maio 18, 2009

Sobre homens e cabelo

Nunca ninguém explicou tão bem! 'HOMEM TEM QUE SER TRATADO IGUAL CABELO!'
Num dia a gente prende, no outro solta, num dia a gente alisa, no outro enrola. Dá uma cortada quando precisa.Numa semana a gente amacia, na outra é só jogar de lado e ele fica ótimo!
Fala a verdade...Cabelo dá trabalho...
Mas que mulher consegue viver careca?

Comédia de época


No original Easy Vertue, aqui Un mariage de rêve é uma inspirada comédia que se passa nos anos 30, com um humor à froid (como dizem aqui) 100% ingles, cheio de réplicas cortantes e gags burlescas, que privilegia os detalhes do lindo cenário de uma casa de campo inglesa. Bonito desde as imagens e música da abertura, termina com um belo e dramático tango, que amarra bem o seu final. Un rêve!

maio 17, 2009

Sobre pães e outras

Um povo que come pão no café da manhã, no almoço e no jantar tem mesmo que valorizar os seus artisans boulangers . La Ville de Paris promove todo ano o Grand Prix de la Baguette e premia com 4000 euros o vencedor. A festa acontece em março e este ano o vencedor foi Franck Tombarel de 38 anos que, além de boulanger, é pâtissier no Le Grenier de Félix.
O pão é festejado por toda a França numa festa que acontece no meio do mês de maio. Segundo eles, a idéia é “ fazer 7 dias de honras a este produto são, natural e que acompanha, cotidianamente, cada uma de nossas refeições”. Assim, a Fête du Pain começa na segunda feira que precede o dia 16 de maio, dia de Saint-Honoré , patrono dos padeiros, e termina no domingo seguinte . Este ano o evento acontece entre os dias 11 e 17. Cada padeiro põe cartazes anunciando sua participação e anima sua padaria ao seu gosto: faz promoções, degustações, visitas aos fornos, confecção de uma especialidade...
O pão daqui tem qualidades nutricionais excepcionais. Um estudo sobre a sua composição nutricional recomenda o consumo diário de 250 gr em média. Os nutricionistas aconselham aumentar o consumo dos glicidios complexos, contidos no pão, para evitar a obesidade. O consumo da quantidade recomendada de pão (na França) por dia retarda o retorno da sensação de fome e, sem nos darmos conta, diminuimos o consumo de açucar e gorduras!
Ah! tem mais uma coisa. Aqui, não é qualquer pessoa que pode ser chamado “boulanger” nem qualquer venda de pão pode ser considerada padaria. O uso do nome é regulamentado e só pode ser utilizado por quem é profissional e assegura a fabricação tradicional do pão no mesmo lugar da venda.
Ainda no tema padaria: quando estou na fila (que anda rapidissima) fico escutando aquele festival de “bonjour”, “merci”, “au revoir” e “bonne journée” ( repetidos maquinalmente, mas considerados uma sagrada questão de politesse), enquanto observo - já sem espanto - que, em meio a tanta civilização, a mão que recebe o dinheiro é a mesma que pega nos pães e en passant, faz carinho no chien da cliente que, enquanto a madame conversa, fuça e baba no pão que ela recebeu, invariavelmente, desembrulhado. Como não é caso para a vigilância sanitária, vou para casa feliz comer o meu croissant, com sabor de euros.
Em tempo: o que disse acima, não se aplica ao croissant. Que engorda!

maio 16, 2009

Do Começo ao Fim

"A vida é um demorado adeus"


Fernanda Montenegro, às vésperas de comemorar 80 anos,leva para os palcos o legado da Simone de Beauvoir: Viver sem Tempos Mortos é o nome da peça que está em cartaz em Sampa. Veja a entrevista que deu à BRAVO, clicando no título.

S'IL FALLAIT LE FAIRE


Esta é a música com a qual a PATRICIA KAAS vai concorrer pela França , logo mais à noite, no EUROVISION 2009 que este ano acontece em Moscou.
Mesmo sem ter ouvido todas as concorrentes, não estou pondo fé...

maio 15, 2009

Fim de semana

Noite dos Museus Amanhã dezesseis de maio, dez dos quatorze museus da Ville de Paris estarão abertos das 18 hs à meia noite para oferecer aos visitantes a oportunidade de ver, gratuitamente, não só as coleções, mas também as exposições temporárias.
Biodiversidade parisiense No momento em que a primavera está no seu apogeu, a cidade faz a Festa da Natureza, convidando a todos para descobrir ou redescobrir as suas riquezas naturais e renovar os fortes laços com o meio ambiente. A programação é tão variada e interessante que, mesmo não podendo comparecer, vale dar uma olhada (clicando no título da postagem).Observo não se tratar de pretexto para promover educação ambiental (eles estão muito além) mas de conhecer os pássaros, abelhas, borboletas e insetos que aqui habitam.

AIDS Hilfe Wien



Vamos esperar para ver o que dirá a Igreja diante desta campanha que a AIDS Hilfe Wien acaba de lançar, usando estas lindas imagens de anjos como protetores das doenças sexualmente transmissíveis. Sobre a campanha e a ONG se sabe mais clicando o título.

maio 13, 2009

A Paris qui dort

Paris qui dort é um curta metragem frances realizado por René Clair, em 1925. É a experiência vivida pelo guarda noturno da torre Eiffel que ao despertar descobre uma Paris completamente abandonada. Somente cinco pessoas passeiam pela cidade deserta. O filme tem 33 minutos e pode ser acessado pelo título desta postagem. Apaixonados por Paris e por cinema vão adorar...

Comer com os olhos


a fachada
o piso
o teto
as vitrines

Por incrível que pareça, considerando o número de vezes que estive aqui, não comi senão com os olhos, desta que é a mais antiga e mais linda pâtisserie da cidade. As minhas fotos não fazem justiça, clique no título para ver muito mais e melhor, inclusive a história. Como não existe espaço, nela se compra para levar (a emporter). Detalhe: a rua Montergueil é uma rua de pedestres, muito animada, que funciona como marché, onde se pode comprar de tudo. Acontece que a gente não sai de casa para ir fazer feira, apenas frequenta os simpáticos cafés/restaurantes e come a beleza da Stohrer com os olhos.

Eu estou me lixando para você, leitor

"Se eu digo isso o jornal me despede; se um comerciante tem essa atitude, ele vai à falência; se um pai de santo, ministro, rabino ou sacerdote repete o mote, ele faz suas orações sozinho e não salva ninguém; se um professor adota esse credo, ele não merece dar cursos; do mesmo modo que um médico, um juiz, um policial, um engenheiro e um advogado deixariam morrer os doentes, perderiam o senso de justiça, do limite e da eficiência.
Seria o fim deste nosso mundo chamado de moderno, e olha que eu estou apenas mencionando as profissões mais estabelecidas.
Quando um membro do Parlamento, um servidor público importantíssimo e privilegiado porque representa uma massa de desejos e esperanças de uma região do país diz que está “se lixando para a opinião pública”, como fez o deputado federal Sérgio Moraes, do PTB do Rio Grande do Sul, ele não fala apenas uma triste verdade; ele revela a nossa ignorância do que é viver numa sociedade democrática e liberal. O credo do “estou me lixando” não é privilégio do deputado gaúcho, mas da hierarquia existente entre os que têm poder e nós, as pessoas comuns.
Ela foi dita por Sérgio Moraes, mas está implantada no imenso vazio existente entre as formalidades — as tais instituições e leis, que vão resolver tudo e são feitas por ideologias, governos e decretos — e as crenças e práticas antigas que ainda comandam com força o nosso sistema. A questão não é a de denunciar a clara arrogância do parlamentar, o problema é tomá-la como um claro sintoma da total separação entre o lado de lá e o de cá do balcão. Pois quando parlamentares se lixam para a opinião pública eles perdem a consciência de que foram por ela eleitos!
Como um médico pode se lixar para um doente, um professor para um aluno, um vendedor para seu cliente e um deputado para a opinião pública se, em todos os casos, esses são papéis sociais complementares que existem em total interdependência, já que ser médico implica enfermos, ensinar supõe um aprender, e não há venda sem compra; tal como ser um representante do povo aciona automaticamente a ideia de um representado: o próprio povo.
Esse representado cujo espírito ou índole (ou “vontade geral” como disse Rousseau) forma o que nós, democratas e modernos, chamamos entre outras coisas “opinião pública”, esse quarto ou quinto poder em qualquer democracia liberal; esse sistema nebuloso que tem todos os defeitos mas que, quando opera com liberdade, se caracteriza pela constante renovação de seus valores. Esses valores inatingíveis como liberdade, igualdade e fraternidade. Essas causas perdidas em perpétua busca de encarnação institucional e política.
Não se precisa ir a Locke, a Rousseau ou a Weber para descobrir que a legitimidade se faz justamente na relação que o sistema representativo moderno esconde e revela. Revela-se no processo eleitoral quando os candidatos se dizem pais, protetores ou representantes do povo, o qual, num mercado dos candidatos, escolhe os de sua preferência. E esconde-se nas rotinas parlamentares nas quais esse laço deve ser renovado e honrado na busca de leis, causas e projetos que façam avançar a vida dos representados.
A menos que se reinterprete, como sempre fazemos no Brasil, o liberalismo pelo viés aristocrático mal resolvido, vigente na sociedade, e se admita que a investidura num cargo público conceda ao investido a propriedade deste cargo como ocorre nas aristocracias. Nelas, a legitimidade está apenas do lado da nobreza que, por direito divino, é definida como superior à plebe, mas cuja obrigação seria dela “cuidar”, como tem redescoberto o nosso populismo. A nobreza, porém, perde legitimidade quando o laço de honra, de obrigação e de honestidade que deve marcar os seus laços com a plebe não é levado a sério. Ou seja, quando ela faz como o deputado e se lixa para a opinião pública. Maria Antonieta e os Luíses não se lixavam, mas davam pão e circo para o povo. Sabiam que, entre governantes e a opinião pública deveria haver algo mais do que descaso, insulamento político e arrogância aristocrática.
Nas democracias, se o laço entre representantes e representados tornase tênue, instala-se um processo de ilegitimidade. Ora, esse lixar-se para a opinião pública revela o tamanho da crise de legitimidade que decorre da aristocratização dos governantes, ao lado de uma sociedade redemocratizada pela livre iniciativa, por um mercado cheio de energia e por uma moeda estável: um único dinheiro que vale a mesma coisa para todos.
Num Brasil onde todos pagam uma enormidade de impostos e, com eles, os salários de todos os governantes, vai ficando cada vez mais intolerável ter câmara, parlamentos, ministérios e executivos aristocratizados com o meu, o seu, o nosso dinheiro. Mais: vai ficando impossível verificar que é a sociedade que trabalha para o Estado e não o justo oposto.
É duro observar uma súcia majoritariamente incompetente (com alguns criminosos em seu meio) viver como nobres e milionários, tendo, além de tudo, o desplante de declarar que nós, a opinião pública, nada temos com eles."

ROBERTO DAMATTA - no Globo de hoje

maio 12, 2009

Enlevamento

Com diamantes

Em grande evento, na semana passada ocorreu o lançamento de um novo modelo das sandálias havaianas aqui em Paris. Denominado FIT, está “a meio caminho entre seu DNA de base” e um modelo adaptado para ser usado na cidade.Instalado no primeiro andar da principal loja da Galeria Lafayette, um atelier se propõe a, durante dois meses e meio, customisar as sandálias com “diamants”. A customisação dá direito a um par de havaianas a cada ano pois neste caso também, só os diamantes são eternos. Parte dos ganhos será revestido para a Gol de Letra que tem entre seus criadores o Rai.

Se correr o bicho pega... ou come!

"Fazer exercício promove longevidade; já a ingestão de substâncias antioxidantes, como vitaminas, supostamente retardaria o envelhecimento. Mas essas duas opções de quem busca uma vida mais saudável podem ser contraditórias. Um novo estudo mostrou que tomar suplementos vitamínicos depois de fazer exercício pode causar a perda de um dos benefícios do esforço físico.
Um dos efeitos do exercício é melhorar a sensibilidade à insulina e o metabolismo do açúcar no corpo. Mas o exercício também aumenta a formação de moléculas altamente reativas contendo oxigênio, que causariam dano às células.
O novo estudo, publicado hoje no periódico "PNAS", mostra que o exercício ajuda a aumentar a sensibilidade do corpo à insulina justamente pela formação dessas espécies reativas de oxigênio, classificadas na categoria dos radicais livres, contra os quais agem as vitaminas.
"Nossa teoria era que os antioxidantes pudessem bloquear alguns dos efeitos benéficos do exercício, pois sabe-se que o exercício induz um leve estresse oxidativo no músculo", disse à Folha um dos líderes do estudo, C. Ronald Kahn, da Escola Médica de Harvard, nos EUA.
O estudo foi feito na Alemanha com 40 voluntários que fizeram exercícios e tomaram ou não vitaminas C e E.
As doses usadas "foram de 5 a 10 vezes a necessidade diária mínima de vitamina, mas essas doses são comumente usadas por pessoas que tomam suplementos de vitaminas C e E".
O experimento tinha duas partes. Primeiro foram quatro semanas de treinamento físico intenso para metade do grupo.
Metade de cada grupo -com ou sem treinamento prévio- foi então designada para receber ou não o suplemento vitamínico quando de um novo regime de treinamento, do qual todos participaram.
Os voluntários que tomaram os suplementos não tiveram mudança nos seus níveis de oxigênio reativo. Já os que não tomavam as vitaminas revelaram um aumento na formação de radicais livres.
O exercício aumentou a sensibilidade à insulina apenas quando não havia a presença extra dos antioxidantes.
E mesmo os radicais criados pelo exercício não eram tão "livres" assim. O pequeno estresse oxidativo fomentado pelo esforço físico "causou uma resposta adaptativa que promoveu a capacidade de defesa antioxidante endógena", como os autores descreveram no artigo que descreve o experimento."

RICARDO BONALUME NETO na FSP