FOR ONCE IN MY LIFE
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TEXTAMENTOS
Affonso Romano de Sant'Anna
O livro não tem um tema único, mas flerta, em grande parte dos poemas, com a morte, o amor e a velhice, numa abordagem, digamos, diferente. Em poemas curtos, troca a morbidez e tristeza comuns em textos que falam da passagem do tempo por brincadeiras e uma certa alegria com as novas descobertas.
"Estou vivendo a glória de meu sexo
a dois passos do crepúsculo.
Deus não se escandaliza com isto.
O júbilo maduro da carne me enternece.
Envelheço, sim.
E (ocultamente) resplandeço"
(Velhice erótica)
* * *
"Uns aprendem a nadar
outros a dançar, tocar piano,
fazer tricô e a esperar.
Na infância cai-se
para aprender a andar,
cai-se do cavalo e do emprego
aprendendo a cavalgar.
Em alguns aprendizados
chega-se à perfeição.
Em alguns.
No amor, não"
(Aprendizados)
Assombros
Às vezes, pequenos grandes terremotos
ocorrem do lado esquerdo do meu peito.
Fora, não se dão conta os desatentos.
Entre a aorta e a omoplata rolam
alquebrados sentimentos.
Entre as vértebras e as costelas
há vários esmagamentos.
Os mais íntimos
já me viram remexendo escombros.
Em mim há algo imóvel e soterrado
em permanente assombro.
março 13, 2008
março 12, 2008
ORIGAMI EMOLDURADO
A EVOLUÇÃO DA ARTE DO ORIGAMI- imagens .
Origami (折り紙) é uma arte milenar de origem japonesa, que tem como base a criação de formas através da dobradura de papéis, sem o uso de cortes. Origina-se a palavra do japonês e é formada por ori (dobrar) kami (papel).
O origami se modernizou com a criação da chamada dobragem criativa, que permitiu dobrar uma série de animais e pássaros. Novas e aprimoradas técnicas de dobrar o papel foram desenvolvidas, produzindo assim modelos que surpreendem até os mais antigos, sendo considerada uma arte em constante evolução.
Se transformar uma simples folha de papel numa flor, balão, ave ou qualquer outro objeto de forma tridimensional é um momento mágico, imaginem estas mesmas dobraduras em miniaturas que cabem num quadro!
Este é o original trabalho de Luiz Hirata. Com as minúsculas peças são montadas belas formas e imagens apresentando-se o origami na sua mais moderna versão : emoldurado .
Até hoje, nada do que foi feito em matéria de origami se assemelha ao que faz este inspirado artista, que tem o origami como hobby mas que, sem dúvida, dá uma contribuição valiosa para a e evolução desta arte.
Seu trabalho tem despertado o interesse e a admiração de todos que tiveram oportunidade de apreciá-lo, nas vezes em que seus quadros estiveram expostos em Curitiba e em São Paulo.
Uma pequena amostra de seus quadros:








Origami (折り紙) é uma arte milenar de origem japonesa, que tem como base a criação de formas através da dobradura de papéis, sem o uso de cortes. Origina-se a palavra do japonês e é formada por ori (dobrar) kami (papel).
O origami se modernizou com a criação da chamada dobragem criativa, que permitiu dobrar uma série de animais e pássaros. Novas e aprimoradas técnicas de dobrar o papel foram desenvolvidas, produzindo assim modelos que surpreendem até os mais antigos, sendo considerada uma arte em constante evolução.
Se transformar uma simples folha de papel numa flor, balão, ave ou qualquer outro objeto de forma tridimensional é um momento mágico, imaginem estas mesmas dobraduras em miniaturas que cabem num quadro!
Este é o original trabalho de Luiz Hirata. Com as minúsculas peças são montadas belas formas e imagens apresentando-se o origami na sua mais moderna versão : emoldurado .
Até hoje, nada do que foi feito em matéria de origami se assemelha ao que faz este inspirado artista, que tem o origami como hobby mas que, sem dúvida, dá uma contribuição valiosa para a e evolução desta arte.
Seu trabalho tem despertado o interesse e a admiração de todos que tiveram oportunidade de apreciá-lo, nas vezes em que seus quadros estiveram expostos em Curitiba e em São Paulo.
Uma pequena amostra de seus quadros:








março 11, 2008
Bálsamo

Em tempos conturbados como o nosso, ler (ou reler) Memórias de Adriano é um bálsamo.
Um misto de romance histórico e romance psicológico, baseado em impressionante pesquisa sobre o Império Romano, em que se conhece a intimidade do Imperador Adriano( viveu no século II d.C.), numa narrativa na primeira pessoa, que seria, na verdade, uma carta que ele escreve para Marco Aurélio , seu sucessor.
Narra a sua vida desde a infância, passando pelas campanhas militares, seus altos e baixos na vida política, onde Adriano se revela um estadista ideal que, gradativamente, reordena um mundo fragmentado pela guerra.
Grego e muito culto, o Adriano de Marguerite Yourcenar é interessado pelas doutrinas orientais, ambicioso o suficiente para a conquista de um império, ao mesmo tempo em que se preocupa com ecologia, melhoria da vida dos escravos e, sobretudo, com a liberdade sexual.
Parte considerável da narrativa descreve sua paixão por outro homem.
Tudo num estilo elegante e preciso, bem ao gosto dos estilistas latinos de sua época.
Um deleite!
Não resisti e trouxe para cá este trecho:
"TRAHIT SUA QUEMQUE VOLUPTAS
A cada um a sua inclinação : a cada um também o seu objetivo , sua ambição se quiserem , seu gosto mais concreto e seu claro ideal .
O meu estava contido na palavra beleza , tão difícil de definir , apesar de todas as evidências dos sentidos e dos olhos. Sentia-me responsável pela beleza do mundo .
Queria que as cidades fossem grandiosas, arejadas, banhadas por águas claras, povoadas por seres humanos cujo corpo não tivesse sido deteriorado pelas marcas da miséria ou da servidão , nem pela vaidade de uma riqueza grosseira . Que os estudantes recitassem com entonação perfeita as lições que não fossem ineptas; que as mulheres mantivessem no lar uma espécie de dignidade maternal e que todos os seus movimentos fossem perfeita imagem do poder repousante. Que os ginásios fossem freqüentados por jovens que não ignorassem jogos nem artes ; que os pomares produzissem os mais belos frutos e os campos as mais abundantes colheitas.
Queria que a imensa majestade da paz romana se estendesse a todos, imperceptível , mas presente como a música do céu em marcha; que o mais humilde viajante pudesse de um país ou de um continente a outro, sem formalidades vexatórias e sem perigos, na certeza de encontrar em toda parte um mínimo de legalidade e de cultura. Que nossos soldados continuassem a sua eterna dança pírrica nas fronteiras ; que tudo funcionasse sem obstáculos , as oficinas e os templos ; que o mar fosse sulcado por belos navios e as estradas percorridas por grande número de atrelagens . Que num mundo bem organizado, os filósofos tivessem seu lugar e os bailarinos também .
Esse ideal, modesto em suma, estaria bem próximo se os homens colocassem a seu serviço uma parte da energia despendida em trabalhos estúpidos ou ferozes ; circunstâncias felizes permitiram-me realizá-lo parcialmente durante este último quarto de século ..."
março 07, 2008
LA HABANERA / ACROSS THE UNIVERSE
FILIPPA GIORDANO
LA HABANERA
Carmem - Bizet
L’amour est un oiseau rebelle
Que nul ne peut apprivoiser
Et c’est bien en vain qu’on appelle
S’il lui convient de refuser
Rien n’y fait, menace ou prière
L’un parle bien, l’autre se taît
Et c’est l’autre que je préfère
Il n’a rien dit, mais il me plaît
L’amour est un enfant de Bohème
Il n’a jamais connu de loi
Si tu ne m’aimes pas je t’aime
Si je t’aime, prends garde à toi!
L’oiseau que tu croyais surprendre
Battit de l’aile et s‘ envola
L’amour est loin, tu peux l’attendre
Tu ne l’attends plus, il est là!
Tout autour de toi, vite, vite
Il vint, s’en va, puis il revient
Tu crois le tenir, il t’évite
Tu crois l’éviter, il te tient !
L’amour est un enfant de Bohème
Il n’a jamais connu de loi
Si tu ne m’aimes pas je t’aime
Si je t’aime, prends garde à toi!
* * * * *

ACROSS THE UNIVERSE
Espécie de musical, filme/ ficção, narra uma história comum dos anos 60, em que todos cantam os Beatles, com participações de Bono Vox, Joe Cocker e Salma Hayek. Produz mais uma (re)interpretação dos Beatles e de seu songbook. Jude (para quem cantam "Hey Jude") sai de Liverpool, à procura de seu desconhecido pai, chega em Princeton. Ao encontrar Max e Lucy ("LSD" é entoada por Bono), parte com eles para Nova York. Dividem um apartamento na Big Apple com a "sexy" Sadie (misturando Janis Joplin e Robert Plant), uma "Prudence" e mais um bando de malucos, entre eles um guitarrista que é Little Richard, Chuck Berry e Jimi Hendrix fundidos. Tendo como pano de fundo a Guerra do Vietnã, a psicodelia e o Village, eles vivem suas aventuras. Na dúvida entre manter os Beatles nos anos 60, ou no século XX, e expandi-los para a Era de Aquário, o século XXI, Across the Universe contribui para a segunda corrente.
Ficou bem legal!
Ainda a propósito do 8 de março

Londres, 7 mar - O Governo trabalhista britânico foi fortemente criticado hoje pelo jornal "The Independent" por não conceder asilo político a um homossexual e uma lésbica iranianos que o solicitaram por temerem uma condenação à morte em seu país.
O último caso diz respeito a Pegah Emambakhsh, uma lésbica de 40 anos que fugiu para a Inglaterra depois de sua companheira ter sido detida e condenada ao apedrejamento no Irã.
Os grupos de defesa dos direitos dos homossexuais indicam que há dezenas de pessoas com essa orientação sexual que solicitaram asilo no Reino Unido por temor a sofrer perseguição caso voltem ao Irã.
Pegah Emambakhsh chegou ao Reino Unido em 2005, depois de sua companheira ter sido detida pela Polícia de Teerã.
De acordo com a legislação islâmica iraniana, as lésbicas declaradas culpadas de relações sexuais podem ser condenadas a 100 chicotadas, mas, ao terceiro delito desse tipo, a condenação consiste em sua execução.
Emambakshsh esteve a ponto de ser deportada em agosto, mas seu deputado e outros parlamentares convenceram o Governo a deixá-la por enquanto no país até que se explorasse as diferentes possibilidades de recurso legal contra sua expulsão do país.
No mês passado, o Tribunal de Apelações rejeitou a solicitação que tinha apresentado para uma audiência sobre seu caso.
Emambakhsh disse nesta quinta-feira muito "decepcionada" com essa decisão, mas afirmou que recorreria ao Alto Tribunal.
* * * * * *
Recebi com a mensagem de uma amiga.
REDE GRUMIN DE MULHERES INDÍGENAS
GRUMIN/Rede de Comunicação Indígena - www.grumin.org.br (institucional)
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