abril 22, 2009

Jardins de Monet

Esta é a gare Saint Lazare pintada por Monet. Era nela que embarcava para Vernon e de lá para Giverny onde morava. Fizemos este percurso para visitar a sua casa que hoje é a sede da Fundação Monet, circundada pelos jardins que se imortalizaram na sua obra

Não foi fácil fotografar com a multidão que visitava os jardins.

abril 21, 2009

Basílica de Saint- Denis

Louis XVI - Marie Antoinette

Hoje estive em Saint-Denis, situada nos arredores de Paris. Visitei, mais precisamente, a Basílica que figura entre os grandes monumentos da Idade Média européia.
É nela que, desde o século V, vem sendo enterrados os aristocratas franceses.
No século XII, a catedral de Saint-Denis tornou-se símbolo da arquitetura gótica.
No século XIII, sob o reino do rei Saint-Louis, tornou-se oficialmente o lugar de sepultura da monarquia francesa. Permanece hoje o maior museu de escultura funerária em França, com os túmulos de mais de 70 reis e rainhas.

Encontro na Quinta

Tem uma frase do Vinicius que já está bem gastinha mas não deixa de ser expressiva: a vida é a arte do encontro embora haja tantos desencontros pela vida... Encontro é coisa boa. Momentos especiais como este, nesta Quinta do Encontro, em Portugal, são inesquecíveis. Situada em S. Lourenço/Anadia, além de ter um design sui generis, é bonita e simpática a partir do próprio nome que deve à sua localização próxima da Cruz do Encontro. A sua forma cilíndrica permite ter uma perspectiva do meio circundante, em plena harmonia com a natureza. Um lugar com muito charme e ótima cozinha do circuito do enoturismo que vale a pena ser visitado, nem que seja virtualmente acessando através do título.

Buçaco

Desde Portugal que pretendia registrar a minha passagem por este lugar...

"O Palácio Real, do Buçaco, situado na Mata do Buçaco, concelho da Mealhada, foi projectado no finais do século XIX, pelo arquitecto italiano, Luigi Manini, mas também teve intervenções dos arquitectos, Nicola Bigaglia, Manuel Joaquim Norte Júnior e José Alexandre Soares.
Classificado como Imóvel de Interesse Público, em 1996, está integrado num conjunto arquitectónico e paisagístico considerado único na Europa, e o hotel nele instalado tem classificação ao nível dos mais belos hotéis históricos do mundo.
A arquitectura do palácio é caracterizada por um misto de elementos recolhidos em monumentos como, a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos ou o Convento de Cristo em Tomar, está decorado no seu interior com painéis de azulejos, frescos e quadros, alusivos aos descobrimentos portugueses.
Estas obras são todas de grandes mestres portugueses, os azulejos de Jorge Colaço, as esculturas de António Gonçalves e de Costa Mota, as telas de João Vaz, os frescos de António Ramalho e as pinturas de Carlos Reis.
O conjunto de mobiliário, constitui também um valioso património, com peças portuguesas, indo-portuguesas e chinesas e também tapeçarias. Mas a beleza deste palácio é completada pelos jardins do parque que o envolve.
Pertença do Convento de Santa Cruz do Buçaco, da Ordem dos Carmelitas Descalços, fundado em 1634, estes jardins passaram para a posse do Estado, quando esta ordem foi extinta em 1834, mas a obra legada é considerada como o mais vasto conjunto arquitectónico edificado desde sempre por esta ordem.
Ao longo da mata do Buçaco, para além do convento, foram construídas 11 ermidas, destinadas à oração, das quais apenas duas estão em bom estado de conservação, quatro capelas, um percurso da Via Sacra, com cerca de três quilómetros, um genial aproveitamento da muita água existente, levou à construção de fontes, lagos e uma cascata, tudo enquadrado numa diversificada vegetação, que é também um importante património."

Texto do guiadacidade. Clicar no título.

Nostalgia

Só podemos louvar a chamada "mobilidade sustentável" ou qualquer outro nome que se dê ao que tem sido feito no sentido de reduzir o número de veículos circulando dentro de grandes cidades. Em Barcelona não lembro como elas se chamam, aqui em Paris são denominadas VeLib. São milhares de modernas bicicletas que a Mairie de Paris colocou à disposição para aluguel e se encontram em pontos estratégicos onde podem ser devolvidas pelos usuários independente de onde as tenham pegado. Velo significa bicicleta e Lib liberdade e igualdade.Com a modernidade das velibs, bicicletinhas charmosas como esta que esperava por sua dona, em frente a um café no Marais onde estivemos ontem, já começam a ser raras...

abril 20, 2009

Delírios em Chartres

Depois de 10 anos, retorno à Chartes. Tinha vindo com minha filha ainda adolescente, agora retorno com amigos. Dentre eles o Hugo para quem esta seria a catedral, cuja construção, ocorrida na Idade Média , teria inspirado Os Pilares da Terra (Ken Follet), um romance de que também gosto muito. (não faz tempo foi relançado na Espanha, presenteei a um amigo, mas nunca soube se o leu ...) Em Chartres se encontra um centro internacional de vitrais e são justamente eles os grandes destaques de sua catedral . Situada a apenas uma hora de Paris, nesta cidadezinha tranquila se mora melhor por menos. A frequência e o conforto dos trens permite pensar em viagens diárias...Neste sábado em que a visitamos acontecia a exposição Delírios em livros
Além das indicacões para o Caminho de Compostela (Chartres é uma passagem), há um circuito turístico por suas ruas medievais. Há momentos em que o rio passa sob as casas .

Paris

Esta foto fiz ontem voltando para casa após um por de sol lindíssimo, a paritr da Pont des Arts, a minha preferida.
Houve um tempo em que me apavorou a idéia de operar um joelho. Só não fui à benzedeira, mas fiz de tudo para escapar da imobilidade a que estaria condenada por algumas semanas (ou seriam meses?). Entre apavorada e deprimida, entrei para uma comunidade virtual de pessoas que tinham o joelho “podre”. Busquei consolo nos casos de jovens, fiquei informada sobre as muitas e variadas razões para se ter o joelho avariado. E, sobretudo, de que não seria mais um achaque decorrente da idade. Relembro tudo isto para fazer uma reconsideração: permanecer de cama por uns tempos pode nem ser tão ruim se temos acesso ao mundo pela web.
A “ imobilidade” que experimento é mais grave e vem acompanhada de uma síndrome da abstinência sobre a qual um dia ainda irei escrever.
Por enquanto, tenho Paris a minha espera....e é primavera!
Ontem, acompanhei minha “parceira” (que é como se chama, em Portugal, a sogra do filho (a) – a parceria deve ser nos netos...Vai entender a lógica deles! ) numa flanerie, no seu primeiro dia na cidade. Mesmo quem não conhece Paris sabe o quanto a primavera lhe cai bem.
Mas a vida não são só flores...
A Europa expandida se tornou ainda mais multi étnica/ multi racial e multi cultural. Não é mais a figura do simpático clochard o símbolo da exclusão social, em Paris. Sem pretensões de entrar no mérito, observo que os asiáticos (orientais de origens diversas, que temos uma tendência a classificar como “japas”), estão integrados e trabalham silenciosos parecendo não querer atrair a atenção para eles. O chamado “quartier chinois” (13 arr.) aponta a mais baixa estatística de “fait divers” ( como se chama o caso de polícia por aqui). Os árabes (muçulmanos ou não) representam a herança colonial que a França (bem ou mal) tenta administrar. Tem ainda os africanos, que não são poucos. Numa observação (apressada e superficial) percebo os do leste europeu como os mais desvalidos, pois nenhum dos outros são vistos pedindo esmolas.

abril 17, 2009

A R R I V É E

De coração partido e deixando muitos pedaços em Portugal, estamos em Paris. Fim de tarde, trânsito meio caótico, os parisienses, como em qualquer cidade, tentam retornar para suas casas. A interminável festa sobrevive apenas na fantasia dos que vem de passagem e com a cabeça prenhe de literatura e de cinema.. A vida dos parisienses é mesmo: metro+boulot+dodo (leia-se: metrô, bulô e dodô= metrô, trabalho e cama) . O glamour dos cafés e do eterno ócio é só para alguns, privilegiados e igualmente enfastiados que “bufam” da mesma maneira e encontram sempre alguma coisa de que reclamar.
Largamos as malas em casa e fomos imediatamente ao mercado (que não são super e nem ficam abertos noite afora) , onde presenciamos, à moda francesa (como se nada estivesse acontecendo), uma discussão entre dois africanos que brigavam por um boné. Deu até polícia dentro da loja. Os franceses se mantiveram alheios. E nós também.
Jantamos em casa, depois de eu arrastar alguns móveis. A disposição deles parece sempre seguir a lógica da última pessoa a ocupar o apartamento e que nunca coincide com a minha. Gostaria de ter retornado o espelho para cima da lareira, mas tive medo de não conseguir. Vai ficar o quadro horroroso que colocaram lá e o espelhão acima da minúscula escrivaninha do vestíbulo me incomodando...De novo, uma cadeira em lona vermelha (com cara de Ikea) que trouxe para frente da TV e uma máquina de lavar roupa, cujo manual de instrução é quase um larrousse.
Daqui a pouco terei lido e a faço funcionar. Sempre na cozinha pois não ocorre, nem aos arquitetos novos, pensar num espaço óbvio que é uma área de serviço.
O problema, no momento, pois espero encontrar solução, é o de como me conectar.Estou postando de um lugar público, mas gostaria de estar mesmo era na minha cama....