dezembro 26, 2008

O "alemão" na área...

Três velhinhas estavam reunidas para um chá da tarde, quando a primeira falou:
- Puxa, acho que estou ficando esclerosada. Ontem, me peguei com a vassoura na mão e não me lembrava se já tinha varrido a casa ou não.
- Isso não é nada - diz a segunda. Outro dia eu me vi de pé, ao lado da cama, de camisola, e não sabia se tinha acabado de acordar ou estava me preparando para dormir.
- Cruz credo! fez a terceira. Deus me livre ficar assim! Isola!
E deu três batidinhas na mesa: toc-toc-toc.
Olhou para a cara das outras e emendou:
- Esperem um pouco que eu já volto! Tem gente batendo na porta!

D e s e j o

Preciso dizer onde gostaria de estar?

The Puppini Sisters


Com imagens de cartoons do Pernalonga!

D U R A R

Fui presenteda pelo Artur Brito com A Vida Humana do A.Comte-SPONVILLE. O livro retrata doze etapas da vida humana ilustradas cada uma delas pelos desenhos de Sylvie Thybert que vem a ser a sua mulher.
Do capítulo X (fls 86) colhi este trecho de um tema que tem me ocupado o pensamento com uma certa frequência ...

"...Durar? É estar no tempo,mas na continuidade do tempo. É ter um passado que cresce. É ter cada vez menos futuro.É levar a peito o presente, em vez de ser levado por ele como uma criança. É levar a peito a própria morte. É amadurecer, caso se consiga. É envelhecer, pois é preciso. É continuar vivendo, lutando, agindo, amando. É superar a fadiga, o tédio, o desgosto, o pavor, o horror.E de quanta coragem precisamos apesar de tudo! Banalidade de tudo, exceto do pior. Fastio de tudo, exceto do melhor.Isso não impede a felicidade, aquela de que continuamos capazes, ou de que nos tornamos capazes (bem mais, para alguns, do que 20 anos antes). Isso não impede a doçura, a alegria, a curiosidade, a emoção, o afeto e o desejo. Não impede, às vezes, alguma descoberta ou ruptura, algum remanejamento ou reviravolta ...
....
No entanto, sentimos claramente que o essencial já aconteceu, que é inútil esperar por ele, que, no melhor dos casos, ele pode apenas continuar ..."

dezembro 25, 2008

Ótima notícia!


Dos 12 feriados de 2009 , dois serão na terça, dois na quinta, quatro na segunda e dois na sexta.
Não se preocupe com o que você vai ouvir sobre os efeitos nefastos na economia e outros blas, blas, blas. Além de não serem verdadeiros ( há sempre os que ganham com turismo e lazer), não cabe a você solucionar os problemas do mundo! Portanto, “enforque” , “ emende” , “ imprense” os que puder. Nem que seja para ficar em casa fazendo uma "sessão desapego", enquanto arruma seus armários ou lendo aqueles livros que estão se empilhando desde o ano passado. Se estiver bem de grana, comece a planejar aquelas viagens curtas que vinham sendo adiadas ou vá mais longe, saindo ou chegando num dos “feriadões” para “esticar” as suas preciosas férias.
Não fique pensando que isto é mais uma das “coisas de brasileiros”.
Na França, por exemplo, só no mês de maio serão tres os feriados.
Voilá!

A salvação da humanidade

Ontem jurei para mim mesma que não postaria a respeito da declaração do Papa noticiada pela BBC. No entanto, comentar com uma amiga enquanto arrumávamos a cozinha após a ceia, não foi suficiente para me aquietar e conter.
Vejam até onde vai e talvez me darão razão.
"...salvar a humanidade do comportamento homossexual ou transexual é tão importante quanto salvar as florestas da destruição”. Esta questão de “ecologia do homem” foi a tônica do discurso que fez para os funcionários do Vaticano.
“As florestas tropicais merecem a nossa proteção. Mas o homem, como criatura, não merece nada menos (do que isso)”,
Segundo ele, tornar menos clara a distinção entre masculino e feminino pode levar à “destruição da raça humana” (a teoria de eliminação dos gêneros é defendida como chave para a tolerância).
É de deixar católicos envergonhados e a mim de juramento quebrado...

dezembro 24, 2008

Escrever como terapia


Quando o remédio é escrever - Efeitos terapêuticos de manter blogs é objeto de atenção dos pesquisadores. A matéria da revista mente&cérebro de janeiro de 2009, assinada pela jornalista Jessica Wapner, pode ser lida clicando o título desta postagem.
"...Cientistas e escritores há anos conhecem os benefícios terapêuticos de escrever sobre experiências pessoais, pensamentos e sentimentos. Mas, além de servir como um mecanismo para aliviar o stress, expressar-se por meio da escrita traz muitos benefícios fisiológicos. Pesquisas mostram que com a prática da escrita é possível aprimorar a memória e o sono, estimular a atividade dos leucócitos e reduzir a carga viral de pacientes com aids e até mesmo acelerar a cicatrização após uma cirurgia. Um estudo publicado na revista científica Oncologist mostra que pessoas com câncer que escreviam para relatar seus sentimentos logo depois, se sentiam muito melhor, tanto mental quanto fisicamente, em comparação a pacientes que não se deram a esse trabalho"
Mãos à obra!!!

dezembro 23, 2008

O Presépio

MENINA , lá em Sobral, não tive inveja dos católicos, mas na minha casa não tinha presépio. Para o meu pai, o JC cujo aniversário se comemorava, não passava de um revolucionário que deu certo. Hoje eu diria, metaforicamente, que conseguiu se manter na mídia. Um danado!
Não conheci o ritual de beijar a fita na visita aos presépios, lá as estrebarias eram de palha de carnaúba e faziam lagos de pedaços de espelho. Numa "lapinha" (era assim que chamávamos o presépio) montada na mesa ao centro da sala da casa de umas velhas que moravam na mesma praça que nós, havia, dentre os animais comuns aos demais presépios, uma barata enorme feita de flandre (o mesmo material de que eram feitas as latas). Seu tamanho era absolutamente desproporcional mas nunca me pareceu inadequada a sua presença naquele ambiente. Era, digamos, um diferencial, na mesmice dos presépios que só variavam no serem mais ou menos ricos. Não sei se a barata era fascinante para as outras crianças. Todo ano voltava para ver se ela ainda estava lá...
Nosso olhar para os presépios, como para todas as coisas da nossa infância, vai se modificando com o tempo. Muito sintomático!

A crônica do Rubem Alves:


"MENINO, LÁ EM MINAS , eu tinha inveja dos católicos. Eu era protestante sem saber o que fosse isso. Sabia que, pelo Natal, a gente armava árvores com flocos de algodão imitando neve que não sabíamos o que fosse. Já os católicos faziam presépios.
Os pinheiros eram bonitos, mas não me comoviam como o presépio: uma estrela no céu, uma cabaninha na terra coberta de sapé, Maria, José, os pastores, ovelhas, vacas, burros, misturados com reis e anjos numa mansa tranqüilidade, os campos iluminados com a glória de Deus, milhares de vaga-lumes acendendo e apagando suas luzes, tudo por causa de uma criancinha. A contemplação de uma criancinha amansa o universo. O Natal anuncia que o universo é o berço de uma criança.
Até os católicos mais humildes faziam um presépio. As despidas salas de visita se transformavam em lugares sagrados. As casas ficavam abertas para quem quisesse se juntar aos reis, pastores e bichos. E nós, meninos, pés descalços, peregrinávamos de casa em casa, para ver a mesma cena repetida e beijar a fita.
Nós fazíamos os nossos próprios presépios. Os preparativos começavam bem antes do Natal. Enchíamos latas vazias de goiabada com areia, e nelas semeávamos alpiste ou arroz. Logo os brotos verdes começavam a aparecer. O cenário do nascimento do Menino Jesus tinha de ser verdejante.
Sobre os brotos verdes espalhávamos bichinhos de celulóide. Naquele tempo ainda não havia plástico. Tigres, leões, bois, vacas, macacos, elefantes, girafas. Sem saber, estávamos representando o sonho do profeta que anunciava o dia em que os leões haveriam de comer capim junto com os bois e as crianças haveriam de brincar com as serpentes venenosas. A estrebaria, nós mesmos a fazíamos com bambus. E as figuras que faltavam, nós as completávamos artesanalmente com bonequinhos de argila.
Tinha também de haver um laguinho onde nadavam patos e cisnes, que se fazia com um pedaço de espelho quebrado. Não importava que os patos fossem maiores que os elefantes. No mundo mágico tudo é possível. Era uma cena "naif". Um presépio verdadeiro tem de ser infantil.
E as figuras mais desproporcionais nessa cena tranqüila éramos nós mesmos. Porque, se construímos o presépio, era porque nós mesmos gostaríamos de estar dentro da cena. (Não é possível estar dentro da árvore!).
Éramos adoradores do Menino, juntamente com os bichos, as estrelas, os reis e os pastores.
Será que essa estória aconteceu de verdade? Foi daquele jeito descrito pelas escrituras sagradas? As crianças sabem que isso é irrelevante. Elas ouvem a estória e a estória acontece de novo. Não querem explicações. Não querem interpretações. A beleza da estória lhes basta. O belo é verdadeiro. Os teólogos que fiquem longe do presépio. Suas interpretações complicam o mundo.
O presépio nos faz querer "voltar para lá, para esse lugar onde as coisas são sempre assim, banhadas por uma luz antiquíssima e ao mesmo tempo acabada de nascer. Nós também somos de lá. Estamos encantados. Adivinhamos que somos de um outro mundo." (Octávio Paz )
Seria tão bom se os pais contassem essa estória para os seus filhos!"


Rubem Alves

dezembro 22, 2008

Nelson Gonçalves


Andava esquecida dele.Escutava muito suas músicas na minha infância...
A Rádio Iracema tinha um amplificador para a praça 5 de julho e se ouvia da cozinha da casa da minha avó...Ela gostava de cantar enquanto trabalhava e cantava as suas músicas, acompanhando o som da rádio.
Obrigada AMNF pela boa lembrança que esta música me proporcionou!

M I M O S e compensações

Tem amigos que nos mimam a um ponto que não devia...
Ganhei xocoas maravilhosos (de té verde, de tiramisu) e foi impossível não sofrer os efeitos secundários anunciados (necessidad de repetir e tendencia a no compartir). Ainda que tenha deixado de ser um dos vilões da saúde, por ser rico em flavonóides, combater radicais livres,etc., chocolate tem um alto valor calórico. Tenho que tentar pegar mais leve nos que ainda restam (quase um metro) e resistir bravamente aos caramelos artesanais...
Como expressão de minha reconhecida auto-condescendência, estou no momento convencida de que gula não é um pecado. Só uma compensação passageira ?!. As estatísticas não dizem que os canadenses preferem chocolate ao sexo? Não que eu tenha esta ou aquela preferência, mas está difícil resistir...

O Suplício do Papai Noel


Li na FSP que acaba de ser publicado um ensaio inédito do antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, um dos maiores pensadores do século 20, sobre o significado de Papai Noel e do Natal.
"O Suplício do Papai Noel" é de 1952 e nele Papai Noel surge , em notícia de jornal, com as barbas e o resto do corpo queimados. A Igreja Católica francesa, pouco depois do final da Segunda Guerra, incomodada com o crescimento em importância desta figura ao mesmo tempo pagã e norte-americana, andou promovendo umas cerimônias curiosas, em que ateava fogo ao barbudo, dentro de igrejas e diante de criancinhas órfãs."

Fiquei perplexa! Isto se dava quando pouco tempo fazia que os americanos (aliados a ingleses e canadenses)haviam libertado a França da ocupação alemã. Que eles se comportem hoje como se abominassem os ícones da cultura americana (cocacola,fast foods, por ex) até tenho boa vontade para entender, embora considere tal comportamento, em algumas situações, injurioso (como quando se recusam a falar ingles com os turistas). Fico pensando em que medida atitudes como esta foram contribuindo para gerar no imaginário frances a falsa idéia de que quem libertou o País foi o De Gaulle...
A igreja não costuma errar ao atribuir valores significativos a manifestações sociais, felizmente que nem sempre tem êxito. Papai Noel que o diga.
Daqui um tempo estaremos lendo sobre a sua vã tentativa de interferir na cama das pessoas (com quem deitam e como gozam).
Quanto aos franceses, passaram a festejar, não faz tempo, o halloween . Apresentam uma versão de que a "tradição" entre eles, teria origem nos celtas para não assumir que copiam os americanos.

Voltando ao ensaio:
"Observemos os ternos cuidados que temos com Papai Noel, as precauções e os sacrifícios que aceitamos para manter seu prestígio intocado junto às crianças. Não será porque, lá no fundo de nós, ainda persiste a vontade de acreditar, por pouco que seja, numa generosidade irrestrita, numa gentileza desinteressada, num breve instante em que se suspende qualquer receio, qualquer inveja, qualquer amargura?

Não surpreende, pois, que o Natal e o Ano Novo (seu duplo) sejam festas de presentes: a festa dos mortos é, na essência, a festa dos outros, visto que o fato de ser outro é a primeira imagem aproximada que podemos construir a respeito da morte ."

trechos extraídos de "O Suplício do Papai Noel"

O sentido marginal


O olfato foi posto em segundo plano pelo homem civilizado que, só recentemente, começou a farejar pistas sobre a importância dos cheiros.
A idéia de "roubar" perfumes da natureza surgiu do incômodo do homem com os cheiros de seu próprio corpo e dos subprodutos das atividades humanas – lixo, fezes, roupas impregnadas de suor.
"Enquanto o fedor do mundo pré-esgoto era um lembrete constante das necessidades mundanas do homem, as fragrâncias representavam um poderoso elo com o esotérico. Cheiros podiam seduzir amantes, curar os doentes e – o mais importante – ligar o humano ao divino",
Os odores do mundo têm muito a nos dizer. Perdemos a capacidade de entender essa linguagem, pelo menos no nível da consciência. Inconscientemente, cheiros podem despertar emoções ou ressuscitar lembranças perdidas – e, segundo alguns pesquisadores, substâncias que exalamos e inalamos determinam a afinidade entre parceiros sexuais. Já ouviu aquela conversa de que "rolou uma química"?
É exatamente isso.
Sobre "porque cheiramos" e o "negócio perfumado" e bem embalado!!! clicando no título.

Atualizando o texto: O livro nele mencionado de Chandler Burr já foi lançado no Brasil com o título "O Imperador do Olfato: Uma História de Perfume e Obsessão"

dezembro 21, 2008

V E R Ã O

"...Chegou o verão, e há o que sempre houve: casais que estremecem, confusões conjugais e extra, ansiedade esparsa, caju e abacaxi, viagens bruscas, suaves delírios, telefonemas esquisitos, noitadas vãs. Tudo isso é o verão, e o verão é a verdade do sol. Queimam-se as mulheres. Umas se fazem cor de cobre, outras se doiram, em outras repontam discretamente sardas ao longo do corpo, como estrelas ao crepúsculo. Reparem bem esta comparação: é obviamente ruim mas é tipicamente de verão, e o verão em si não é mau, nem bom. É a nossa profunda, verdadeira verdade."
Rubem Braga

dezembro 20, 2008

Ainda o frescobol...

Faz umas duas semanas que na postagem “frescobol” citei uma frase do Rubem Alves, colhida sabedeus onde:“Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...”. Falava do que iria ser nossa boa conversa, uma vez que não tinha como jogar frescobol com meu amigo com quem ia à praia.
Anoto frases de vez em quando, sem me importar com o contexto em que foi dita e/ou escrita. Pinço o pensamento, a idéia que tanto pode estar num poema, ser parte de uma letra de música, ou mesmo um aforismo. Algumas com o tempo são descartadas, perdem a substância ou o significado. Não sou organizada ao ponto de fazer “coleção”. Nunca consegui colecionar senão fotografias (de beijos, em preto e branco). Durante um tempo estiveram expostas, quando cansei delas guardei.
Das frases, às vezes me perco para depois reencontrá-las, meio a esmo, em capas de talões de cheque, bulas de remédios ou guardanapos amarfanhados, guardadas na caixa dos óculos ou dos remédios, nos lugares mais impensáveis e profanos. Não anoto nada, nunca mesmo, em livros. Livro é sagrado! Não sei de onde tirei esta mística. (Dias atrás, um amigo que tenho em muito “boa conta” me confessou que já arrancou páginas de um livro de uma biblioteca. Fiquei dias com esta estória na cabeça...)
Assim soltas, as frases ficam pairando na minha cabeça. Tem as que teimam em se incorporar, como se passassem a ser minhas. Ao pretender usá-las me vejo às voltas com o problema da autoria que pesquiso às vezes sem êxito. Estas são mantidas comigo, para consumo próprio, imprestáveis que são para uso público.
A citação do Rubem Alves que mencionei (“conversar é ficar batendo sonho...”) foi retirada não sabia de qual (con)texto. Ontem, visitando, pela primeira vez, a sua “casa virtual” encontrei o texto abaixo :

“Prosear é um jeito de falar. Fala sem objetivo definido, como o vôo dos urubus - indo ao sabor do vento. Palavras fluindo. Um jeito taoísta de ser. Para prosa não existe 'ordem do dia', não há conclusões, não há decisões. A prosa não quer chegar a nenhum lugar. A prosa encontra sua felicidade em prosear. Como andar de barco a vela em que o bom não é chegar mas o 'estar indo'. 'A coisa não está nem na partida nem na chegada, mas na travessia', Guimarães Rosa. Prosear é brincar com as palavras. Escrevi uma crônica com o título Tênis x Frescobol, sobre dois tipos de fala. Fala do tipo Tênis tem um objetivo preciso: reduzir o outro ao silêncio por meio de uma cortada. Ter razão. Ganhar o argumento. Convencer. Sempre termina mal. Um ganha, fica feliz e se sentindo superior. O outro perde, fica com raiva e se sentindo inferior. Frescobol é diferente. A felicidade do jogo está em estar acontecendo, em não parar, vai, vem, vai, vem, vai, vem, como numa transa indiana, sem orgasmo, feita de um prazer permanente que não acaba. O orgasmo na transa, como a cortada no tênis, são o fim do brinquedo. Saber prosear, jogar conversa fora, é o segredo das relações amorosas. Nietzsche dizia que quando se vai casar a única pergunta importante a se fazer é 'terei prazer em conversar com essa pessoa quando eu for velho?' Nessa sala estaremos proseando. Falar sobre o que der na telha. Pensamentos avulsos. Dicas. Informações sobre as coisas novas na minha casa. Apareça sempre para prosear!

Sabe quando se tem a sensação de “déja lu” ?
Talvez a frase que me inspirou tenha saído da tal crônica.
Agora não dá, mas qualquer hora vou conferir. Outra razão para isto é que , um amigo (que não quis comentar a postagem), me enviou email dizendo que o “ ir e vir , ir e vir” do frescobol era sugestivo de sexo.
Será que ele também tinha lido o Rubem Alves?
É outra coisa que tenho para saber, mas só quando voltar da praia.

PS:Vivo afirmando que me casei uma última vez pensando que íamos ter sempre o que conversar. E agora fico sabendo que era uma recomendação do Nietzsche! O que ele não sabia era que só isso não basta.