dezembro 16, 2008

Millôr Fernandes


O tradutor, escritor, desenhista e humorista Millôr Fernandes reivindica a invenção do frescobol ("la pelote basque sans fronton", pelota basca sem paredão) acha que a tecnologia franqueou a escrita a gente sem talento e esnoba a ABL, numa entrevista à BRAVO!!! deste mes. Deliciosa! Para acessar clique no título desta postagem.
Millôr Fernandes, o grande filósofo brasileiro (na definição do jornalista Sérgio Augusto), vai completar 85 anos no dia 27 de maio de 2009. Esta é a versão oficial. Na verdade, nascido no subúrbio carioca do Méier em 16 de agosto de 1923, Milton Viola Fernandes já passou dessa idade. Foi registrado com quase um ano de atraso pelo pai, o engenheiro espanhol Francisco Fernandes, e sua certidão de nascimento merece respeito. É o mesmo documento que, numa bem-vinda combinação entre a caligrafia torta do escrivão e uma decisão tomada por ele mesmo no fim da adolescência, transformou Milton em Millôr.
Qualquer que seja a idade, o ano que vem será de festa. Não para o próprio Millôr, que continua trabalhando todo dia em seu estúdio numa cobertura do bairro de Ipanema, perto da praia, onde cria suas colunas para a revista Veja. Foi na militância diária do profissionalismo que, órfão muito cedo de pai e mãe, esse autodidata radical construiu desde o início dos anos 40 — "há 250 anos", como ele diz — sua obra fabulosa de escritor, humorista, desenhista, artista plástico, dramaturgo, tradutor e mais um número indefinido de títulos menos vistosos, entre eles o de inventor do frescobol. Não adianta lhe pedir que mude a esta altura. Aliás, Millôr se arrepia quando ouve falar de obra: "Obra é com o pedreiro".

Um comentário:

Anônimo disse...

Sou fã de carteirinha. Aliás, minha paixão e respeito se estente ao Helio -veja que intimidade - justifica-se minha convivencia com ele é diária.
Pra mim, o Millôr é o maior filósofo vivo deste Pais