&gt;Noviembre&lt;/i&gt;", de Achero Mañas,&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;um filme que conta a história de um grupo de teatro de rua anarquista que se opunha à toda a forma de comercialização da arte.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-5650774958353797460?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/5650774958353797460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=5650774958353797460' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/5650774958353797460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/5650774958353797460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2011/12/noviembre.html' title='&quot;Noviembre&quot;'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-8644618949921173495</id><published>2011-12-28T16:58:00.002-02:00</published><updated>2011-12-28T17:04:31.847-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Maracangalha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;"Somos de índole triste, sempre contando a história de alguma consulta médica a que se foi ontem ou de um atropelamento na vizinhança. Nada dá certo. Melancólicos pela própria natureza, adoramos puxar uma angústia e disputar o game para descobrir quem sofre mais. Minha mulher foi embora, meu gato morreu, tenho sentido umas dores aqui.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Quando Eduardo Coutinho, no seu excepcional filme “&lt;b&gt;As canções&lt;/b&gt;”, pergunta aos entrevistados as músicas que marcaram suas vidas, todos se lembram apenas das mais amargas. Somos vítimas da incompreensão alheia. Apenas uma alemã, que deixou a filosofia dos seus patrícios e virou professora de capoeira na Zona Sul, tenta esmurrar a pose de coitadinha abandonada. Levou um rabo de arraia da vida, o popular pé na bunda, mas escolheu como sua música um samba vingativo da Velha Guarda da Portela. A letra diz que ao abandono a vítima responderá com o castigo do desprezo, vai matar o crápula devagar. Foi a maneira que a alemã encontrou para se pôr de pé e filosofar em português.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Nada contra sofrer de amor, esse atropelamento inevitável na calçada da existência. Dependendo do dia, eu talvez até cantasse “O ébrio”, tocado pela dor furiosa do sujeito que na bebida busca esquecer aquela ingrata que se mandou. Música é um mistério. Nunca se sabe exatamente por que uma deixa marcas maiores que outras. Já pensei em coalhar os postes da cidade com reclames de alguma terapia que ajudasse a decifrar os males da alma através da observação do playlist de cada um. Nesse fim de ano, fazendo a lista dos planos para 2012, tenho amadurecido o projeto. De repente, quem sabe, breve num poste de esquina em Ipanema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Diga-me a tua música e eu te direi quem és, poderia gritar o anúncio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Canta que eu te escuto e te decifro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Hoje, por exemplo, se eu estivesse caminhando pela rua e a produção do Eduardo Coutinho me perguntasse que música vai na minha vida, eu primeiro daria um drible na consciência e evitaria responder que era a insuportável “Ai, ai, assim você me mata”. Depois, eu responderia, sem mentir, “Maracangalha”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;É aquela em que o Dorival Caymmi vai para Maracangalha, que na minha fantasia imagino sempre ser um município vizinho à Pasárgada onde Manuel Bandeira teria na cama as mulheres que escolhesse. As outras cidades limítrofes são Xanadu e Eldorado. Maracangalha é o paraíso cercado de sorrisos e drinks de verão por todos os lados. Na música, Caymmi diz que está pronto, vai de liforme branco e chapéu de palha. Se a Anália quisesse ir, ótimo, senão, iria sozinho mesmo. O importante é ser feliz e mais nada, embora isso já seja outra música.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;“Maracangalha” é uma daquelas brevíssimas letras do mestre baiano, meia dúzia de versos apenas, mas tudo sempre preciso e deflagrador de sabedorias. É o homem em busca do seu paraíso, espargindo o turíbulo da esperança como se fosse um GPS. Penso nela todo fim de ano, como um mantra que traz boas energias para a próxima temporada. Dá uma sensação de se pôr em movimento no encalço de uma rede para encostar o corpo cansado, dois braços à minha espera, uma muqueca para repor as energias e começar tudo de novo — mas desta vez sem estresse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Eu chego à minha Maracangalha de liforme branco comprado na Richards e caminhando contra os ventos, embora isso me lembre que “Alegria, alegria” (“Por que não?!”) também seria uma boa música para se citar à turma do Eduardo Coutinho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;De qualquer maneira, diante da equipe do Eduardo Coutinho, eu estaria empenhado com os projetos de ano novo e nesses momentos instala-se automaticamente no tocadisco que me vai n’alma uma canção que anuncie tudo-vai-mudar. Eu talvez lembrasse de “Como será o amanhã”, aquela do “E a tristeza nem pode pensar em chegar”. Talvez fosse de Baden e Vinicius, repetiria “é melhor ser alegre que ser triste”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Definitivamente, iria na contramão dos personagens do filme e deixaria a tristeza de lado. Ao contrário do posto no samba do Gil, ela não é Senhora coisa nenhuma. Daria uma de Flávio Cavalcanti. Quebraria essa tradição, a mania brasileira de repetir Noel Rosa e jactarse com a aura dessas palavras pedantes e a arrogância macambúzia do seu “Quem é que já sofreu mais do que eu?”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Acima de tudo, alegre ou triste, constataria, diante da pergunta que o Eduardo Coutinho não me fez, ter sido criado num tempo em que a vida das pessoas comuns aparecia nas letras dos grandes artistas. De que falam mesmo as músicas de hoje? Daqui a 20 anos, quando o documentarista da época perguntar sobre as músicas que narraram a vida de cada um, será que vamos precisar recorrer às velhas baladas de Roberto Carlos para cantar o que passou em nossas camas e nossos corações?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;A canção acabou, o que é uma pena, mas um ano novo está vindo aí e eu continuo me socorrendo das que ouvi há muito tempo, como aquela da estrada que o Caetano traçou e vai dar no avarandado do amanhecer, uma estrada que vai dar no mar. A esperança é a prova dos nove; a alegria, o porto seguro para se atracar em 2012. São os meus votos, as músicas que mando daqui, todas vestidas de liforme branco, diretamente da felicidade futura de Maracangalha".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;object height="369" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cdXrPqLNk_A?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/cdXrPqLNk_A?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="369" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Joaquim Ferreira dos Santos&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-8644618949921173495?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/8644618949921173495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=8644618949921173495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/8644618949921173495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/8644618949921173495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2011/12/maracangalha.html' title='Maracangalha'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-4662730164830087207</id><published>2011-12-28T16:52:00.000-02:00</published><updated>2011-12-28T16:52:08.627-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divagações'/><title type='text'>o amor que não tem rosto</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-S4HEpS6zMzI/TvtJIcrwLaI/AAAAAAAAKis/RrbE_EwXBMs/s1600/Eros%252Be%252BPsique+1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="268" src="http://1.bp.blogspot.com/-S4HEpS6zMzI/TvtJIcrwLaI/AAAAAAAAKis/RrbE_EwXBMs/s400/Eros%252Be%252BPsique+1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;“Psiquê (palavra grega que significa tanto alma, como borboleta) era uma jovem tão bela que de todas as partes acorria gente para admirá-la. Passou mesmo a ser objeto de culto, sobrepondo-se a Vênus (Também conhecida como Afrodite, a deusa da beleza e do amor), cujos templos se esvaziaram. A deusa indignou-se com o fato de uma simples mortal receber tantas honras. Pediu a seu filho Eros (Cupido, no panteão romano) , o deus do Amor, que atingisse a jovem com suas flechas, fazendo-a enamorar-se do homem mais desprezível do mundo. Entretanto, ao ver a princesa, o próprio Eros apaixonou-se e, contrariando as ordens da mãe, não lançou suas setas.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Enquanto as irmãs de Psiquê casaram-se com reis, a jovem mortal, cobiçada por um deus, permaneceu só. Apreensivo, seu pai consultou o oráculo de Apólo. Este aconselhou o soberano a levar a filha, vestida em trajes nupciais, até o alto de uma colina. Lá, uma serpente iria tomá-la como esposa. As ordens divinas foram executadas e, enquanto a jovem esperava que se consumasse seu destino, surgiu Zéfiro(Na mitologia grega, é o vento do Oeste). O doce vento transportou-a até uma planície florida, às margens de um regato. Esgotada por tantas emoções, Psiquê dormiu. Quando acordou, estava no jardim de um palácio de ouro e mármore. Ouviu, então uma voz que a convidava a entrar. À noite, oculto pela escuridão, Eros amou-a. Recomendou-lhe, insistentemente, que jamais tentasse vê-lo. Durante algum tempo, apesar de não conhecer o amado, Psiquê sentia-se a mais feliz das mulheres. Saudosa de suas irmãs, pediu ao marido para vê-las. Zéfiro encarregou-se de levá-las ao palácio. Invejosas da riqueza e felicidade de Psiquê, as jovens insinuaram a dúvida em seu coração. Declararam que o homem que ela desconhecia devia ser o monstro previsto pelo oráculo. Aconselharam-na, então, a preparar uma lâmpada e uma faca afiada: com a primeira, veria o rosto do marido; com a segunda, poderia matá-lo, se fosse mesmo o monstro. À noite, enquanto Eros dormia, Psiquê apanhou a lâmpada e iluminou-lhe o rosto. Viu, então, o mais belo jovem que já existira. Emocionada com a descoberta, deixou cair uma gota do óleo da lâmpada no ombro do deus. Este despertou sobressaltado e foi embora, para não mais voltar. Afastando-se, disse-lhe em tom de censura: “O amor não pode viver sem confiança”.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Cheia de dor, a jovem pôs-se a errar pelo mundo, implorando o auxílio das divindades. Entretanto, como não quisessem desagradar a Vênus, nenhuma delas a acolheu. Psiquê resolveu dirigir-se à própria Vênus. A deusa encerrou-a em seu palácio e impôs-lhe os mais rudes e humilhantes trabalhos: separar grãos misturados; cortar a lã de carneiros selvagens; buscar um frasco com a água negra do rio Estige. Na primeira tarefa, Psiquê foi ajudada pelas formigas. Na segunda, os caniços da beira de um regato sugeriram-lhe que recolhesse os fios de lã deixados pelos carneiros nos arbustos espinhosos. E, na terceira, uma águia tirou-lhe o frasco da mão, voou até a nascente do Estinge e trouxe-lhe o líquido negro. Finalmente, Vênus incumbiu-a de ir aos Infernos para obter um pouco da beleza de Prosérpina. Uma torre descreveu-lhe o itinerário para o reino das sombras. Orientou-a também para pagar o óbolo ao barqueiro Caronte e abrandar a ferocidade d cão Cérbero, oferecendo-lhe um bolo.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: x-large; text-align: justify;"&gt;Bem sucedida na prova, Psiquê voltava com a caixa contendo a beleza, quando resolveu abri-la. Imediatamente foi tomada de um profundo sono. Eros, que a procurava, acordou-a, picando-a com a ponta de uma flecha. Em seguida, o deus do amor dirigiu-se ao Olimpo e pediu a Júpiter para esposar a mortal. Foi atendido, mas antes, era preciso que Psiquê recebesse o privilégio da imortalidade. O próprio Júpiter ofereceu ambrosia à jovem, tornando-a imortal. O casamento celebrou-se solenemente entre os deuses. Da união de Eros e Psiquê nasceu a Volúpia.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Dicionário de Mitologia Greco-Romana&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-4662730164830087207?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/4662730164830087207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=4662730164830087207' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/4662730164830087207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/4662730164830087207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2011/12/o-amor-que-nao-tem-rosto.html' title='o amor que não tem rosto'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-S4HEpS6zMzI/TvtJIcrwLaI/AAAAAAAAKis/RrbE_EwXBMs/s72-c/Eros%252Be%252BPsique+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-7210666102337189129</id><published>2011-12-27T16:04:00.000-02:00</published><updated>2011-12-27T16:04:00.342-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chile'/><title type='text'>Aimará</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Chile, em Aimará, idioma indígena, significa “Confins da Terra”. O Chile  é um  país com 4.500 quilômetros de comprimento e apenas  154 quilômetros de largura na sua parte mais estreita e 445 na parte mais larga.  Isto o deixa espremido entre os Andes  e o  Pacífico, tendo ao Norte o deserto de Atacama e a Sul os Glaciares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-eT7kzyPrNCY/TvoCT1aleMI/AAAAAAAAKhE/OMGzf_nXJjw/s1600/DSC07058.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="225" src="http://1.bp.blogspot.com/-eT7kzyPrNCY/TvoCT1aleMI/AAAAAAAAKhE/OMGzf_nXJjw/s400/DSC07058.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;Com cerca de 117.000 hectares de vinhas plantadas e mais de 100 vinícolas, o Chile é hoje o quinto maior exportador de vinhos, do mundo (perde para França, Itália, Espanha e Austrália).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-p30u6qWhX5g/TvoEhV4gg_I/AAAAAAAAKig/EEBVEBNpDGw/s1600/mapa-vinicola-chile-custom.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://3.bp.blogspot.com/-p30u6qWhX5g/TvoEhV4gg_I/AAAAAAAAKig/EEBVEBNpDGw/s640/mapa-vinicola-chile-custom.jpg" width="460" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;A produção vinícola do Chile é desenvolvida &amp;nbsp;basicamente em vales. Estas são imagens do Vale do Maipo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-YPPGLhSa5g4/TvoCAQpbPHI/AAAAAAAAKg4/ADGApNb8oek/s1600/DSC07071.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-YPPGLhSa5g4/TvoCAQpbPHI/AAAAAAAAKg4/ADGApNb8oek/s400/DSC07071.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7-i0z4kKbx8/TvoCvxtlvXI/AAAAAAAAKhQ/D3bG1MlWik8/s1600/DSC07072.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://2.bp.blogspot.com/-7-i0z4kKbx8/TvoCvxtlvXI/AAAAAAAAKhQ/D3bG1MlWik8/s640/DSC07072.JPG" width="480" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;...de nossa visita a Concha &amp;amp; Toro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Kn5eOxQTKHA/TvoC4kSLu1I/AAAAAAAAKhY/5L7-su18QIs/s1600/DSC07054.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-Kn5eOxQTKHA/TvoC4kSLu1I/AAAAAAAAKhY/5L7-su18QIs/s400/DSC07054.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-scIdcP-P_qw/TvoC7_iFQ1I/AAAAAAAAKhg/NxqJA_6Irb4/s1600/DSC07079.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-scIdcP-P_qw/TvoC7_iFQ1I/AAAAAAAAKhg/NxqJA_6Irb4/s400/DSC07079.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-A8LvZes03Iw/TvoC_Bp77bI/AAAAAAAAKho/cm1KiCoaOIs/s1600/DSC07080.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-A8LvZes03Iw/TvoC_Bp77bI/AAAAAAAAKho/cm1KiCoaOIs/s400/DSC07080.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-o9tCdWGHNpo/TvoDCFsOx1I/AAAAAAAAKhs/dfFKjNVztDM/s1600/DSC07083.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-o9tCdWGHNpo/TvoDCFsOx1I/AAAAAAAAKhs/dfFKjNVztDM/s400/DSC07083.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-kKKJ8pedoAY/TvoDFag-7tI/AAAAAAAAKh8/tDRu25bIkzk/s1600/DSC07101.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-kKKJ8pedoAY/TvoDFag-7tI/AAAAAAAAKh8/tDRu25bIkzk/s400/DSC07101.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-M3Qjm9rq5dw/TvoDLUULV-I/AAAAAAAAKiE/uhK7668G1qM/s1600/DSC07115.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-M3Qjm9rq5dw/TvoDLUULV-I/AAAAAAAAKiE/uhK7668G1qM/s400/DSC07115.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-N1Evaw9QxwE/TvoDYjog0fI/AAAAAAAAKiM/9EesmWERj7E/s1600/DSC07056.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-N1Evaw9QxwE/TvoDYjog0fI/AAAAAAAAKiM/9EesmWERj7E/s400/DSC07056.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Z7kcW7X87Os/TvoDcIe9zbI/AAAAAAAAKiU/Vn-4jRSaSzs/s1600/DSC07040.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/-Z7kcW7X87Os/TvoDcIe9zbI/AAAAAAAAKiU/Vn-4jRSaSzs/s400/DSC07040.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; font-size: large;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;tin-tin!!!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-7210666102337189129?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/7210666102337189129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=7210666102337189129' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/7210666102337189129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/7210666102337189129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2011/12/aimara.html' title='Aimará'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-eT7kzyPrNCY/TvoCT1aleMI/AAAAAAAAKhE/OMGzf_nXJjw/s72-c/DSC07058.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-2578832545768463609</id><published>2011-12-27T08:53:00.000-02:00</published><updated>2011-12-27T08:53:52.848-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>A década do desencanto</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PToZCzSxNiU/Tvmji6yH6-I/AAAAAAAAKek/LigAAEntC-c/s1600/vladimirsafatle.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="124" src="http://1.bp.blogspot.com/-PToZCzSxNiU/Tvmji6yH6-I/AAAAAAAAKek/LigAAEntC-c/s200/vladimirsafatle.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;"Cada época tem um afeto que lhe caracteriza.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Nos anos noventa, ele foi a euforia: marca de um mundo supostamente sem fronteiras, pós-ideológico e animado pelas promessas da globalização capitalista. Na primeira década do século 21 os ataques terroristas aos EUA conseguiram transformar o medo em afeto central da vida social. O discurso político reduziu-se a pregações, cada vez mais paranoicas, sobre segurança, perda de identidade e fim necessário da solidariedade social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;No entanto, 2011 começou com uma mudança fundamental na dimensão afetiva. Pois novos laços sociais paulatinamente apareceram levando em conta a força produtiva do desencanto. Este é um dado novo. Desde o final dos anos 70, as sociedades capitalistas não tinham mais o direito de acreditar na produtividade do desencanto. Fomos ensinados a ver, no desencanto, um afeto exclusivamente ligado aos fracassados, depressivos e ressentidos; nunca aos produtores de novas formas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Em "Suave é a Noite", Scott Fitzgerald apresenta um de seus personagens dizendo que sua segurança intacta era a marca de sua incompletude. Tal personagem nunca sentira a quebra de suas certezas, a desarticulação de seus valores, por isto ele continuava incompleto. Ele não tinha o desencanto necessário para explorar, sem medo, a plasticidade do novo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Os novos personagens que entraram em cena na política mundial a partir deste ano não têm esse problema. Aqueles que transformaram 2011 no ano das revoltas sabem que todo verdadeiro movimento sempre começa com a mesma frase: "Não acreditamos mais". Não acreditamos mais em suas promessas de desenvolvimento social, de resolução de conflitos dentro dos limites da democracia parlamentar, de consumo para todos. Sempre demora para que tal frase se transforme em um: "Agora sabemos o que queremos". Tal demora é o tempo que o desencanto exige para maturar sua produtividade. Como sempre, essa maturação chegará quando menos esperarmos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Mas todo acontecimento vem sempre acompanhado de um contra-acontecimento. Se o grande acontecimento de 2011 foi essa nova economia afetiva no campo político, o grande contra-acontecimento ocorreu na Grécia e na Itália: a expulsão dos políticos do centro de decisão em prol de meros estafetas do sistema financeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #0b5394; font-family: 'Courier New', Courier, monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Como se, de um lado, tivéssemos em marcha a dinâmica de reconstrução do político. De outro, sua anulação completa através da falácia gerencial de empregados do Goldman Sachs travestidos de primeiros-ministros. Estas são as duas vias às quais a década que agora nasce será confrontada".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;VLADIMIR SAFATLE&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1515985493414890174-2578832545768463609?l=zelinha-zelinha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/feeds/2578832545768463609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1515985493414890174&amp;postID=2578832545768463609' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/2578832545768463609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1515985493414890174/posts/default/2578832545768463609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://zelinha-zelinha.blogspot.com/2011/12/decada-do-desencanto.html' title='A década do desencanto'/><author><name>Uma certa idade...</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02710853390133423414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/-YczMmyMcMhY/TfiMeMEk8VI/AAAAAAAAJTY/0Xp29VCshwY/s220/mudarb.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-PToZCzSxNiU/Tvmji6yH6-I/AAAAAAAAKek/LigAAEntC-c/s72-c/vladimirsafatle.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1515985493414890174.post-8758739515975116480</id><published>2011-12-27T08:35:00.000-02:00</published><updated>2011-12-27T08:35:01.880-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='J.P. Coutinho'/><title type='text'>Expectativas extravagantes</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-MjxXXwUdKc4/Tvme-2oR9H
