agosto 29, 2008
Coldplay - The hardest part
O propósito da postagem é mostrar a performance desta mulher de 84 anos!!!
agosto 28, 2008
ROTEIROS ADAPTADOS
Fellini teria dito que para filmar um livro é preciso jogá-lo fora depois da leitura e filmar só o que ficou na memória. Sempre que assisto a um filme baseado numa obra literária saio meio frustrada. Ainda que tente respeitar a leitura do roteirista, nem sempre concordo com ela. Se o filme é o que ficou na sua “memória”, em regra, não é o que está na minha.
No assunto do dia da BRAVO! se discute se as adaptações precisam ser fiéis. Há quem defenda que, sendo as linguagens (literária e cinematográfica) tão específicas e diferentes, não há como preservar a história tal qual ela é no original, que num roteiro de cinema ficaria sem força, que muitas vezes a história precisa ser desconstruída para se tornar um bom filme.
É fora de dúvida ser indispensável enxugar texto, fazer ajustes técnicos e sei lá mais o que, ao transpor para outra linguagem. Porém, na maioria das vezes, o que se vê é a história concebida pelo autor ficar desfigurada .
A opinião do Fellini é mesmo a de um roteirista-cineasta. Autores de obras literárias costumam não aprovar adaptações que recriam demais a partir da história original e implicam com as adaptações de seus livros para teatro ou cinema.
Gabriel García Márquez, apesar de ter cedido os direitos autorais de O Amor nos Tempos do Cólera para o cinema, continua a resguardar Cem Anos de Solidão. Toda vez que se interessam em levar esta obra para as telas, ele aumenta o preço dos direitos autorais. Para ele, nada de filmar só com o que ficou registrado na memória.
O compromisso de quem faz cinema é com a bilheteria e com às expectativas do público. E este, quase nunca leu ou lerá o livro.
E la nave va.
Livros infantis liberais
Li na BBC a notícia de que estão sendo lançados, na Suécia, livros infantis que desafiam os conceitos tradicionais de família e os papéis normalmente atribuídos a meninos e meninas. Neles, os meninos usam sandálias cor-de-rosa, meninas querem ser bombeiros quando crescerem e papai não é, necessariamente, quem sai para trabalhar enquanto a mamãe fica em casa cuidando do jantar. O objetivo, segundo a escritora Karin Salmson seria “ dar às crianças a liberdade de criar sua própria identidade, sem padrões pré-concebidos e sem preconceitos de sexo, raça e sexualidade. Famílias com pais gays, mães solteiras e crianças adotadas também são famílias normais. Temos várias assim na Suécia, mas esta realidade não está refletida nos livros infantis. Mostrá-las em histórias nas quais o enredo não é simplesmente sobre famílias gays ou mães solteiras demonstra que essas famílias existem, que são normais e que precisam ser aceitas"
No livro "Magic, Cilla & Baby", de Eva Lundgren, o menino Kasper é ruim de bola e o garoto Olle gosta de maquiagem, enquanto a menina Inger é famosa por seus gols de placa no hóquei e a amiga Ellinor passa os dias tocando guitarra elétrica. Em outro,o personagem Imannuel é um menino que adora suas sandálias cor-de-rosa.
A filosofia das editoras, embora não esteja livre de críticas, reflete em grande parte as atitudes na Suécia, considerado um dos países mais avançados e liberais em questões de igualdade sexual e direitos de minorias.
agosto 26, 2008
ADRIANO
A abertura de uma megaexposição pelo British Museum há um mês, um documentário da BBC e a adaptação para o cinema do romance de Marguerite Yourcenar ("Memórias de Adriano") jogam o controverso imperador romano do século 2 no centro das releituras históricas e culturais da temporada.Publicado em 1951, "Memórias de Adriano" foi um sucesso de vendas mundial e transformou Marguerite Yourcenar (1903-1987) na primeira mulher eleita para a Academia Francesa de Letras, em 1980 (qdo o li pela primeira vez).
A Autora se coloca na pele do imperador e o livro toma a forma de uma carta escrita por Adriano, já no fim da vida, ao seu sucessor, Marco Aurélio.
"É difícil permanecer imperador na presença do médico e mais difícil permanecer homem. [...] Esta manhã, pela primeira vez, ocorreu-me a idéia de que meu corpo, este fiel companheiro, este amigo mais seguro e mais conhecido do que minha própria alma, não é senão um monstro sorrateiro que acabará por devorar seu próprio dono", escreveu, numa das primeiras páginas.
Para o curador Thorsten Opper, "o Adriano de Yourcenar reflete o líder que a Europa precisava no pós-Segunda Guerra. Um homem culto, pacifista, exercendo o poder de maneira esclarecida e sem esconder seus sentimentos".
Um artigo do "Sunday Times" comenta a transformação de Adriano em símbolo gay contemporâneo, graças à relação declarada e expansiva com o jovem grego Antínoo -grande paixão do imperador, a quem dedicou templos e uma cidade perto do local de sua morte.
O filme do britânico John Boorman, esperado para 2010, tem Antonio Banderas previsto para o papel do imperador e filmagens na Itália, na Espanha e no Marrocos.
agosto 25, 2008
Mamma Mia!
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Este é o trailer do filme Mamma Mia! com todas as músicas do ABBA, tendo como cenário nada menos do que a Grécia. Lançado neste verão de 2008 na Europa é possível que em breve chegue por aqui. A conferir!!!
Este é o trailer do filme Mamma Mia! com todas as músicas do ABBA, tendo como cenário nada menos do que a Grécia. Lançado neste verão de 2008 na Europa é possível que em breve chegue por aqui. A conferir!!!
Da minha lista
Estava refletindo sobre o meu frequente retorno a certos lugares e cidades. Eu que sou tão curiosa, tão “novidadeira”, detesto rotina, tenho uma tendência a voltar aos mesmos lugares, a repetir os roteiros de viagens, como se algo tivesse ficado “pendente”. A mais grave manifestação deste comportamento, que dependendo do ponto de vista pode ser considerado esnobe ou conservador, é a minha relação com Paris. Nem sei por que volto. Será que volto por causa das coisas que a gente esquece até tornar a vê-las? Tenho uma lista, tola e sentimental (acredito que cada um tenha a sua), de motivos para voltar. Dela consta o item: pharmacies - pela seriedade (eu não disse que era tola?).Até pouco tempo elas eram mais definidas com aquela cruz verde, não vendiam tantas tralhas e, absolutamente nenhuma, se auto denominava drugstore. Dentre as muitas vezes que estive em uma delas por problemas mais sérios, lembro de um vez que estava com minha filha, ainda criança, e precisava comprar um creme para o meu rosto que estava avermelhado. O vendedor transformou a compra numa detalhada “consulta” até que ficasse definido, se eu estava a “rougir” por causa do vento ou se o “rougir” era provocado pelo frio. Ou seria “rougir” de alergia? Finalmente, me vendeu algo de uma eau thermale, que nem remédio era, com a garantia de não mais “rougir”. Saí morrendo de rir da expressão intrigada de minha filha que nada tinha entendido do meu “rougido” que, de fato, desapareceu com o uso do produto.
Em outra circunstância, entrei para comprar um band aid. Chegara na véspera e, na primeira caminhada, o sapato confortável, que acreditava ser próprio para flanar , machucou o meu dedinho. O balconista muito sério me perguntou para o que era. Apontei para o meu pé. Ele saiu do balcão, fez com que eu me sentasse, tirasse o sapato, com a ternura de um fetichista obcecado por pés, examinou, limpou, levantou-se e me disse, gravemente: ”Madame, é uma bolha”! Ainda tenho alguns dos seus curativos especiais.
Mais recentemente, estava com um amigo que me pediu para comprar para ele preservativos e lubrificante. Dirigi-me ao balcão, enquanto ele ficou olhando qualquer coisa próximo à saída. O balconista me encaminhou para um colorido e diversificado painel e, muito sério, me perguntou qual o tipo de relação que teríamos. Pensei que não havia entendido e lhe pedi que repetisse. Ficou pior, pois além de esclarecer isto, eu deveria informa-lo se era P, M, G. Ele precisava dos detalhes: onde? quanto? para saber o que devia me vender. Tive que sair para resgatar o meu amigo. Ficou evidente que o meu problema não era com a língua e que eu não iria participar da festa!
agosto 24, 2008
CARLOS PAREDES
O meu amigo Antonio (ele próprio um presente que ganhei do Huguinho), tem me presenteado com o que há de melhor da cultura portuguesa. Através dele conheci o poeta Eugénio de Andrade, a artista plástica Paula Rego, os escritores Vergilio Ferreira, José Luiz Peixoto, Valter Hugo Mãe (de quem estou lendo o recém lançado O Apocalipse dos Trabalhadores), dentre outras figuras maravilhosas, inclusive do cenário musical. Recebi na semana passada O MELHOR DE CARLOS PAREDES e, desde então, não parei de ouvir a sua guitarra . Carlos Paredes(Coimbra 1925/Lisboa 2004) é um símbolo ímpar da cultura portuguesa. É um dos principais responsáveis pela divulgação e popularidade da guitarra portuguesa e foi grande compositor. Trata-se de "um guitarrista que para além das influências dos seus antepassados - pais, avós, tios, todos eles exímios guitarristas de Coimbra - mantém um estilo Coimbrão, a sua guitarra é de Coimbra, e própria afinação".
BALADA DE COIMBRA
BALADA DE COIMBRA
A beleza em contexto inusitado
Este texto se baseia em artigo do Washington Post e dá o que pensar sobre a arbitrariedade com que atribuimos beleza a determinado objeto e a nossa incapacidade para a reconhecer em contextos inusitados.
Numa experiência inédita, Joshua Bell, um dos mais famosos violinistas do Mundo, uma espécie de 'sex symbol' da música clássica, tocou incógnito durante 45 minutos, numa estação de metrô de Washington, despertando pouca ou nenhuma atenção. O jornal lançava um debate sobre arte, beleza e contextos.
Ninguém reparou também que o violinista tocava com um Stradivarius de 1713. Três dias antes, Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam 100 dólares, mas na estação de metro foi ignorado pela maioria.
A exceção foram as crianças, que, mesmo com a oposição dos pais, queriam parar para escutar Bell, algo que indicaria que nascemos com poesia e esta é depois, lentamente, sufocada dentro de nós (?!).
Bell, vestido de jeans, t-shirt e boné de basebol, interpretou "Chaconne", de Bach, que é, na sua opinião, "uma das maiores peças musicais de sempre, mas também um dos grandes sucessos da história". Executou ainda "Ave Maria", de Schubert, e "Estrellita", de Manuel Ponce - mas a indiferença foi quase total. "Foi uma sensação muito estranha ver que as pessoas me ignoravam", disse Bell, habituado ao aplauso.
A experiência motiva o debate: É a beleza um fato objetivo que se pode medir ou tão-só uma opinião? Mark Leitahuse, diretor da Galeria Nacional de Arte, não se surpreende: "A arte tem de estar em contexto". E dá um exemplo: "Se tirarmos uma pintura famosa de um museu e a colocarmos num restaurante, ninguém a notará". Para outros, como o escritor John Lane, a experiência indica a "perda da capacidade de se apreciar a beleza". O escritor disse ao "Washington Post" que isto não significa que "as pessoas não tenham a capacidade de compreender a beleza, mas sim que ela deixou de ser relevante”
Numa experiência inédita, Joshua Bell, um dos mais famosos violinistas do Mundo, uma espécie de 'sex symbol' da música clássica, tocou incógnito durante 45 minutos, numa estação de metrô de Washington, despertando pouca ou nenhuma atenção. O jornal lançava um debate sobre arte, beleza e contextos.
Ninguém reparou também que o violinista tocava com um Stradivarius de 1713. Três dias antes, Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam 100 dólares, mas na estação de metro foi ignorado pela maioria.
A exceção foram as crianças, que, mesmo com a oposição dos pais, queriam parar para escutar Bell, algo que indicaria que nascemos com poesia e esta é depois, lentamente, sufocada dentro de nós (?!).
Bell, vestido de jeans, t-shirt e boné de basebol, interpretou "Chaconne", de Bach, que é, na sua opinião, "uma das maiores peças musicais de sempre, mas também um dos grandes sucessos da história". Executou ainda "Ave Maria", de Schubert, e "Estrellita", de Manuel Ponce - mas a indiferença foi quase total. "Foi uma sensação muito estranha ver que as pessoas me ignoravam", disse Bell, habituado ao aplauso.
A experiência motiva o debate: É a beleza um fato objetivo que se pode medir ou tão-só uma opinião? Mark Leitahuse, diretor da Galeria Nacional de Arte, não se surpreende: "A arte tem de estar em contexto". E dá um exemplo: "Se tirarmos uma pintura famosa de um museu e a colocarmos num restaurante, ninguém a notará". Para outros, como o escritor John Lane, a experiência indica a "perda da capacidade de se apreciar a beleza". O escritor disse ao "Washington Post" que isto não significa que "as pessoas não tenham a capacidade de compreender a beleza, mas sim que ela deixou de ser relevante”
Una furtiva lagrima - Joshua Bell
L'Elisir d'Amore- Donizetti
DOMINGO“:
A réstea de sol encolhe no chão: tempo . Só esse sol sem cor neste dia sem cor nem jeito de domingo .Idiotice: por que domingo precisa ter um jeito especial, mania de esperar que as coisas sejam dum jeito determinado , por isso a gente se decepciona e sofre. Na mesa, os livros oferecem consolo. Vontade de ler um troço decente.. Mas é preciso passar por uma porção de besteiras até chegar ao que interessa. Vontade de ter um pensamento bem profundo, desses que fazem a gente se surpreender que tenham saído da nossa cabeça mesmo , naquela modéstia que só se tem quando se está distraído...Mas o que? Sobre a vida, um combate que aos fracos abate e aos fortes e aos bravos só pode exaltar ? Sobre o amor? Que é isso que você está vendo hoje beija amanhã não beija depois de amanhã é domingo e segunda feira ninguém sabe o que será? Ou sobre a cultura e a civilização, elas que se danem, eu não, contanto que me deixem ficar na minha? Tudo já foi pensado: vida, amor, cultura, liberdade, anticoncepcionais, comunismo, esterilização, Amazônia, exploração das potências estrangeiras, mais que nunca é preciso cantar, guerra fria e vem quente que estou fervendo . Tudo na mesma merda. Pudesse abrir a cabeça, tirar tudo para fora, arrumar direitinho como quem arruma uma gaveta . Tomar um banho de chuveiro por dentro”.
Do inventário do irremediável (Caio Fernando Abreu)
agosto 23, 2008
Dançarino de boite gay
A professora pergunta na sala de aula:
- Pedrinho qual a profissão de seu pai?-
- Advogado, professora.
- E a do seu pai, Marianinha?
- Engenheiro.
- E o seu, Aninha?
- Ele é médico.
-E o seu pai, Joãozinho, o que faz?
-Ele.... Ele é dançarino numa boate gay!
- Como assim? (pergunta a professora, surpresa)
- Fessora, ele dança na boate vestido de mulher, com uma tanguinha minúscula de lantejoulas, os homens passam a mão nele e põem dinheiro no elástico da tanguinha e depois saem para fazer programa com ele.
A professora rapidamente dispensou toda a classe, menos Joãozinho. Ela caminha até o garoto e novamente pergunta:
- Menino, o seu pai realmente faz isso?
- Não, fessora. Agora que a sala tá vazia, eu posso falar!
Ele é Deputado Federal..... Mas dá uma vergonha falar isso na frente dos outros!!!
- Pedrinho qual a profissão de seu pai?-
- Advogado, professora.
- E a do seu pai, Marianinha?
- Engenheiro.
- E o seu, Aninha?
- Ele é médico.
-E o seu pai, Joãozinho, o que faz?
-Ele.... Ele é dançarino numa boate gay!
- Como assim? (pergunta a professora, surpresa)
- Fessora, ele dança na boate vestido de mulher, com uma tanguinha minúscula de lantejoulas, os homens passam a mão nele e põem dinheiro no elástico da tanguinha e depois saem para fazer programa com ele.
A professora rapidamente dispensou toda a classe, menos Joãozinho. Ela caminha até o garoto e novamente pergunta:
- Menino, o seu pai realmente faz isso?
- Não, fessora. Agora que a sala tá vazia, eu posso falar!
Ele é Deputado Federal..... Mas dá uma vergonha falar isso na frente dos outros!!!
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