dezembro 19, 2008

E X A G E R A D A


Carla Bruni - Nobody knows you when you're down and out

...
Tenho olhado para dentro de mim com uma freqüência e intensidade que não acontecia enquanto a vida acontecia...
Fico tentando descobrir, diante das reduzidas possibilidades, o que realmente ainda pode me trazer a tal da felicidade e o quanto de mim está disposto a manter a intensidade que tanto me define.
Não devia, mas acho que continuo a mesma:“ exagerada.” Adoro um amor inventado e impossível ... “Até nas coisas mais banais , Pra mim é tudo ou nunca mais”, como cantava o Cazuza.
Viver tem que ser intenso, tenho sempre que ir muito fundo. Mergulhando na emoção é que tudo faz sentido, arde, incendeia , alegra, machuca e cura.
Amar tem que ser como se fosse eterno, gostar como se fosse amor. Desrespeitar limites, ficar enorme, poderosa e ínfima, deixar-me levar pelo instinto... Consciente e contraditória, incoerente e incontida. Querer desistir, quase morrer, sofrer como se fosse o fim e em seguida levantar pronta para o próximo tombo. Ou salto ! Os que não resistem à uma grande onda, ressurgem inteiros, quando ela recua e desaparece...Assim sou eu.
Ainda não aprendi o outro jeito mais contido de viver. Aquela tranqüilidade (morna) que pode até ter as suas felicidades, para mim seria mais tédio do que prazer.
Continuo exagerada, deliciosamente exagerada....

Um comentário:

Anônimo disse...

Je suis excessif.....et je ne veux / vais pas changer....Et pourquoi [ou pour qui] devrais-je????? Prefiro a desmesura!!! TL