maio 09, 2008

LEON

Cidade capital da provincia de León situada na Comunidade Autónoma de Castela e León, a 320 km de Madri é cortada pelo Rio Bernesga. Foi a capital cristã da espanha em 914.

"Casa de Botines" atual sede do Banco de España foi encomendada a Gaudí por Carlos Güell, industrial têxtil catalão, para se tornar a nova sede dos negócios dos comerciantes de tecido leoneses. A construção começou em 1891. O edifício serviria ao mesmo tempo para os negócios de tecidos na parte inferior e para moradias nos andares superiores. Declarado Monumento Histórico en 1969, foi posteriormente adquirido por uma instituição financeira de León, a Caja España, que o restaurou para sua sede social




A sidra é a bebida típica das Astúrias. Embora se possa tomá-la só, pareceu-me que grande parte do prazer vem do ritual de bebê-la em rodas de amigos.
Assim, entramos no clima e bebemos sidra como os asturianos: o garçom leva ao alto a mão com que segura a garrafa e, com a outra mão, na posição oposta, segura o copo inclinado. É preciso muita pontaria para que o líquido não derrame. De qualquer maneira, os clientes não estão a salvo de respingos.
A idéia é tomar a bebida de uma vez, enquanto ela ainda está turva, com uma leve espuma provocada pelo impacto. Compartilhamos a nossa garrafa com um grupo de jovens já que não conseguimos tomá-la toda.
É descrita como um vinho feito de maçã, mas não agrada muito ao paladar mais acostumado ao vinho de uva. Seu teor alcoólico é tão baixo (5 graus na média, em comparação com os 12 graus da maioria dos vinhos).
Servindo sidra


A Catedral de León construída entre os séculos XIII e XVI é um exemplo acabado do gótico de origem francesa. Suas paredes com mais vidro do que pedra, muitas janelas com vitrais ( originais do sec. XIII) tres rosáceas e mais aberturas circulares faz seu interior ter sempre profusão de luz.



Ainda restam mostras das antigas muralhas romanas, que encerravam a cidade num quadrilátero que foi rodeado de construções e mais tarde modificado nas restaurações de Alfonso V e Alfonso IX, com a abertura das novas entradas à cidade.
Como chovia muito nos refugiamos no simpático SPA do Hotel Paris onde nos hospedamos e as muralhas foram vistas apenas do carro...Ficaram para a próxima visita!

maio 08, 2008

GUIA PARA AVENTUREIROS

Se toda viagem é uma aventura, o melhor guia de viagem deveria ser escrito por nós mesmos
"TENHO UMA relação quase erótica com os instrumentos dos quais me sirvo para escrever. Festejo, portanto, a chegada ao Brasil dos cadernos e blocos da legendária marca Moleskine.
A Moleskine começou a publicar também "guias" das principais cidades do mundo. São cadernos quase normais, cujas primeiras páginas apresentam mapas detalhados da cidade e uma lista das ruas. Depois disso, só há espaço em branco para anotações: "Eis o mapa, percorra-o, viva sua aventura e escreva seu próprio guia". Quer um bom restaurante? Nada de Michelin, converse com os nativos.
É minha viagem ideal: a gente lê, bem antes de viajar, guias e livros de história, de arte e de ficção (romances ambientados na cidade que será visitada). Se a viagem for de última hora, resta estudar o guia turístico no hotel, à noite, e marcar no mapa os percursos do dia seguinte. Seja como for, é bom sair pelas ruas levando consigo apenas um caderno, para escrever o que se tornará, depois da viagem, o "nosso" guia.
Minha descoberta de Veneza, por exemplo, aconteceu quase dessa forma. Li, antes de viajar, "The Stones of Venice", de John Ruskin ("As Pedras de Veneza", ed. Martins Fontes, esgotado, infelizmente).
Eu implicava com o amor exclusivo de Ruskin pelo gótico e com sua antipatia pelo estilo clássico, mas a inteligência e a sensibilidade do texto eram contagiantes. Ruskin sugere que se chegue a Veneza pelo mar, vindo de Chioggia, e no fim do dia, para ver a República surgir das águas na luz do pôr-do-sol. Fui de trem (melhor do que de avião, de qualquer forma); quando, mais tarde, consegui repetir a chegada de Ruskin, lamentei não ter escutado sua sugestão.
Naquela primeira estada, apenas errei pela cidade com a lembrança da leitura de Ruskin e um caderno que, de café em café, de encontro em encontro, enchi de notas.
As "pedras" não são a única razão de viajar. Ultimamente, chegaram em massa os guias da revista "Wallpaper" (ed. Phaidon). São livros de bolso, com, no fim, uma dezena de páginas brancas para anotações. O que precede são fotografias com um parágrafo de descrição. A ausência de qualquer mapa supõe um viajante que nem queira se orientar, apenas preocupado em visitar (ou melhor, em ter visitado) os lugares memoráveis ("eu estive lá"). Os ditos "lugares memoráveis" são os hotéis, os restaurantes e as lojas mais luxuosas, spas, bares na moda e alguns marcos que, às vezes, parecem ter sido escolhidos por um arquiteto enlouquecido ou por alguém que nunca colocou os pés na cidade em questão. A sensação é que são guias para não se esquecer dos lugares que vai ser obrigatório mencionar numa conversa entre emergentes na volta das férias.
Fora a antipatia pelas fraquezas narcisistas das classes emergentes, nenhuma censura: uma viagem não tem que ser obrigatoriamente um banho na "alta cultura". Mas o que não entendo é que a gente viaje para bater ponto nos lugares, artísticos ou mundanos, cuja menção futura atestará que estivemos lá. Ou seja, não entendo viagem sem aventura.
Sem chegar à ousada proposta das páginas brancas dos Moleskine, os melhores guias turísticos, hoje, tentam interessar tanto o viajante mundano quanto o viajante "artístico" (que podem ser a mesma pessoa) e, sobretudo, tentam indicar ao leitor lugares fora dos caminhos mais trilhados. Ou seja, os guias se preocupam em nos dar ao menos o sentimento de uma aventura possível. Claro, não basta: a aventura não depende apenas do encontro com o inusitado, ela é, antes de mais nada, uma disposição do espírito.
Uma surpresa: a Louis Vuitton pode ter-se tornado uma marca para quem busca sinais que confirmem seu status, mas, aparentemente, não se esqueceu de sua origem, não se esqueceu do que significa viajar. A marca acaba de publicar uma série de guias de cidades, em inglês e francês (Nova York, mais uma caixa com outras cidades do mundo). O guia de Nova York é o melhor que eu conheça -pela sóbria mistura de "dicas" tradicionais (galerias, museus etc.) e "dicas" mundanas (hotéis, restaurantes, bares, lojas, de luxo e de pechincha), pela menção de lugares nada óbvios (do Old Town Bar aos brechós) e, enfim, pela página dedicada às leituras literárias e de ficção que são a melhor "introdução" à cidade. Só falta uma lista de filmes (ou será que há uma, e eu não vi?)."
CONTARDO CALLIGARIS

ANÚNCIOS
Da Revista CULTURAQUÍ NO. 29 (MAIO/JUNHO 2008) de Salamanca, nas páginas das "exposiciones" e sem autoria:

COMPRO:
Todo tipo de deseo aplazado o no realizado
carino olvidado que es tanto
compro todo tipo de amor congelado del que queda en tu ser estampado
amor de adolescente que se sabe enganado
amor ingenuo por primeira vez pagado
compro la rabia del amor roto por el deseo de los besos no dados

VENDO:
maquinas visionarias
que tatuan en tu alma la necessidad diaria
de tocar piel metalizada de color malva
piel de noches ganadas a la niebla y a la helada
piel ajena que en su escalofrio te guarda
piel con pintura de plumas
que son coquillas de cremas afrodisiacas
que por tu piel de esponja vibradora se derraman

SALAMANCA - Cidade Européia da Cultura 2002 - Patrimônio Mundial da Humanidade desde 1998


As cidades não são iguais. Em algumas domina a arquitetura, em outras a localização e belezas naturais, existem as que se tornam irresistíveis pelos espectáculos ou animação que oferecem, existindo ainda aquelas que nos atraem pelas lembranças que despertam...
Em Salamanca o ponto alto é a História.
A cidade é pequena. Dos cerca de 150 mil habitantes, uns 40 mil são estudantes , hablando todas as línguas, o que foi perceptível no café onde jantamos em nossa primeira noite (www.erasmuscafe.com ).
Um magnífico Balzac, esculpido por Rodin, ergue-se no centro da Plaza Mayor onde palpita o coração de Salamanca e se constroem, neste momento, as instalações da Feira do Livro, de 10 a 18 deste mes.
É uma cidade para se conhecer a pé. Seu centro histórico se concentra em torno dos seculares edifícios da Universidade (as aulas foram transferidas para um campus). O rendilhado de pedra, que ganha um delicioso tom rosa quando iluminado pelo sol, está presente um pouco por todo o lado.
Unamuno, que não nasceu em Salamanca, embora com ela tenha se identificado, falou de corales de oro que reverberan al sol desnudo del invierno.
A passagem do tempo se inscreve nesta pedra arrosada, cor particularmente adequada ao chamado "plateresco" dominante. Platero, palavra que significa ourives, foi o vocábulo que deu origem à classificação deste estilo característico do Renascimento espanhol dos séculos XVI e XVII
Salamanca é um museu ao ar livre.Engana-se quem pensar que já viu tudo após ter passeado pelas ruas que ladeiam os edifícios universitários. Em primeiro lugar, porque a quantidade e proximidade dos monumentos nos confundem. Se não é fácil identificar o Convento de San Esteban, mais difícil é descobrir o que é o quê quando se trata da Universidade, ou perceber, por exemplo, onde começa a Catedral Nova e termina a Velha, ou o inverso
Além da Plaza Mayor, outras duas praças são obrigatórias: a plaza onde se ergue a Casa-Museu de Unamuno e a chamada Casa de las Muertes, em frente ao convento franciscano de las Úrsulas, e a Plaza San Boal, onde acontece no belíssimo Palacio San Boal, Escuela de Bellas Artes de San Eloy, uma exposição Pompeya y Herculano - a la sombra del Vesubio.

Origem
Salamanca parece ter origem celta e nos primeiros documentos escritos onde foi referida pelos historiadores gregos Políbio e Plutarco ou por Tito Lívio, fala-se indiscriminadamente de Helmantik, Hermándica ou Salmántica. Sob domínio Romano, Visigodo, em 589 estava cristianizada. Em 712 rende-se aos Muçulmanos. Entre 715 e até finais do século XI foi uma ciudad abierta, pelos piores motivos. Ninguém queria nela estabelecer-se, certo de que seria saqueado, ora por mouros, ora por cristãos.
Símbolos
A célebre rã de Salamanca é um baixo relevo da fachada da Universidade, está pousada sobre um crâneo e, segundo a tradição, garante ao estudante que a descobrir, no meio do delírio exposto na pedra, boa sorte nos estudos e bom casamento.
O Cielo de Salamanca é um afresco do século XV, pintado por Fernando Gallego entre 1485 e1490, que ocupava originalmente os 400m2 da abóboda da antiga Biblioteca Universitária. Atualmente, parte da obra pode ser apreciada nas Escuelas Menores, no Museu Universitário. Serviu de inspiração ao símbolo de Salamanca 2002.
Não há globalização que os faça desistir da siesta. Foi assim por uma tarde de ruas tão desertas que acabamos por nos recolher, aguardando que "eles" regressassem.
De onde? eis um mistério que não conseguimos decifrar.






maio 07, 2008

AVILA


Situada a 110 km a noroeste de Madri, Ávila tem muralhas do século XI quase intactas e têm 3 mt. de largura x 12 mt de altura e 2,5 km de extensão. Sua catedral data do século XII e foi construída metade fortaleza e metade igreja
Desempanha importante papel na história religiosa, tendo a sua Santa Teresa (nascida em 1515 era carmelita de família rica de ascendência judaica). É a Santa católica padroeira da Espanha.






MODIGLIANI y su tiempo

A exposição "Modigliani y su tiempo" reúne mais de 120 obras não só do artista mas destina-se também a analisar sua obra em face de suas relações com outros artistas, amigos, amantes e críticos de sua época, o início do século 20.
Amedeo Clemente Modigliani nasceu em 1884 em Livorno (Toscana/Itália) em uma família judia. Começou seus estudos artísticos na Itália antes de ir para Paris em 1906, onde morreu de meningite tuberculosa com apenas 35 anos.
A exposição inclui desenhos, fotografias do artista, família e amigos e fotos de sua jovem amante, Jeanne Hebuterne, que cometeu suicídio aos 21 anos de idade.
Museo Thyssen-Bornemisza, Paseo del Prado 8, Madrid


Madri es para todos

Madri tem sido uma das cidades mais visitadas do mundo. É, ao mesmo tempo, tradicional e cosmopolita. Cheia de história e de cultura. De dia ou de noite Madri surpreende pelos seus múltiplos atrativos. Além de grande centro de negócios é a sede do Governo e residencia dos Monarcas.
Habitantes e visitantes de todo mundo circulam pelas suas animadas e tranquilas calles y plazas que são verdadeiros museus ao ar livre.
É obrigatório o percurso a partir da Puerta del Sol desfrutando de vários atrativos e símbolos da cidade, dentre eles a Plaza Mayor, a Catedral de Almudena, a Ópera, o Palácio e o Teatro Real. A Porta de Alcalá, com seus tres arcos em estilo neoclássico, é outro símbolo da cidade. Na bela Plaza de España se pode apreciar a estátua de Cervantes, a Torre de Madri e o Templo Debod. Pela calle Alcalá se chega a Plaza de los Cibeles, um dos passeios preferidos não só dos turistas mas dos madrileños. Nela se pode apreciar o Palácio das Comunicações e o Banco de España.
O ponto alto e único do mundo por apresentar arquitetura, natureza, pinturas e esculturas é o Paseo del Prado .Compreende tres dos museus mais importantes: o Museu do Prado, o Museu Thyssen Bornemisza (com acervo de 800 obras e que neste momento expõe Modigliani) e o Museo Centro de Arte Reina Sofia.
Desta visita registro algumas de suas simpáticas fachadas e o que dela dizia Hemingway: “Em Madri ninguém vai dormir antes do nascer do sol” .