março 27, 2008

CAMPANHAS DE PREVENÇÃO


SIDACTION - NA TV FRANCESA

Da página do Ministério da Saúde - aqui
"Plano inédito estabelece metas para combater a aids entre gays, HSH e travestis".


Desde quando aqui se reconhece os HSH? Abordagem inédita do programa, ou não?

março 25, 2008

Virgínia Wolf faz medo?


Com muitos anos de atraso, assiti, muito recentemente, ao filme ORLANDO, o que me motivou a ler mais a respeito...
Deparei-me com uma biografia - As mulheres de Virginia Wolf - (de autoria de Vanessa Curtis), concentrada em suas amizades íntimas e inspiradoras com mulheres incomuns, enigmáticas e, ocasionalmente, trágicas, que influenciaram em sua formação De sua tia avó, à fotógrafa Julia Margaret Cameron, à sua mãe são analisadas também as mulheres de sua vida adulta:a artista Dora Carrington, a escritora Katherine Mansfield, a novelista e aristocrata Vita Sackville-West (que serviu de modelo para o personagem Orlando) e a compositora Ethel Smyth.
À Virginia Woolf se deve o tratamento mais sublime que, na literatura, foi dado ao tema da bissexualidade. Em Orlando,a bissexualidade aparece travestida na androgenia do protagonista, que percorre quatro séculos numa busca incessante da sua identidade, primeiro como homem, depois como mulher.
Orlando é o arquétipo da dualidade sexual do ser humano. (Olhando-se no espelho, após se ter metamorfoseado em mulher, diz: «A mesma pessoa. Apenas um sexo diferente.»)
Ao escrever Orlando, Virginia Woolf selou o amor que a uniu a Vita Sackville-West, ofereceu-lhe a sua melhor biografia e deu-lhe a posteridade que foi negada à sua obra, ao imortalizá-la na pequena dedicatória de seu livro.
Extremamente sensível e frágil, mulher talentosa e que amava outras mulheres, em um tempo em que as mulheres tinham pouquíssimos direitos, Virginia Wolf é uma das maiores escritoras de todos os tempos.

março 23, 2008

Reciclagens necessárias

"Um homem de mente ativa e elástica desgasta as suas amizades, assim como certamente desgasta os seus casos amorosos, as suas tendências políticas e a sua epistemologia. Elas tornam-se puídas, esfrangalhadas, artificiais, irritantes e deprimentes. Transformam-se de realidades vivas em nulidades moribundas, e entram em sinistra oposição à liberdade, ao auto-respeito e à verdade. É tão repelente conservá-las, depois que se tornam ocas e podem ser sopradas como uma mosca, quanto manter uma paixão depois que esta paixão já se tornou um cadáver.
Todo homem prudente, ao lembrar-se de que a vida é curta, deveria dispensar uma hora ou duas, de vez em quando, para um exame crítico de suas amizades. Deve pesá-las, repensá-las, testar se ainda contêm algum metal. Algumas poderão sobreviver, talvez com mudanças radicais nos seus termos. Mas a maioria será varrida em poucos minutos e ele tentará esquecê-las, assim como tenta esquecer os seus frios e pegajosos amores do ano retrasado".
Henry Mencken, in 'O Livro dos Insultos (1920)'