junho 24, 2009

Bach in Brazil - Camerata Brazil



Este CD maravilhoso atravessou o oceano duas vezes: uma para ir e outra para voltar de Portugal. Recebi de presente de um amigo querido na semana passada e foi a "trilha sonora" que embalou a minha viagem à Curitiba. No tempo do vinil se dizia que alguém quase "fura o disco" de tanto que ouviu. Foi o caso. Neste momento ele está a caminho de Fortaleza, onde estará à minha espera. Coloquei o link do cliquemusic que vc. acessa pelo título desta postagem e pode ouvir um pouco de cada uma das outras músicas que compõem o disco. Só um gostinho de tudo que ele tem de bom!

Fragmentos

junho 23, 2009

Foulard

Dicas de como usar lenço de forma bem chic, ainda que não seja um Hermés. Uma das tarefas que considero das mais difíceis e que as francesas BCBG (pronuncia-se bêcêbêgê), que não ligam para modismos e detestam vulgaridade, dominam com muita maestria e naturalidade. A propósito esta expressão, que reune as iniciais de Bon Chic Bon Genre, está se tornando pejorativa e vem sendo empregada no sentido de burguesa boba e sem imaginação. Sem contar as novas versões engraçadas como beau cul belle gueule (bela bunda bela cara) e beau chequier beau gosse (belo cheque belo rapaz). Mas isto já é outra estória. As imagens reduzidas não permitem ver bem os detalhes de como usar o lenço, mas clicando no título são visíveis imagens em tamanhos maiores. Se tiver tempo, dê um passeio na Hermés e veja a beleza.






Privacidade Zero

No fim do ano passado perdi (ou roubaram) o meu celular. Com ele, se foi minha agenda, mensagens, (as de natal ainda não respondidas), fotos e músicas. Minha avó não acreditaria.Naquela coisinha minúscula tinha tudo isto e também um telefone! Na véspera, o meu contrato de fidelidade tinha completado um ano, o que me daria direito à troca por outro mais completo (que tivesse rádio!). Cancelei no momento em que dei pela falta e no dia seguinte fui fazer a substituição. Começou que fiquei com o mesmo número, apesar de o chip ser outro. Se era possível, ótimo!!! Pouco a pouco fui refazendo a minha agenda. Cada dia (na praia), ia fazendo um pouco a partir da agenda de papel de que nunca me desfiz. Uma trabalheira, mas tudo podia ser pior.... E foi. Um belo dia, sem que soubesse como, nem porque, na minha agenda os telefone estavam duplicados. A diferença é que os “novos” traziam o código da operadora, o que é só um detalhe. Mas não ficou por aí. Mais tarde, apareceram os arquivos que acreditava terem desaparecido com o aparelho extraviado. E mais. Vieram as mensagens que me foram enviadas entre o momento do extravio/ cancelamento e a aquisição do novo aparelho. Para isto também não encontrei explicação....O que se pode concluir é que as empresas de telefonia armazenam nossos dados pessoais. E, naquela ciscunstância, eles me foram devolvidos.... Sem contar que a operadora sabe sempre onde estamos. Cada vez que mudei de país, recebi um torpedo da operadora dizendo que estava comigo em .....
As empresas de cartão de crédito também seguem o nosso rastro. Aconteceu de sair de Curitiba pela manhã, abastecer o carro, almoçar pelo meio do caminho e fazer compras em outra cidade. Chegando em Floripa no mesmo dia, recebi uma ligação do cartão de crédito pedindo a confirmação de que eu tinha passado em tal e tal cidade e se estava em Florianópolis, onde tinha jantado. Não sei se “controlam” aleatoriamente, o certo é que aquele foi o meu dia de ser monitorada. Foi como se usando o cartão eu tivesse deixado pegadas. “Para minha segurança e proteção” eles precisavam confirmar a minha passagem por aqueles locais. Não perdi o sono por isto. É como funciona o mundo e é nele que estou vivendo. Mas não tenho dúvida de que nossos padrões e hábitos de consumo alimentam um banco de dados valioso. É provável que saibam se, e quando, irei viajar novamente e para onde. Devem saber, por exemplo, que não frequento motéis, não uso roupa de grife, não fiz uma plástica e que não tenho idade para encarar uma troca de senha. Isto não!
Na internet, por sua vez, o Google seria quem mais vasculha nossos movimentos. E vai mais longe: censura! Um blog muito interessante, crítico e criativo, que faz parte da minha lista (veja no pé da página), teve o seu nome suprimido e substituído por uma advertência. Isto porque algum hipócrita, que deve ler o blog todo dia mordendo os dedos de inveja, denunciou. Ao acessar o blog aparece:"Alguns leitores deste blog entraram em contato com o Google porque acreditam que o conteúdo do blog é questionável. Em geral, o Google não revisa nem endossa o conteúdo deste ou de qualquer outro..." E pergunta se a gente quer continuar. Pode e deve continuar! A censura ao blog não tem qualquer fundamento. Enquanto isto, pornografia, pedofilia e um monte de lixo que a estupidez humana não cansa de produzir, circula livremente na web. O Google ocupa o primeiro lugar entre as empresas que mais coletam dados sobre as nossas atividades online e que utilizam os dados sobre nossos comportamentos para transformá-los em conhecimento e informação estratégica em várias áreas: política, medicina, relacionamento e até segurança nacional.
Responder tudo que a gente quer saber não ia mesmo sair de graça...

junho 22, 2009

Escolas sem armário


Escolas sem armário” é o lema da Parada Gay de Madri que acontecerá em 04 de julho. Num país como a Espanha em que as leis permitem casamento entre pessoas do mesmo sexo, adoção de menores por casais gays, ajuda aos transexuais para mudança de sexo -os gays agora pretendem provocar uma revolução nas salas de aula. Exigem mudanças no sistema educativo para incluir nas escolas disciplinas ou temáticas que abordem a homossexualidade. A organização do evento usou como referência relatórios que concluíram que a discriminação contra menores de idade gays provoca marginalidade, problemas de saúde e até abandono escolar. O informe sobre homofobia e discriminação na União Europeia, divulgado em março de 2009 pela Agência Europeia de Direitos Fundamentais, mostrou exemplos de rejeição nos colégios onde alunos são ridicularizados, marginalizados e perseguidos por causa de sua orientação sexual. Segundo a pesquisa feita em 18 países da UE, existe uma “situação de isolamento dos estudantes gays” e os professores “raramente são treinados, preparados ou inclinados a discutir sobre o tema da sexualidade”. O relatório indicou ainda que há instituições religiosas e esportivas em que o tema homossexualidade é um assunto tratado como tabu. O poeta espanhol Federico García Lorca, assassinado durante a guerra civil espanhola, acusado de ser subversivo e homossexual, será o homenageado da parada gay deste ano, “porque sua condição de homossexual marcou sua vida, obra e morte . Durante décadas, essa opção sexual foi invisível para muita gente, não aparecia em nenhuma biografia. O que fazemos agora é uma reparação histórica porque o mundo precisa de referências como ele.”
Do site da BBC.

ANTÍGONA


"QUANDO NASCI, minha mãe deu à luz gêmeos: eu e meu irmão, o medo". Hobbes teria dito isso. Sofro deste sentimento. Tenho muitos medos. Um deles é bem moderno: o medo de não ter os preconceitos corretos. Quais seriam estes? Ora, repito o óbvio: contra o cristianismo, contra brancos heterossexuais, contra os EUA.
Assim como normalmente a "perua" é a mulher de saia curta que não é nossa amiga, "reacionários" são os que ousam discordar das nossas tiranias de estimação.
Às vezes me pergunto: afinal de contas, por que supor que se você for negro você será essencialmente mais justo? Ou se você for homossexual, você será essencialmente mais democrático? Por que travestis ou transexuais merecem ter silicone e cirurgias "de graça", enquanto diabéticos e pacientes renais morrem em filas?
Perguntas que não devem ser feitas à mesa de "pessoas de bem" no teatro ridículo da democracia contemporânea. Um bom exemplo é o culto ao "jovem". Por que supor que movimentos de jovens são sempre "coisas do bem"?
O "jovem" não é propriamente uma invenção do século 20. Quando pensamos em "jovens", temos em mente os jovens protestando nas ruas nos anos 60: hippies contra a guerra do Vietnã nos EUA, parisienses armando "barricadas do desejo" em maio de 68. Tanto num caso como no outro, ao final, todos voltaram pra casa, pedindo mesada ou procurando emprego. E por quê? Porque deixaram de ter 18 anos, tiveram filhos e contas a pagar. Mas esta não é toda a história, há mais do que isso, e esta história começa bem antes desses "espetáculos", que nos legaram calças jeans e sexo livre, supostamente de maior qualidade.
O que é esse "jovem"? Figura originariamente romântica (século 19), o "jovem" nasce da ideia falsa de que exista um "gênio" específico no jovem (pessoas de mais ou menos 15 a 25 anos) que o diferencie moralmente e politicamente do resto da humanidade. Não acho que pessoas de 15 a 25 anos tenham nenhuma reserva moral ou política: são capazes de agir de má fé como todo mundo.
Seu comportamento não guarda nenhuma evidência de boa qualidade em si, podem cometer atos de opressão e manipulação como qualquer outra pessoa.
Não acredito no "jovem". A forma mais certa de trairmos os mais jovens é deixá-los crer no "jovem". Outra forma é tomar suas ideias e movimentos políticos e sociais como sinônimos evidentes "de um mundo melhor". Seja como for, estes movimentos não são necessariamente defensores da liberdade.
Exemplos banais de como movimentos estudantis oprimem seus colegas e manipulam opiniões e esmagam diferenças enchem as páginas da paisagem histórica.
Ainda no século 19, o escritor russo Turguêniev, em seu livro "Pais e Filhos", imortalizou a imagem do jovem arrogante e cruel em seu estudante Bazarov, exemplo do jovem niilista russo, capaz de destruir tudo em nome de seu autoritarismo libertário e científico -ainda que Bazarov, ao final, tenha o destino comum de muitos homens, o de ser derrotado pelo amor não correspondido de uma mulher.
Sabemos que movimentos estudantis aderiram aos fascismos modernos, perseguindo colegas e professores nas universidades europeias em nome da "nova saúde política". Assim sendo, pergunto: por que devemos aceitar que exista uma "razão da idade" que faz alguém mais confiável só porque nasceu em 1990? A culpa, na maioria das vezes, é de seus professores (quando não dos pais que aderem a desculpas "da ciência da psicologia" para sua preguiça), muitas vezes pessoas amargas, orgulhosas e um tanto decadentes, que de dentro da sala de aula recriam um mundo à luz de suas pequenas manias teóricas.
Alguns dizem por aí que devemos "reformar a educação"; eu acho que a educação não funciona mesmo, por isso que a moda da "nova educação" sempre pega. Às vezes, milagres (gotas de consciência) ocorrem a partir da leitura de um livro ou da fala de um colega ou de uma professora, e normalmente estes milagres revisitam eternos dramas, por exemplo, o de Caim e Abel (a velha inveja) ou o de Antígona e Creonte (devemos ouvir a voz da consciência ou sucumbir ao medo da lei da polis?).
Sei que posso ser acusado de anti-intelectualista. Que assim o seja.
Prefiro me ver como aquilo que se chamava de "um homem de letras", pequeno herdeiro de uma grande tradição que reúne a Bíblia e os gregos como seus ancestrais, que tudo deve a eles, e que pouco ou nada sabe além deles.
"

LUIZ FELIPE PONDÉ na FSP de hoje

junho 21, 2009

O Pão Quotidiano

Em consideração aos amigos fumantes nunca menciono o quanto o cheiro/fumaça de cigarro me desagrada . Se preciso, sento ao lado deles e, em solidariedade, já saí de ambientes em que vigora a proibição de fumar para fazer-lhes companhia lá fora. Já cheguei a comprar briga numa confeitaria que não permitia cigarro, nem no terraço, e na entrada não havia nenhum aviso neste sentido. Felizmente, pouco a pouco, quase todos estão se libertando. Mas na França, apesar de todas as campanhas, leis restritivas e do preço do cigarro ser quase o de um prato de comida, se tem a impressão de que o número de fumantes não diminui. Lá tem ainda aqueles que carregam um kit (tabaco e bloquinho de papel) e adotam o “enrole você mesmo”. Vai ver fica mais barato.
O curioso e, mais do que isto, contraditório é que, não abrindo mão do fumacê e suas desastrosas consequências, supervalorizam os produtos da agricultura orgânica, a que se referem como “biô”. Tudo que é produto bio alardeia esta qualidade e atrai muitos consumidores.
Aqui no Brasil, os produtos orgânicos ainda são raros e nem sempre confiáveis (como aliás quase tudo), mas a proposta é saudável e simpática como o Le Pain Quotidien , esta rede de franquias que tem cara de mercearia antiga, com suas prateleiras de produtos regionais (pães, azeite de oliva, confiture et pâte) e grandes mesas (em madeira reciclada), em torno das quais velhos conhecidos ou mesmo estranhos se encontram para comer. O espírito é pegue um lugar perto de seu novo vizinho e compartilhe la pâte a tartiner , lembrando- se de que mesmo no coração da cidade nós formamos uma família. O Le Pain Quotidien a gente encontra nos vários endereços aí do lado.(Uma observação para meus botôes: este restaurante que existe no mundo inteiro (clique no título), teria o seu maior fracasso em Curitiba...)





A tapenade (mais acima),como diz um amigo, é "para comer de joelhos"!

Paço da Liberdade em Curitiba

Após muitos meses, retornei esta semana que passou à Curitiba (negócios...).Fiquei menos de 24 horas, mas dei um jeito de ir ao centro, mais precisamente, à Praça Generoso Marques onde se encontra a minha loja de lãs preferida. Qual não foi a surpresa! A restauração do Paço da Liberdade enfim havia sido concluída. A reinauguração ocorreu em março, na festa do aniversário da cidade. A restauração foi resultado de uma parceria entre a Prefeitura e o Sesc/Senac que ali instalou o seu centro de atividades: biblioteca e livraria, centro de acesso livre à internet, estúdio de gravação para bandas paranaenses, Café do Paço,sala para apresentações musicais e teatrais,laboratório de artes eletrônicas, sala para exibição de vídeos e cinema, além de mostras paralelas e produções paranaenses e sala de aula para cursos na área de artes. E pensar por quantos anos esteve abandonado!!!





Saiba mais clicando no título.

junho 20, 2009

F u c s i a s

"Uma obra de arte é tão inútil quanto uma flor. Uma flor desabrocha por sua própria alegria. Ganhamos um momento de alegria olhando para ela. É tudo que pode ser dito sobre nossa relação com as flores." (O.Wilde)



Clique no título para acessar o blog moniquetdany de onde vieram as flores.

M o n t r a s

Montras é o termo que nossos amigos lusos usam para vitrines. Ainda bem que não se transmitiu para nós. Vitrine me parece bem melhor. OLHAR VITRINES! A expressão em frances para esta prática de que quase todo mundo gosta é faire du lèche-vitrines que seria "lamber vitrines". Este é o resultado das lambidas que andamos fazendo em quase tudo. Daí os reflexos quase sempre presentes nas fotos.

junho 19, 2009

La Gioconda

Mesmo antes de o códigodavinci tranformar o Louvre em filial da disneylândia, a Mona Lisa já causava o mesmo frenesi de hoje. Milhares de pessoas se acotovelam, diariamente, em frente ao quadro, para tirar fotos sem dar a mínima para a placa (em idiomas diversos) avisando que "é proibido fotografar". A sanha de fotografar parece mais acirrada ao constatarem ser o quadro daquele tamainho. Ninguém parece acreditar: “ Só isto?" E tome flashes! Quando alguém que não pretende demorar muito vai visitar o Louvre, o conselho que dou é um só : siga os japas ! Eles entram cegos em direção à Mona Lisa, disparam trocentas fotos, viram-se e vão embora com aquele sorriso mais indecifrável do que o da fotografada.

Vejam como a Mona Lisa não sai da moda. Os italianos que não tem o quadro original promovem (na Toscana, até 30 de setembro) a mostra Joconde - Da Monna Lisa alla Gioconda Nuda. Um dos destaques da exposição no Museu Ideale Leonardo Da Vinci é um retrato de uma mulher nua, com as mãos cruzadas, de olhar delicado e sorriso tímido que se assemelha ao quadro mais famoso do pintor Leonardo da Vinci. A mostra tem pinturas e desenhos do século 16 ao século 20 e peças de arte contemporânea dedicada ao fenômeno que ficou conhecido por "Leonardismo" (ou "Giocondologia") e retrata como o quadro Mona Lisa tornou-se um ícone mundial da literatura, design gráfico e internet. Nesta montagem juntei, além das monalisas nuas do site da BBC, todas as do meu arquivo (Dali, Botero, etc).

I B I R A P U E R A

O Ibirapuera é o maior parque urbano da cidade de São Paulo. Além de uma grande área de lazer, jogging e caminhadas nele se encontra um centro de convenções, prédios projetados por Niemeyer e projetos paisagísticos de Burle Marx . A sua importância para São Paulo é comparável a do Central Park para Nova York.

RECEBI este slide show assim prontinho de minha amiga paulistana Sonia Scaquetti que acompanha o blog, ama Sampa e é andarilha neste parque que poucos realmente conhecem e que o seu olhar sensível soube captar tão bem. Adorei! Obrigada.

Casa de Bonecas

Escolher para onde ir, o que fazer e com quem. Não abro mão disto por nada. Viajar não começa quando se sai de casa para o aeroporto. O prazer começa muito antes... É certo que nem todo mundo concorda com isto e não faço o menor esforço para ser compreendida. Desde o meu retorno, além de ouvir "da próxima vez irei contigo", de quem não faz a menor idéia do que foi, onde estive, o que fiz ou aconteceu, tenho recebido pedidos de roteiros. Um deles me diz "pretendo passar uns quinze dias entre Lisboa, Paris, Londres e Berlim... monte minha viagem". E não é por nunca ter ido à Berlim, dentre outras coisas que não sei, é que insisto em serem estas escolhas muito pessoais.Ocorrem-me algumas indagações: por que viajar? o que faz alguém querer sair da sua zona de conforto e segurança para encarar o desafio do novo, do desconhecido, estranho e, não raramente, hostil mundo lá fora? quais são as motivações? serão elas grandes o suficiente? Conheço quem não tem a menor vontade. E daí? Por que ter que viajar? Se disserem que viajar é bom, não acredite. Não é verdade. É preciso que você traga dentro de si uma vontade imensa de algo indizível ...
Se for para viajar pelo prazer de mero deslocamento geográfico, mudança de paisagem, sair da frente da televisão nem que seja para continuar vendo o que querem que você veja, fazer o que foi devidamente planejado e que, de preferência, o afaste o mínimo dos seus hábitos, inclusive os alimentares ou outros carinhosamente cultivados ao longo da vida, pegue uma excursão. Tem a vantagem adicional de não ter que pensar. Imagine o que é sair por aí (não precisa nem saber exatamente para onde), sem ter que se preocupar com horários, roteiros, traslados, reservas, mapas ou cardápios. E ainda ter a garantia de que retorna tal como foi, não fosse o valor da fatura do cartão de crédito e aquelas fotografias de lugares que você nem reconhece. E o melhor: ter sempre um guia, para quem se pode reclamar seja do que for. Afinal se está pagando para que? Viajar para se estressar não vale a pena!

Mas não era sobre isto que ia escrever. Queria apenas dizer que nesta troca de dicas que se estabelece entre os viajeiros, recebi esta de uma amiga e queria repassar.
Este pequeno restaurante está situado na bela Ile Saint-Louis, o nome é uma homenagem a Blanche de Castille. O AUBERGE DE LA REINE BLANCHE tem uma decoração das mais insólitas e que parece fazer muitos anos que não é mexida: às paredes estão coladas uma coleção de móveis antigos para casa de bonecas!!! De cozinha tradicional: coq au vin, canard à l' orange, cotes d'agneaux grillées aux herbes de Provence, diante de camas, armários e comodas em miniaturas ...A espera (se tiver que acontecer, chegamos cinco minutos antes da hora) é fora mesmo, na calçadinha estreita. Anote aí, é uma boa!