julho 14, 2009
Hinos da França
Le 14 juillet en France ! Não hesite em clicar e escutar! O outro hino. Um hino ao amor...
julho 12, 2009
Leitoras
Da observação de ser o tema mulheres lendo recorrente na obra de alguns artistas veio o interesse em colecionar as imagens. Este adendo vem para esclarecer que ao fazer a montagem não achei que podia ser de interesse manter as legendas que identificavam os autores dos quadros. Mesmo porque, ao contrário do que pode parecer, este blog não tem o compromisso de ser informativo...
Assim, restou uma brincadeira: tentar descobrir...reconhecer...adivinhar...
Quem acertar qual é a 'leitora' do Botero ganha um beijo!
Cozinha sinfônica
"NAS RECEITAS , temos verbos para cores -alourar, dourar- e adjetivos para texturas e cheiros -cremosas, aveludadas, ásperas, acre, azedo, queimado, bispado. Para audição, bem, o assobio da água para o café fresco, engradado de garrafas chocalhando, pipocas estourando. A receita de frango da minha mãe era auditiva, havia que escutar o frango. "Depois de chiar três vezes, está na hora de colocar a água aos pouquinhos."
Já pensaram nas receitas como partituras? É claro que, pela manhã, qualquer coração esquenta ao ouvir o barulho das panelas, as tampas se entrechocando, tem alguém fazendo o café para você, huuuumm.
O preparo de uma refeição sempre foi uma sinfonia oficiada por uma cozinheira. Hoje, diríamos que é um rap eletrônico, juntando aos antigos instrumentos de percussão, mais o liquidificador, a batedeira, o exaustor, a panela de pressão, a geladeira (a geladeira aqui de casa tem um zunido constante), a campainha avisando que já deram dez minutos.
E o mais estranho é que por mais que a tecnologia nos ajude, e já não podemos viver sem ela, na cabeça de quase todo mundo existe a sinfonia rural, como uma música caipira enfronhada na alma, o crepitar do fogão a lenha, o borbulhar da água fervente, o martelar do bife, a mão do pilão ritmada.
E a cozinha dando para o terreiro, as galinhas ciscando, o galo cantando, o riacho correndo, o sapo coaxando, fogão estalando, cachorro latindo. E desses barulhos nos lembramos com saudade, o garfo batendo as claras, a faca sendo afiada, a pia gorgolejando estrepitosa e engolindo a água com sabão.
O canto do vendedor de rua, olha a laranja Bahia. O vendedor de beiju com a matraca, o afiador de facas, o periquito da sorte, o carrinho de sorvete. Continuaram o caminhão de pamonha. E pela graça de Deus ou de algum governante sensível, o "Pour Elise" do gás se extinguiu. Entraram o elevador, o exaustor, o liquidificador, o processador, o celular indescritível. Existiriam barulhos mais à altura do ser humano e outros que ultrapassam nossa capacidade auditiva e fazem mal?
Na verdade, há sempre ruído na cozinha, porque, apesar de os ingredientes estarem mortos, os cozinheiros estão vivíssimos. Senti isso na pele numa festa de 300 pessoas em que o palco no qual o violonista tocou era junto da cozinha.
Nem todo cuidado do mundo conseguiu evitar a separação dos talheres caindo juntos na pia para a lavagem, os pratos se amontoando e o pouco caso pelo silêncio. O silêncio sim, este galopando para a extinção, desconhecido de todos, como se tanto fizesse o barulho dos talheres e o som do violão, tudo do mesmo naipe.
E uma coisa aprendi nesses longos anos de bufê. Não há nenhum mal no silêncio, no trabalhar em silêncio. Rádio ligado no jogo meio fora da estação, conversas repetidas, gente falando muito alto. Não entendo desse assunto, mas imagino que todos esses barulhos altos e eletrônicos que infestam a cozinha e ainda vêm de fora para dentro, como os aviões, os helicópteros, os carros, não fazem bem ao gosto da farofa.
Claro que deve haver a possibilidade da recuperação do silêncio. É através dele que os sons vão nos surpreender com sua beleza ou escândalo. Vale a pena nos esforçarmos por uma cozinha afinada e, por que não, por uma cabeça e um mundo afinados?
Comecemos simplesmente por discernir os sons, saber escutar, saber calar, exercícios que talvez nos ensinem a recuperar essa arte ou engenharia perdida. E de caderninho na mão, anotando tudo".
NINA HORTA na FSP
Já pensaram nas receitas como partituras? É claro que, pela manhã, qualquer coração esquenta ao ouvir o barulho das panelas, as tampas se entrechocando, tem alguém fazendo o café para você, huuuumm.
O preparo de uma refeição sempre foi uma sinfonia oficiada por uma cozinheira. Hoje, diríamos que é um rap eletrônico, juntando aos antigos instrumentos de percussão, mais o liquidificador, a batedeira, o exaustor, a panela de pressão, a geladeira (a geladeira aqui de casa tem um zunido constante), a campainha avisando que já deram dez minutos.
E o mais estranho é que por mais que a tecnologia nos ajude, e já não podemos viver sem ela, na cabeça de quase todo mundo existe a sinfonia rural, como uma música caipira enfronhada na alma, o crepitar do fogão a lenha, o borbulhar da água fervente, o martelar do bife, a mão do pilão ritmada.
E a cozinha dando para o terreiro, as galinhas ciscando, o galo cantando, o riacho correndo, o sapo coaxando, fogão estalando, cachorro latindo. E desses barulhos nos lembramos com saudade, o garfo batendo as claras, a faca sendo afiada, a pia gorgolejando estrepitosa e engolindo a água com sabão.
O canto do vendedor de rua, olha a laranja Bahia. O vendedor de beiju com a matraca, o afiador de facas, o periquito da sorte, o carrinho de sorvete. Continuaram o caminhão de pamonha. E pela graça de Deus ou de algum governante sensível, o "Pour Elise" do gás se extinguiu. Entraram o elevador, o exaustor, o liquidificador, o processador, o celular indescritível. Existiriam barulhos mais à altura do ser humano e outros que ultrapassam nossa capacidade auditiva e fazem mal?
Na verdade, há sempre ruído na cozinha, porque, apesar de os ingredientes estarem mortos, os cozinheiros estão vivíssimos. Senti isso na pele numa festa de 300 pessoas em que o palco no qual o violonista tocou era junto da cozinha.
Nem todo cuidado do mundo conseguiu evitar a separação dos talheres caindo juntos na pia para a lavagem, os pratos se amontoando e o pouco caso pelo silêncio. O silêncio sim, este galopando para a extinção, desconhecido de todos, como se tanto fizesse o barulho dos talheres e o som do violão, tudo do mesmo naipe.
E uma coisa aprendi nesses longos anos de bufê. Não há nenhum mal no silêncio, no trabalhar em silêncio. Rádio ligado no jogo meio fora da estação, conversas repetidas, gente falando muito alto. Não entendo desse assunto, mas imagino que todos esses barulhos altos e eletrônicos que infestam a cozinha e ainda vêm de fora para dentro, como os aviões, os helicópteros, os carros, não fazem bem ao gosto da farofa.
Claro que deve haver a possibilidade da recuperação do silêncio. É através dele que os sons vão nos surpreender com sua beleza ou escândalo. Vale a pena nos esforçarmos por uma cozinha afinada e, por que não, por uma cabeça e um mundo afinados?
Comecemos simplesmente por discernir os sons, saber escutar, saber calar, exercícios que talvez nos ensinem a recuperar essa arte ou engenharia perdida. E de caderninho na mão, anotando tudo".
NINA HORTA na FSP
julho 11, 2009
a palavra e a publicidade
Se você busca a verdade, beba Heineken. A autenticidade está em fumar cigarros Winston. Comprar uma máquina Canon é pura rebeldia. Mas se deseja afirmar sua personalidade use um cartão Visa. E para ser um defensor do meio ambiente é espelhar-se no exemplo da Shell. O texto é de Eduardo Galeano no blog Carta Maior.
"Hoje em dia, a publicidade tem a seu cargo o dicionário da linguagem universal. Se ela, a publicidade, fosse Pinóquio, seu nariz daria várias voltas ao mundo.
“Busque a verdade”: a verdade está na cerveja Heineken.
“Você deve apreciar a autenticidade em todas suas formas”: a autenticidade fumega nos cigarros Winston.
Os tênis Converse são solidários e a nova câmara fotográfica da Canon se chama Rebelde: “Para que você mostre do que é capaz”.
No novo universo da computação, a empresa Oracle proclama a revolução: “A revolução está em nosso destino”. A Microsoft convida ao heroísmo: “Podemos ser heróis”. A Apple propõe a liberdade: “Pense diferente”.
Comendo hambúrgueres Burger King, você pode manifestar seu inconformismo: “Às vezes é preciso rasgar as regras”.
Contra a inibição, Kodak, que “fotografa sem limites”.
A resposta está nos cartões de crédito Diner's: “A resposta correta em qualquer idioma”. Os cartões Visa afirmam a personalidade: “Eu posso”.
Os automóveis Rover permitem que “você expresse sua potência”, e a empresa Ford gostaria que “a vida estivesse tão bem feita” quanto seu último modelo.
Não há melhor amiga da natureza do que a empresa petrolífera Shell: “Nossa prioridade é a proteção do meio ambiente”.
Os perfumes Givenchy dão eternidade; os perfumes dão eternidade; os perfumes Dior, evasão; os lenços Hermès, sonhos e lendas.
Que não sabe que a chispa da vida se acende para quem bebe Coca-Cola?
Se você quer saber, fotocópias Xerox, “para compartilhar o conhecimento”.
Contra a dúvida, os desodorantes Gillette: “Para você se sentir seguro de si mesmo”."
"Hoje em dia, a publicidade tem a seu cargo o dicionário da linguagem universal. Se ela, a publicidade, fosse Pinóquio, seu nariz daria várias voltas ao mundo.
“Busque a verdade”: a verdade está na cerveja Heineken.
“Você deve apreciar a autenticidade em todas suas formas”: a autenticidade fumega nos cigarros Winston.
Os tênis Converse são solidários e a nova câmara fotográfica da Canon se chama Rebelde: “Para que você mostre do que é capaz”.
No novo universo da computação, a empresa Oracle proclama a revolução: “A revolução está em nosso destino”. A Microsoft convida ao heroísmo: “Podemos ser heróis”. A Apple propõe a liberdade: “Pense diferente”.
Comendo hambúrgueres Burger King, você pode manifestar seu inconformismo: “Às vezes é preciso rasgar as regras”.
Contra a inibição, Kodak, que “fotografa sem limites”.
A resposta está nos cartões de crédito Diner's: “A resposta correta em qualquer idioma”. Os cartões Visa afirmam a personalidade: “Eu posso”.
Os automóveis Rover permitem que “você expresse sua potência”, e a empresa Ford gostaria que “a vida estivesse tão bem feita” quanto seu último modelo.
Não há melhor amiga da natureza do que a empresa petrolífera Shell: “Nossa prioridade é a proteção do meio ambiente”.
Os perfumes Givenchy dão eternidade; os perfumes dão eternidade; os perfumes Dior, evasão; os lenços Hermès, sonhos e lendas.
Que não sabe que a chispa da vida se acende para quem bebe Coca-Cola?
Se você quer saber, fotocópias Xerox, “para compartilhar o conhecimento”.
Contra a dúvida, os desodorantes Gillette: “Para você se sentir seguro de si mesmo”."
Enquanto fazemos poesia
"UMA VEZ PARTICIPEI de uma mesa redonda em Póvoa de Varzim, no norte de Portugal, em que se discutiu a proposição "Enquanto fazemos poesia não partimos". Trata-se de uma sentença de Hermann Broch, que se encontra no romance "A Morte de Virgílio". Mas ela foi apresentada descontextualizada, de modo que cada qual podia interpretá-la como quisesse. O importante era que essa interpretação pessoal revelasse algo da concepção de poesia de cada um. Foi, de fato, o que ocorreu.
Quanto a mim, concordo com a tese de que "enquanto fazemos poesia não partimos". No contexto em que essa frase se encontra, percebe-se que Broch lamentava o fato de não partirmos quando fazemos poesia, como se dissesse: "Quando fazemos poesia, não chegamos a partir". Pois bem, ao contrário dele, penso que o fato de não partir é exatamente o que faz da poesia o que ela é: uma das dimensões insubstituíveis e, segundo penso, supremas, da experiência humana. Na verdade, creio que não é somente quando fazemos poesia, mas, principalmente, quando a lemos, que não partimos.
Partir quer dizer dividir em partes, separar as partes: e é da noção de separação que vem o sentido de ir embora.
..............
Normalmente, não damos atenção a objetos que não servem para nada. Por que damos atenção a um poema enquanto poema? Coube a Kant responder a essa pergunta, descrever a beleza como uma finalidade sem fim. O poema enquanto poema é um objeto no qual reconhecemos a forma da finalidade sem, entretanto, reconhecermos o fim, a função que daria o seu conceito. Por isso mesmo, o poema enquanto poema é um objeto que, como diz Kant das ideias estéticas, "constitui uma apresentação da imaginação que dá muita ocasião ao pensamento, sem que nenhum pensamento determinado, nenhum conceito, possa ser-lhe apropriado e que, consequentemente, não é completamente alcançável ou tornado inteligível por nenhuma linguagem".
Sob o domínio da imaginação, o poema provoca o que o autor de "A Crítica do Juízo" chama de livre jogo entre as faculdades do conhecimento: trata-se de um objeto da língua ao qual voltamos, não por razões pragmáticas, mas estéticas, como voltamos a contemplar um quadro ou uma escultura.
Mas um poema é um objeto especial também em outro sentido, evidentemente ligado a esse primeiro. Ocorre que ler um poema é como mergulhar nele em pensamento. O poema é objeto e pensamento ao mesmo tempo. E, ao contrário do que ocorre nos não poemas, no poema não é possível separar o objeto do pensamento ou do sujeito do pensamento. Aquilo que pensa no poema é também a sua materialidade linguística: não apenas os seus significados convencionais, mas os seus significantes: e os significados não se separam, no poema, dos significantes. Nada, nele, se separa de nada; nada se parte; nada parte.
É nesse sentido que eu diria que, enquanto fazemos ou lemos poesia, não partimos".
ANTONIO CICERO (trecho de sua coluna da FSP de hoje)
Quanto a mim, concordo com a tese de que "enquanto fazemos poesia não partimos". No contexto em que essa frase se encontra, percebe-se que Broch lamentava o fato de não partirmos quando fazemos poesia, como se dissesse: "Quando fazemos poesia, não chegamos a partir". Pois bem, ao contrário dele, penso que o fato de não partir é exatamente o que faz da poesia o que ela é: uma das dimensões insubstituíveis e, segundo penso, supremas, da experiência humana. Na verdade, creio que não é somente quando fazemos poesia, mas, principalmente, quando a lemos, que não partimos.
Partir quer dizer dividir em partes, separar as partes: e é da noção de separação que vem o sentido de ir embora.
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Normalmente, não damos atenção a objetos que não servem para nada. Por que damos atenção a um poema enquanto poema? Coube a Kant responder a essa pergunta, descrever a beleza como uma finalidade sem fim. O poema enquanto poema é um objeto no qual reconhecemos a forma da finalidade sem, entretanto, reconhecermos o fim, a função que daria o seu conceito. Por isso mesmo, o poema enquanto poema é um objeto que, como diz Kant das ideias estéticas, "constitui uma apresentação da imaginação que dá muita ocasião ao pensamento, sem que nenhum pensamento determinado, nenhum conceito, possa ser-lhe apropriado e que, consequentemente, não é completamente alcançável ou tornado inteligível por nenhuma linguagem".
Sob o domínio da imaginação, o poema provoca o que o autor de "A Crítica do Juízo" chama de livre jogo entre as faculdades do conhecimento: trata-se de um objeto da língua ao qual voltamos, não por razões pragmáticas, mas estéticas, como voltamos a contemplar um quadro ou uma escultura.
Mas um poema é um objeto especial também em outro sentido, evidentemente ligado a esse primeiro. Ocorre que ler um poema é como mergulhar nele em pensamento. O poema é objeto e pensamento ao mesmo tempo. E, ao contrário do que ocorre nos não poemas, no poema não é possível separar o objeto do pensamento ou do sujeito do pensamento. Aquilo que pensa no poema é também a sua materialidade linguística: não apenas os seus significados convencionais, mas os seus significantes: e os significados não se separam, no poema, dos significantes. Nada, nele, se separa de nada; nada se parte; nada parte.
É nesse sentido que eu diria que, enquanto fazemos ou lemos poesia, não partimos".
ANTONIO CICERO (trecho de sua coluna da FSP de hoje)
Grávidas

Vi esta foto uns tres meses depois de ela haver sido publicada. Ilustrava a notícia de que estas duas mulheres iam ser mães: uma delas cedeu o óvulo que, uma vez fecundado, foi introduzido na sua companheira. A criança já deve ter nascido. Não fiquei sabendo como registraram o fruto deste amor maior.
A eternidade das paixões
Enfim foi descoberto o segredo da paixão eterna!!!!É a ativação de um circuito na área tegmentar ventral, uma região do mesencéfalo, no meio da cabeça. Não soa nem um pouco romântico, mas essa descoberta de cientistas de duas universidades americanas, pode ajudar a entender por que alguns relacionamentos duram tanto e outros tão pouco. A área tegmentar ventral é acionada quando algo nos dá prazer. Os pesquisadores detectaram em imagens computadorizadas um pequeno ponto de luz, indicador desse circuito cerebral em atividade, nas pessoas que têm relacionamentos estáveis há pelo menos duas décadas. Pode ser a prova de que não é uma ilusão a paixão que permanece tão intensa quanto no primeiro dia. Mas não basta entender, o próximo passo deveria ser tratar e curar tantos mesencéfalos avariados que circulam por aí. Inclusive o meu!
Combinações
Cheguei a conclusão de que minha avó era natureba! Pois. Ela nunca comeu enlatados, embutidos nem congelados. É possível que não tenha morrido (aos 103 anos), sem saber a diferença entre light e diet por que era muito antenada. Não é à toa que uma linha de nutrólogos (ou seriam nutricionistas?) está aconselhando: “ não coma nada que sua avó não reconheceria como comida” . É do que me lembro sempre que estou diante de um saquinho de sopa que virou pó e depois vai retornar a ser sopa! Depois que inventaram que certos alimentos são “funcionais”, estamos às voltas com este combate a um inimigo chamado “radical livre”. Nunca soube de que, nem de quem, mas ele é 'livre'. Vai ver é livre para nos atacar: não mata mas envelhece! O que, no frigir dos ovos - que deixou de ser vilão - é a mesma coisa. Falam de radicais com uma familiaridade, como se o conhecessem muito, enquanto eu não faço e menor idéia de quem seja (“por favor não me apresentem, já conheço muita gente", diria um amigo).
Ao mesmo tempo, somos levadas a ingerir tudo que dizem ser “antioxidante”. O que tem me levado a pensar que seja algo que atua no sentido de que a gente não “ enferruje”. Enferrujar ou oxidar não seriam a mesma coisa? É quase certo que esteja errada, mas prefiro permanecer na minha santa ignorância. Esta cabeça, além de não comportar tanta informação, cuida de não deixar “apagar” o que já tem dentro dela. A propósito de alimentos e esquecimento, me contaram que pimentão é muito bom para a memória. A gente come e passa tres dias se lembrando. Por conta da má digestão....rsrsrsr
Em último caso, recorre-se google, se ele não se acabar antes. Como o mundo andava meio fraco em matéria de desgraças, circulou ontem que estaria havendo uma 'guerra cibernética' entre os EUA e uma das Coreias (não sei qual delas é a “ do mal”). Voltei a lembrar de minha avó e se faria algum sentido para ela esta versão de fim do mundo....
Voltando às comidas, a regra é que para ser “saudável”, não basta ingerir os alimentos certos, temos que saber combiná-los a fim de que os efeitos benéficos de uns não sejam reduzidos ou mal aproveitados.
“Não basta escolher alimentos ricos em certos nutrientes para garantir que eles fiquem à disposição do corpo. Tem que haver as combinações. Alguns nutrientes fazem boas duplas enquanto outras podem prejudicar ou desfavorecer o aproveitamento.“
Espero que consigam ver tudo bonitinho aí no quadros. Os mitos acerca de combinação de alimentos ficam para outra hora....
Ao mesmo tempo, somos levadas a ingerir tudo que dizem ser “antioxidante”. O que tem me levado a pensar que seja algo que atua no sentido de que a gente não “ enferruje”. Enferrujar ou oxidar não seriam a mesma coisa? É quase certo que esteja errada, mas prefiro permanecer na minha santa ignorância. Esta cabeça, além de não comportar tanta informação, cuida de não deixar “apagar” o que já tem dentro dela. A propósito de alimentos e esquecimento, me contaram que pimentão é muito bom para a memória. A gente come e passa tres dias se lembrando. Por conta da má digestão....rsrsrsr
Em último caso, recorre-se google, se ele não se acabar antes. Como o mundo andava meio fraco em matéria de desgraças, circulou ontem que estaria havendo uma 'guerra cibernética' entre os EUA e uma das Coreias (não sei qual delas é a “ do mal”). Voltei a lembrar de minha avó e se faria algum sentido para ela esta versão de fim do mundo....
Voltando às comidas, a regra é que para ser “saudável”, não basta ingerir os alimentos certos, temos que saber combiná-los a fim de que os efeitos benéficos de uns não sejam reduzidos ou mal aproveitados.
“Não basta escolher alimentos ricos em certos nutrientes para garantir que eles fiquem à disposição do corpo. Tem que haver as combinações. Alguns nutrientes fazem boas duplas enquanto outras podem prejudicar ou desfavorecer o aproveitamento.“
Espero que consigam ver tudo bonitinho aí no quadros. Os mitos acerca de combinação de alimentos ficam para outra hora....
julho 09, 2009
Rebelião

Uma muito jovem estlista francesa inspriou-se na sua avó de 82 anos para criar a grife The Old Ladies Rebellion que foi mostrada em Londres e Paris, em desfiles por modelos entre 60 e 80 anos. Todas lindas e chiques, o que inclui cabelos brancos, rugas e até uma bengala de vez em quando, desconstruindo um paradigma de que a beleza só pertence aos jovens. Veja o desfile completo clicando no título.Com o crescimento da populações de velhinhos (segundo o IBGE um quinto da população dentro de 40 anos) o mundo todo vai ter que aprender a lidar com os efeitos da passagem do tempo pois esta gente não vai querer ficar à margem. Segundo meu geriatra, a velhice começa aos 80.Portanto meninas, nada de saias abaixo dos joelhos, chinelos baixinhos e calçolas bege....

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