maio 02, 2008

PRAGA - portas

Praga é um livro vivo da história dos diferentes estilos de arquitetura. Lado a lado encontramos exemplares da arquitetura românica, gótica, renascentista e barroca assim como de arquitetura art noveau e cubista.
Minha companheira (de viagem) Wania é a fotógrafa "oficial".Não resistindo ao espetáculo que é a cidade, fiz estas em que registrei apenas algumas portas interessantes,curiosas ou simplesmente, bonitasDesde 1992, o centro histórico de Praga estendendo-se por uma superfície de 866 ha (incluindo os bairros de Hradčany com o Castelo de Praga, Malá Strana/ o Bairro Pequeno, Staré Město/ a Cidade Velha com a Ponte de Carlos e Josefov, Nové Město/a Cidade Nova e Vyšehrad) figura na lista do Património Cultural Mundial da UNESCO.








Embora não tenha ainda visto tudo, me arrisco a dizer ser esta é a mais bela capital da Europa.

abril 30, 2008

Alguém Que Já Não Fui - fragmentos

"Afinidade não é o mais brilhante, mas é o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. O mais independente.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto onde foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo medindo a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo sobre o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial (da esperança sobre a experiência).
Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar de longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o amado. Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar. Ou quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por. Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo. Mas quem sente com, avalia sem contaminar. Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar. Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
A afinidade não precisa de amor. Pode existir com ou sem ele. Independente dele. A quilômetros de distância. Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar. Há afinidade por pessoas (não seria com pessoas ?) a quem apenas vemos passar, por vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos. Há afinidade com pessoas de outros continentess a quem nunca vemos, veremos ou falaremos.
A afinidade é singular, discreta e independente, porque não precisa de tempo para existir. Afinidade é adivinhação de essências não conhecidas nem pelas pessoas que as têm. Afinidade é retomar a relação do ponto onde parou, sem lamentar o tempo da separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar. E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais, a expressão do outro sob a forma ampliada e refletida do eu individual aprimorado."

Arthur da Távola

abril 29, 2008

"The Woman's Voice"


Edson Cordeiro - show "The Woman's Voice" Convidados: Badi Assad e Ney Matogrosso

L' Eglise de St-Etienne du Mont

Ste. Geneviève é a santa padroeira de Paris. Suas relíquias se encontram na igreja que - nada entendendo de arquitetura religiosa - considero umas das mais originais: L' Eglise de St-Etienne du Mont - Montagne St-Genèvieve.
Nesta obra-prima de estilo renacentista italiano, o que mais me encanta é a dentelle de pierre ajourée e as elegantes escadas em espiral. Situada no quinto arrondissement pode (e deve) ser incluída no roteiro: Jardin de Luxembourg e Panthéon (ela se encontra à esquerda). Enquanto isto não acontece, faça esta visita em imagens (http://www.moniquetdany.noosblog.fr/) e descubra outros detalhes igualmente maravilhosos, a seu gosto.









abril 27, 2008

'Rolling Stones — Shine a light'


Shine a Light (2008) - OFFICIAL TRAILER


MUITO BARULHO POR TUDO

"Tem uns que acabaram de completar 30 anos de idade e já começam a falar coisas como no meu tempo isso, no meu tempo aquilo.Imagina então quem está fazendo 40.Ou 50. Ou mais. Está todo mundo em pânico, com medo de envelhecer. O que, de certa forma, é um medo mais razoável do que ter medo da morte: essa virá a qualquer hora e crau. Com sorte, a gente não vai nem perceber o que está acontecendo. Já envelhecer é um processo lento e com muitos dissabores. A perda da energia. A perda do pique. A perda do charme. A perda da saúde física.

Por essas e outras, recomendo a quem ama bossa nova, chorinho, jazz, música clássica, música barroca, música instrumental, pagode, samba ou bolero que vá assistir imediatamente ao documentário "Rolling Stones — Shine a light". Você pode odiar rock'n'roll, mas se ama a vida e anda sendo rondado pelo fantasma da decrepitude, o filme é um tratamento de choque da melhor qualidade. Você sai do cinema com uma visão renovada da terceira idade.

Mick Jagger fará 65 anos em julho. Keith Richards, 65 em dezembro. O baterista Charlie Watts tem 67, e o caçula Ron Wood, 61. Não dá para dizer que eles possuem uma pele de anjo — seus rostos mais parecem o Grand Canyon. O brilhante Martin Scorsese (66 anos), que dirigiu "Shine a light" com o talento que a gente conhece não é de hoje, simplesmente não teve condescendência alguma com os quatro rapazes da banda: dá pra enxergar até suas cáries.

Mas não é um filme de terror. Assistir por duas horas a Mick Jagger no palco é a prova inconteste de que lá adiante, ou ali adiante (não sei em que idade você se encontra), não há, necessariamente, perda de energia, nem perda de pique, nem perda de charme. Perda nenhuma de charme, aliás.

O homem é um dínamo. Apesar de mostrar um show quase o tempo inteiro, lá pelas tantas aparece uma cena de Jagger bem garoto, começando a fazer sucesso, com aparência de quem cheirava a leite (mas já com ar de quem cheirava outra coisa).

Um jornalista pergunta a ele: "Você se imagina fazendo a mesma coisa aos 60?" Resposta: "Fácil." Era provocação, mas o fato é que ele chegou a 2008 fazendo exatamente a mesma coisa. Só um pouquinho mais ofegante, mas menos do que muito quarentão que faz meia hora de esteira na academia.

Além de um registro histórico da banda mais longeva e mais importante depois dos Beatles, esse documentário é de tirar o fôlego.

Dá um tapa na cara do nosso cansaço, nos envergonha pela nossa falta de atitude (palavrinha manjada, mas é a que define os Stones, não tem outra) e nos avisa: velhice? Sem essa. Nós também temos um palco: aqui, este. A vida. Também temos platéia, luz, figurino, a não ser que você tenha optado por virar ermitão. Um resfriado violento pode nos jogar na cama e nos fazer sentir velhos aos 20 anos, mas, se temos saúde, não há velhice que nos detenha, a não ser que tenhamos, por vontade própria, deixado de usar o cérebro.

Vá assistir ao documentário mesmo gostando apenas de canto gregoriano. É uma injeção de adrenalina. E se você gosta de rock como eu, bom, então nem preciso recomendar nada: você já deve ter ido e está aí, fazendo planos para depois de se aposentar aos 100.

"Você pode odiar rock'n'roll, mas se ama a vida e anda rondado pelo fantasma da decrepitude, 'Rolling Stones — Shine a light' é um tratamento de choque da melhor qualidade"

MARTHA MEDEIROS

PARABÉNS RODRIGO!!!!!!


Hoje é o aniversário do mais querido genro!!!