março 21, 2009
S Á B A D O
O golfo de Biscaia fica situado entre a costa norte da Espanha e a costa sudoeste da França. Estas praias estão entre Biarritz e Hendaye na fronteira com a Espanha, mas seus nomes bascos são tão compicados...
O N T E M
Ontem não visitei St Jean de Luz. Fui protelando para depois de meio dia, argumentando (para meus botões) que St Jean estará onde sempre esteve, acabei ficando. Não fui para lugar nenhum. É para o que serve não ter compromisso com nada nem com ninguém. Só para isto. O que não é uma grande vantagem.
Fiquei lendo os jornais em que, fora as mesmices de sempre, tinha a coluna que postei (abaixo), a propósito da controvertida figura que foi o Clodovil e, de quebra, comenta o monólogo do meu queridinho Contardo, que acaba de estrear em Sampa.
No jantar da véspera, tinha ouvido uma descriçao tão apaixonada das “corridas” que, se fosse temporada, ia fazer tudo para comparecer a uma plaza de toros . Nunca teve qualquer significado para mim as cenas que até hoje só vi no cinema ou, en passant, na TVE. Nunca alcancei o sentido que podia existir num "espetáculo" que fascinava pessoas como Picasso, Hemingway (cujas narrações, para mim, não foram tão envolventes) ou aqueles anônimos (a maioria homens) que se vê nos bares “temáticos” em Madri. Vidrados nas telas das TVs, estrategicamente posicionadas, me levavam a pensar como os homens tem mesmo certos comportamentos esquisitos....
Mas a emocionante descrição das corridas a que me refiro foi feita por uma mulher. É certo que não se tratava de qualquer mulher, nem de uma mulher qualquer, a se referir à corrida de toros como uma luta ferrenha e mortal “entre a razâo e a emoção”. E ela o fazia com tanta empolgação que só não consegui abstrair que os envolvidos eram um homem e um touro, porque a presença do sangue, muito sangue, não era omitida, mas a emoção se sobrepunha a tudo!
Foi um momento único, daqueles que merecia ter sido gravado. Não foi uma simples conversa. Coisa rara de acontecer, me mantive calada diante da expressiva descrição e a riqueza de simbologias e significados extraídos daquilo que para muitos não passa de uma brutalidade.
Para que não se perca na memória, registro que o assunto derivou para as corridas quando falávamos de filhos e emoções e ao que elas podem nos levar.
Fiquei lendo os jornais em que, fora as mesmices de sempre, tinha a coluna que postei (abaixo), a propósito da controvertida figura que foi o Clodovil e, de quebra, comenta o monólogo do meu queridinho Contardo, que acaba de estrear em Sampa.
No jantar da véspera, tinha ouvido uma descriçao tão apaixonada das “corridas” que, se fosse temporada, ia fazer tudo para comparecer a uma plaza de toros . Nunca teve qualquer significado para mim as cenas que até hoje só vi no cinema ou, en passant, na TVE. Nunca alcancei o sentido que podia existir num "espetáculo" que fascinava pessoas como Picasso, Hemingway (cujas narrações, para mim, não foram tão envolventes) ou aqueles anônimos (a maioria homens) que se vê nos bares “temáticos” em Madri. Vidrados nas telas das TVs, estrategicamente posicionadas, me levavam a pensar como os homens tem mesmo certos comportamentos esquisitos....
Mas a emocionante descrição das corridas a que me refiro foi feita por uma mulher. É certo que não se tratava de qualquer mulher, nem de uma mulher qualquer, a se referir à corrida de toros como uma luta ferrenha e mortal “entre a razâo e a emoção”. E ela o fazia com tanta empolgação que só não consegui abstrair que os envolvidos eram um homem e um touro, porque a presença do sangue, muito sangue, não era omitida, mas a emoção se sobrepunha a tudo!
Foi um momento único, daqueles que merecia ter sido gravado. Não foi uma simples conversa. Coisa rara de acontecer, me mantive calada diante da expressiva descrição e a riqueza de simbologias e significados extraídos daquilo que para muitos não passa de uma brutalidade.
Para que não se perca na memória, registro que o assunto derivou para as corridas quando falávamos de filhos e emoções e ao que elas podem nos levar.
março 20, 2009
C L O D O V I L
"Não se fazem mais machos como Clodovil
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Com o estilista talvez tenha morrido também o estereótipo do gay maldoso, folclórico e efeminado
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NUNCA IMAGINEI que fosse reunir os nomes de Contardo Calligaris e Clodovil em um mesmo texto, mas a vida quis que, no dia do enterro do costureiro transformado em apresentador e deputado, eu atendesse ao gentil convite do colunista e psicanalista para assistir à sua estreia como dramaturgo, em "O Homem da Tarja Preta", um monólogo interpretado pelo ator baiano Ricardo Bittencourt no qual Contardo derruba a tiros de canhão os estereótipos sobre a libido masculina.
Não é uma peça fácil para os homens. O personagem de Bittencourt é dono de uma identidade sexual ambígua e isso parece deixar os machos na plateia um tanto alvoroçados. O sujeito ao meu lado, por exemplo, ficou tão tenso com o que acontecia no palco que passou o tempo todo embrulhando furiosamente um papel de bala barulhento. Pensei muito em Clodovil durante a peça e em como ele teria reagido à desconstrução do papel do macho efetuada por Calligaris.
Conhecia Clô a vida inteira e, para mim, ele fazia o tipo machão de quebrar o bar inteiro. Explico: quando eu tinha lá os meus 11, 12 anos, mr. Hernandes morava a dois quarteirões da minha casa, mais precisamente na esquina das ruas Oliveira Pimentel e Henrique Martins, no Jardim Paulista.
O cruzamento dessas ruas era palco diário de trombadas de automóvel. E, toda vez que havia uma colisão, ele saía na rua, quase sempre de robe de chambre, para esculachar os motoristas. A vizinhança inteira conhecia o expediente e todo mundo morria de medo dele. Mas não eu ou os meus amigos. As batidas eram tão constantes que, quando não tínhamos nada melhor para fazer, nós estacionávamos a bicicleta na calçada e ficávamos lá sentados esperando para ver o próximo show de Clodovil. Devo ter assistido de camarote a uma meia dúzia de pitis, que terminavam sempre com a nossa salva de palmas e com o estilista nos colocando para correr. Hoje, a gente sabe que não existem apenas héteros, gays e "inativos" e que a sexualidade humana apresenta uma variedade bem maior do que todos os modelos das coleções criadas por Clodovil reunidos. Mas, naquela época, era preciso ter peito para se expor como ele. Pois veja como são as coisas. Embora não hesitasse em se apresentar como homossexual, Clodovil não lidou bem com o fato de ser gay. Nos últimos tempos, dizia que, dada a escolha, ele teria optado por "nascer homem", como se tivesse nascido, sei lá eu, petúnia ou beterraba.
Líder do movimento gay no Brasil, o excelente Luiz Mott afirmou que Clodovil "foi um gay alienado, exibicionista e que desperdiçou sua inteligência e sua audácia em favor de um projeto de vida furado, completamente ultrapassado e elitista". Longe de mim contestar o projeto de vida de quem quer que seja.
Acho que Mott foi muito duro com Clô ao tecer esse julgamento.
Mas concordo que, com o estilista talvez tenha morrido também aquele estereótipo do gay maldoso, folclórico e efeminado de outros tempos. O do homem que sofreu tanto na infância por ser "diferente" que passou o resto da vida descontando nos outros.
Como antídoto contra esse destino trágico, pela graça de Deus hoje existem peças como "O Homem da Tarja Preta", de Contardo Calligaris."
BARBARA GANCIA na FSP de hoje
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Com o estilista talvez tenha morrido também o estereótipo do gay maldoso, folclórico e efeminado
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NUNCA IMAGINEI que fosse reunir os nomes de Contardo Calligaris e Clodovil em um mesmo texto, mas a vida quis que, no dia do enterro do costureiro transformado em apresentador e deputado, eu atendesse ao gentil convite do colunista e psicanalista para assistir à sua estreia como dramaturgo, em "O Homem da Tarja Preta", um monólogo interpretado pelo ator baiano Ricardo Bittencourt no qual Contardo derruba a tiros de canhão os estereótipos sobre a libido masculina.
Não é uma peça fácil para os homens. O personagem de Bittencourt é dono de uma identidade sexual ambígua e isso parece deixar os machos na plateia um tanto alvoroçados. O sujeito ao meu lado, por exemplo, ficou tão tenso com o que acontecia no palco que passou o tempo todo embrulhando furiosamente um papel de bala barulhento. Pensei muito em Clodovil durante a peça e em como ele teria reagido à desconstrução do papel do macho efetuada por Calligaris.
Conhecia Clô a vida inteira e, para mim, ele fazia o tipo machão de quebrar o bar inteiro. Explico: quando eu tinha lá os meus 11, 12 anos, mr. Hernandes morava a dois quarteirões da minha casa, mais precisamente na esquina das ruas Oliveira Pimentel e Henrique Martins, no Jardim Paulista.
O cruzamento dessas ruas era palco diário de trombadas de automóvel. E, toda vez que havia uma colisão, ele saía na rua, quase sempre de robe de chambre, para esculachar os motoristas. A vizinhança inteira conhecia o expediente e todo mundo morria de medo dele. Mas não eu ou os meus amigos. As batidas eram tão constantes que, quando não tínhamos nada melhor para fazer, nós estacionávamos a bicicleta na calçada e ficávamos lá sentados esperando para ver o próximo show de Clodovil. Devo ter assistido de camarote a uma meia dúzia de pitis, que terminavam sempre com a nossa salva de palmas e com o estilista nos colocando para correr. Hoje, a gente sabe que não existem apenas héteros, gays e "inativos" e que a sexualidade humana apresenta uma variedade bem maior do que todos os modelos das coleções criadas por Clodovil reunidos. Mas, naquela época, era preciso ter peito para se expor como ele. Pois veja como são as coisas. Embora não hesitasse em se apresentar como homossexual, Clodovil não lidou bem com o fato de ser gay. Nos últimos tempos, dizia que, dada a escolha, ele teria optado por "nascer homem", como se tivesse nascido, sei lá eu, petúnia ou beterraba.
Líder do movimento gay no Brasil, o excelente Luiz Mott afirmou que Clodovil "foi um gay alienado, exibicionista e que desperdiçou sua inteligência e sua audácia em favor de um projeto de vida furado, completamente ultrapassado e elitista". Longe de mim contestar o projeto de vida de quem quer que seja.
Acho que Mott foi muito duro com Clô ao tecer esse julgamento.
Mas concordo que, com o estilista talvez tenha morrido também aquele estereótipo do gay maldoso, folclórico e efeminado de outros tempos. O do homem que sofreu tanto na infância por ser "diferente" que passou o resto da vida descontando nos outros.
Como antídoto contra esse destino trágico, pela graça de Deus hoje existem peças como "O Homem da Tarja Preta", de Contardo Calligaris."
BARBARA GANCIA na FSP de hoje
B i a r r i t z
Na Idade Média eram as baleias que invadiam as suas águas calmas e o local era um pequeno porto habitado por nativos craques no manuseio de arpões que até o século 17 eram usados na matança de baleias, principal sustento dos pescadores. O óleo era usado como combustível e liga para construções, os ossos iam para a confecção de cercas e móveis e parte da carne era usada em receitas da região.
Foi no começo de 1800 que a cidade começou a ganhar notoriedade e um dos primeiros grandes nomes a freqüentar Biarritz foi Victor Hugo que escreveu em 1843: "É um povoado branco, de telhados vermelhos e janelas verdes, construído sobre um pequeno monte gramado".
Onze anos mais tarde, o imperador Napoleão 3º deu início à construção de sua residência de verão, o Palais (hoje transformado em hotel) presenteado a sua mulher para que ela pudesse ouvir o som das ondas, desfrutar da beleza da paisagem e também dos benefícios do clima.
Guiada pela curiosidade (ou talvez pela inveja), parte da realeza européia acabou construindo seus palacetes: os reis da Bélgica, de Portugal e da Espanha, além de príncipes russos, poloneses e lordes ingleses. No século 20, na cidade foram instalados cassinos e casas de espetáculos. Mesmo depois da Segunda Guerra, continuou atraindo a elite de várias partes do mundo, além de estrelas do cinema. Rita Hayworth, Frank Sinatra, Gary Cooper e Bing Crosby eram figurinhas carimbadas. .
Chega de dar uma de guia!
Ao contrário dos espanhóis (lembrei-me deles pois ontem estavam por aqui aproveitando o dia de São José que é feriado na Espanha), os franceses não fazem o que nós chamamos de happy hour. Saem do trabalho direto para casa e, se retornam, é bem mais tarde, para um solene jantar. Ontem fomos ao cair da tarde para Biarritz e tínhamos a intenção de ficar um pouco por lá, mas quando o comércio fechou a cidade ficou deserta e todos os bares/cafés vazios.
Valeu pelo lindo coucher du soleil que podia ter sido melhor registrado, caso não tivesse deixado para lembrar do dispositivo para fazer fotos no crepúsculo, somente ao chegar em casa...!
março 19, 2009
A "manif"
Mesmo diante deste quadro, não desisti do meu projeto e fui até a Place des Basques de onde, já estava informada, partem os onibus para o destino que pretendia. Começava a ler os avisos para me inteirar de alguma alteração de frequência/horário em decorrência do movimento, quando fui “atacada” por uma velhinha. Ela era daquelas que, apesar de pequena, consegue usar ao mesmo tempo: brinco, óculos, broche, colar de pérolas e um lencinho, sem que isto pareça um excesso. No seu indefectível tailleur, sofria de um enorme deficit (comum a todas) de ter com quem conversar. Foi logo me dizendo que os ônibus não chegavam porque estavam bloqueados pela “ manif” . E sem pausa nem querer saber nada, emendou contando que tinha vindo visitar uma amiga que morava numa maison de retraite que tinha sido submetida a uma cirurgia e que os sobrinhos dela... blablblabla ... Fiquei emprestando meus ouvidos para ela por um bom tempo e isso lhe bastava. Enquanto isto, avaliava o que devia fazer, se deixava para amanhã o passeio (mas será que o tempo vai continuar assim?). Surgiu uma senhora (mais jovem), calçando scarpins e meias finas, se queixando de que tinha feito uma volta enorme por causa da “manif”, que tinha machucado o pé e precisado ir na farmácia colocar um band-aid. Uma palavra mágica: farmácia! Velhinha sabe tudo de farmácia (algumas, como eu, tem até cartão fidelidade). Livrei-me por um momento dela que se voltou para a outra indignada por ela não conhecer a nova farmácia de descontos e tome blablabla e a “ manif” era sempre mencionada. Com simpatia, diga-se de passagem. Repetiu tudo que me havia contado com aquela riqueza de detalhes inúteis, em que só as velhinhas sabem ser pródigas. Enquanto isto eu pensava nesta mania dos franceses de encurtar tudo que é palavra (prof, ado, filo, mat e por aí vai, um saco!)que eu pensava existir somente entre os jovens. Quando a velhinha fez uma pausa (para respirar) a outra se aproveitou e me perguntou se eu morava em Bayonne. Ao me ouvir responder, a velhinha ficou excitadíssima, ia ter assunto para a viagem, que segundo ela durava "3/4 de hora". Se eu desse mais trela era possível ter ido tomar um café na sua casa. Mas achei que a minha “cota” já estava esgotada. Escapei dela e fui almoçar. Os cafés/bares e restaurantes estavam lotados pelos participantes da “manif” que ia se dispersando.
St Jean de Luz ficou para amnahã.
março 18, 2009
De Bayonne
Tem feito uns dias lindos por aqui....Depois de tantos deslocamentos estive “ de molho”.Só descansando. Estou craque em não fazer nada. Quem diria! Felizmente que chegou este tempo de me perguntar: o que tenho para fazer amanhã? E não me desesperar ou deprimir ....Invento cada dia e acabo fazendo muita coisa. Tem dia que fico ocupadíssima. Alguém já tinha me dito ser isto possível...
Hoje fui “estirar as pernas”, sem bolsa, sem máquina fotográfica (estava com o cel e não resisti), me confundindo com os moradores dei até informação.... Atravessei a ponte.Quase em frente daqui, passa o Adur que é o rio que corta a cidade e Bayonne é bem próxima de sua foz. Antes que me esqueça, ontem minha amiga me ofereceu um ticket de onibus válido só para atravessar a ponte. Estranhei, mas ela me assegura que há momentos de vento forte em que é perigoso...Fico passada de ver até que ponto o “ paizão” (o Estado - não confundir com o governante de plantão) cuida dos seus. Estou na Petit Bayonne e na outra margem é o centro comercial, a prefeitura, o teatro, a catedral...O Museu Basco está do lado de cá, como também vários estabelecimentos que tem muito da cultura basca. No entanto, os bascos daqui não são separatistas, nem lutam para ter partido e voz no parlamento como os da Espanha. Comme partout , fazem um certo movimento no sentido de que o pays basque seja para os bascos, sem extremismos. Numa certa medida e com algumas variações, isto acontece por toda a Europa.
Bom, voltando à minha promenade, depois de andar um pouco a pé, o sol estava tão quente (ops! nestas horas me lembro de onde vim...) que tomei a navette que é um micro onibus (pouco maior que uma van) que circula pela cidade. Movida a eletricidade (tem uma bateria que dura seis horas) , não faz barulho, nem polui o ar e em certos trechos do centro histórico (sem calçadas) passa a um palmo das cadeiras em torno das mesas dos cafés e ninguém nem se mexe, nem reclama. É para ser daquele jeito mesmo. O propósito da navette é levar/trazer as pessoas para os diversos estacionamentos evitando que adentrem ao centro de carro. Não sei em que medida o objetivo é alcançado pois são vistos carros demais por tudo que é rua. Detalhe interessante que observei é que existem na cidade muitos paineis eletrônicos informando o número de vagas nesses estacionamentos. No meu passeio verifiquei em um deles ( coberto , no subsolo de um parque) que o preço era 1 euro!
Soube que tem gente daqui que nunca usou a navette e outras que nem sabem para que foi criada. Ou seja, aquela idéia de que os “civilizados” tem mais consciência do que estão fazendo com o mundo e consigo mesmo é falsa.
Do contrário, não fumariam tanto!!!
PS: sobre a cidade no marcador destinos existem informações curiosas, (eu diria!) do ano passado
março 16, 2009
MONPAZIER
Esta cidade foi colocada em nosso trajeto na consulta feita nos sites que mencionei na postagem anterior. Na França, ou se almoça até 13,45hs ou não se almoça mais! Estava na hora. Paramos fora das muralhas que ainda "protegem" a cidade. Ao lado, havia um restaurante, com algumas mesas sob toldos, bem simpático. O aroma ativou nosso apetite, fomos nos chegando. O cardápio que eles costumam afixar na entrada estava escrito em ingles. Como se tivessemos combinad0, nos afastamos ao mesmo tempo. "Não é aqui que os franceses almoçam!" pensamos. Fomos entrando, na cidade e nos deparamos com esta bastide interessantíssima. Não vale dizer que é igual as demais, porque não é. Como não tenho tido tempo de colocar legendas, se interessar, clicando no título da postagem se tem acesso as informações sobre Monpanzier
Destino: Bayonne - a logística
Nos sites mappy e michelin a gente procurou o melhor caminho para casa. Informa-se os endereços de saída e de destino e assinala algumas preferências: estrada nacional ou auto estrada, com ou sem pedágio, etc. Vem a informação das várias alternativas, com as distâncias a serem percorridas e o tempo que se leva, as velocidades a serem desenvolvidas nos diversos trechos, o que se consome de combustível e quanto vai custar, os pontos de radar e outros detalhes inimagináveis!
Preferimos viajar pelas estradas nacionais e departamentais para em alguns momentos passar dentro de pequenas cidades ou viajar mais próximas às fazendas, onde se pode ver as diversas culturas, o preparo da terra,etc
E assim fizemos. Quase chegando, tivemos oportunidade de observar os enormes estragos provocados pelos fortes ventos ocorridos no mes passado que destruiram partes das florestas (de pinheiros), arrancando árvores imensas pelas raízes, o que resultou em deixar enormes clareiras nas Landes.
Chegamos ainda era dia...
Preferimos viajar pelas estradas nacionais e departamentais para em alguns momentos passar dentro de pequenas cidades ou viajar mais próximas às fazendas, onde se pode ver as diversas culturas, o preparo da terra,etc
E assim fizemos. Quase chegando, tivemos oportunidade de observar os enormes estragos provocados pelos fortes ventos ocorridos no mes passado que destruiram partes das florestas (de pinheiros), arrancando árvores imensas pelas raízes, o que resultou em deixar enormes clareiras nas Landes.
Chegamos ainda era dia...
Ainda Sarlat...
...0 jardim do estacionamento
No sábado, depois de circular pela feira, fomos à Roque Gageac e Domme retornando para mais uma noite em Sarlat. Abandonamos o projeto de pegar a estrada cedo e no domingo fomos dar mais uma "voltinha" para rever a cidade. Da feira já não havia qualquer vestígio desde a noite quando saímos para jantar.
Que delícia seria almoçar num cantinho destes!mas a gente tinha que ir embora...
Atraídas pelo badalar dos sinos nos encaminhamos até a igreja. Eu também ainda não sei o que significa. Estava bem no canto da entrada, pode ser visto em tamanho reduzido na foto abaixo.

Mas o ponto alto deste passeio matutino foi a visita ao mercado coberto, onde antes era uma antiga igreja. O projeto é do Jean Nouvel, o enfant terrible da arquitetura francesa.




Um menu típico do Périgord...
Que delícia seria almoçar num cantinho destes!mas a gente tinha que ir embora...
março 15, 2009
DOMME
Como não terei tempo de colocar as legendas (estão sendo reclamadas), sugiro que clique no título para acessar o site onde se encontram informações/dados sobre Domme, além de outras interessantes imagens.
La Roque Gageac
Esta é considerada uma das mais belas cidade da França. Como se pode ver, as edificações são incrustradas nas pedras e remontam à época em que foram grutas ocupadas por trogloditas e ao longo do tempo tiveram outros tipos de ocupação...
Acesse, para mais informações, clicando no título.
Acesse, para mais informações, clicando no título.
SARLAT
Atribui-se à Pépin, o pai de Carlos Magno, a fundação de Sarlat. O monastério que ele mandou construir tornou-se uma das mais importantes abadias beneditinas da região. Na Idade Média, em torno da catedral, os ateliers de artesãos e pequenos comércios que hoje dão charme às ruelas, contribuiram para o desenvolvimento da cidade. Dentre os prédios feitos com as pedras douradas do Périgord se encontram além das várias construções da Renascença, a casa onde nasceu Etienne de la Boëtie (o amigo fiel de Montaigne), que figura entre os 77 monumentos e imóveis milagrosamente preservados pela lei “Malraux” (sobre a restauração do patrimônio). A primeira cidade da França beneficiada, Sarlat se mantém intacta.
Mais informações serão obtidas clicando o título desta postagem.
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