
Domingo jantamos num restaurante chamado
Bhuda-chill, em Amorim- Póvoa de Varzim (pronunciando afrancesado,
povoá de la varzin, fica mais chic!). Abaixo do nome do restaurante se lê '
cozinha de fusão'. Talvez se a expressão estivesse em frances não me
soasse estranha, sobretudo no tema gastronomia. Mas assim, em portugues...Pelo sim pelo não, quando cheguei em casa não só abri o site do restaurante (lindíssimo, vejam clicando o título), como aproveitei para me informar. Pois não é que os portugueses são - ou se consideram - os criadores da “cozinha de fusão”! Sobre o tema, fiquei sabendo que o termo
cozinha de fusão é utilizado desde que haja misturas de produtos ou técnicas de regiões ou países diferentes. Não seria tanto uma combinação e uma mistura de ingredientes, mas especialmente um encontro de culturas que cria pratos naturalmente novos. Esta mistura de culturas manifesta-se de tempos a tempos em criações culinárias verdadeiramente novas e exultantes. Mas o mais importante, e ainda mal inventariado, são as receitas que perduram, que entram na tradição, independentemente da consciência ou contribuição direta para os conceitos de cozinha de fusão. A cozinha de fusão seria um dos processos naturais pelos quais as cozinhas evoluem que, apesar de “propagandeada”, nem sempre tem a "retaguarda cultural" que o assunto merece. Li ainda que um grande cozinheiro francês que se instalou no Brasil e esteve em Portugal "a apresentar" a sua cozinha de fusão, disse haver sido o primeiro a divulgá-la entre o Brasil e a Europa (querendo dizer a França). Os portugueses não só não concordaram com esta afirmação como pediram explicações. Pelo que pude concluir, não só na França o assunto gastronomia é levado a sério...
O cardápio (que aqui se chama ementa) está disponível no site. Pedimos
fondues de frutos do mar e de carne. As entradas eram qualquer coisa de maravilhosas e a bebida foi
sangria. De champagne, bien sûr!
Isto é que é (con) fusão!