setembro 28, 2008
BIBLIOTERAPIA
"O único conselho que alguém pode dar sobre a leitura é: não aceite nenhum conselho" esta é uma frase de Virginia Woolf em "Como Ler um Livro". Contrariando tal recomendação, um projeto lançado em Londres pela chamada School of Life se propõe a encontrar a receita de leitura certa para cada pessoa.
Mediante o preenchimento de uma ficha com informações sobre a sua história , aspirações e hábitos, seguida de uma entrevista com um especialista, são oferecidas indicações de leitura.
Não saberia descrever meus hábitos de leitura.Leio em casa (na cama) ou em qualquer lugar (na fila, no parque, no banco da praça, na mesa de um café, viajando de ônibus ) e, quase sempre, termino o que começo a ler. Não havendo um único tema de meu interesse, nem uma preocupação com assunto determinado e não sabendo precisar quais as minhas paixões(são tantas), não conseguiria responder as perguntas do tal questionário que é repassado ao "especialista". Não tenho, como se vê, o perfil de potencial cliente para este tipo de terapia. No entanto, considerando que na vida moderna as pessoas, além de não saberem o que procuram, perdem muito tempo nos deslocamentos para o trabalho ou cuidando de filhos, (para não mencionar as TVs sempre ligadas), não lhes sobrando tempo para ler, encontrar quem indique algo que tenha a ver com o seu momento e anseios, talvez seja interessante.
Segundo o artigo que li na FSP, a Escola da Vida se define como uma "pequena loja com enormes ambições". E o tom de auto-ajuda da loja fica atenuado por ter entre os sócios o filósofo Alain de Botton, famoso pelo livro "Como Proust Pode Mudar Sua Vida" , Robert Macfarlane ( ganhador de vários prêmios literários) e Geoff Dyer, dentre outros escritores.
No site da loja, Botton declara "Esse é o tipo de lugar que pode te tornar genuinamente sábio, em vez de apenas esperto. É tudo o que eu tenho tentado fazer com a minha escrita nos últimos 15 anos".
Além da biblioterapia, a escola também oferece “cursos pequenos sobre as grandes questões da vida": diversão, família, trabalho, política e amor.
Os interessados deverão estar "em busca de aventura pessoal e intelectual", com "curiosidade, mente aberta e um apetite pela vida".
O negócio é inglês, mas tem a cara das coisas daqui.
Logo...
setembro 27, 2008
Perfumes centenários
A fragrância francesa Rancé, que acaba de chegar ao Brasil, foi criada em 1795. Um de seus admiradores era Napoleão Bonaparte. O imperador, aficionado por aromas, chegou a tomar umas aulas de perfumaria com o fundador da empresa, François Rancé. Napoleão ganhou de presente uma criação exclusiva para ele e outra para a mulher, Joséphine. Os perfumes (Le Vainqueur e Joséphine) são vendidos até hoje com frasco e etiqueta iguais aos originais.
Mas a primeira paixão olfativa de Napoleão foi a colônia Jean Marie Farina, criada em 1806 e comprada pela Roger&Gallet em 1862. A fórmula é a mesma até hoje, mas o nome mudou para Extra Vieille.
Ele acreditava que a água milagrosa, como era conhecida, também fazia bem à saúde. Diz a lenda que o imperador costumava tomar vários goles dessa colônia antes das batalhas. Outra que tinha lugar cativo na sua penteadeira era a 4711, criada na Alemanha em 1792. Tudo indica que Napoleão foi o melhor garoto-propaganda que os perfumes poderiam ter na época.
Ainda mais antiga é a marca italiana Santa Maria Novella, com criações de 1500. A Acqua della Regina, homenagem à rainha da França Catarina de Médici, é vendida hoje com o nome de Acqua di Colonia.
Outra antiguidade atual é a inglesa Yardley, que desde 1770 faz a famosa lavanda, supostamente usada pela família real.
Segundo especialistas, essas colônias respeitam as fórmulas originais e usam um tipo de combinação de ingredientes que nunca sai de moda.
da FSP
Mas a primeira paixão olfativa de Napoleão foi a colônia Jean Marie Farina, criada em 1806 e comprada pela Roger&Gallet em 1862. A fórmula é a mesma até hoje, mas o nome mudou para Extra Vieille.
Ele acreditava que a água milagrosa, como era conhecida, também fazia bem à saúde. Diz a lenda que o imperador costumava tomar vários goles dessa colônia antes das batalhas. Outra que tinha lugar cativo na sua penteadeira era a 4711, criada na Alemanha em 1792. Tudo indica que Napoleão foi o melhor garoto-propaganda que os perfumes poderiam ter na época.
Ainda mais antiga é a marca italiana Santa Maria Novella, com criações de 1500. A Acqua della Regina, homenagem à rainha da França Catarina de Médici, é vendida hoje com o nome de Acqua di Colonia.
Outra antiguidade atual é a inglesa Yardley, que desde 1770 faz a famosa lavanda, supostamente usada pela família real.
Segundo especialistas, essas colônias respeitam as fórmulas originais e usam um tipo de combinação de ingredientes que nunca sai de moda.
da FSP
Tempos de silicone, botox e que tais....
AMIGAS AO TELEFONE...
- Oi, me conta como foi o encontro de ontem a noite ?
- Horrível, não sei o que aconteceu...
- Mas por que ? Não te deu nem um beijo ?
- Sim... beijar, me beijou. Mas me beijou tão forte que meu dente postiço da frente caiu e as lentes de contato verdes saltaram dos meus olhos ....
- Não me diga que terminou por aí .
- Não, claro. Depois pegou no meu rosto entre suas mãos, até que tive que pedir que não o fizesse mais, porque estava achatando o botox e me mordia os lábios como se fossem de plástico... ia explodir o meu implante de colágeno e quase sai o mega hair!!!!
- E... não tentou mais nada ?
- Sim, começou a acariciar minhas pernas e eu o detive, porque lembrei que não tive tempo para me depilar. E além do mais, me arrebatou com uma luxúria e estava me abraçando tão forte que quase ficou com minhas próteses do bumbum nas suas mãos e estourou meu silicone do peito...
- E depois, que aconteceu ?
- Aí então, começou a tomar champagne no meu sapato...
- Ai, que romântico...!!!
Romântico nada ! Ele quase morreu!!!
- E por quê?
- Engoliu meu corretor de joanete com a palmilha do salto...
- Nossa, que ele fez ?
- Você acredita que ele desistiu e foi embora? Acho que ele é boiola.
- Só pode!
(Luís Fernando Veríssimo)
- Oi, me conta como foi o encontro de ontem a noite ?
- Horrível, não sei o que aconteceu...
- Mas por que ? Não te deu nem um beijo ?
- Sim... beijar, me beijou. Mas me beijou tão forte que meu dente postiço da frente caiu e as lentes de contato verdes saltaram dos meus olhos ....
- Não me diga que terminou por aí .
- Não, claro. Depois pegou no meu rosto entre suas mãos, até que tive que pedir que não o fizesse mais, porque estava achatando o botox e me mordia os lábios como se fossem de plástico... ia explodir o meu implante de colágeno e quase sai o mega hair!!!!
- E... não tentou mais nada ?
- Sim, começou a acariciar minhas pernas e eu o detive, porque lembrei que não tive tempo para me depilar. E além do mais, me arrebatou com uma luxúria e estava me abraçando tão forte que quase ficou com minhas próteses do bumbum nas suas mãos e estourou meu silicone do peito...
- E depois, que aconteceu ?
- Aí então, começou a tomar champagne no meu sapato...
- Ai, que romântico...!!!
Romântico nada ! Ele quase morreu!!!
- E por quê?
- Engoliu meu corretor de joanete com a palmilha do salto...
- Nossa, que ele fez ?
- Você acredita que ele desistiu e foi embora? Acho que ele é boiola.
- Só pode!
(Luís Fernando Veríssimo)
setembro 26, 2008
ARROBA
Na minha casa sempre teve máquina de escrever. No tempo em que eram manuais e pesadas. As elétricas só apareceram muito depois e as esféricas - que também são peças de museu - são de "ontem"! Sou muito mais antiga do que tudo isto. Mas, voltando.Não lembro se tinha autorização para usá-la.Como quer que tenha sido, “brincar de escrever” fez parte de minha infância. Fui descobrindo sozinha como funcionava. A fita, que ficava num carretel, tinha a metade de cima preta e a de baixo vermelha. Na gaveta da mesinha, onde ela ficava, se guardava um vidrinho com um líquido que era usado para umedecê-la. Ainda sou capaz de reconhecê-lo pelo cheiro. Foi sozinha que aprendi como escrever em vermelho, usar letras maiúsculas, acentos etc... o que deve ter me tomado horas. Mas na infância, o tempo se mede de forma diferente... Na máquina havia uma pequena manivela para rebobinar, automaticamente, a fita. Até descobri-la eu fazia manualmente. Brincava de escrever em duas vias usando carbono que também tinha um cheiro característico, era preto e sujava não só as mãos, mas o papel em que se pretendia escrever.Tinha o lado certo para ser usado. Demorava fazendo os testes. Se errasse o lado, não copiava, apenas fazia uma sombra no avesso da primeira via (o "original" de hoje). A brincadeira acabava quando os tipos se enganchavam. Era o momento de largar e sair de mansinho...
Mais tarde, me dei conta de que nem todo mundo tinha familiaridade com máquina de escrever. Para aprender a usá-la faziam um curso de datilografia, recebiam um diploma que, às vezes, era exigido quando se candidatavam a certos empregos. Foi quando soube que haviam regras estabelecendo com qual dedo determinada letra devia ser "teclada". Conseguem imaginar? A minha aprendizagem se deu, naturalmente, como acontece nos tempos atuais. Alguém já ouviu falar em curso para aprender a “teclar”?
Não é a primeira vez que esta lembrança me ocorre. Ano passado, antes de ter o blog (já tenho estórias pré e pós blog) li este texto sobre o @. Quanto tempo que conheço este símbolo! Sempre esteve no teclado das máquinas de escrever, mas não havia uma utilidade para ele .
Agora, deparei-me, casualmente - pós blog - com o mesmo texto sobre a sua origem.
Vejam se não é curioso!
"Os livros na Idade Média eram escritos pelos copistas à mão. Precursores da taquigrafia, os copistas simplificavam o trabalho substituindo letras, palavras e nomes próprios, por símbolos, sinais e abreviaturas. Não era por economia de esforço nem para o trabalho ser mais rápido. O motivo era de ordem econômica: tinta e papel eram valiosíssimos. Foi assim que surgiu o til (~), para substituir letras, como "m" ou "n", que nasalizava a vogal anterior. Os santos, ao serem citados pelos copistas, eram identificados por um feito significativo em suas vidas. Assim, o nome de São José aparecia seguido de "Jesus Christi Pater Putativus", ou seja, o pai putativo de Jesus Cristo. Mais tarde os copistas passaram a adotar a abreviatura "JHS PP" e depois "PP". A pronúncia dessas letras em seqüência explica porque José em espanhol tem o apelido de Pepe.
Já para substituir a palavra latina et (e), os copistas criaram um símbolo que é o resultado do entrelaçamento dessas duas letras : &. Esse sinal é popularmente conhecido como "e comercial" e em inglês, tem o nome de ampersand, que vem do and (e em inglês) + per se (do latim por si) + and.
Com o mesmo recurso do entrelaçamento de suas letras, os copistas criaram o símbolo @ para substituir a preposição latina ad, que tinha, entre outros, o sentido de "casa de".
Veio a imprensa, foram-se os copistas, mas os símbolos @ e & continuaram a ser usados nos livros de contabilidade. O @ aparecia entre o número de unidades da mercadoria e o preço - por exemplo: o registro contábil "10@£3" significava "10 unidades ao preço de 3 libras cada uma". Nessa época o símbolo @ já ficou conhecido em inglês como at (a ou em).
No século XIX, nos portos da Catalunha, o comércio e a indústria procuravam imitar práticas comerciais e contábeis dos ingleses. Como os espanhóis desconheciam o sentido que os ingleses atribuíam ao símbolo @ (a ou em), acharam que o símbolo seria uma unidade de peso. Para o entendimento contribuíram duas coincidências:
1 - a unidade de peso comum para os espanhóis na época era a arroba, cujo "a" inicial lembra a forma do símbolo;
2 - os carregamentos desembarcados vinham freqüentemente em fardos de uma arroba. Dessa forma, os espanhóis interpretavam aquele mesmo registro de "10@£3" assim : "dez arrobas custando 3 libras cada uma". Então o símbolo @ passou a ser usado pelos espanhóis para significar arroba.
Arroba veio do árabe ar-ruba, que significa "a quarta parte": arroba (15 kg em números redondos) correspondia a ¼ de outra medida de origem árabe quintar), o quintal (58,75 kg).
As máquinas de escrever, na sua forma definitiva, começaram a ser comercializadas em 1874, nos Estados Unidos (Mark Twain foi o primeiro autor a apresentar seus originais datilografados). O teclado tinha o símbolo "@", que sobreviveu nos teclados dos computadores.
Em 1872, ao desenvolver o primeiro programa de correio eletrônico (e-mail), Roy Tomlinson aproveitou o sentido "@" (at), disponível no teclado, e utilizou-o entre o nome do usuário e o nome do provedor. Assim "Fulano@Provedor X" ficou significando "Fulano no provedor X".
Em diversos idiomas, o símbolo "@" ficou com o nome de alguma coisa parecida com sua forma, em italiano chiocciola (caracol), em sueco snabel (tromba de elefante), em holandês, apestaart (rabo de macaco); em outros idiomas, tem o nome de um doce em forma circular: shtrudel, em Israel; strudel, na Áustria; pretzel, em vários países europeus."
Reinaldo Pimenta
PS: para os franceses arobase.
setembro 25, 2008
Mulher: 99% perfeita
Dos inúmeros textos com autoria falsa ou duvidosa que circulam neste mundo virtual, Sheakspeare, Mário Quintana, e o L.F.Veríssimo talvez sejam as maiores vítimas. A propósito disto, ouvi dele (num "café literário" onde além de conversar, se apresentou tocando jazz), que havia sido paraninfo de uma turma de Comunicação Social que fizera imprimir no convite um texto cuja autoria lhe era atribuída. Segundo ele, para não estragar a festa, "deixou para lá".
Mas este é um autêntico Luis Fernando Veríssimo
"Se uma memória restou das festinhas e reuniões de familiares da minha infância, foi a divisão sexual entre os convivas: mulheres de um lado, homens do outro. Não sei se isso, hoje, ainda ocorre.Sou anti-social a ponto de não freqüentar qualquer evento com mais de 4 pessoas, o que me descredencia a emitir juízo. Mas era assim que a coisa rolava naqueles tempos. Tive uma infância feliz: sempre fui considerado esquisito, estranho e solitário, o que me permitia ficar quieto, observando a paisagem. Bom, rapidinho verifiquei que o apartheid sexual ia muito além das diferenças anatômicas: a fronteira era determinada pelos pontos de vista, atitude e prioridades.
Explico: no córner masculino imperava o embate das comparações e disputas. Meu carro é mais potente, minha TV é mais moderna, meu salário é maior, a vista do meu apartamento é melhor, o meu time é mais forte, eu dou 3 por noite e outras cascatas típicas da macheza latina.
Já no córner oposto, respirava-se outro ar. As opiniões eram quase sempre ligadas ao sentir. Falava-se de sentimentos, frustrações e recalques com uma falta de cerimônia que me deliciava. Os maridos preferiam classificar aquele ti-ti-ti como fofoca. Discordo. Destas reminiscências infantis veio a
minha total e irrestrita paixão pelas mulheres.
Constatem, é fácil. Enquanto o homem vem ao mundo completamente cru, freqüentando e levando bomba no bê-a-bá da vida, as mulheres já chegam na metade do segundo grau. Qualquer menina de 2 ou 3 anos já tem preocupações de ordem prática. Ela brinca de casinha e aprende a dar um pouco de ordem nas coisas. Ela pede uma bonequinha que chama de filha e da qual cuida, instintivamente, como qualquer mãe veterana. Ela fala em namoro mesmo sem ter uma idéia muito clara do que vem a ser isso. Em outras palavras, ela já chega sabendo. E o que não sabe, intui.
Já com os homens a história é outra. Você já viu um menino dessa idade brincando de executivo? Já ouviu falar de algum moleque fingindo ir ao banco pagar as contas? Já presenciou um bando de meninos fingindo estar preocupados com a entrega da declaração do Imposto de Renda? Não, nunca viram e nem verão. Porque o homem nasce, vive e morre numa existência juvenil. O que varia ao longo da vida é o preço dos brinquedos! E aí reside a maior diferença: o que para as meninas é treino para a vida, para os meninos é fantasia, é competição, fuga. Falo sem o menor pudor. Sou assim.Todo homem é assim.
Em relação ao relacionamento homem/mulher, sempre me considerei um privilegiado. Sempre consegui enxergar a beleza física feminina mesmo onde, segundo os critérios estéticos vigentes, ela inexistia. Porque toda mulher é linda. Se não no todo, pelo menos em algum detalhe. É só saber olhar. Todas têm sua graça. E embora contaminado pela irreversível herança genética que me faz idolatrar os ícones do cafajestismo, sempre me apaixonei perdidamente por todas as incautas que se aproximaram de mim.
Incautas não por serem ingênuas, mas por acreditarem. Porque toda mulher acredita firmemente na possibilidade do homem ideal. E esse é o seu único defeito!"
Mas este é um autêntico Luis Fernando Veríssimo
"Se uma memória restou das festinhas e reuniões de familiares da minha infância, foi a divisão sexual entre os convivas: mulheres de um lado, homens do outro. Não sei se isso, hoje, ainda ocorre.Sou anti-social a ponto de não freqüentar qualquer evento com mais de 4 pessoas, o que me descredencia a emitir juízo. Mas era assim que a coisa rolava naqueles tempos. Tive uma infância feliz: sempre fui considerado esquisito, estranho e solitário, o que me permitia ficar quieto, observando a paisagem. Bom, rapidinho verifiquei que o apartheid sexual ia muito além das diferenças anatômicas: a fronteira era determinada pelos pontos de vista, atitude e prioridades.
Explico: no córner masculino imperava o embate das comparações e disputas. Meu carro é mais potente, minha TV é mais moderna, meu salário é maior, a vista do meu apartamento é melhor, o meu time é mais forte, eu dou 3 por noite e outras cascatas típicas da macheza latina.
Já no córner oposto, respirava-se outro ar. As opiniões eram quase sempre ligadas ao sentir. Falava-se de sentimentos, frustrações e recalques com uma falta de cerimônia que me deliciava. Os maridos preferiam classificar aquele ti-ti-ti como fofoca. Discordo. Destas reminiscências infantis veio a
minha total e irrestrita paixão pelas mulheres.
Constatem, é fácil. Enquanto o homem vem ao mundo completamente cru, freqüentando e levando bomba no bê-a-bá da vida, as mulheres já chegam na metade do segundo grau. Qualquer menina de 2 ou 3 anos já tem preocupações de ordem prática. Ela brinca de casinha e aprende a dar um pouco de ordem nas coisas. Ela pede uma bonequinha que chama de filha e da qual cuida, instintivamente, como qualquer mãe veterana. Ela fala em namoro mesmo sem ter uma idéia muito clara do que vem a ser isso. Em outras palavras, ela já chega sabendo. E o que não sabe, intui.
Já com os homens a história é outra. Você já viu um menino dessa idade brincando de executivo? Já ouviu falar de algum moleque fingindo ir ao banco pagar as contas? Já presenciou um bando de meninos fingindo estar preocupados com a entrega da declaração do Imposto de Renda? Não, nunca viram e nem verão. Porque o homem nasce, vive e morre numa existência juvenil. O que varia ao longo da vida é o preço dos brinquedos! E aí reside a maior diferença: o que para as meninas é treino para a vida, para os meninos é fantasia, é competição, fuga. Falo sem o menor pudor. Sou assim.Todo homem é assim.
Em relação ao relacionamento homem/mulher, sempre me considerei um privilegiado. Sempre consegui enxergar a beleza física feminina mesmo onde, segundo os critérios estéticos vigentes, ela inexistia. Porque toda mulher é linda. Se não no todo, pelo menos em algum detalhe. É só saber olhar. Todas têm sua graça. E embora contaminado pela irreversível herança genética que me faz idolatrar os ícones do cafajestismo, sempre me apaixonei perdidamente por todas as incautas que se aproximaram de mim.
Incautas não por serem ingênuas, mas por acreditarem. Porque toda mulher acredita firmemente na possibilidade do homem ideal. E esse é o seu único defeito!"
MILHAZES

Os quadros são entitulados Cabeça de Mulher e Pacaembu. O mesmo colecionador argentino que arrematou o Abaporu pagou mais de um milhão de dólares por uma pintura de Beatriz Milhazes (O Mágico).
A artista seria uma versão melhorada (?) do Romero Britto.
Suas pinturas, de fácil assimilação, são feitas sob medida para novos ricos que entendem arte como decoração e sinal de distinção social.Se o importante na arte são as cotações que ela atinge e sucesso tornou-se critério estético, ambos têm que ser considerados mesmo grandes artistas.
setembro 24, 2008
É permitido proibir-se
Por CARLOS NADER colunista da revista TRIP
“É proibido proibir”, dizia o mote de maio de 68, sintetizando o vento libertário que começou a soprar naquela época. Fazia todo sentido, num mundo que ainda não tinha se livrado de ditaduras ambidestras e de moralidades sem nenhum jogo de cintura.
Fazia. Hoje, “é proibido proibir” pode servir melhor como lema de traficantes ou corruptores. Foram os próprios ventos da liberdade conquistada que, com os anos, arrancaram uma a uma as capas heróicas da frase estudantil para deixar nu todo seu simplismo. Liberdade é uma idéia livre e, por isso, bem mais complexa.
Até “prisão” pode significar “liberdade”. Sabemos disso desde pelo menos a Grécia antiga, graças à visão luminosa que o poeta cego Homero nos dá em sua Odisséia. Nela, sabemos, Ulisses se faz prender no mastro do próprio barco para resistir às sereias, cujo canto hipnótico, este sim, o prenderia para sempre. Aprendemos assim que a decisão autônoma de se privar da própria liberdade pode garantir, muitas vezes, uma liberdade mais plena.
O gesto libertário de Ulisses é resultado do conselho de uma feiticeira, Circe, mulher sabedora de que as leis da vida têm meandros que escapam ao raciocínio dos retos
...
Mas ainda encontra muito eco por aí a idéia de que todo e qualquer questionamento das liberdades conquistadas desde a segunda metade do século 20 seja uma espécie de blasfêmia moderna. A sacralização dessas liberdades, ainda que geralmente ungida por setores bem-intencionados, como a imprensa ou os liberais econômicos, pode acabar servindo aos interesses de quem justamente quer ver menos liberdade no mundo. Entre eles, todos os que têm interesse, por exemplo, em que um escândalo de jornal apague rapidamente o outro ou que centenas de novos produtos sejam lançados só para tornarem démodés os anteriores.
Sei que a questão aqui acaba se tornando complexa demais para uma solitária página de revista. Ainda que não possa estar sujeita a cânones “imexíveis”, a demarcação da liberdade dos outros tem que necessariamente passar por uma discussão bem mais ampla e demorada. Caso a caso.
Já no que diz respeito à privação das próprias liberdades, o processo pode ser muito mais simples. Numa época que está se definindo por um laissez-faire pra lá de insustentável, por um excesso de produção e consumo tanto de mercadorias quanto de informações, é muitas vezes necessário decidir amarrar-se a mastros. É preciso ser bem mais cego que Homero, ou mais burro que o Homer, para não ver que há algo de muito atual no gesto de Ulisses e, grego por grego, entender que é libertador permitir-se ser às vezes um delegado Protógenes* de si mesmo.
A fartura sedutora que hoje é oferecida ao cidadão urbano tem se transformado num canto de sereia escravizante. Autodetenções podem vir a ser muito libertárias. Em pequenas coisas. Sei lá. Trancando o celular na gaveta durante todas as manhãs. Bloqueando a caixa de e-mails no fim de semana. Exilando-se da TV por um mês. Detendo-se todo dia diante de uma compra compulsiva. Fechando a boca periodicamente, seja para comer menos, seja para ouvir mais. Coisas simples assim. Que mudam tudo. A escolha depende de cada um. Cada macaco no seu mastro. Disciplina é liberdade. É permitido proibir-se.
* Delegado da PF protagonista do antepenúltimo "escândalo".
“É proibido proibir”, dizia o mote de maio de 68, sintetizando o vento libertário que começou a soprar naquela época. Fazia todo sentido, num mundo que ainda não tinha se livrado de ditaduras ambidestras e de moralidades sem nenhum jogo de cintura.
Fazia. Hoje, “é proibido proibir” pode servir melhor como lema de traficantes ou corruptores. Foram os próprios ventos da liberdade conquistada que, com os anos, arrancaram uma a uma as capas heróicas da frase estudantil para deixar nu todo seu simplismo. Liberdade é uma idéia livre e, por isso, bem mais complexa.
Até “prisão” pode significar “liberdade”. Sabemos disso desde pelo menos a Grécia antiga, graças à visão luminosa que o poeta cego Homero nos dá em sua Odisséia. Nela, sabemos, Ulisses se faz prender no mastro do próprio barco para resistir às sereias, cujo canto hipnótico, este sim, o prenderia para sempre. Aprendemos assim que a decisão autônoma de se privar da própria liberdade pode garantir, muitas vezes, uma liberdade mais plena.
O gesto libertário de Ulisses é resultado do conselho de uma feiticeira, Circe, mulher sabedora de que as leis da vida têm meandros que escapam ao raciocínio dos retos
...
Mas ainda encontra muito eco por aí a idéia de que todo e qualquer questionamento das liberdades conquistadas desde a segunda metade do século 20 seja uma espécie de blasfêmia moderna. A sacralização dessas liberdades, ainda que geralmente ungida por setores bem-intencionados, como a imprensa ou os liberais econômicos, pode acabar servindo aos interesses de quem justamente quer ver menos liberdade no mundo. Entre eles, todos os que têm interesse, por exemplo, em que um escândalo de jornal apague rapidamente o outro ou que centenas de novos produtos sejam lançados só para tornarem démodés os anteriores.
Sei que a questão aqui acaba se tornando complexa demais para uma solitária página de revista. Ainda que não possa estar sujeita a cânones “imexíveis”, a demarcação da liberdade dos outros tem que necessariamente passar por uma discussão bem mais ampla e demorada. Caso a caso.
Já no que diz respeito à privação das próprias liberdades, o processo pode ser muito mais simples. Numa época que está se definindo por um laissez-faire pra lá de insustentável, por um excesso de produção e consumo tanto de mercadorias quanto de informações, é muitas vezes necessário decidir amarrar-se a mastros. É preciso ser bem mais cego que Homero, ou mais burro que o Homer, para não ver que há algo de muito atual no gesto de Ulisses e, grego por grego, entender que é libertador permitir-se ser às vezes um delegado Protógenes* de si mesmo.
A fartura sedutora que hoje é oferecida ao cidadão urbano tem se transformado num canto de sereia escravizante. Autodetenções podem vir a ser muito libertárias. Em pequenas coisas. Sei lá. Trancando o celular na gaveta durante todas as manhãs. Bloqueando a caixa de e-mails no fim de semana. Exilando-se da TV por um mês. Detendo-se todo dia diante de uma compra compulsiva. Fechando a boca periodicamente, seja para comer menos, seja para ouvir mais. Coisas simples assim. Que mudam tudo. A escolha depende de cada um. Cada macaco no seu mastro. Disciplina é liberdade. É permitido proibir-se.
* Delegado da PF protagonista do antepenúltimo "escândalo".
FUTILIDADES
UM BOM CORRETIVO FAZ A DIFERENÇA...
O corretivo é um item indispensável na maquiagem. Disfarça manchas, olheiras, espinhas e até cicatrizes.
. Escolher a cor do corretivo é fácil. Basta combiná-lo de acordo com o tom da sua pele. E para testar, nunca utilize as mãos ou punhos. Aplique diretamente no rosto e verifique se os tons são iguais. Mas se você tem olheiras escuras, o ideal é usar um corretivo um pouco mais claro.
. Para aplicar, utilize as pontas dos dedos, de maneira suave. Nunca misture água no produto e não faça isso com as mãos molhadas, para que não haja qualquer alteração. Um bom segredo a ser seguido é sempre passar o corretivo depois da base, nunca antes, pois os produtos devem se complementar.
O corretivo é um item indispensável na maquiagem. Disfarça manchas, olheiras, espinhas e até cicatrizes.
. Escolher a cor do corretivo é fácil. Basta combiná-lo de acordo com o tom da sua pele. E para testar, nunca utilize as mãos ou punhos. Aplique diretamente no rosto e verifique se os tons são iguais. Mas se você tem olheiras escuras, o ideal é usar um corretivo um pouco mais claro.
. Para aplicar, utilize as pontas dos dedos, de maneira suave. Nunca misture água no produto e não faça isso com as mãos molhadas, para que não haja qualquer alteração. Um bom segredo a ser seguido é sempre passar o corretivo depois da base, nunca antes, pois os produtos devem se complementar.
O FILHO ETERNO
Tinha lido no Blog do próprio Tezza. Geneton Moraes Neto escreveu quando do lançamento do livro. Ontem, o prêmio Jabuti anunciou os vencedores deste ano de suas principais categorias e "O Filho Eterno", de Cristovão Tezza foi o ganhador na categoria romance ("O Outro Lado", de Ivan Junqueira, em poesia; e "1808", de Laurentino Gomes, em reportagem)."ROMANCE, AUTOBIOGRAFIA OU REPORTAGEM ? POUCO IMPORTA. É UM LIVRAÇO
O escritor Cristovao Tezza, 55 anos, romancista, ex-relojoeiro (!), catarinense radicado em Curitiba, professor da Universidade Federal do Paraná, acaba de cometer uma façanha e criar um problema para a literatura brasileira.
A façanha : recém-lançado, "O Filho Eterno" já desponta como favoritíssimo ao título de melhor do ano. O problema : "O Filho Eterno" foi publicado pela Editora Record na categoria de "romance brasileiro", mas é um texto escancaradamente autobiográfico.
Tezza descreve, sem jamais cair no melodrama ou na pieguice, um acontecimento que o fez se sentir como se fosse um boi cabeceando inutilmente contra as paredes do corredor de um matadouro: o dia em que recebeu a notícia de que o primeiro filho, tão esperado, tinha Síndrome de Down.
Não é exagero carimbar "O Filho Eterno" desde já como o lançamento do ano. O site de literatura Todoprosa, mantido por Sérgio Rodrigues, também concedeu este título antecipado do livro. Ainda é agosto. Mas, pelo menos na categoria de "romance brasileiro", a disputa pelo campeonato de melhor do ano parece resolvida. Que se apresentem os outros candidatos.
Pergunte-se a um leitor médio, aquele que desembarca na livraria simplesmente em busca de uma bela descoberta : o que é que define uma boa leitura ? Nove entre dez dirão que boa leitura é aquela capaz de prender a atenção. Que outra coisa pode querer um autor ? E excelente leitura é aquela que arrebata. É o caso de "O Filho Eterno". Tezza acaba de criar o Expresso 222 da literatura. As 222 páginas de O Filho Eterno voam, arrebatadoras, como se fossem vinte.
Referir-se a si próprio na terceira pessoa virou sinônimo de vaidade desde que Pelé -e outras celebridades menos votadas - cairam nessa tentação. O autor de "O Filho Eterno" se enquadra na categoria dos que falam de si próprios na terceira pessoa por outro motivo: o excesso de pudor na hora de subir à ribalta para se expor aos olhos do público. É compreensível. O fato de a narração ser feita na terceira pessoa é, provavelmente, o único detalhe que impede "O Filho Eterno" de se enquadrar na categoria de autobiografia.
Resta o "problema" literário criado por "O Filho Eterno" : a partir de que momento uma narrativa amparada em fatos deixa de ser uma autobiografia para se transformar em "romance" ? É tudo uma questão de primeira ou terceira pessoa ? Estudantes de Letras, se é que existem, mãos á obra!
"O Filho Eterno" poderia também ser qualificada como uma peça do chamado "novo jornalismo", uma reportagem irretocável, merecedora de todo aplauso numa época em que texto jornalístico, golpeado pelos "idiotas da objetividade", cabeceia, também ele, como se fosse um boi no corredor de um matadouro. O livro não deixa de ser uma bela reportagem autobiográfica de um pai que toma para si uma tarefa dificílima : a de narrar uma dor inenarrável ou, para usar uma palavra que é cara ao autor, "irredimível".
A certa altura do texto, Tezza confessa ser um daqueles autores que, em nome da devoção incondicional à literatura, são capazes de engolir durante anos a fio recusas de editoras e eventuais fracassos de venda. Ainda assim, vão adiante, porque crêem que o que conta é o embate original com as folhas de papel em branco (ou com a tela alva do computador) : neste cenário íntimo, pessoal e intransferível, os Cristovao Tezza entregam-se à acidentada tarefa de tentar traduzir a vida em palavras, "dar nome às coisas". Todo o resto é acidente, vaidade, desvio, perda de tempo, mera consequência.
"Os escritores brasileiros somos pequenos ladrões de sardinha, Brás Cubas inúteis", diz, a certa altura do livro. Imagina-se, lá pelas tantas, autor de livros que ninguém lerá - e pai de um filho que não poderia amar. Mas persiste, porque, para ele, escrever é uma escolha radical, uma predestinação que não depende de coisas tão pequenas quanto os humores das editoras ou as leis de mercado.
Quem termina a travessia arrebatadora das 222 páginas de "O Filho Eterno" haverá de sentir um alívio e uma alegria. O leitor concluirá que, feitas as contas, o poeta Drummond tinha toda razão ao dizer que nossa existência é "um sistema de erros", "um vácuo atormentado", "um teatro de injustiças e ferocidades" , mas, no caso de Cristovao Tezza, tanta dor, tanto tormento, tanto espanto, tanto vácuo, tanto remorso, tanta incredulidade, tudo, enfim, foi recompensado com uma bela contrapartida, o melhor prêmio que um escritor poderia esperar : concebeu um livro que todos deveriam ler sobre um personagem que todos haverão de amar. Chama-se Felipe.
É este o nome do filho eterno."
Geneton Moraes Neto
setembro 22, 2008
escândalo
Amanheci fazendo buscas para atender aos “engenheiros” que necessitavam do “manual do proprietário” do apartamento. Comecei resistindo, achando que nunca tinha sequer visto tal manual.Um pouco por preguiça. Mexer neste tipo de coisa não termina quando a gente encontra o que procurava. Vamos relendo e concluindo que metade daquilo não precisava estar guardado...e haja rasgar papéis inúteis. Desta vez, até que valeu remexer nesta papelada.Encontrei o folder da peça UM PORTO PARA ELIZABETH BISHOP , de 2001, escrita por Marta Góes (especialmente para Regina Braga), sobre a passagem da poetisa norte-americana Elizabeth Bishop (1911-1979) pelo Brasil, nas décadas de 50 e 60.De lá tirei este texto do José Possi Neto que fez a direção:
“escândalo
É impossível escandalizar nos dias de hoje.
Talvez porque o escândalo tenha se tornado status quo.
O escândalo hoje está somente ligado ao crime, à violência, à injustiça social.
Nas décadas de 50 e 60 , quando o Brasil ficou moderno, uma mulher com saias acima dos joelhos escandalizava, um homem que usasse sapatos sem meias ou uma camisa vermelha escandalizava , fazer amor antes do casamento escandalizava, fazer sexo fora do casamento também escandalizava , o Rock and Roll foi um escândalo, a BOSSA NOVA foi um escândalo impensável, a construção de Brasília foi um escândalo assim como a construção do aterro do Flamengo também foi um escândalo.
Falar de Elizabeth Bishop e Lota Macedo Soares é falar de um tempo onde o escândalo estava ligado à LIBERTAÇÃO e à CRIATIVIDADE , à quebra de regras ortodoxas , à quebra de preconceitos , à criação de um mundo novo voltado para a liberdade e o progresso .
Essas duas mulheres viveram intensamente o seu tempo e se impuseram como um casal na sociedade carioca nos anos 50/60. Lota assumiu cargos junto ao poder político da época , Bishop se inscreveu entre os maiores poetas americanos do século XX.
Ambas deixaram uma obra, Bishop sua poesia e Lota o aterro do Flamengo , que segundo Bishop, foi “o poema que Lota construiu para compartilhar com todos os cariocas “.
Lutaram com Homens num mundo dos Homens.
Viveram uma grande estória de anos, que terminou tragicamente com o suicídio de Lota aos 57 anos , e escreveram seus nomes no elenco dos personagens ícones da libertação da mulher .
Portanto falemos, falemos muito sobre Elizabeth Bishop e Lota Macedo Soares , ao falarmos dela estamos falando do Brasil , de sonhos ideais , de cruéis realidades e acima de tudo de LIBERTAÇÃO”
Sobre Elizabeth Bishop :
Nascida em Worcester, Massachusetts, foi uma pessoa "sem porto" durante muito tempo, até que aceitou o convite de Mary, então namorada de Lota Macedo Soares, para visitar o Rio de Janeiro, em 1951.
Apaixonando-se por Lota e pelo Brasil, aqui viveu e produziu parte de sua obra durante 18 anos. Ganhou o Prêmio Pullitzer de poesia em 1956.
Após o suicídio de Lota, em Nova Iorque permaneceu nos EU. Foi professora titular de poesia em Harvard, em 1969. Dependente de álcool,asmática, depressiva, expatriada, cheia de conflitos e extremamente interessante.
FLORES RARAS E BANALÍSSIMAS - A história de Lota de M. Soares e Elizabeth Bishop de autoria de Carmen L. Oliveira Faz quase uns dez anos que li (recomendado e emprestado pelo Vagner) este livro maravilhoso que conta a história do amor entre a Bishop e Lota, tendo pano de fundo do Brasil dos anos 50 e 60.
Os primeiros tempos de vida em comum, junto à mata de Samambaia, foram de grande felicidade.Assumiram sua homossexualidade com surpreendente naturalidade para a época. Bishop escreveu alguns de seus mais marcantes poemas, conseguindo se afastar do alcoolismo.
Em 1961, Lota embarcou no ambicioso projeto de idealizar e administrar a construção de um parque à beira-mar, no aterro do Flamengo. O casal teve que se mudar para o Rio. A visão urbanística de Lota feria interesses e seus conceitos de lazer e estética não encontravam ressonância na burocracia e na política. Lota foi-se ausentando cada vez mais de casa e, com imenso desgaste, canalizando suas energias para superar os obstáculos sistematicamente colocados pelos que consideravam seu plano visionário.
Bishop, antes apaziguada na casa na neblina, viu-se só, no burburinho da cidade grande. Seu melhor depoimento sobre a cruel transição entre a exuberância natural de Samambaia e o terror urbano está em seus poemas, nos quais a bromélia é substituída por uma cadela sarnenta e, em vez das imagens sensuais da vida natural, surgem putinhas dançando o chácháchá nas calçadas de Copacabana. Bishop recaiu no alcoolismo.
A obsessão de Lota pela conclusão do parque e a crescente instabilidade emocional de Bishop contribuíram para que ambas enfrentassem uma forte crise em sua vida amorosa, agravada pelo tumulto da época, com a instalação da ditadura e o fim político de Lacerda.
Os retratos nuançados de Lota e Bishop, bem como a reconstituição impecável do momento histórico, custaram a Carmen L. Oliveira muitos anos de pesquisa em documentos inéditos, correspondência das protagonistas, a obra de Bishop, ofícios de Lota, diários, agenda pessoal, jornais, revistas e depoimentos de confidentes. Daí emergiu uma história sensacional, envolvendo pessoas extraordinárias, como José Eduardo de Macedo Soares, D. Baby Lage, Carlos Lacerda, Roberto Burle Marx, Rachel de Queiroz e Alexander Calder, todos personagens do livro.
Flores raras e banalíssimas é para quem gosta de uma boa história e de História.
Dia Mundial Sem Carro
Pode ser apenas uma data simbólica, sobretudo para quem vive em cidades grandes e com um transporte público precário. Mas vejam algumas ótimas razões para ir a pé, pelo menos de vez em quando:
Além de não ter contramão nem preferencial,
aumenta a liberação de endorfinas, ajudando no combate do stress, ansiedade e depressão.
Tonifica a musculatura das pernas, coxas e glúteos
Promove um gasto médio de 200-300 kcal/hora,(na subida o gasto calórico pode aumentar para até 450kcal/hora)
Melhora a circulação sanguínea
Auxilia na prevenção de varizes e o no controle da pressão arterial
Auxilia no controle do colesterol, diminuindo o HDL( bom colesterol) e aumentando o LDL ( mau colesterol)
Aumenta a massa muscular
Melhora a atividade do sistema imunológico
Ajuda a prevenir a osteoporose, através da compressão imposta aos ossos pelo impacto da caminhada
Aumenta o metabolismo de repouso, aumentando assim o gasto calórico diário
Aumenta a capacidade dos pulmões absorverem o oxigênio
Auxilia no combate a diversos tipos de câncer
Alivia os sintomas da TPM e durante a gestação pode facilitar o parto
Acelera a recuperação pós-parto e a recuperação de cirurgias
Aumenta a força dos membros inferiores e melhora flexibilidade
Acelera a atividade do sistema nervoso, auxiliando na condução de impulsos
Auxilia no controle postural, pois exige sustentação do tronco
Diminui riscos de derrame cerebral
Auxilia no controle e prevenção da diabetes e ajuda a prevenir a obesidade
Auxilia no combate ao tabagismo
Melhora a auto estima ec combate a insônia
Praticamente sem contra indicações
Tem baixo custo. Basta apenas um calçado confortável com amortecedor
Aumenta o contato com o meio ambiente, ficando livre do ar condicionado
Auxilia na absorção de vitamina D, se realizada durante o dia
Sem pegar o carro, você colabora com o trânsito
Colabora com o controle da emissão de gases que provocam o aquecimento global
Você fica livre dos congestionamentos e do stress dos engarrafamentos
Deixando o carro na garagem, você gasta menos com combustível e estacionamentos
Pode fazer suas comprar durante a caminhada de ida e volta ao trabalho, evitando se deslocar somente para isso
Caminhar nas ruas permite observar melhor a arquitetura dos prédios e descobrir lugares nunca antes observados
Caminhando diariamente, você fica em forma e pode até economizar com a academia
Além de não ter contramão nem preferencial,
aumenta a liberação de endorfinas, ajudando no combate do stress, ansiedade e depressão.
Tonifica a musculatura das pernas, coxas e glúteos
Promove um gasto médio de 200-300 kcal/hora,(na subida o gasto calórico pode aumentar para até 450kcal/hora)
Melhora a circulação sanguínea
Auxilia na prevenção de varizes e o no controle da pressão arterial
Auxilia no controle do colesterol, diminuindo o HDL( bom colesterol) e aumentando o LDL ( mau colesterol)
Aumenta a massa muscular
Melhora a atividade do sistema imunológico
Ajuda a prevenir a osteoporose, através da compressão imposta aos ossos pelo impacto da caminhada
Aumenta o metabolismo de repouso, aumentando assim o gasto calórico diário
Aumenta a capacidade dos pulmões absorverem o oxigênio
Auxilia no combate a diversos tipos de câncer
Alivia os sintomas da TPM e durante a gestação pode facilitar o parto
Acelera a recuperação pós-parto e a recuperação de cirurgias
Aumenta a força dos membros inferiores e melhora flexibilidade
Acelera a atividade do sistema nervoso, auxiliando na condução de impulsos
Auxilia no controle postural, pois exige sustentação do tronco
Diminui riscos de derrame cerebral
Auxilia no controle e prevenção da diabetes e ajuda a prevenir a obesidade
Auxilia no combate ao tabagismo
Melhora a auto estima ec combate a insônia
Praticamente sem contra indicações
Tem baixo custo. Basta apenas um calçado confortável com amortecedor
Aumenta o contato com o meio ambiente, ficando livre do ar condicionado
Auxilia na absorção de vitamina D, se realizada durante o dia
Sem pegar o carro, você colabora com o trânsito
Colabora com o controle da emissão de gases que provocam o aquecimento global
Você fica livre dos congestionamentos e do stress dos engarrafamentos
Deixando o carro na garagem, você gasta menos com combustível e estacionamentos
Pode fazer suas comprar durante a caminhada de ida e volta ao trabalho, evitando se deslocar somente para isso
Caminhar nas ruas permite observar melhor a arquitetura dos prédios e descobrir lugares nunca antes observados
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