Basta uma simples fotografia (já estou digitalizando as de 1998). Certas coisas retornam e ficam, por ali, pairando...
Tenho andado em ebulição. Memórias se destamparam, tenho entrado em contato com meus mistérios, com meus sonhos esquecidos. O que eu queria era conversar com as pessoas, explorar o mundo e, se soubesse que teria que optar por algo que me exigisse longos períodos a sós comigo mesma, certamente teria eleito as palavras. Estudei direito e as palavras com que me ocupei foram todas limitadas pelas cercas desse saber. Quando iniciei a faculdade , pensava que seria apenas um meio para outro fim, acabei gostando. A liberdade não pude ver, romanticamente, como “ uma calça velha azul e desbotada”. Para mim era, antes de qualquer outra coisa, independência financeira (com estabilidade). Assim equipada, podia ter me dedicado a compreender melhor a existência humana e a mim mesma. Ter tentado descobrir nexos e siginificados que, se não teriam mudado a minha realidade, quem sabe teriam me levado a fazer outras escolhas...Não queria ser séria demais e acabei sendo. Tenho refeito certos caminhos...a alma nos prega peças quando não a ouvimos. Somos mesmo insondáveis, tanto quanto são insondáveis os nossos destinos.
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