dezembro 22, 2008
O sentido marginal
O olfato foi posto em segundo plano pelo homem civilizado que, só recentemente, começou a farejar pistas sobre a importância dos cheiros.
A idéia de "roubar" perfumes da natureza surgiu do incômodo do homem com os cheiros de seu próprio corpo e dos subprodutos das atividades humanas – lixo, fezes, roupas impregnadas de suor.
"Enquanto o fedor do mundo pré-esgoto era um lembrete constante das necessidades mundanas do homem, as fragrâncias representavam um poderoso elo com o esotérico. Cheiros podiam seduzir amantes, curar os doentes e – o mais importante – ligar o humano ao divino",
Os odores do mundo têm muito a nos dizer. Perdemos a capacidade de entender essa linguagem, pelo menos no nível da consciência. Inconscientemente, cheiros podem despertar emoções ou ressuscitar lembranças perdidas – e, segundo alguns pesquisadores, substâncias que exalamos e inalamos determinam a afinidade entre parceiros sexuais. Já ouviu aquela conversa de que "rolou uma química"?
É exatamente isso.
Sobre "porque cheiramos" e o "negócio perfumado" e bem embalado!!! clicando no título.
Atualizando o texto: O livro nele mencionado de Chandler Burr já foi lançado no Brasil com o título "O Imperador do Olfato: Uma História de Perfume e Obsessão"
Assinar:
Postar comentários (Atom)



Nenhum comentário:
Postar um comentário